Analise Ergonomica Orquestra

Click here to load reader

  • date post

    21-Dec-2015
  • Category

    Documents

  • view

    10
  • download

    1

Embed Size (px)

Transcript of Analise Ergonomica Orquestra

  • Universidade de Braslia Instituto de Psicologia

    Quando tocar di: Anlise Ergonmica da Atividade de

    Violistas de Orquestra

    Autora: Cristina Porto Costa Orientadora: Profa. Dra. Jlia Issy Abraho

    Braslia, 1 semestre de 2003

  • Banca examinadora:

    Profa. Dra. Jlia Issy Abraho (Presidente) Prof. Dr. Mrio Csar Ferreira (Membro) Profa. Dra. Ana Magnlia Bezerra Mendes (Membro) Prof. Dr. Ricardo Jos Dourado Freire (Suplente)

    Dissertao de Mestrado Cristina Porto Costa

  • Msica, como todas as ocorrncias nas artes, o

    resultado de variadas relaes e foras. Msica

    tempo. Tempo movimento. Movimento tenso.

    (Koellreutter, 1999)

    ... indispensvel adaptar o instrumento s

    possibilidades de movimento do homem e no o inverso,

    j que o violino foi construdo para o homem e no o

    homem para o violino.

    (Mejia, 1977)

    Mais recentemente, a msica instrumental separou-se

    da poesia e, na msica sinfnica, o trabalho fsico de

    tocar os instrumentos separou-se da concepo da

    msica: aqui instrumentistas, l o maestro.

    (Kraus, 1998)

    Dissertao de Mestrado Cristina Porto Costa

  • Dedico este trabalho

    A Fernando de Macedo Vasques, amigo e companheiro, pelo

    caminho percorrido.

    A Jos Bandeira (in memoriam), por sua viso de mundo, seu

    entendimento do papel transformador do trabalho e sua crena na

    possibilidade de justia social.

    A todos aqueles que se interessam pelas condies de trabalho dos

    msicos e buscam sua melhoria. Possam seus esforos produzir

    frutos saudveis.

    Dissertao de Mestrado Cristina Porto Costa

  • Agradeo minha me, Hulda, pelo amor msica e a meu pai, Pedro (in memoriam), pelo amor aos estudos. A Fernando de Macedo Vasques, pelo carinho, incentivo e suporte. A Denise Campos de Moraes, pelo ombro amigo e porto seguro. A seus filhos, Ceclia e Samuel, pela alegria de sempre. professora Jlia Issy Abraho, orientadora flexvel e aberta ao novo, pela acolhida s minhas inquietaes, pela pacincia e ensinamentos. Aos colegas do Laboratrio de Ergonomia, Alexandre Silvino e Maurcio Sarmet, pela arte da pergunta, pelo coleguismo e bagagem compartilhada. A Andrea Castello Branco e Marcelo Jdice, por outras artes e cores, pelo suporte tcnico, pela disponibilidade generosa, amizade e ajuda constante. A Odala Novaes Freire, por tornar o incio deste trajeto mais fcil. A Diana Lcia Pinho - o pequeno holofote, pelas luzes, exortaes e estmulo. Seu auxlio foi inestimvel! Aos professores Mrio Csar Ferreira e Ana Magnlia Bezerra Mendes, pelo muito que descortinaram e motivaram em suas disciplinas. professora Ada Assuno, pela substancial ajuda no delineamento desta pesquisa. Ao Instituto de Psicologia da Universidade de Braslia, em especial ao departamento de Psicologia Social e do Trabalho e ao Laboratrio de Ergonomia, pela acolhida e oportunidade de realizar este trajeto. Ao sr. Baslio, estimado funcionrio do Instituto de Psicologia, pelo atendimento sempre solcito. Escola de Aperfeioamento dos Profissionais da Educao (EAPE Subsecretaria de Educao Pblica/SEE), por viabilizar minha dedicao integral a este estudo. Aos colegas da Escola de Msica de Braslia, que gentilmente disponibilizaram material e mantiveram horas de conversas preciosas: Andr Nobre Mendes, Luiza Volpini, Patrcia Pederiva e Raimundo Nilton. A Sara Jofilly, pelas terapias circunstanciais e cafs enriquecedores. A Pablo Vasques Bravo-Villalba, Lucila Morais da Silveira e Paulo Paniago, pelas eventuais consultorias, socorros e ajustes... Especialmente, aos msicos violistas que possibilitaram a realizao desta dissertao, o meu sincero obrigado. Sem vocs, a histria seria outra...

    Dissertao de Mestrado Cristina Porto Costa

  • Sumrio

    Lista de Figuras..............................................................................................................................x Resumo...........................................................................................................................................xi Abstract .........................................................................................................................................xii 1 Introduo ..............................................................................................................................1 2 Referencial Terico ................................................................................................................4

    2.1 Arte: um trabalho peculiar...........................................................................................4 2.1.1 Msica, linguagem e comunicao .........................................................................5 2.1.2 Fazer musical: a arte como atividade ......................................................................7 2.1.3 Msica orquestral: o fazer coletivo .........................................................................8 2.1.4 Comunicar para cooperar, cooperar para comunicar: a ao construda na

    orquestra ................................................................................................................10 2.1.5 Interaes e comunicao: construindo o coletivo de trabalho.............................14

    2.2 O instrumentista enquanto intrprete.......................................................................15 2.2.1 O intrprete e a codificao musical .....................................................................16

    2.3 A viola: caractersticas e percurso.............................................................................19 2.4 O concerto: produto e ritual.......................................................................................20

    2.4.1 Coordenao e controle: o maestro como intrprete.............................................21

    2.5 Aspectos da formao do msico intrprete .............................................................25 2.5.1 Solicitaes cognitivas na formao e na atividade do intrprete.........................27 2.5.2 O intrprete e a aprendizagem motora ..................................................................30

    2.6 A dor na profisso musical e a cultura da dedicao...............................................33 2.6.1 A dor como sintoma ..............................................................................................46

    2.7 Ergonomia: conceitos, objetivos e fundamentos.......................................................52 2.7.1 Tarefa e Atividade: prescrio e realidade no trabalho.........................................54 2.7.2 O trabalho e suas diferentes dimenses.................................................................59 2.7.3 Facetas do trabalho: da satisfao ao medo ..........................................................68

    3 Metodologia ..........................................................................................................................77 3.1 Modelo metodolgico ..................................................................................................77 3.2 Procedimentos..............................................................................................................79 3.3 Instrumentos ................................................................................................................82

    4 O contexto .............................................................................................................................83 4.1 Funcionamento da instituio: caracterizao do contexto scio-tcnico - a

    orquestra, sua estrutura administrativa e tcnica. ..................................................83 4.2 Caracterizao da populao .....................................................................................87

    5 Resultados e Discusso ........................................................................................................88 5.1 Quando tocar di: as queixas de dor relacionadas atividade...............................88 5.2 O trabalho dos msicos: caractersticas e confronto de prescries ......................90

  • viii

    5.3 O espao de trabalho...................................................................................................94 5.4 O posto de trabalho .....................................................................................................96 5.5 O trabalho dos violistas: a dupla jornada.................................................................99 5.6 O ciclo de trabalho dos violistas...............................................................................100 5.7 Dimenso cognitiva na atividade dos violistas: a marcao de arcadas como

    estratgia de regulao coletiva ...............................................................................106 5.8 Da batuta do maestro organizao do trabalho ..................................................112 5.9 O perodo de formao e a dor.................................................................................115 5.10 Variabilidade na atividade dos violistas: fatores e regulao ...............................118

    6 Concluso ...........................................................................................................................121 7 Referncias Bibliogrficas .................................................................................................123 8 Anexos.................................................................................................................................133

    Anexo - A................................................................................................................................133 Anexo - B ..........