Movimento Literário Trovadorismo

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Trabalho de Língua Portuguesa dos alunos do 1°EMA da Escola Estadual Professor João Cruz.

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  • 1. ASSUNTO: MOVIMENTO LITERRIO TROVADORISMO EM PORTUGALTema: Traos do Trovadorismo Portugus na Literatura

2. ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR JOO CRUZAlunos e nmeros : Allyne de Mattos Alves, 02 Ana Carolina Borges, 03 Ana Paula Sales, 05 Thalita Dias dos Santos, 35 Tifany de Arajo Rodrigues Alves, 36 Wallace Sampaio de Mello, 39Srie: 1 ano A Ensino Mdio Professora: Maria Piedade Teodoro da Silva Disciplina: Lngua Portuguesa 3. I. MARCAS DO TROVADORISMO NA LNGUA PORTUGUESA O estudo em questo intenciona a divulgar o Movimento Literrio Trovadorismo, principalmente, para a sala de aula dos alunos do 1anoA da Escola Estadual Professor Joo Cruz, alm de mostrar sua influencia nos dias de hoje. A pesquisa foi desenvolvida com base nas seguintes questes: O que foi o Trovadorismo, e quais so as influencias das manifestaes literrias nos dias de hoje? e Quais so as caractersticas centrais no sistema Literrio Trovadorismo?. 4. II. TROVADORISMO, MAIS QUE UM MOVIMENTO LITERRIO, UM MODO DE EXPRESSO.O Trovadorismo um perodo, tipicamente medieval, que se estende do sculo XII ao incio do sculo XV, quando Portugal comea sua aventura martima que reflete os ideais da sociedade feudal organizada a partir das relaes de vassalagem, uma extremada entre nobres e reis, e as lutas da Reconquista. 5. 1. ORIGEMO Movimento Literrio Trovadorismo se desenvolveu em plena Idade Mdia, no perodo em que Portugal estava em processo de formao, e quanto ao poderio do Imprio Romano, estava quase no fim. Portugal encontrava-se ocupado com as Cruzadas e guerras entre vrias dinastias das quais ainda existem. Quando as guerras acabam, e o condado portucalense se torna independente, surge assim o primeiro Movimento Literrio, o Trovadorismo. 6. 1. ORIGEMTeve origem no sul da Frana no ano de 1189, permanecendo at 1198, suas cantigas concebiam o amor como um culto, e servia para endeusar a mulher e idealiz-la, lamentar a ausncia da pessoa amada ou criticar certo algum. O marco inicial da literatura trovadoresca foi a Cantiga da Garvaia, escrita por Paio Soares de Taveiro, em dialeto galaico portugus lngua utilizado pelos trovadores, ainda em formao. 7. 1. ORIGEMA poca do Movimento Literrio Trovadorismo, ainda se caracteriza pelo aparecimento e cultivo das Novelas de Cavalaria, que chegavam a Portugal no sculo XIII, durante o reinado de Afonso III. O meio de circulao desse modelo era a fidalguia (a classe da nobreza) e a realeza (dignidade de rei ou rainha), a matria cavalheiresca pode ser dividida em trs ciclos, sendo Ciclo Asturiano, Ciclo Carolngio e Ciclo Clssico. 8. .2. CANTIGAS TROVADORESCASOs textos do Trovadorismo eram acompanhados de vrios instrumentos musicais, dentre eles, viola, lira, harpa, flauta, alade e pandeiro, estes textos geralmente eram cantados em coro, por isso so chamados de cantigas, e eram feitos pelos trovadores para serem cantados em feiras, festas e castelos nos ltimos sculos da Idade Mdia. As cantigas podem ser classificadas em dois grandes grupos: cantigas lricas e cantigas satricas. As lricas se subdividem em cantigas de amor e de amigo; as satricas em cantigas de escrnio e maldizer. 9. 2. CANTIGAS TROVADORESCAS As cantigas lricas se subdividem em cantigas de amor, maneira provenal de o eu lrico declarar seu amor por uma dama da corte, enquanto as cantigas de amigo que se originam da prpria Pennsula Ibrica como expresso de sentido popular, se caracterizavam por ser o eu lrico feminino. 10. 2. CANTIGAS TROVADORESCASExemplo de Cantiga de amor, de Bernal de Bonaval: A dona que eu am'e tenho por senhor amostrade-mi-a, Deus, se vos em prazer for, se nomdade-mi-a morte. A que tenh'eu por lume d'estes olhos meus e por que choram sempre, amostrade-mi-a Deus, se nomdade-mi-a morte. Ai, Deus! quimi-afezestes mais ca mim amar, mostrade-mi-a u possa com ela falar, se nomdade-mi-a morte. 11. 2. CANTIGAS TROVADORESCASExemplo de Cantiga de amigo, de D. Diniz"Ai flores, ai flores do verde pino, se sabedes novas do meu amigo! ai Deus, e u ? Ai flores, ai flores do verde ramo, se sabedes novas do meu amado! ai Deus, e u ? Se sabedes novas do meu amigo, aquel que mentiu do que ps comigo! ai Deus, e u ? Se sabedes novas do meu amado, aquel que mentiu do que mi h jurado! ai Deus, e u ?" 12. 2. CANTIGAS TROVADORESCAS As cantigas satricas se subdividem em cantigas de escrnio, que so stiras indiretas e exploravam palavras e construes ambguas; j as cantigas de maldizer, so satricas diretas com nominal da pessoa ironizada, alm de explorar temas que abordavam o adultrio e os amores interesseiros. 13. EXEMPLO DE CANTIGA DE ESCRNIO, DE JOAN GARCIA DE GILHADE Ai dona fea! Foste-vos queixar Que vos nunca louv'en meu trobar Mais ora quero fazer un cantar En que vos loarei toda via; E vedes como vos quero loar: Dona fea, velha e sandia! Ai dona fea! Se Deus mi pardon! E pois have ds tan gran coraon Que vos eu loeen esta razon, Vos quero j loar toda via; E vedes qual ser a loaon: Dona fea, velha e sandia! Dona fea, nunca vos eu loei En meu trobar, pero muito trobei; 14. . Exemplo de cantiga de maldizer, por Pero Garcia Burgals. Rui Queimado morreu com amor em seus cantares, par Santa Maria, por uma dona que gran bem queria; e, por se meter por mais trobador, por que lh' ela non quiso bem fazer, feze-s' el em seus cantares morrer, mais resurgiu depois, ao tercer dia!... 15. Cantigas de AmorCantigas de AmigoSujeito.O trovador assume o eu-lrico, masculino: o homem quem fala.O trovador assume o eulrico, feminino: a mulher quem fala.Objeto.Feminino: a dama, a senhor.Masculino: o amigoCaracterizao do sujeito.Cativo, coitado, enlouquecido, aflito, sofredor.Loua (formosa), velida (bela), loada (louvada), leda (alegre), fremosa (formosa).Caracterizao do objetoIdealizao da mulher pelas qualidades fsicas morais, sociais, etc.Mentiroso, traidor, fremoso, etc.Expresso dos sentimentos.Expressa a coita (dor) amorosa do trovador por amar uma mulher inacessvel e a quem rende vassalagem amorosaExpressa os sentimentos de uma mulher que sofre por sentir saudades do amigo (namorado).Cenrio.A natureza e o ambiente da corte.O campo (fonte, flores, aves), o mar e a casa.Origem. de origem provenalTeve origem em territrio galaico-portugus(MAIA, 2005) 16. Cantigas de escrnioCantigas de maldizerCantiga de carter satrico,Cantiga de carter satrico,em que o ataque se processaem que o ataque se processaindiretamente, por intermdio diretamente. Criticava da ironia e do sarcasmo.pessoas, costumes ouCriticava pessoas, costumes e acontecimentos, citando o acontecimentos, sem revelarnome da pessoa ou pessoaso nome da pessoa ou pessoas visadas. visadas.(MAIA, 2005) 17. 3. NOVELAS DE CAVALARIA E OUTROS GNEROS As Novelas de Cavalaria, surgidas durante o Movimento Literrio Trovadorismo, so traduzidas do francs e do ingls, e seu carter tipicamente medieval. So narrativas ficcionais de acontecimentos histricos, relatos de combate, e aventuras de cavaleiros medievais, enfrentando provaes fsicas e morais em nome da honra e do amor. Nasceram das poesias de temas guerreiros, e deixaram de ser expressas de ser cantadas para serem lidas. As novelas agradavam a todos positivamente e influenciavam muito no comportamento e na rotina da populao nessa poca. 18. .3. Novelas de Cavalaria e outros gnerosDentre as novelas que mais percorriam os meios portugueses, estavam as novelas: Amandis de Gaula e A Demanda do Santo Graal. Penetraram em Portugal no sculo XIII, durante o reinado de Afonso III. Seu meio de circulao era a fidalguia (classe da nobreza) e a realeza (dignidade de rei e rainha), a matria cavalheiresca pode ser dividida em trs ciclos, so eles: +Ciclo Arturiano: Tendo o Rei Arthur e seus cavaleiros como protagonistas; + Ciclo Carolngio: Em torno de Carlos Magno e os doze pares da Frana; + Ciclo Clssico: Referente a novelas e temas grecolatinos. 19. . 3. Novelas de Cavalaria e outros gneros .Trecho da Novela de Cavalaria A Demanda do Santo Graal, desenvolvida no Ciclo Arturiano. 20. 4. INFLUENCIA DO TROVADORISMO NOS DIAS DE HOJE Atualmente percebemos a influencia da literatura trovadoresca em poemas e letras de msicas contemporneas. As cantigas de amor se caracterizam pelo eu-lrico masculino, elogios que ele dirige a dama, exaltando, caractersticas fsicas da amada, ele se apresenta como algum que sofre por um amor impossvel ou no correspondido. J as cantigas de amigo apresentam um eu-lrico que a prpria mulher abandonada, que fala da saudade de seu amado. 21. . 4. Influencia do Trovadorismo nos dias de hoje .Exemplo de Cantiga de amor, Os amantes do compositor Luiz Ayro interpretado pelo cantor brasileiro Daniel. Qualquer dia Qualquer hora A gente se encontra Seja a onde for Pr falar de amor...(2x) Pr matar a saudade Da felicidade Dos instantes Que juntos passamos E promessas juramos... Reviver os momentos De sonho e de paixo Das palavras loucas Vindas do corao... Meu amor Ah se eu pudesse Te abraar agora Poder parar o tempo Nessa hora Pr nunca mais Eu ver voc partir Meu amor!...(2x)Pr matar a saudade Da felicidade Dos instantes Que juntos passamos E promessas juramos Reviver os momentos De sonho e de paixo Das palavras loucas Vindas do corao... Meu amor Ah se eu pudesse Te abraar agora Poder parar o tempo Nessa hora Pr nunca mais Eu ver voc partir Meu, Meu amor!...(4x) 22. .4. Influencia do Trovadorismo nos dias de hojeExemplo de Cantiga de amigo, O Meu Amor de Chico Buarque de Holanda. O meu amor tem um jeito manso que s seu E que me deixa louca quando me beija a boca A minha pele toda fica arrepiada E me beija com calma e fundo At minh'alma se sentir beijada O meu amor tem um jeito manso que s seu Que rouba os meus sentidos, viola os meus ouvidos Com tantos segredos lindos e indecentes Depois brinca comigo, ri do meu umbigo E me crava os dentes Eu sou sua menina, viu? E ele o meu rapaz Meu corpo testemunha do bem que ele me fazE quase me machuca com a barba mal feita E de pousar as coxas entre as minhas coxas Quando