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  • PROJETAO ERGONOMICA PARA UMA OFICINA MECNICA

    ERGONOMIC PROJECTING STEP OF A VEHICAL MAINTENANCE SHOP.

    LATTA, Poliane (1); SANTOS, Maria Isabel (2);

    GONALVES, Michele Ribeiro (3); NECHO, Thais (4);

    STAMATO, Cludia (5) (1) PUC-Rio, Especializao em Ergonomia

    e-mail:polianelatta@polianelatta.com (2) PUC-Rio, Especializao em Ergonomia

    e-mail: mariaisabel2610@hotmail.com (3) PUC-Rio, Especializao em Ergonomia

    e-mail: ergomrg@gmail.com (4) PUC-Rio, Especializao em Ergonomia

    e-mail: thaisnecho@gmail.com (5) PUC-Rio, Doutorado em Design e-mail: stamatoclaudia@gmail.com

    RESUMO

    Este artigo apresenta as trs primeiras etapas do mtodo Interveno Ergonomizadora de Moraes e MontAlvo (2010), com nfase na etapa de projetao, realizada numa oficina mecnica de uma empresa prestadora de servios localizada na cidade do Rio de Janeiro. O projeto foi elaborado de acordo com resultados das primeiras etapas, os quais apontaram a necessidade de um projeto com sugestes de melhoria nos aspectos arquiteturais, fsicos ambientais, interfaciais, biolgicos, qumicos ambientais e informacionais.

    Palavras-chave: Projeto Ergonmico; Ambincia Fsica e Tecnologica; Design centrado no usurio.

    ABSTRACT

    This article presents the first 3 stages of a Ergonomizer Intervention Method for Moraes and Montalvo (2010), having emphasis in the planning stage. Performed in shop for vehicle maintenance of a service company located in Rio de Janeiro City, The project was developed according first steps results

  • observation and the results, figure out the necessity of project with suggestions for improvement in architectural, physical, interface, biological and Informational environment. Keywords: Ergonomic project; phisical and technological work environment; User centered design.

    1. INTRODUO

    Ao tratar de oficina mecnica a primeira imagem que vem a mente um ambiente sujo de graxa por todos os lados alm das posturas adotadas pelos mecnicos para acessar os mais difceis pontos de conserto dos veculos.

    Este artigo o resultado da Interveno Ergonomizadora do posto de trabalho de uma oficina mecnica pertencente a uma empresa do segmento de terceirizao de servios. Tal empresa possui uma frota de 80 veculos pelos quais a oficina mecnica a responsvel pela sua manuteno peridica e eventuais consertos. O departamento onde est inserida a oficina mecnica possui ao todos 12 funcionrios. Destes apenas trs pertencem oficina diretamente, sendo dois mecnicos e um auxiliar. Todos so do gnero masculino de idade entre 25 e 40 anos, com 2 grau completo. O turno de trabalho das 08h s 17h30min, computando um total de oito horas de jornada de trabalho por dia.

    O mtodo aplicado foi a Interveno Ergonomizadora, utilizando como ferramenta de pesquisa: observao assistemtica e sistemtica, registros comportamentais, Rula, Owas, Reba, Diagrama de Corlett e Questionrio Nrdigo, entrevistas semiestruturadas e verbalizao das atividades do operador.

    A texto a seguir expe os resultados das trs primeiras etapas do mtodo: Apreciao, fase exploratria que compreende o mapeamento dos problemas ergonmicos da empresa; Diagnose, que permite aprofundar os problemas priorizados na etapa anterior e Projetao, que compreende em detalhar as recomendaes preliminares da diagnose; segundo Moraes e Montalvo (2010).

    Depois de diagnosticado os problemas apontados na Apreciao, seguem sugestes preliminares de melhorias. Na Projetao so descritas com detalhes as recomendaes feitas na Diagnose e nessa fase que estaremos apresentando melhorias tanto do ambiente construdo, como da melhoria das atividades da tarefa.

    2. APRECIAO

    Nas primeiras observaes foi possvel fazer um reconhecimento dos problemas. Foram flagradas diversas situaes como constrangimentos posturais e provenientes do ambiente, conforme exposto a seguir:

    Interfaciais: Diversas tarefas sendo executadas com esforo excessivo dos membros superiores e inferiores. Agachamentos, permanncia dos membros superiores levantados constantemente, deitar no cho abaixo do veculo, quando o mesmo no est no elevador automotivo, etc (fig. 1).

  • Qumico Ambientais: Durante o reparo dos veculos o trabalhador permanece com resduos de graxa nas mos o que pode acarretar ressecamento e possveis leses dermatolgicas (fig.2). Alguns produtos qumicos, como graxas e leos lubrificantes so acondicionados em reservatrios, como o piso existente no tem impermeabilizao pode ocorrer contaminao do solo (fig.3).

    Acidentrios: Acondicionamento de combustvel inflamvel para o maquinrio em um ambiente sem extintor de incndio em desconformidade com a NR23 (fig.4). Presena de gambiarras nas instalaes eltricas favorecendo a ocorrncia de choques eltricos e incndio (fig. 5). Ausncia de sinalizao obrigatria e de localizao apropriada para os equipamentos para incndio (fig. 6).

    Biolgicos: No possuem local apropriado para acondicionamento e ingesto de lanches deixando-os expostos podendo contamin-los (fig.7). Ausncia de projeto e de recipientes adequados para coleta seletiva de resduos (fig.8).

    Arquiteturais: Paredes e piso com aspecto sujo. Presena de equipamentos mal posicionados impedindo a livre passagem (fig. 3, 4, 7 e 8); Sensao trmica alta.

    Informacional: Ausncia de sinalizao adequada para extintores, lixeiras entre outros produtos em uso ou armazenados (fig. 6 e 8).

    (Figura 1) (Figura 2) (Figura 3) (Figura 4)

    (Figura 5) (Figura 6) (Figura 7) (Figura 8)

  • 3. DIAGNOSE

    3.1 Anlise Macro ergonmica

    Todo o departamento funciona baseado no documento de Ordem de Servio, onde se descrimina o conserto a ser efetuado nos veculos, as possveis compras de peas e a ordem que devem ser realizados, bem como o prazo de entrega.

    A descrio da rotina da oficina mecnica inicia com o condutor levando o veculo at o mecnico e ambos preenchem a Ordem de Servio. O mecnico faz uma primeira anlise do veculo e havendo necessidade de compra de peas, aberta uma solicitao de compras. Esta encaminhada para o setor administrativo para a aprovao do gerente. Aps essa aprovao a solicitao encaminhada para o departamento de compras da empresa, que far uma cotao e a compra propriamente. Efetuada a compra, as peas so encaminhadas para a oficina para a realizao do conserto do veculo. Finalizado o servio, a Ordem de Servio fechada e encaminhada ao administrativo para finalizar o processo no sistema. Foi observado que esse processo prescrito no condiz com a realidade e muitas vezes no inserido todas as informaes inerente ao sistema.

    3.2 Caracterizao da Tarefa

    Ao longo das observaes assistemticas foi percebido que entre as tarefas realizadas do setor, aquelas pertencentes oficina mecnica, mostraram-se as mais evidentes para fazer uma anlise aprofundada, pois os mesmos adotavam diversas posturas, ocasionando constrangimentos para realizao das tarefas. Sendo assim, evidenciou-se uma real e imediata necessidade de avaliao das atividades pertencentes s tarefas de consertos de veculos da oficina mecnica.

    Com base no relatrio de Ordem de Servios prestados pela oficina mecnica, como demostrado no grfico (fig.9), a troca do leo do motor a tarefa mais frequente.

    (Figura 9, Levantamento das Tarefas da oficina mecnica ano de 2014.)

  • 3.3 Anlise Comportamental da Tarefa

    Para conhecer melhor a tarefa mais executada, a troca de leo do motor, foi realizada uma observao assistemtica a partir de um vdeo gerado com a tarefa completa. Foi tambm realizada uma verbalizao, pelo mecnico que a executou, posteriormente tarefa.

    Aps a observao assistemtica foi feito o registro comportamental diacrnico sequencial de eventos por amostragem de tempo (com intervalos de 3 segundos). Pde-se notar nos resultados que o mecnico assumia posturas inadequadas, com excessivo uso das partes do corpo como: flexo de cabea, flexo de ombro, flexo de brao com pronao, flexo e inclinao do tronco e extenso de punhos.

    Segundo Itiro Iida 2005, Uma simples observao visual no suficiente para analisar essas posturas detalhadamente, sendo necessrio empregar tcnicas especiais de registro e anlises dessas posturas... Para complementar o registro comportamental, foram utilizados trs sistemas: Rula, Owas e Reba. Ao aplic-los os resultados variaram, mas apontaram para o nvel entre 3 e 4 no Rula e Owas, devendo ser introduzidas correes/mudanas. Os resultados do Reba se assemelharam aos demais apresentado um risco mdio e alto.

    Tambm se buscou ouvir o usurio e, portanto, foi realizada um entrevista semi estruturada, com perguntas simples e objetivas, junto aos trs funcionrios, com a finalidade de compreender a forma e porqu das posturas adotadas durante a execuo da tarefa. Para complementar as informaes levantadas tambm se fez uso do Questionrio Nrdico onde os trabalhadores apontaram dores na coluna dorsal, coluna lombar e no quadril. J no Diagrama de Corlett, apontou qua a intensidade de desconforto era moderado no pescoo, ombros e brao em ambos os lados.

    3.4 Anlise da Ambincia Fsica

    O Galpo onde funciona a oficina mecnica dividida em trs partes, rea descoberta (A), onde vrios carros ficam estacionados, rea coberta (G) por uma estrutura metlica com p direito em torno de 4,5m e ao longo do lado esquerdo da entrada principal, uma construo em alvenaria e estrutura metlica que se divide em vrios cmodos como o administrativo, sanitrios, depsitos e os departamentos de manuteno de equipamentos eltricos, equipamentos agrcolas e mecnica. Nas reas de depsitos (E, F) e departamentos (2,3 e 4) existe uma escada metlica que liga ao mezani