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apresentação do projeto final

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  • TGI II Sandra Segnini ______________________________________________________________________________________________________

    CONJUNTO HABITACIONAL PARA IDOSOS EM SO CARLOS

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    SUMRIO ____________________________________________________________________________________________________________

    Introduo

    Conceituao

    Localizao

    Partido e aspectos do trabalho

    Adaptaes internas

    Referncias

    Bibliografia

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    INTRODUO _________________________________________________________________________________________________

    Em todo o mundo atual tem-se observado uma mudana no perfil demogrfico, sendo possvel notar o grande aumento na proporo da populao idosa, de modo geral, em relao proporo de populao infantil e adulta. No incio do sculo XX apenas 25% dos brasileiros tinha mais de 60 anos, j h um aumento previsto para o ano de 2025, totalizando 1,1 bilhes de idosos. A Organizao Mundial de Sade e a ONU j prevem que a populao de idosos no mundo em breve superar a de crianas entre zero e quatro anos de idade, fato indito at hoje na histria da humanidade. Tal ocorrncia se deve, em parte, aos crescentes avanos da tecnologia e da medicina nos tratamentos de diversas doenas, e ao desenvolvimento de medicamentos mais eficazes. Melhorias na qualidade de vida das pessoas, com o conseqente aumento da longevidade tambm podem ser apontados como fatores atuantes nesse sentido. A mudana de estratgia em relao abordagem dos diversos males de sade, de curativa para preventiva, confirma a tendncia atual da busca de novas formas de encarar antigas questes com mais eficcia e trazendo resultados mais condizentes com a situao de cada indivduo, em particular. Essa adaptao tambm responsvel pelas melhoras observadas na qualidade de vida das pessoas.

    Diante desta nova realidade que se configura, uma questo de extrema importncia a de como vivero essas pessoas, com expectativa de vida ampliada; como ser a adaptao em relao sade, e s redes de suporte social; de que forma ser gerada uma nova dinmica que d conta, e tambm fornea a manuteno da qualidade de vida e bem-estar adquiridos. Vrios so os aspectos a se considerar: sade, interao social, independncia, autonomia, envolvimento com a comunidade e com o ambiente, trabalho, cuidados mdicos, entretenimento.

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    O IDOSO

    Terceira Idade, uma expresso cunhada pela Organizao Mundial de Sade (OMS) em 1957, para referir-se a pessoas de 60 anos ou mais. Na Assemblia Mundial sobre o Envelhecimento realizada pela ONU em Viena, em 1982, ficou estabelecido que 60 anos a idade em que se inicia a terceira idade em pases em desenvolvimento, e 65 anos em pases desenvolvidos. Essa resoluo faz referncia direta expectativa de vida e idade de aposentadoria locais. No Brasil h a Lei Federal n 8.842/94, que dispe sobre a Poltica Nacional do Idoso em seu artigo 2, e define o idoso como a pessoa com mais de 60 anos. Em So Paulo o Conselho Municipal da Condio do Idoso define a idade de referncia como a de 65 anos. O IBGE segue as recomendaes da OMS, e considera idosa a pessoa de 60 anos ou mais. Na Constituio Federal Brasileira a idade mnima para a aposentadoria de 65 anos para homens e 60 para mulheres.

    A definio de uma idade, no caso 60 ou 65 anos, como idade de incio da velhice apenas formal, se relaciona s leis de aposentadoria e a questes prticas muito mais que a modificaes ocorridas nos corpos ou mentes das pessoas assim denominadas. No h como negar os males que o avano da idade provoca, nem como fugir deles, porm, em cada caso, os sintomas do envelhecimento surgem em diferentes pocas, mais cedo ou mais tarde, conforme o tipo de vida que se leva, ou, conforme a vitalidade e disposio de cada indivduo. Podem-se observar vrios casos em que uma pessoa com menos de 60 anos j sofre fortes efeitos devidos ao envelhecimento, apesar de no ter atingido formalmente a terceira idade, enquanto em outros casos, pessoas com mais de 80 ainda levam uma vida ativa e, relativamente independente, trabalhando, dirigindo, viajando e cuidando de si mesmas e de suas necessidades bsicas, sem necessidade da assistncia constante de outros. Cada pessoa tem seu processo de envelhecimento individual, que deve ser respeitado e jamais generalizado. possvel definir velho, terceira idade, idoso, o que se entende como necessrio para fins prticos, como no caso da idade de aposentadoria, porm, essa diviso no deve ser vista como

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    classificao, em sentido restritivo, mas apenas como forma de definir necessidades e demandas de uma parcela da populao que as apresentam, especficas. A terceira idade uma parcela da populao que, at bem pouco tempo atrs, no se constitua alvo de observao e atendimento quanto as suas demandas. Atualmente, devido ao fato, j mencionado, de estar em crescimento acelerado, passou a chamar a ateno, tanto de governos, como do mercado. Para os governos a ateno aos idosos mostra-se uma questo de sade pblica, pois a definio e preveno de vrios problemas, de sade, econmicos e sociais, relacionados a essa etapa da vida de um cidado, podem significar melhor qualidade de vida e menos gastos com sade, por exemplo, ou com assistncia social e problemas jurdicos. Da a mudana de atitude gradativa que vem ocorrendo diante desta parcela da populao, no s pelos governos e a populao, mas tambm pelas prprias pessoas com idade mais avanada.

    Atualmente, a pessoa idosa vista sob a tica da preveno, sendo essa abordagem, como o prprio nome j indica, voltada no para a resoluo de problemas depois de instalados, mas para a idia de criar mecanismos para minimiza-los j antes que se instalem. A fisioterapia representa bem essa questo no que se relaciona ao corpo, pois passou a ser utilizada para prepara-lo para a chegada de dificuldades, advindas da idade ou de algum mal fsico, e faze-lo mais forte, com capacidade para melhor reagir a essas dificuldades, mantendo suas funes por mais tempo e com mais qualidade, ao invs de, como antes, ser utilizada apenas para minimizar dores ou perdas de movimento.

    Outra questo importante, que tambm faz parte dessa concepo preventiva, a manuteno de atividades, cotidianas e de entretenimento, e participao na sociedade atravs da convivncia familiar e social. Estar em atividade no somente praticar exerccios fsicos, mas manter a dinmica social, a independncia e a autonomia, atravs do envolvimento com a comunidade, com o trabalho, com eventos culturais e de entretenimento. Todas essas aes conjuntas buscam garantir um envelhecimento saudvel, consciente e includente a todas as pessoas, e, desta forma, diminuir ou atenuar sintomas como a solido, o descaso, o isolamento e a recluso, que so fatores de grande influncia

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    na qualidade de vida e manuteno do bem-estar de todos, e que, como j vem sendo amplamente debatido, podem piorar, seno mesmo deteriorar a sade psicolgica e at fsica dos indivduos a elas submetidos.

    Na atualidade pode-se verificar um grande nmero de pessoas com 60 anos ou mais, ainda ativas, que continuam a trabalhar e fornecem o sustento da famlia, so responsveis pelo cuidado dos netos, em muitos casos estudam.

    Levando em considerao todos estes aspectos, assim como a atual abordagem de preveno que vem sendo dada ao tema, o presente trabalho visa dar uma contribuio no que se refere a questo da moradia, sempre buscando a manuteno da sade e interao social.

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    CONCEITUAO _________________________________________________________________________________________________

    A arquitetura est vinculada ao bem estar e ao conforto das pessoas usurias, seja atravs do projeto de centros mdicos, comerciais, culturais, esportivos ou da moradia. No caso especfico do idoso, morar bem antes de tudo uma questo de segurana, pois seu corpo j no possui a mesma prontido a reao que o de um jovem e as atividades mais rotineiras podem se tornar difceis e at perigosas. Via de regra, os espaos tem sido elaborados para atender a caractersticas de um usurio considerado como uma mdia representativa do tipo fsico da sociedade, em geral, porm, sabe-se que, de fato, poucas pessoas correspondem a essa idealizao, havendo diferenas importantes relativas s necessidades fsicas de cada indivduo, diferenas que devem ser consideradas em projeto, especialmente quando se trata de idosos.

    Na chamada terceira idade, devido diminuio da acuidade dos sentidos, os acidentes domsticos costumam ser mais freqentes, causando srios transtornos ao idoso, podendo, inclusive, ocasionar danos fsicos que podem se tornar mais complexos devido idade. Na maioria das vezes o mobilirio inadequado e o espao restrito so os maiores responsveis por quedas e acidentes caseiros, com conseqncias penosas, no caso do idoso, alm de recuperao lenta. Muitas vezes, pequenas adaptaes no ambiente j so suficientes para amenizar o problema, sendo interessante tambm uma conscientizao por parte das pessoas, de modo geral, sobre cuidados na utilizao dos espaos, de modo a torn-las mais cautelosas e evitar acidentes.

    Projetar ambientes para a terceira idade pode parecer inicialmente algo muito especfico e restrito a um determinado tipo de usurio, entretanto, uma soluo que atenda s necessidades especficas do idoso abrange tambm a maioria dos usurios das demais faixas etrias, em suas diversas condies. Todos os cuidados tomados com a

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    ambientao para a moradia de uma pessoa de mais idade revelam-se teis, em algum momento da vida, a todas as idades, o que nos faz pensar que, no momento pode-se adaptar as residncias para pessoas idosas ou com dificuldade de locomoo, porm, no futuro, estaremos um passo a frente e passaremos a utilizar tais adaptaes para a populao em geral, tornando os ambientes cmodos e seguros para todos.

    As instituies asilares existentes na cidade, em sua maioria voltadas para o at