TGI I Danilo Eric dos Santos

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Caderno de TGI I IAU USP 2011

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  • TGI Idanilo eric dos Santos

    SO MIGUEL

    Instituto de Arquitetura e Urbanismo - So Carlos

    Universide de So Paulo

  • INTRODUO

    A pesquisa que se realiza para o desenvolvimento do TGI parte do interesse pela noo de PROCESSO, no

    sentido de entender as relaes e dinmicas que se atravessam na produo do espao urbano e como operam

    os diversos atores nessa ao. Dessa forma, busca-se compreender a problemtica do projeto em arquitetura e

    urbanismo vinculados a uma idia de totalidade, pondo em perspectiva a ao projetual nas diversas escalas de

    trabalho em que um arquiteto pode atuar (planejamento, desenho urbano, desenho do edifcio) posto que, nesse

    processo de produo do espao urbano, os projetos e aes esto antes imbricados numa rede de relaes de

    interesses polticos e econmicos, sobre tudo ao que diz respeito propriedade e ao valor da terra urbanizada.

    O apontamento dessas questes visa afastar a possibilidade de a partir do projeto e do discurso que o

    acompanha mesmo que muito bem intencionados e repletos de valores humanistas se possa criarem novas

    ideologias do espao urbano. Ou seja, tenta evitar que as intenes presentes no momento em que se projeta,

    acabem por darem no seu contrrio, por terem desconsiderado ou negado a existncia de atores interessados

    (mesmo os arquitetos) na produo da cidade.

    Ciente da complexidade do problema de compreender tais processos, sobremaneira no que tange as grandes

    metrpoles brasileiras, buscou-se apoiar as reflexes e propostas aqui desenvolvidas num referencial terico,

    qual seja, o estudo do livro Espao Intra-Urbano no Brasil do urbanista Flvio Villaa. Neste livro o autor

    desenvolve uma reflexo sobre o processo de produo do espao intra-urbano no Brasil a partir da analise

    comparativa e da investigao histrica de cinco metrpoles (So Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e

    Porto Alegre) descrevendo o percurso histrico que as elites, detentoras de poder poltico e econmico, realizam

    nestes territrios apontando como elas operam sobre a produo das cidades a partir de seus interesses

    econmicos e de dominao poltica.

    Um aspecto importante, que cabe destaque, que sob a tica de Villaa, o espao urbano produzido no seio de

    uma constante disputa territorial entre classes sociais, pela apropriao privilegiada dos valores de uso gerados

    pela produo social do espao urbano. Nesse sentido, e para este trabalho, interessa fundamentalmente o

    conceito de localizao que Villaa nos apresenta, que grosso modo, a parte do valor de uso de um determinado

    ponto em uma cidade, dada pela presena de infra-estruturas urbanas, pela facilidade de acesso ao centro

    principal (tempos de deslocamento) e pela paisagem natural. Este conceito, no nosso entender o que estrutura a

    compreenso desta disputa e da produo do espao urbano.

  • No entanto, h projetos em desenvolvimento nessa

    regio que devem muito menos a essa viso de

    reverso do processo de excluso scio-territorial e

    muito mais confirmao e aprofundamento de um

    processo de extenso das possibilidades de maior

    acumulao de capital, ao liberar fluxos e acessos

    entre os dois maiores equipamentos logsticos de

    transporte de cargas e mercadorias do Brasil - o

    aeroporto internacional de Guarulhos e o porto de

    Santos.

    Negrelos (2005)

    A rea escolhida para o desenvolvimento do projeto, a que

    compreende a Subprefeitura de So Miguel (no extremo leste de

    So Paulo), que compreende os distritos de Vila Jacu, Jardim

    Helena e o de So Miguel Paulista. O projeto centra-se mais

    especificamente no centro comercial e de servios deste ltimo.

    Essa escolha deve-se ao fato de que considerarmos tal lugar como

    detentor de um forte potencial polarizador, constituindo-se como

    um dos principais subcentros da cidade de So Paulo e por

    localizar-se numa regio historicamente pouco cuidada pelo poder

    pblico, com uma populao que mora longe de seus locais de

    trabalho e sofre com as condies do transporte pblico. Outro sim,

    tendo em vista o plano de desenvolvimento econmico da Zona

    Leste e os planos de desenvolvimento urbano a ele associado, que

    como aponta Negrelos (2005), ainda se estruturam por uma

    hegemonia do virio e esto mais vinculados ao fluxos de cargas

    e mercadorias e portanto no acumulo de capital no territrio.

  • Subprefeitura de So Miguel

  • Zona Leste como centro da

    Regio Metropolitana de So Paulo

    OPERAES URBANASA Zona Leste da Cidade de So Paulo (e imediaes:Guarulhos e

    ABC) recentemente tem sido apontada como uma regio estratgica

    do ponto de vista econmico por estar localizada no centro

    geogrfico da Regio Metropolitana de So Paulo, ser atendida por

    importantes rodovias como a Presidente Dutra (que liga So paulo

    ao Rio de Janeiro) e estar entre o aeroporto internacional de

    Guarulhos e o porto de Santos. De tal forma, notrio a elaborao

    de planos de desenvolvimento econmicos e planos de

    desenvolvimento urbano, principalmente atravs de operaes

    urbanas.

    Operaes Urbanas na Zona Leste de So Paulo,

    Guarulhos e ABC

  • subprefeituras envolvidas centros de comercio e servios melhoramentos virios previstos

    operao urbana rio verde-jacNo contexto especfico da subprefeitura de So Miguel, esta em fase de

    estudos de atualizao para a implantao a operao urbana Rio

    Verde-Jac, estabelecida pela lei municipal 13.872/04. O permetro da

    operao envolve as subprefeituras de Itaquera e So Mateus alm da

    de So Miguel.

  • linha ferrea passarelas ponte/tnel

    interrupo/conexes

    LEITURA DA REA

  • escola

    hospit

    al

    esta

    o c

    ptm

    (anti

    ga)

    dele

    gacia

    bom

    beir

    os

    pra

    a

    indstr

    ia

    nit

    roquim

    ica

    escola

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    a

    capela

    posto

    de s

    ade

    merc

    ado

    munic

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    pra

    a

    hospit

    al

    e

    mate

    rnid

    ade

    corr

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    escola

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    inal

    de

    nib

    us u

    rbano

  • NOVA ESTAO

    A t u a l m e n t e

    encontra-se em

    construo uma

    nova estao de

    trem da CPTM, a

    partir de projeto

    do esc r i t r i o

    UNA arquitetura

  • REFERNCIAS

    " U m a p r e m i s s a . N a

    projeo do Museu de Arte

    de So Paulo, na avenida

    Paulista, procurei uma

    arquitetura simples, uma

    arquitetura que pudesse

    comunicar de imediato

    aquilo que, no passado, se

    chamou de "monumental",

    isto , o sentido do

    "coletivo", da "Dignidade

    Cvica".

    apropriaes coletivas diversas

  • MASP

  • MuBE

  • CENTRO PAULA SOUZA

  • Para o desenvolvimento do projeto trabalha-se em trs

    escalas de pensamento, qual seja: a escala a ESCALA

    DO PLANEJAMENTO, ou seja, na escala

    metropolitana, onde a principal questo a do acesso e

    presena de infra-estruturas de transporte

    (nibus/automvel, metr e trem) e os tempos de

    deslocamento; a ESCALA DO DESENHO URBANO,

    centrando na realocao e proposio de novos

    equipamentos pblicos e novas reas livres, na

    melhoria do acesso a esses equipamentos e ao centro

    de comrcio e servios, e a conexo de reas que hoje

    se encontram bastante segregadas principalmente

    pela presena da linha frrea; e na ESCALA DA

    ARQUITETURA, focado no desenho de um terminal de

    nibus urbanos conectado com a estao So Miguel

    da CPTM e um equipamento pblico associado a uma

    rea livre que articule as demais propostas de desenho

    urbano e planejamento.

    apoiamo-nos no conceito de LOCALIZAO, para

    instruir a escolha da rea de projeto, e em uma noo

    de LUGAR - aqui entendida como as caractersticas

    topogrficas do terreno, a paisagem construda pela

    edificaes, os equipamentos de interesse pblico e a

    cultura de seus moradores - que serve de referncia

    PROPOSTAS

  • PROPOSTAS

    escala do planejamento

    reas industriais

    ensino superior

    nova estao CPTM

    expanso metr

    linha de transporte de

    mdia capacidade (vlt ou brt)

    Tomando-se por base a rede transportes

    metropolitanos sobre trilhos existente,

    bem como a proposta de expanso da

    linha verde do metro at Cidade

    Tiradentes, prope-se uma linha de

    transporte pblico de mdia capacidade

    como o VLT ou o BRT, conectando-se

    com as linhas em sentido longitudinal.

    Tambm proposto uma nova estao

    de trem na linha f da CPTM, junto ao

    centro esportivo do parque vrzeas do

    Tiet.

  • PROPOSTASescala do desenho urbano

    rea livre+equipamento pblico+terminal parqueconexo equipamentos/parque

    nova estao CPTM

    conexes

    transporte de mdia

    capacidade(vlt/brt)

  • edificios demolidos

    propriedades

    particulares CPTM

    PROPOSTASescala da arquitetura

  • REA DE PROJETO

  • CROQUIS

  • planta geral

    Elevao

  • corte aa

    corte bb

    cortes

  • PLANTA TERMINAL DE NIBUS

    CORTE CC

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