Revista Economia Rio

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Revista Economia Rio

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  • ............................

    4

    Diretor: Luiz Alberto BettencourtDiretora Executiva: Joyce MartinsEditora: Cristina Alves (MTb 19.683)Relaes Institucionais: Thaisa BianchiDireo de Arte: VX ComunicaoRelaes Comerciais: Leila Garcia, Jorge Abreu Fotgrafo: Marco A. BritoAdministrativo: Eliana Rodrigues e Beth PinheiroTradutor: John JardineRevisora: Denise Scofano

    REDAO, PUBLICIDADE E ADMINISTRAOPensar Comunicao - Rua Miguel Pereira, 64Humait - CEP 22261 090 - Rio de Janeirowww.pensarcomunic.com.br(F) www.facebook.com/PensarComunicacaoTel.: +55 (21) 3970-1552 / 2507-2451

    IMPRESSOEDIGRFICA

    APOIO ACADMICO Ibmec www.ibmec.brTel.: +55 (21) 3284-4000 End: Av. Presidente Wilson, 118 Centro - Rio de Janeiro

    PPPs, a chave para o investimento16

    Coluna

    Coluna

    59

    50..............

    Ibmec Rio Informa

    SESI/SENAI Indstrias do Rio

    BRT impulsiona mercado imobilirio52....................................Mobilidade

    08

    14

    .......................................

    ....................................

    Inovao

    Imaginao

    Caminhos para empreender54..............................Horizonte 2030

    Quanto vale o sol que brilha para voc?45.........................................Energia

    Turismo depois dos Jogos 201624...................................Rio Olmpico

    Rio vira sinnimo de biotecnologia

    Nem s de petrleo...

    ndice

    .............................Competitividade

    Economia Rio - Junho 2015

    Economia Rio um projeto de branding do desenvolvimento econmico, social, poltico e cultural do Rio de Janeiro. Cada editoria, com suas respectivas cores, corresponde a um atribu-to de marca. Tambm conhecidos como valores fundamentais, estes atributos representam a essncia da marca que queremos transmitir. um conjunto de caractersticas que identificam o carter, a personalidade e os aspectos fsicos da marca Economia Rio.

    A sada pela floresta34................................Produtividade

    Solues para a Crise Hdrica

    Criatividade 37...................................

    Um novo conceito para administrar a cidade48...........................Qualidade de Vida

    Nestl cria mata virtual no sul -sudeste51............Responsabilidade Corporativa

  • Editorial

    5

    O Estado do Rio sofre, diminui seu crescimento, mas est longe de ser paralisado, pela reduo dos preos internacionais do petrleo, pela queda na arrecadao e pelos grandes cortes de programas da Petrobras.

    claro que esses dados da realidade afetam nosso Estado, como, de resto, todo o pas.

    Nesta edio, no entanto, Economia Rio busca ver o Rio para alm de sua riqueza maior e mostra que iniciativas podem mover a economia fluminense.

    Ouvimos empresrios, autoridades e especialistas.

    Na rea de novas vocaes que temos, nos deparamos com a biotecnologia, alimentada por institutos de pesquisa que atingiram o nvel de excelncia.

    Energia, desenvolvimento florestal e interiorizao do turismo esto nesse mesmo radar.

    Entre os setores que continuam crescendo, vimos que alimentos e bebidas no param de encher pratos e taas, elevando produo, conquistando mercados.

    Da parte do governo, as Parcerias Pblico-Privadas so a mais forte alavanca para manter investimentos em reas bsicas, como saneamento e mobilidade.

    Enfim, pode-se afirmar que a diversificao da economia, empurrada pela crise econmica, , tambm, a chave do futuro, se soubermos aproveitar as oportunidades que se abrem.

    Diversificar para continuar crescendo

    Os editores

    Junho 2015 - Economia Rio

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  • Editorial

    7Junho 2015 - Economia Rio

    A BIOTECNOLOGIA dever ocupar uma posio central nas economias fluminense e nacional a partir deste ano, substituindo as lacunas deixadas pela queda de receitas do setor de petrleo e gs. A tradio do Rio de Janeiro nessa rea vem da criao do Plo Bio-Rio pela prefeitura, em 1988. Localizado na Cidade Universitria da UFRJ, o Bio-Rio foi o primeiro parque tecnolgico dedicado s Cincias da Vida na Amrica Latina.

    Criado pela prefeitura e tendo como cofundadores da rea empresarial a Firjan e a ACRJ, o Bio-Rio teve seu investimento complementado por agncias federais (Finep, CNPq e BNDES) e foi ancorado nas duas principais instituies cientficas do Estado, a UFRJ e a Fiocruz. Bio-Rio tem hoje 41 empresas residentes, sendo 13 delas de mdio porte, que investiram recursos prprios de US$50 milhes em pesquisa e produo, em associao com a grande indstria da sade e com outras instituies acadmicas no Estado do Rio (UERJ, UFF, UENF), em outros estados e no exterior. Alm da rea da Sade, a Biotecnologia no Estado do Rio se estende a outras aplicaes.

    No agronegcio, a Biotecnologia liderada no Rio por dois Centros da Embrapa e pelas grandes universidades agrcolas do Estado (especialmente UFRRJ e UFF). A novssima vertente de Biotecnologia da Biodiversidade aproveita-se de empresas como a Extracta, com suas colees de amostras vegetais de interesse para Farma, Bem Estar e outras aplicaes industriais.

    O Estado vem liderando a Rede Brasileira de Biotecnologia da Biodiversidade, uma plataforma de conhecimento que rene academia, empresas e governo em todo o territrio nacional para o aproveitamento de nossas riquezas naturais. Estado e cidade atraram empresas da rea de Beleza e Bem-Estar, tipificadas pelo Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovao para cosmticos da Loreal no Fundo, um investimento previsto de US$ 70 milhes, um dos maiores da empresa fora da Frana.

    O Estado do Rio de Janeiro concentrou atenes na Biotecnologia e na Biodiversidade como propostas de complementao dos investimentos pblicos e privados em petrleo e gs. O GECIV - Grupo Executivo do Complexo Industrial das Cincias da Vida foi criado pelo governo estadual em 2011, com essa misso.

    Um novo protagonista

    Antonio Paes de Carvalho, MD, PhD, MBA Professor Emrito da UFRJ,

    Fundador do Plo Bio Rio e Presidente da EXTRACTA Molculas Naturais S/A

  • inovao

    8 Economia Rio - Junho 2015

    m terreno de 570 mil metros quadrados localizado no Distrito Industrial de Santa

    Cruz, na Zona Oeste da capital, est destinado a transformar o Estado do Rio de Janeiro no principal polo de biotecnologia no Brasil e um dos mais importantes no Hemisfrio Sul. Com investimento de R$ 3 bilhes, ali est sendo construdo o Complexo Industrial de Biotecnologia em Sade (CIBS) de Bio-Manguinhos, que multi-plicar por seis a capacidade de pro-duo de vacinas, reagentes e outros produtos biotecnolgicos da autarquia federal, passando de 20 milhes para 120 milhes de frascos por ano. O projeto fazer de Bio-Manguinhos, a partir de 2018, um ncleo de atrao de empresas _ em geral pequenas _ geradoras de tecnologias, de modo a constituir em Santa Cruz uma espcie de cluster biotecnolgico.

    Rio vira sinnimo de biotecnologiaChico Santos

    U O CIBS nasce do xito que tivemos em dominar as tecnologias das parcerias nas quais entramos para o desenvolvimento de novos produtos, levando necessida-de de aumentar em muito a produo do que j fazamos e tambm desses novos produtos, explica Artur Roberto Couto, diretor-geral de Bio-Manguinhos. A con-cretizao desse objetivo est atrelada a outro salto, na rea institucional. Foi concludo pelo governo federal o projeto de lei que retira de Bio-Manguinhos as amarras da sua condio de autar-quia, transformando-o em uma empresa pblica com autonomia para gerenciar em todos os nveis a transformao em curso. A expectativa de Couto que o projeto seja encaminhado e votado pelo Congresso Nacional ainda este ano. Todo o desenho est feito, inclusive o plano de cargos, afirma.

    Santa Cruz o maior e mais ambi-cioso projeto em execuo por Bio-Manguinhos, mas a instituio est

    investindo, no total, mais de R$ 3,5 bilhes em trs empreendimentos de expanso, sendo dois deles dentro do campus da Fiocruz, localizado no bairro de Manguinhos, Zona Norte do Rio. O primeiro deles a construo de um Centro Integrado de Prottipos, Biofrmacos e Reativos (CIPBR), em um prdio totalmente novo de 17 mil m2.

    O prdio, quase pronto para inaugura-o, abrigar trs fbricas: uma de bio-frmacos, uma de reativos para diagns-ticos e a primeira planta de prottipos na rea biotecnolgica do pas, desti-nada a preencher uma lacuna, liberando outras reas industriais para a fabri-cao de produtos j desenvolvidos. Segundo Couto, a planta de prottipos dever entrar em operao ainda este ano e no servir apenas a Manguinhos: vai prestar servio a todas as empresas interessadas em desenvolver seus novos projetos sem comprometer a capacidade atual de produo

    Projeto da construo do complexo industrial de Biotecnologia em Sade/Foto: Divulgao Bio-manguinhos

  • inovao

    9Junho 2015 - Economia Rio

    O outro projeto uma unidade de fabricao de vacinas contra rotavrus, prevista para entrar em operao no fim deste ano ou incio de 2016. Em parceria com a gigante internacional GlaxoSmithKline (GSK), a fbrica tem investimento de R$ 80 milhes e, de acordo com Couto, dever se transfor-mar em uma base para exportao de vacinas. Tanto o CIPBR como a unidade de vacinas para rotavrus esto sendo construdos com recursos gerados pelas operaes de Bio-Manguinhos, que tem como principal cliente o Ministrio da Sade, seu controlador. A planta de prottipos tem financiamento do BNDES (R$ 30 milhes).

    O complexo de Santa Cruz foi con-cebido para ser feito com recursos oramentrios do Ministrio da Sade e, at o comeo deste ano, j tinha absorvido investimentos de R$ 270 milhes, estando previstos, para at o fim de 2015, mais R$ 300 milhes.

    Segundo Maurcio Zuma, gerente do projeto, os recursos para as obras no esto entre os alvos dos cortes promo-vidos pelo Ministrio da Fazenda no Oramento da Unio deste ano.

    Zu