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    08-Jul-2015
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PROPEDUTICA: EXAME NEUROLGICOQuando o paciente tem um AVE (Acidente Vascular Enceflico), geralmente ele acomete o Hemisfrio Esquerdo e/ou o Hemisfrio Direito e/ou o Cerebelo e/ou o Tronco Enceflico . Quando o AVE acomete o Tronco Enceflico a leso geralmente muito grave porque nessa parte do SNC que est o controle das principais funes vitais do organismo (Centro Respiratrio, po r exemplo). Nos AVEs de Tronco Enceflico, o ndice de mortalidade , portanto, alto. Quando acomete um dos hemisfrios pode causar Dficit Motor Contralateral ao Hemisfrio Lesado por conta da Decussao das Pirmides, ou seja: um AVE Isqumico (AVEi)ou AVE Hemorrgico (AVEh)que atingiu a rea motora do hemisfrio esquerdo causa dficit motor direita; um AVEi ou AVEh que atingiu a rea motora do hemisfrio direito causa dficit motor esquerda. Na fase aguda esse dficit motor recebe o nome de PARESIA. Se for em um nico membro, chama -se MONOPARESIA; de um ado do corpo, chama -se HEMIPARESIA; duas pernas ou dois braos, chama -se PARAPARESIA; os quatro membros, chama -se TETRAPARESIA. Quando o paciente recupera o dficit motor em menos de 24 horas configura -se um Ataque Isqumico Transitrio (ATI) ou Transitory Isquemic Attack (TI A). Passou-se 24 horas e o paciente no se recuperou ou ainda est dentro do praso de 24 horas diz-se que existe paresia. A leso medular pode causar paraparesia e tetraparesia. Quando o dficit se torna definitivo troca-se o sufixo paresia por plegia . E deve-se sempre colocar o lado da manifestao neurolgica: direito ou

Hemisfrio D i r e i to

Hemisfrio E s q u e r do

C r e br o

Tr o n c o E n c e f l i c oCe r e be l o

P o n te Pi r m i d e s

Ce r e be l o Bulbo

D e c u s s a o d as Pi r m i d e s

esquerdo. Por exemplo: hemiparesia esquerda, hemiplegia direita. Quando o dficit sensitivo segue-se o mesmo padro de nomenclatura, mas no lugar de paresia coloca-se ANESTESIA. Os AVEs tambm podem afetar outras reas de Brodmann . Podem afetar a rea da linguagem de Wernicke e/ou a

rea de Broc, ou ainda a rea de conduo entre essas duas reas. Dependendo do local que atingem podem afetar a memria apresentando dficit cognit ivo tendo agnosia, vrios tipos de gnosia (capacidade de identificar as coisas), disturbio visual, leso de pares cranianos, etc. Sabendo disso o Exame Neurolgico nos d sinais localizatrios ou sinais focais de leso. Numa Emergncia voc pode atender um paciente que chega com paraparesia e paranestesia de membros inferiores e no vai pensar que um hematoma nos hemisfrios direito e esquerdo porque voc sabe que esse sinal acontece nas leses de medula espinal, ou seja: abaixo da Decussao das Pirmide s; e ainda pode inferir que a leso medular total (transeco medular) porque apresenta o dficit bilateral. A leso medular parcial pode causar hemiparesia se for uma hemiseco medular. Ento PARESIA dficit motor e pode tornar -se definitivo: PLEG IA . Diminuio da sensibilidade dolorosa HIPOESTESIA e a ausncia de sensibilidade dolorosa ANESTESIA. Karoline Vieira (32min a 48min) Ausncia de sensibilidade dolorosa ANESTESIA. Aumento da sensibilidade dolorosa HIPERESTESIA. Perverso da sensibilidade dolorosa PARESTESIA. o formigamento.

Outro sinal focal que pode ter paralisia de par craniano, crise convulsiva, sinais de irritao menngea (p/ as meningites e meningoencefalites).

ANISOCORIAAnisocoria tambm chama aten o. Anisocoria com midrase de um lado, pode ser aumento da presso craniana do lado da midrase. Se for midrase com ptose, estrabismo divergente, pode ser leso de III par. Pode ser secundaria a isquemia, hemorragia, trauma , etc. um par craniano lesado, que pode ser s do par craniano, isoladamente, ou uma leso mais extensa que cursou com leso de III par, tambm, ao exame neurolgico. Quando eu vou observar um paciente com cefalia? Quando o exame neurolgico normal, eu mediquei o cara pra dor e ele no t melhorando. Qd houver duvida. Toda cefalia, toda dor torcica e dor abdominal, se eu estiver em duvida de mandar o paciente pra casa, no mande. Deixa ele em observao, faa exames seriados.

______GNOSIAGnosia a capacidade de identificar. De olho aberto, gnosia visual, espacial (saber onde voc est, senso de direo). De espao, a mulher tem dificuldade. o que se espera encontrar ao exame. Gnosia de cores, voc no consegue identificar a cor. O paciente no sabe a funo do objeto, no consegue identifica -lo.

ANOMIA OU DISNOMIAAnomia o paciente sabe para qu serve um objeto, a funcionalidade, mas no sabe o nome do mesmo, no saber nome -lo. Agnosia visual no saber como chama o objeto e no sabe pra o que serve o mesmo.

___praxia a capacidade de uma pessoa realizar uma ao que foi pr -determinada. s vezes, a pessoa faz a ao, se voc no mandar. O paciente esta com sede, v um copo com gua em cima da mesa, ele pega o copo e toma a gua. Se voc escrever no papel pra ele: PEGUE ESSE COPO COM GUA SOBRE A MESA, E BEBA A GUA , ele no consegue entender, ler e obedecer APRAXIA.

DISFASIA Disfasia dificuldade pra falar. Afasia no conseguir falar.

A fala est na mesma regio da escrita e da leitura. O paciente que tem afasia, PODE ter alexia e agrafia. Porque esto na mesma regio.

Afasia de Wernicke: O paciente fala, mas no consegue entender nada. como se fosse um brasileiro (que no fala Gr ego) e desembarcou na Grcia. Afasia de Broc : a pessoa entende tudo, mas no consegue falar. s vezes a pessoa fala, mas no tem nada a ver com o que ele gostaria de falar. Comunicamos com esses pacientes que possuem afasia de broc, com gestos. Combina com o paciente: se for SIM, voc pisca uma vez. Se for NO, duas vezes.

(WP: Afasia de Wernicke uma alterao na linguagem oral e escrita, tornando a comunicao sem muita preciso, que ocasionada por uma leso neurolgica. Por ser causado por um transtorno primrio (inflamao no conduto auditivo interno), leso neurolgica em decorrncias de TCE (traumatismo crnio enceflico) e/ou problema vasculares como AVC (acidente vascular cerebral) e AVE (acidente vascular enceflico).)

Um dficit motor agudo ele cursa com flacidez, se for do primeiro neurnio motor.Ento crebro, medula, se for uma leso aguda, o cara acabou de ter a leso isqumica, hemorrgica, tumor, inflamatria, seja l qual for a causa, ele tem flacidez. Do lado hemipartico, voc pega o brao dele e solta no rosto dele, o brao cai no rosto dele. Se voc juntar os dois joelhos dele, o lado com dficit, ele deixa cair. O paciente tem uma total flacidez. Do lado hemipartico, parece que ele um boneco de pano. Na fase aguda. Se for medula, primeiro neurnio motor crebro inteiro. Crebro, hemisfrio, tronco e medula. Se for neurnio motor, so os nervos perifricos. A leso de nervo perifrico, sempre flcida . Leso de primeiro neurnio motor, fase ag uda flcida, a fase crnica espstica.

Haja em vista, a atitude de Wernicke -man. Neste, o paciente tem uma espasticidade eletiva. O paciente no consegue estender o brao e fletir a coxa. O paciente um sequelado de AVE.

Primeiro neurnio motor, cr ebro e medula, a fase aguda flcida e a fase crnica, espstica. Exemplo: Um paciente que ficou tetraplgico e foi pra casa, nunca fez fisioterapia, ele no consegue nem sentar na cadeira de rodas. (a segunda fase espstica), por isso a fisioterapia tem que ser iniciada precocemente, para a adaptao adequada cadeira de rodas.Tem uma pacient e que caiu do cavalo e ficou tetraplgica, ela lesionou o 11 par craniano, (do adolescent e, s consegue mexer nem a - com os ombros e no- com a cabea), ento a pacient e faz assim com o ombro (mexe o acessrio) e a famlia pensa que esta mexendo os braos, uma t rist eza...

Chegou um cara no P.S, convulsionando, voc olhou e ele tem uma hemiplegia espstica. A crise convulsiva uma seqela de um AVE que ele teve. Ele chegou no estado ps-ictal (depois que convulsionou). Convulso chama-se sonolncia. icto. O paciente tem alterao da conscincia, torpor,

A urea o sintoma premonitrio, que algumas pessoas que convulsionam, esto epilticas, tem. A pessoa j sente a urea e corre para o tapete, pensando que vai convulsionar em seguida, pra no machucar.

Introduo

Anamnese bem detalhada;(PORTO) Data do inicio da doena Modo de instalao da doena Evoluo cronolgica dos sintomas Exames e tratamentos realizados Estado atual do enfermo

Exame fsico geral , exame neurolgico. Devemos buscar os sinais focais ou localizatrios Paciente convulsionando, estado ps -ictal, dficit motor, dficit sensitivo. O dficit motor flcido, espstico? Paralisia de algum par craniano ?; Anisocoria; Afundamento de crnio, palpao da cabea ?; Fraturas; Sinal do guaxinim; Fratura de base de crnio.

Algo que chame a ateno, para alguma leso traumtica; isqumica; hemorrgica; infecciosa; inflamatria no SNC. Sinais de irritao menngea. No exame neurolgico, voc faz o diagnstico sindrmico .

Exemplo: sndrome da hipertenso craniana, voc tem: afasia de Wernick, com dficit motor a direita, voc sabe que uma isquemia ou hemorragia que pegou a rea motora do hemisfrio esquerdo e a rea da fala de Wernick. um diagnstico topogrfico, que o exame neurolgico forneceu a voc.

Caroline Paias (48 - 64min) Diagnstico etiolgico feito com a imagem, o exame de lquor. Exemplo: um exame de lquor inf eccioso, uma meningoencefalite bacteriana. Na tomografia apareceu uma hemorragia dessa rea, um AVE hemorrgico, se apareceu uma isquemia, uma rea isqumica. Nas Tomografias O AVE isqumico pode demorar de 48h -72h para aparecer na Tomografia, O AVE hemorrgico sempre aparece, desde a primeira. A primeira tomografia que eu fao, se for um AVE isqumico pode no aparecer na admisso. Pode demorar 48h 72h a aparecer. Quando no aparece na tomografia, e o paciente tem exame neurolgico alterado pode s er uma TIA (ataque isqumico transitrio) que vai recuperar nas prximas 24h ou um AVE isqumico que ainda no apareceu. A rea isqumica tom de ci