Pranchas TGI II

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Pranchas Finais de TGI II IAU USP 2011

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  • Escola Infantil e de Ensino Fundamental Parque Paraso

    Comecemos pelas escolas, se alguma coisa deve ser feita para 'reformar' os homens, a primeira coisa 'form-los'.( L i n a B o B a r d i e m P r i m e i r o : e s c o l a s , H a b i t a t , n o 4 , 1 9 5 1 )

    "A caracterstica primordial, arquitetnica, de um grupo escolar deve estar subordinada em primeiro lugar criana. para a criana que se faz um grupo e no para os professores. Duarte argumenta ainda que "a criao de 'ambientes' sumamente desejvel. Sempre que possvel a natureza deve penetrar nas salas e nas diversas peas que constituem um grupo."(Hlio Duarte, trecho retirado de artigo publicado na Au178)

    Via Local

    Via PrimriaVia Secundria

    PedestreProlongamento Da Via de acessoa escola

    Via Local

    Via PrimriaVia SecundriaTerreno escolhido

    rea de preservao de nascenteUSP

    O Terreno se localiza na cidade de So Carlos, interior de do Estado de So Paulo. Est localizado adjunto a uma rea de preservao na qual se encontra uma nascente.As construes que circundam a rea so de grande maioria residnciais com no mximo doisp a v i m e n t o s . O c o m r c i o n e s t a r e g i o a p e n a s p a r a l o c a l .

    Para a melhor circulao na escola prolonga-se a sua adjacente a escola e liga-se com a rua paralela, fazendo com que as entradas principais do colgio deem-se pela via menos movimentada.H tambm um acesso usado atualmente de pedestres no final do terreno, pretende-se ento neste local fazer uma entrada secundria da escola, que visa eventos e uso apenas da parte esportiva for a do horrio letivo.

    1/4

  • 2/4 Houve no incio do trabalho uma indagao de como diferentes espaos voltados para a educao infantil podia interferir ou no no estmulo de seus usurios, ou seja, os alunos. Isto levou a pensar primeiramente na Antroposofia Waldorf que tenta pensar o educar como a arte de educar, pois o que est em jogo [...] na escola [...] a formao humana em geral. Ela ainda consiste numa comunicao da conscincia humana consigo prpria. A liberdade exercida no querer, no sentir experimentada, e no pensar reconhecida. Porm, para alcanar isto, no deve a vida ser perdida no pensar. Outra grande nfase em como importante a construo de um ambiente que leve a a criana a curiosidade e experimentao, ou seja, no primeiro septnio (0 aos 7 anos de idade) e no segundo septnio de vida (7 aos 14 anos de idade), a nfase a ser dada pela Pedagogia Waldorf a da experimentao do individuo, atravs de atividades manuais e artsticas que levam destreza manual, experimentao e compreenso de possibilidades espaciais, mas no visando os recordes individuais, e sim, o crescimento individual atravs do desenvolvimento coletivo.

    Para isso o ambiente fsico fator determinante no despertar da criatividade ou, ao contrrio, na induo passividade nas crianas.

    Um ser livre aquele que pode querer o que ele mesmo considera correto, sendo que para isso necessrio que haja a compreenso do correto, o que no acontece somente atravs a experimentao fsica, mas sim atravs da fantasia moral, condensando o correto em pensamento. A Antroposofia tentava encontrar este lugara atravs da arquitetura orgnica mas, a inteno deste projeto no apenas o projeto de uma escola Waldorf, mas sim que seja voltada para um ensino contemporneo com absoro de vrias intenes pedaggicas que leva a vrias prticas voltada para o aluno. Tanto que o Hlio Duarte tambm foi uma grande referncia, no somente projetual mas como viso pedaggica de fazer o aluno a nfase de todo estudo e no apenas projetar para os adultos. Alm de Frederich Froebel (1782 1852) que diz que toda criana deve ter estmulos atravs de jogos criativos e da experimentao para que se desenvolva, e adquira a noo do conceito de que cada objeto parte de algo mais geral, mas tambm uma unidade em relao a si mesmo. E de para Hring que diz que a arquitetura orgnica no assumir uma forma biolgica, mas sim desenvolver formas e circulaes de acordo com o uso do projeto e suas exigncias.

    Assim comea uma busca por referncias e por um espao que se enquadre nestas ideias.

    Hans Scharoun

    Baseia-se completamente no stio. Busca equilbrio entre contexto, organizao interna e forma externa. Faz com que suas escolas sejam diludas na paisagem, no sendo um grande marco.

    Passa pela transio entre expressionismo e funcionalismo mesclando os materiais, cores, formas na sua simplicidade criando espaos puros.

    A r n e J a c o b s e n

    Na primeira gerao de escolas com grande corredor central de distribuio e, as salas de aula orientadas no s e n t i d o L e s t e - O e s t e .

    Na segunda gerao a iluminao vista como elemento muito importante e as discusses das reas em comum levam a pergunta da importncia do corredor central. Chega-se ento a elaborao do corredor lateral, fazendo com que a escola tenha um nico plano aberto p a r a a r e a e x t e r n a .

    H e r m a n H e r t z b e r g e r

    E s c o l a M o n t e s s o r i ( 1 9 6 0 - 8 1 ) D e l f t

    A articulao da rea comum com as salas de aula, o uso da clarabia que marca o vestbulo das salas de aula, a presena de vitrines nas paredes que s e p a r a m a s s a l a s d e a u l a c o m o t r i o d e e n t r a d a .

    Trabalham com espaos que incitam ao interesse espontneo da criana.As salas so projetas com L para que haja diferenciao de ambincia que

    faz com que cada particularidade do espao leve a uma utilizao diferente. Faz isso atravs da diminuio ou aumento de luz direta, rea e p direito. Por exemplo, a sala de trabalhos manuais (p direito e rea menores) e a de m a t e m t i c a ( p d i r e i t o , r e a e i l u m i n a o m a i o r e s ) .

    Mesmo sendo uma simplificao radical e ainda mais pronunciada no projeto, a essncia da forma e dos meios de expresso deixam o espao livre para que haja criatividade e imaginao dos jovens, incentivando a i m p r o v i s a o e a p r o p r i a o d o e s p a o .

    Rino Levi

    Colgio Miguel de Cervantes, So PauloCriao de um sistema modular sistmico para criar o

    projeto aliando a funo forma.Possibilidade de expresso arquitetnica atravs da

    cobertura/marquise que cria espaos de circulao e espaos abertos de convivncia nestes h a diferenciao do grau de permeabilidade e individualidade de cada espao, por exemplo, h espaos para as salas adjacentes, a ligao entre elas e para o grande coletivo que a escola no geral.

    Pode ser expandida posteriormente em mdulos (relao com a escola Montessori do Hertzberger).

    Hlio Duarte

    Duas influencias para Hlio Duarte foram o John Dewey (1859-1952) e Ansio Teixeira. Dewey desenvolveu a concepo pragmtica de educao baseada na constante reconstruo da experincia diante de um mundo em transformao e Ansio Teixeira, que foi ministro da educao na Bahia aps a Vargas, diz que a escola necessitava educar em vez de instruir, formar homens livres em vez de homens dceis, preparar para um futuro incerto em vez de transmitir um passado claro, ensinar a viver com mais inteligncia, mais tolerncia e mais felicidade. O interesse do estudante devia orientar o seu aprendizado num ambiente de liberdade e confiana mtua entre professores e alunos, em que esses fossem ensinados a pensar e a julgar por si mesmos.

    Carioca, antes de vir para So Paulo, Hlio Duarte morou em Salvador onde teve contato com a conceituao da escola-parque de Ansio Teixeira, que procurou trazer para as escolas do Convnio. Nos anos do Convnio Escolar foram construdas dezenas de escolas, muitas delas com programas bastante amplos, incluindo salas de dana, de ginstica corretiva, consultrios mdico e dentrio, hortas, viveiros, laboratrios, museu escolar, anfiteatro.

    "A caracterstica primordial, arquitetnica, de um grupo escolar deve estar subordinada em primeiro lugar criana. para a criana que se faz um grupo e no para os professores." Duarte argumenta ainda que "a criao de 'ambientes' sumamente desejvel. Sempre que possvel a natureza deve penetrar nas salas e nas diversas peas que constituem um grupo".

    Alm de procurar responder a uma idia de pedagogia, h a premissa de que as solues interajam com o lugar. "Ao dar corpo ao organismo, encontramos incidncias fsicas que nos levam a solues as mais diversas no intuito de harmoniz-las com a programao admitida. A topografia quase sempre torturada, os ventos nocivos, as proximidades indesejveis, a orientao magntica e solar, o panorama, tudo tem que entrar em considerao. O prdio no deve utilizar o terreno, antes ser com ele homogneo, adaptar-se a ele, ser como coisa 'posta' e no 'imposta'". O convnio construiu grande variedade de equipamentos, de pequenos jardins da infncia a grandes grupos escolares e colgios.

    ProcessoA elaborao espacial da

    maquete esquemtica comeou com o uso de mdulo de 10 x 10 metros. As primeiras experincias acontecem com maior nfase na funo e necessidades de uma escola. E esta maneira de projetar me levou a compresso da e s p a c i a l i d a d e e f u n e s necessrias, mas a forma acabou sendo deixada de lado. Aps vrias experimentaes chegou-se a dvida de como integrar estes elementos construdos, tentando chegar a uma unidade.

    A experimentao leva em conta a declividade do terreno, o sentido da vista, a construo da igreja ao sul e de rea necessria para a sua funo. H tambm a tentativa de fazer uma implantao que formasse uma integrao entre os volumes.

    Funo aliada a FormaA partir de vrias elaboraes atravs dos mdulos

    de 10x10 v-se que o entorno no est sendo usado como partida das configuraes, sendo quase excludo da concepo. Isto faz com que o projeto esteja sobre um pedestal e no integrado com o entorno.

    Sendo assim h uma remodelao nas estruturas que representam o Ensino Infantil, Ensino Fundamental I, Ensino Fundamental II, edifcio das Artes, Administrativo e rea de esportes