Economia I - ESHTE

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    05-Nov-2015
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Resumo da disciplina de Economia (2º semestre- 1º ano de GT) na ESHTE

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  • ECONOMIA

    1 Captulo - 10 princpios da Economia

    A economia a cincia que estuda a forma como as pessoas e a sociedade escolhem (comportamento) o destino dos seus recursos escassos, que podem ter usos alternativos, para satisfazer as suas necessidades que so ilimitadas. a cincia que tenta maximizar a produo de bens e servios feita com recursos que so escassos (limitados).

    Escassez - Limite de recursos na sociedade Eficincia - significa que se est a tirar o melhor proveito dos recursos escassos. Equalidade - Significa que o proveito retirado distribudo uniformemente por toda a sociedade Macro economia - comportamento de economia como um todo (distribuio do rendimento) Lei dos rendimentos decrescentes - diz que com dois fatores de produo, um fator fixo e outro varivel, a lei s se verifica com, por exemplo, o capital (K) fisico, nomeadamente, mquinas e ferramentas, e o trabalho (L) qualificado e no qualificado, sendo o factor fixo a Terra. Bem - algo que satisfaz uma necessidade humana Bem econmico - algo escasso com custo de oportunidade Bem livre - algo que no escasso nem apresenta custo de oportunidade Recursos - aquilo que no satisfaz diretamente una necessidade humana mas que serve para a produo de bens (terra, mquina, trabalho) Consumo - a utilizao de bens para a satisfao das necessidades Custo de oportunidade - verdadeiro valor das coisas pois aquele pelo qual fazemos uma escolha que nos satisfaa e esteja dentro das possibilidades de escolha.

    O problema econmico trata-se de uma escolha, de uma deciso, num ambiente de escassez. De facto, as sociedade tm que tomar muitas e importantes decises: O que produzir? (que produtos, que quantidades e quando?) Como produzir? (por quem, de que forma e com que recursos?) Para quem produzir? (quem beneficia com a produo e como se divide a produo nacional

    entre as vrias famlias?)

    A racionalidade significa que cada agente, no caso geral, vai tentar minimizar o esforo e o tempo despendido para obter o seu fim. O principio da racionalidade implica optimizao e coerncia. Os agentes procuram o que melhor satisfaz os seus objetivos e, nas mesmas circunstncias, tomam as mesmas decises.

    Postulado do equilibrio - os mercados tendem a fazer as coisas de modo rpido e equilibrado (mo invisvel)

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  • 10 princpios da economia

    A. Tomada de decises

    1 princpio - Os agentes enfrentam trade-offs (no h almoos grtis)

    Micro - deciso de afectao do tempo, do rendimento Macro - Eficincia vs equalidade; Ambiente vs nvel de PIB; Inflao vs Desemprego

    2 princpio - O custo de algo o que se tem de sacrificar para o obter

    Custo de oportunidade (CO) - o valor que se d para a obteno de um produto/servio (custo implcito) Custo econmico (CE) - custo explicito + custo implcito Custo contabilstico (CC)- custo explicito

    13 CAPITULO:

    LUCRO (PI) - RECEITA TOTAL (RT) + CUSTOS TOTAIS (CT)RECEITA TOTAL - PREO X QUANTIDADECUSTOS TOTAIS - CUSTO ECONMICO OU CUSTO CONTABILSTICO

    LUCRO ECONMICO (PIECO) - RECEITA TOTAL (RT) - CUSTO ECONMICO (CE)LUCRO CONTABILSTICO (PICONT) - RECEITA TOTAL (RT) - CUSTO CONTABILSTICO (CC) > LUCRO ECONMICO (PIECO)

    3 princpio - Os agentes racionais decidem na margem. Ex: valor a cobrar pelo preo do bilhete de avio.

    Ajustes marginais - pequenas alteraes a um plano de ao Benefcios marginais - aumento dos benefcios que tenho, face situao em que j estava. Sunk cost - custo que j foi comprometido/gasto e que j no se recupera. um custo que, independentemente da nossa escolha, no pode ser evitado.

    Geralmente, os agentes conseguem tomar melhores decises se pensarem na margem . Ou seja, comparam os custos marginais e os benefcios de uma determinada opo e escolhem-na se e s se os benefcios marginais forem maiores que os custos marginais.

    4 princpio - Os agentes reagem a incentivos. Ex: salrios, preos.

    Pelo facto das pessoas tomarem decises comparando os benefcios e o custos marginais, o sei comportamento pode alterar-se quando os custos ou benefcios se alteram. Ou seja, as pessoas reagem ao incentivo.

    B. Como interagem os AgentesPgina de 2 21

  • 5 princpio - O comrcio pode ser vantajoso para todos os agente envolvidos.

    Especializao - produo daquilo em que tem maior vantagem relativa ou absoluta e consumo do que mais se gosta. Garante tambm mais eficincia, ou seja, produzir mais em menos tempo e com maior qualidade Diviso internacional do trabalho - consistem em cada pas se especializar na produo de alguns bens ou prestao de determinados servios e obter outros no mercado externo (trocas)

    atravs da troca que se atinge a harmonia do sistema econmico.

    6 princpio - Os mercados so, normalmente, uma boa forma de organizar a actividade econmica (Economia de mercado)

    Economia de mercado - uma economia em que os recursos so distribudos atravs das decises descentralizadas das vrias empresas e famlias que integrem nos mercados de bens e servios

    Com o resultado as decises tomadas pelos vendedores e consumidores, o preo do mercado reflete em ambos os custos que um bem tem para a sociedade e os custos que a sociedade teve para fabricar esse bem.

    7 princpio - O governo pode, por vezes melhorar a soluo de mercado. (Falhas de mercado, externalidade e poder de mercado)

    Embora os mercados sejam m+normalmente uma boa forma de organizar a atividade econmica, existem excees regra. O estado intervm para garantir a eficincia, a equidade e a estabilidade.

    Direitos de propriedade - a habilidade de um cidado possuir e controlar os seus prprios recursos. Falha de Mercado - situao em que o mercado, por si s, no consegue uma distribuio eficiente dos recursos sendo estas a externalidade, os bens pblicos e os monoplios naturais. Externalidade - um impacto, que a ao de um agente econmico tem sobre o bem-estar de terceiros que no participaram na ao, no qual nenhum deles paga nem recebe nenhuma compensao por esse efeito. Bens Pblicos - so bens ou servios dos quais ningum pode ser impedido de usufruir e que ao ser utilizado por um, a utilidade que tem para o outro no diminui. Os bens so classificados segundo duas caractersticas:

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  • Monoplios Naturais (poder de mercado) - surge quando uma nica empresa consegue fornecer um determinado bem ou servio, ao mercado, a um custo menor do que conseguiram duas ou trs.

    C. Como a economia funciona como um todo

    8 princpio - O nvel de vida de uma sociedade depende da sua capacidade de produzir bens e servios

    Quase toda a variao do nvel de vida entre pases deve-se sua capacidade produtiva - produtividade. A produo de grandes quantidades de bens e servios por unidade de tempo levam a um melhoramento no nvel de vida da sociedade.

    Produtividade - a quantidade de bens e servios produzidos por um trabalhador, por unidade de tempo. Taxa de crescimento da produtividade - determina a taxa de crescimento do rendimento mdio desse pas.

    9 princpio - Os preos sobem quando o governo imprime demasiada moeda

    Inflao - subida sustentada e generalizada dos preos numa economia.

    A principal causa da inflao o aumento da moeda em circulao. Quando isso acontece, o valor da moeda cai e os preos sobem para compensar essa desvalorizao.

    10 princpio - A sociedade enfrenta um trade-off, a curto prazo, entre desemprego e inflao

    Este trade-off a curto prazo existe porque alguns preos demoram a ajustar-se. Por exemplo, se a quantidade de moeda em circulao diminuir, a consequncia a longo prazo ser descida generalizada dos preos (deflao). Contudo, nem todos os preos se ajustam de imediato. A curto prazo, ao reduzir a moeda, as pessoas gastam menos. Isto associado a preos que ainda se mantm muito elevados e consequentemente reduz a quantidade de bens e servios que as empresas vendem (despedimento).

    Rivalidade no consumo

    Capacidade de excluir consumidores

    SIM NO

    SIM Bem privado Monoplios naturais

    NO Recursos comuns Bens pblicos

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  • Em suma, a reduo da quantidade de moeda em circulao, eleva temporariamente (pode durar vrios anos) o desemprego, at os preos terem sido ajustados completamente mudana.

    Ciclo de negcios - flutuaes na atividade econmica, tais como o emprego e a produo.

    2 Captulo - A pensar como um economista

    O que faz da economia uma cincia o seu mtodo de estudo. Tal como todas as cincias, existe um desenvolvimento e uma anlise das teorias formadas e assim que a economia se estuda tambm. Experimentao - atravs do recurso histria Observao direta dos fenmenos Anlise critica - formulao e teste de teorias econmicas, atravs da matemtica e da

    estatstica

    A economia enquanto ciencia

    Fatores de produo - aquilo que utilizado no processo produtivo, mas que no incorporado no produto final, mas que se vai desgastando com o uso. So eles: o capital fisico (K), o trabalho (L) qualificado (capital humano) e no qualificado e a Terra. Despesas - o que cada cidado gasta para sobreviver e pagar outros tipos de luxurias. Rendimento - o que cada cidado ganha ao longo de cada ms ou ano. Produo - o que produzido ao longo de cada hora, ms ou ano.

    Hiptese coeteris paribus

    o resto fica igual permite isolar uma parte do problema, reduzindo-o a dimenses tratveis e permitindo obter concluses claras.

    Fronteira de Possibilidade de Produo (FPP)

    Neste caso, considera-se que a economia produz apenas 2 bens e que as industrias produtoras desses bens utilizam apenas todos os fatores produtivos dessa economia A economia pode produzir a qualquer ponto dentro (pontos ineficientes) ou na linha (pontos eficientes) de fronteira de possibilidade de produo, mas no pode produzir a qualquer ponto fora dessa linha (pontos impossveis), pois os recursos so escassos e