Trabalho Final Plano de Intervenção Charcot Marie Tooth

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  • Beja, 17 de Janeiro 2014

    Discentes:

    Adriana Ferreira, n12963

    Ana Azevedo, n 12964

    Clia Oleiro, n 12611

    Joana Pitas, n 12622

    Plano de Interveno

    Doena Charcot-Marie-Tooth

  • 1

    INSTITUTO POLITCNICO DE BEJA

    ESCOLA SUPERIOR DE SADE

    METODOLOGIAS PLANEAMENTO E INTERVENO I

    III Curso de Licenciatura em Terapia Ocupacional

    Plano de Interveno na doena

    Charcot-Marie-Tooth

    Docente: Maria da Guadalupe Almeida

    Beja, 17 de Janeiro de 2014

    Discentes:

    Adriana Ferreira, n12963

    Ana Azevedo, n 12964

    Clia Oleiro, n 12611

    Joana Pitas, n 12622

  • 2

    LISTA DE ABREVIATURAS, ACRNIMOS E SIGLAS

    AVD Actividades de Vida Diria

    CMTA- Charcot-Marie-Tooth Association

    CMT- Charcot- Marie- Tooth

    T.O Terapia Ocupacional

  • 3

    NDICE

    INTRODUO ..................................................................................................................................... 4

    1- ENQUADRAMENTO TERICO DA PATOLOGIA ........................................................................... 5

    1.1- DEFINIO .......................................................................................................................... 5

    1.2- ETIOLOGIA .......................................................................................................................... 5

    1.3- SINTOMAS .......................................................................................................................... 6

    1.4- DIAGNSTICO ..................................................................................................................... 6

    1.5- PROGNSTICO .................................................................................................................... 7

    1.6- TRATAMENTOS ................................................................................................................... 7

    2- PLANO DE INTERVENO ........................................................................................................... 8

    2.1- CONCLUSES DA AVALIAO ............................................................................................ 8

    2.2- MODELOS TERICOS ........................................................................................................ 10

    2.3- OBJETIVOS GERAIS E ESPECFICOS ................................................................................... 10

    2.4- ABORDAGENS DE INTERVENO ..................................................................................... 12

    3- IMPLEMENTAO DA INTERVENO ...................................................................................... 13

    4- ORGANIZAO DAS SESSES DE INTERVENO ..................................................................... 14

    4.1- SESSO 1 .......................................................................................................................... 14

    4.2- SESSO 2 .......................................................................................................................... 14

    4.3- SESSO 3 .......................................................................................................................... 15

    4.4- SESSO 4 .......................................................................................................................... 16

    4.5- CONSIDERAES ESPECIAIS DAS SESSES ....................................................................... 16

    5- CONCLUSO ............................................................................................................................. 17

    6- BIBLIOGRAFIA ........................................................................................................................... 18

  • 4

    INTRODUO

    No mbito da Unidade Curricular Metodologias de Planeamento e Interveno I, inserida

    no 3 curso de Licenciatura de Terapia Ocupacional, foi-nos proposta a realizao de um plano de

    interveno baseado na observao de um vdeo. Posto isto, decidimos optar por um vdeo onde

    possvel visualizar uma criana de nove anos de idade com patologia de Charcot-Marie-Tooth,

    envolvida em tarefas orientadas por uma Terapeuta Ocupacional.

    Este trabalho tem como principal objectivo aprofundar conhecimentos, j leccionados

    nesta unidade curricular, bem como adquirir novas aprendizagens que possam contribuir para

    uma boa prtica enquanto futuros Terapeutas Ocupacionais. Para a realizao deste, recorremos

    a artigos cientficos, livros, dissertaes disponveis na Internet e a contedos programticos

    fornecidos pela docente.

    No que diz respeito, estrutura do trabalho este encontra-se dividido em quatro partes

    respectivamente, o enquadramento terico da patologia, o plano de interveno, a organizao

    das sesses de interveno e a concluso. Na primeira parte iremos descrever a patologia, a sua

    etiologia, os sintomas, o diagnstico, o prognstico bem como os tratamentos a apropriar. De

    seguida, no plano de interveno, identificaremos os pontos fortes e pontos fracos que podemos

    observar no vdeo assim como, os objectivos gerais e especficos a desenvolver com a criana.

    Relativamente, organizao das sesses de interveno ser exposto diversas actividades que

    vo ao encontro dos objectivos.

    Por ltimo, iremos fazer uma concluso onde reflectimos acerca das maiores dificuldades

    sentidas ao longo da elaborao do presente trabalho assim como, da contribuio deste trabalho

    para a prtica futura.

  • 5

    1- ENQUADRAMENTO TERICO DA PATOLOGIA

    1.1- DEFINIO

    A patologia Charcot-Marie-Tooth, conhecida tambm como neuropatia sensorial ou

    atrofia muscular peroneal, compreende um grupo de doenas que afectam os nervos perifricos.

    Estes encontram-se exteriores ao crebro e medula espinhal, inervando para os msculos e para

    os rgos sensoriais. Esta patologia caracterizada por uma desordem do sistema nervoso que

    danifica os nervos perifricos, sendo designadas por neuropatias perifricas que provocam

    fraqueza, deteriorao muscular e diminuio da sensibilidade em alguns membros. Inicialmente,

    esta doena causa fragilidade nos membros inferiores e posteriormente desencadeia-se uma

    atrofia nos msculos da mo, provocando a perda de sensibilidade dor e temperatura.

    Manifesta-se sobretudo nas mos e/ou ps, podendo afectar todas as pessoas, todas as raas e

    todas as etnias, atingindo cerca de 2,8 milhes de pessoas em todo o mundo.

    1.2- ETIOLOGIA

    Charcot-Marie-Tooth uma doena gentica caracterizada por uma desordem nos genes.

    Deste modo, a causa mais comum desta patologia a hereditariedade dominante, uma vez que

    passada de gerao em gerao, ou seja, filhos cujos pais possuem esta doena tm 50% de

    probabilidade de a vir a desenvolver. Contudo, algumas causas podem ser derivadas

    hereditariedade recessiva dado que uma pessoa pode ser afectada mesmo quando os seus pais

    no tm CMT devido a uma mutao durante o processo de produo dos vulos ou dos

    espermatozides.

  • 6

    1.3- SINTOMAS

    Nos diversos tipos de Charcot-Marie-Tooth surgem alguns sintomas, normalmente antes

    dos 20 anos, tais como:

    Deformidade nos ps (ps arqueados);

    P pendente (incapacidade de manter o p na horizontal);

    Marcha com os ps a arrastar;

    Perda de massa muscular nos membros inferiores;

    Dormncia nos ps;

    Dificuldades no equilbrio.

    Mais tarde, podem aparecer sintomas semelhantes a estes nos braos e nas mos.

    1.4- DIAGNSTICO

    A avaliao neurolgica desta patologia executada por um especialista em neuropatia.

    Nesta avalia-se o historial familiar do cliente e a conduo nervosa realizada com testes genticos

    adequados, permitindo estabelecer o diagnstico.

    A realizao de um exame fsico demonstra-nos:

    Dificuldade durante a marcha (em conseguir levantar o p);

    Dificuldade em efectuar a dorsiflexo da tibiotrsica e outros movimentos do p;

    Reflexos profundos reduzidos ou ausentes (como por exemplo, o reflexo routiliano);

    Perda do controlo muscular e atrofia (encurtamento dos msculos), inicialmente nos ps

    e nas pernas e posteriormente nas mos.

    Os testes genticos podem fornecer a causa exacta para a maioria das pessoas que

    possuem esta patologia.

  • 7

    1.5- PROGNSTICO

    Geralmente a patologia CMT agrava-se com a idade, sendo rara a sua progresso rpida.

    Pode causar fraqueza, dormncia, dificuldade no equilbrio e problemas ortopdicos,

    progredindo, at atingir uma situao de incapacidade. A dor tambm considerada uma causa

    desta patologia, devido ao resultado directo da neuropatia (dor neuroptica) e como

    consequncia dos problemas ortopdicos. Entre as inmeras dificuldades destacam-se:

    Incapacidade progressiva da marcha, devido fraqueza, a problemas de equilbrio e /ou

    problemas ortopdicos;

    Incapacidade progressiva na utilizao as mos de forma eficiente;

    Diminuio da sensibilidade de algumas estruturas do corpo.

    1.6- TRATAMENTOS

    At ao momento ainda no existem tratamentos que interrompem ou retardem o

    progresso da patologia, no entanto ainda decorrem estudos com o objectivo de encontrar os

    tratamentos adequados. A Terapia Ocupacional pode ajudar a manter a fora muscular, bem

    como promover a autonomia, aconselhando o cliente e familiares na escolha do equipamento

    ortopdico que mais se ajusta s necessidades apre