ApresentaçãO Hc Brincar Atualizada1

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    21-Aug-2015
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  1. 1. "O brincar como atividade teraputica nos tratamentos psiquitricos de crianas e adolescentes" .
  2. 2. O brincar como atividade teraputica nos tratamentos psiquitricos de crianas e adolescentes Iniciativa: Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de So Paulo FMUSP Secretaria de Sade do Estado de So Paulo Hospital Dia - Servio de Psiquiatria da Infncia e Adolescncia (SEPIA) Associao Viva e Deixe Viver Pesquisadora Responsvel: Adriana Dias Barbosa Vizzotto Pesquisadora Executante: Marisol Montero Sendin Auxiliares de Pesquisa: Adriane Bacellar Duarte Lima, Camila Claudiano Quina, MariaRegina Silvino Grandjean Pinto, Simone Morais da Fonseca, Suzel Figueiredo,Valdir Cimino, Violeta Dib Cimino
  3. 3. Objetivos do estudo
    • Objetivo Geral
    • Compreender o processo do brincar das crianas e adolescentes em tratamento psiquitrico no Ambulatrio e Hospital Dia Infantil SEPIA.
    • Objetivos Especficos
    • Observar com os pais e acompanhantes os interesses dos pacientes pelo brincar;
    • Verificar os mtodos e maneiras utilizadas no brincar das crianas e adolescentes em tratamento psiquitrico;
    • Identificar patologias do brincar para facilitar processos de interao dos pacientes com os brinquedos;
    • Propor intervenes na Brinquedoteca Teraputica do Hospital Dia Infantil com foco nas necessidades especficas dos pacientes ,atravs da contao de histrias.
  4. 4. Metodologia da pesquisa
    • A pesquisa a que se refere este relatrio foi realizada com os cuidadores dos pacientes atendidos pelo Hospital Dia Infantil. A metodologia realizada foi mista, qualitativa e quantitativa. No primeiro caso, os dados foram coletados em uma entrevista individual em profundidade, sendo os entrevistados abordados pessoalmente pelos pesquisadores, que aplicaram um roteiro pr-estruturado. As entrevistas foram gravadas, degravadas, analisadas.
    • Na etapa seguinte os dados foram quantificados e ordenados em banco de dados para as anlises quantitativas.
    • Este relatrio apresenta os resultados parciais da etapa quantitativa, que resultaram em amostra final vlida de 65 casos.
    • Foram realizadas ... entrevistas, porm em vrios casos as informaes foram prejudicadas e os relatos foram descartados. As ocorrncias mais comuns foram: dados insuficientes, informante no capacitado para dar as informaes, dados sem consistncia.
  5. 5. A Histria da Famlia
  6. 6. Me principal informante
    • Os informantes desta pesquisa qualitativa so, principalmente as mulheres, sendo 89% mes e 3% avsdos pacientes. No total so 65 crianas e adolescentes, sendo 70% do sexo masculino e 30% do feminino.
  7. 7. Entrevistados so de vrios estados
    • A maioria dos responsveis pelos pacientes paulista, com mais de 9 cidades, alm da capital.
    • Do Nordeste compem a amostra pessoas da Bahia, Paraba e Maranho.
    • Do Sudeste, alm de So Paulo, os entrevistados so de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Esprito Santo.
    • Outros casosagregados so do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e os no informados.
  8. 8. Boa escolaridade entre familiares
    • A amostra tem uma peculiaridade a respeito do perfil, pois so atendidos no Hospital Dia, pacientes de todas as condies socioeconmicas.
    • Quase um quarto da amostra composta de pessoas com escolaridade superior .
    • Os mais escolarizados so todos do Sudeste.
  9. 9. Composio familiar inclua me e pai A maioria dos entrevistados conviveu com pai e me na primeira infncia, sendo a presena da me mais frequente. Enquanto 89% dos entrevistados conviveram de perto com a me, apenas 64% deles tiveram pai presente. Pais ou mes morreram em mais de 10% dos casos.
  10. 10. Convivncia em famlia com muitos irmos
    • As famlias eram mais numerosas que as observadas atualmente. Mais de 40% dos entrevistados tinham 4 ou mais irmos. Foram registrados casos de famlias com mais de 20 filhos.
  11. 11. A Vida na Infncia
  12. 12. Me principal cuidadora
    • A me a principal cuidadora, em 75% dos casos. Ocupam papel importante as avs. Alguns relatos mencionaram a me, at ela ir embora ou a criana ser enviada para um colgio interno ou ainda at a morte da me.
    • Em nenhum caso o pai foi apontado como principal cuidador.
  13. 13. Maioria foi impactada pelo canto,como forma de afeto
    • Quando questionados se algum cantava para eles, na infncia, mais de 60% se lembram desta forma de afeto. A me, mais uma vez, ocupa papel principal, at mesmo porque ela quem mais tempo passava com a criana.
  14. 14. Me e filhos tinham contato intenso, no lazer e na casa
    • O relacionamento com a me e filhos era muito prximo. Os filhos ajudavam nas tarefas da casa, como lavar louas e roupas e cuidar dos irmos mais novo.
    • Um tero dos entrevistados mencionou passeios, como visitas a parentes, parquinhos.
    • Esto agregados em variadas, atividades como ver televiso, ir trabalhar com me etc.
    • interessante notar que 17% das mes brincavam com os filhos.
  15. 15. Contao de histrias foi prtica comum
    • A contao de histrias acontecia em 80% dos casos, sendo os pais protagonistas em 51% das citaes.
    • O papel da escola aparece como secundrio, visto que a professora lembrada em apenas 6% dos casos.
    • Tambm chama a ateno a presena paterna na contao de histrias.
  16. 16. Histrias variadas paraentreter e sonhar
    • As histrias contadas tm origens muito diferentes: causos e lendas, folclore, histrias inventadas, histrias familiares, alm da predominncia dos contos de fadas, como Branca de Neve, Chapeuzinho Vermelho, Trs Porquinhos.
    • Apenas uma pessoa citou o nome da algum autor infantil e foi Monteiro Lobato.
    • Foram lembradas histrias dos africanos, da bblia, histria de lobisomem, mula sem cabea, dentre outras.
  17. 17. Histrias inventadas levam ao mundo imaginrio
    • Questionados se quando crianas inventavam histrias, um tero disse que sim. Quando cruzados os dados das crianas mais criativas, so os filhos das famlias que tinham por hbito inventar histrias.
    • As crianas inventavam amigos imaginrios, brinquedos, histrias com seres de outros planetas. Essas crianas eram estimuladas por mes e avs.
  18. 18. Hora de dormir hora de histria
    • Os entrevistados citaram as histrias que exerciam certa magia. Serviam para acalmar as crianas e para reunir a famlia.
  19. 19. A Relao com o Brincar
  20. 20. Brincar era prazer de todos,mas no todo dia
    • Os entrevistados brincavam muito quando crianas, a maioria diariamente. Os vizinhos e amigos eram as principais companhias.
    • Um tero das crianas que brincavam quando era possvel, so as mesmas que ajudavam as mes na tarefa da casa.
  21. 21. Brincadeiras da infncia eram variadas,na casa e na rua
    • Brincadeiras de casinha, que reproduzem a vida domstica foram traduzidas por: mame e filhinha, comidinha, batizado de boneca, dentre outras.
    • As brincadeiras de rua mais citadas foram amarelinha, esconde-esconde, pular corda, pega-pega, queimada, passa anel, salada mista, corrupio, empinar pipa, bolinha de gude.
    • Brincadeiras que reproduzem papis fora do lar tambm foram citadas: cabeleireira, escolinha.
  22. 22. Um mundo de criatividade na brincadeira das crianas
    • As crianas eram mais inventivas na criao de brincadeiras que de histrias.
    • Algumas brincadeiras citadas:
      • Carrinho de lata
      • Panelinhas com medida do leite Ninho
      • Armrio com casca de melancia
      • Boneca de sabugo de milho
      • Barquinho de papel
      • Fazendinha recortada no papel
      • P de lata
      • Casinha com madeira e telha
      • Boneca de pano
      • Lagartixa virava cachorro
      • Forquilha virava revolver
      • Roupinha de boneca
  23. 23. Lembranas boas da infncia trazem saudades
    • A infncia traz nostalgia e lembrada como um tempo feliz. As brincadeiras so o centro da felicidade, pois se traduzem, nas palavras dos entrevistados, em sensao de liberdade, prazer, amor, relacionamento com amigos e irmos, a falta de responsabilidade, o contato com a natureza, a segurana da famlia, o carinho dos pais e avs.
    • A memria de lugares (festas de So Joo, a casa da av, dos tios, o stio, as frias) so permeados de afetos, para todos, inesquecveis.
  24. 24. Lembranas ruins soassociadas a dores afetivas
    • As lembranas negativas mais fortes esto ligadas a dores afetivas, causadas pela violncia domstica e problemas financeiros. Mais de um tero da amostra tinha problemas de relacionamento no lar, com pais que bebiam e batiam na me e nos filhos, casais que brigavam muito, pais que abandonaram a casa. Perdas humanas como morte de pai, me e avs tambm marcaram a vida dessas pessoas.
    • Encontramos ainda entrevistados cujas mes tinham problemas de sade fsica e mental, o que causava grande dor e sensao de impotncia.
    • Na citao das dificuldades financeiras, falam de fome, moradia precria, poucas roupas, falta de brinquedos. Uma parcela significativa no tem lembranas ru