Tamiris Ferreira_caderno TGI I

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Caderno de coquis e projeto elaborado para a disciplina de Trabalho de Graduação Integrado I.

Transcript of Tamiris Ferreira_caderno TGI I

  • UNIVERSIDADE DE SO PAULO INSTITUTO DE ARQUITETURA E URBANISMOS

    INTERVENO NO HOSPITAL PSIQUITRICO SANTA TERESA Reinsero do Doente Mental na Sociedade

    TRABALHO DE GRADUAO INTEGRADO I

    Tamiris Capellaro Ferreira

    So Carlos, junho 2012

  • No hospcio o que cura o prprio hospcio. Por sua estrutura e funcionamento, ele deve ser um operador de transformaes dos indivduos.

    JEAN-TIENNE DOMINIQUE ESQUIROL

  • ndice

    PR-TGI

    CONSIDERAES INICIAIS

    DEFINIO DA REA

    HISTRIA DO HOSPITAL SANTA TERESA

    ARQUITETURA PAVILHONAR

    REFORMA PSIQUITRICA

    INTERVENO

    DEFINIO PROJETUAL

    REVISO BIBLIOGRFICA

  • Pr-TGI Desde o incio deste trabalho, fomos instigados a pensar o que queremos transmitir com nossa arquitetura. O Pr-TGI veio corroborar com isso ao incentivar a busca de referncias em todo o universo artstico e arquitetnico que j fazia parte do nosso repertrio, e, a partir disso, descobrir o que nos move quando fazemos um projeto. Interessava-me, ento, pensar as diferentes sensaes e percepes que o usurio tem ao percorrer uma edificao, e o que essas percepes significam para ele. Alm da articulao da arquitetura com uma discusso de cidade, pensando-a como um organismo vivo, em constante crescimento e transformao, onde camadas se sobrepem, e diferentes dimenses temporais podem ser percebidas. Depois de um longo percurso de estudos, meu pensamento sobre arquitetura foi definido pelo conceito de EXPERINCIAS. Eu acredito que um edifcio, ou um espao da cidade, devem trazer sensaes distintas a cada pessoa que o vivencie. Apesar de ser um espao esttico, ele deve trazer lembranas, pensamentos, reflexes, impresses e percepes diferentes a cada pessoa, afinal, os indivduos tambm possuem parmetros nicos.

  • Consideraes Iniciais As vivncias em relao arquitetura so trazidas para discutir a forma como um edifcio visto, sentido e utilizado. Interessa-me pensar as diferentes sensaes e percepes que o usurio tem ao percorrer uma edificao, e o que essas percepes significam para ele. Considerando o que havia sido feito no Pr-TGI, a partir do TGI-I eu passei a pensar as relaes entre edifcio e cidade e isto com a paisagem; a questo da identidade (que se d pela histria, cultura, vivncia/experincia e pela memria). A partir disso, fao estudos sobre diferentes implantaes (relao edifcio-quadra) e depois busco referncias de interveno no patrimnio histrico ou construo de um edifcio novo relacionado a ele, que so meus interesses em relao ao desenvolvimento de um projeto. Outras questes que permeiam meu universo projetual e que sero objetos de pesquisa a partir de referncias que auxiliem no desenvolvimento do meu projeto so: o dilogo do edifcio com o entorno; pesquisa sobre espaos livres definidos pelas edificaes que favorecem o uso e a apropriao pelo usurio, estudos de percursos na quadra; estudo das relaes existentes entre os espaos livres e as edificaes que os conformam e o que isso representa para o usurio. A seguir, sero apresentados estudos iniciais de projetos e de referncias que iro ajudar no desenvolvimento do meu projeto.

  • OS OLHOS DA PELE A ARQUITETURA E OS SENTIDOS . Juhani Pallasmaa

    Eu me experimento na cidade, e a cidade existe atravs da minha experincia corporificada. A cidade e meu corpo se complementam e se definem mutuamente. Eu moro na cidade e a cidade mora em mim. Possibilidade de ao que diferencia a arquitetura de outras formas de arte. O espao arquitetnico o espao vivido e no o espao fsico, e o espao vivido transcendem a geometria e a mensurabilidade.

  • RELAO EDIFCIO QUADRA

    Esta parte do estudo traz as relaes existentes entre espaos livres e as edificaes que os conformam; a insero da edificao no espao, com nfase para a composio de espaos livres criados pelos edifcios.

  • RELAO EDIFCIO QUADRA

  • RELAO EDIFCIO QUADRA

  • RELAO EDIFCIO QUADRA

  • RELAO EDIFCIO QUADRA

  • RELAO EDIFCIO QUADRA

  • RELAO EDIFCIO QUADRA

  • RELAO ENTRE EDIFCIOS

  • CARTA DE ATENAS (1931)

    No trecho da Carta de Atenas que trata sobre o patrimnio histrico, defende-se a proteo dos monumentos, afirmando a tendncia a no fazer reconstituies integrais; afirma tambm a necessidade de manuteno regular e permanente do patrimnio, o que garante a conservao dos edifcios. A Carta diz que no caso de restaurao devido deteriorao ou destruio, deve-se manter a obra exatamente como ela era, e a utilizao dos monumentos deve assegurar a continuidade de sua vida, destinando-os a finalidades de carter histrico ou artstico. Alm disso, evidencia o direito da coletividade em relao propriedade de monumentos de interesse histrico, artstico ou cientfico. No que concerne aos materiais, aprova-se o emprego de materiais modernos no restauro de obras antigas, mas estes devem ser dissimulados, a fim de no alterar o aspecto e o carter do edifcio. A Carta de Atenas diz tambm sobre a valorizao dos monumentos, recomendando a conservao das edificaes vizinhas a eles, o que representaria um respeito ao carter e fisionomia das cidades. Plantaes e ornamentos vegetais no devem reduzir o carter antigo do monumento e deve-se atentar para a supresso da presena abusiva de postes ou fios telegrficos, indstria ruidosa ou com altas chamins nas proximidades dos monumentos. Em relao deteriorao dos monumentos, a Carta afirma a necessidade de cuidados com agentes atmosfricos; necessidade de uso de um mtodo diferente de conservao para cada caso; e a preocupao espacial com as esculturas.

  • CARTA DE ATENAS (1931)

    Sobre as tcnicas de conservao, a Carta de Atenas afirma que as runas devem ser recolocadas em seus lugares originais, e se necessrios materiais novos, estes devero ser reconhecveis. Alm disso, importante educar a populao para que ela entenda o valor dos monumentos e os respeite. Como resumo, as principais resolues da Carta de Atenas so: - devem ser criadas organizaes internacionais de carter operativo e consultivo na rea do restauro; - propostas de projetos de restauro devem ser submetidas crtica fundamentada, para prevenir erros que causem perda de caractersticas e valor histrico das estruturas; - os problemas de preservao dos stios histricos devem ser resolvidos legislativamente ao nvel nacional em todos os pases; - stios escavados que no sejam submetidos programas imediatos de restauro devem ser recobertos para proteo; - as tcnicas e materiais modernos podem ser usados no trabalho de restauro; - os stios histricos devem merecer estritas medidas de custdia e proteo; - uma ateno particular deve incidir sobre as zonas de proteo dos stios histricos.

  • CARTA DE ATENAS

    ESTUDOS SOBRE A

  • CARTA DE ATENAS

    ESTUDOS SOBRE A

  • CARTA DE ATENAS

    ESTUDOS SOBRE A

  • CARTA DE VENEZA (1964)

    A Carta de Veneza trata sobre a conservao e a restaurao de monumentos e stios. Pela Carta de Veneza, os monumentos so testemunhos das tradies seculares de um povo. Desta forma, a conservao e a restaurao dos monumentos visam a salvaguardar tanto a obra de arte quanto o testemunho histrico. A restaurao uma operao que deve ter carter excepcional. Ela tem por objetivo conservar e revelar os valores estticos e histricos do monumento e se fundamenta no respeito ao material original e aos documentos autnticos. Termina onde comea a hiptese; no plano das reconstituies conjeturais, todo trabalho complementar reconhecido como indispensvel por razes estticas ou tcnicas destacar-se- da composio arquitetnica e dever ostentar a marca do nosso tempo. A Carta de Veneza diz que os elementos destinados a substituir as partes faltantes devem integrar-se harmoniosamente ao conjunto, distinguindo-se, todavia, das partes originais a fim de que a restaurao no falsifique o documento de arte e de histria.

  • LINA BO BARDI: TEMPO, HISTRIA E RESTAURO

    O zeitgeist (esprito da poca) considera que as formas do passado esto tornando-se obsoletas continuamente, sendo substitudas por outras, correspondentes s novas pocas histricas. Cada um dos perodos histricos possui uma singularidade que o caracteriza, que marca sua diferena com relao s etapas anteriores e posteriores. A arquitetura a expresso singular da vida dos homens de seu tempo, a sua projeo do mundo. Ao sublinhar que as pocas passadas esto superadas, a arquiteta pretende evitar repeties enganosas, e promover o direito que o presente tem sua prpria manifestao. Rogers diz a respeito da necessidade de integrao entre o presente e o patrimnio herdado pela experincia. o sentido de continuidade histrica. O tempo linear uma inveno do ocidente, o tempo no linear, um maravilhoso emaranhado onde, a qualquer instante, podem ser escolhidos pontos e inventadas solues, sem comeo, nem fim. (LINA BO BARDI). Para Lina, a referncia origem no pode significar a eterna repetio de modelos anteriores e a morte dos acontecimentos posteriores. A relao entre os tempos histricos tem que ser mtua e construtiva. Transformar todas as partes envolvidas. Lina apresenta dois conceitos fundamentais para pensar sua obra, o conceito de Presente histrico, para o qual cada conscincia humana capaz de explorar o passado e o presente, e a partir deles formular a sua prpria verso dos fatos, sendo os homens ativos na construo da histria. E o conceito de Interveno, para ela, a atualizao de um edifcio deve ser, ao mesmo tempo, crtica e criativa, ao mesmo tempo em que as existncias humanas, esforo e trabalho devem ser reconhecidos e considerados.

  • LINA BO BARDI E SUA ATUAO NA REA DA RESTAURAO DO PATRIMNIO ARQUITETNICO

    O Solar do Unho era um antigo complexo arquitetnico agroindustrial que, segundo Lina Bo Bardi, era digno de preservao. Lina conserva aspectos das suas diver