Doenca Das Arterias Coronarianas

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Coronary artery disease mechanism and diagnosis

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  • 1. DOENA DAS ARTRIAS CORONARIANAS INTRODUO

2. INTRODUO

  • A doena cardaca isqumica , sabidamente, uma das principais causas de morte nos pases desenvolvidos.
  • Assim, um em cada cinco bitos provocado por doena arterial coronariana nos Estados Unidos, onde se estima uma incidncia anual acima de 800 mil infartos do miocrdio.
  • Tambm em nosso meio a doena cardaca isqumica tem importncia clnica de destaque.

3. INTRODUO

  • Em Minas Gerais, durante o ano de 1996, as doenas cardiovasculares foram responsveis por cerca de 1/3 das 100 mil mortes ocorridas,
  • A doena arterial coronariana foi a principal causa individual de morte neste grupo.
  • Boa parte dos pacientes com doena coronariana apresenta-se inicialmente com manifestaes de isquemia miocrdica crnica;
  • Estima-se entre seis e 16 milhes de norte-americanos apresentam angina de peito estvel crnica, custando ao sistema de sade norte-americano mais que 20 bilhes de dlares ao ano.

4. INTRODUO

  • A abordagem de problema de tamanha magnitude exige a definio de estratgias que permitam:
    • simultaneamente, oferecer as modalidades teraputicas disponveis ao maior nmero de pacientes tratveis e
    • reconhecer indivduos de baixo risco, que devem ser poupados de intervenes potencialmente iatrognicas.
  • Tais estratgias vem sendo definidas, nos ltimos anos, em diversos documentos de consenso (ou diretrizes) e em guidelines de conduta clnica.

5. INTRODUO

  • Alguns conceitos bsicos permeiam estes textos.
  • O primeiro deles a constatao de que os recursos financeiros dos sistemas nacionais de sade so finitos e devem ser racionalizados.
  • Desta maneira, fundamental reconhecer que existem pacientes com diferentes perfis de risco:
    • a probalidade intrnseca, pr-teste, da existncia ou no da doena coronariana interfere na performance diagnstica do teste realizado.

6. INTRODUO

  • Como exemplo, lembramos que um teste ergomtrico com alteraes isqumicas do segmento ST um preditor fraco de doena coronariana em uma mulher jovem, assintomtica e sem fatores de risco.
  • Contudo ele pode indicar uma elevada probalidade de isquemia miocrdica em um homem com dor torcica atpica e dois fatores de risco coronarianos.

7. INTRODUO

  • Por fim, mas no menos importante, reconhecer que existem, na doena arterial coronariana, outros fatores alm da tradicional viso anatmica, como os aspectos funcionais, neurohumorais e moleculares.
  • O prognstico e, conseqentemente, a necessidade de interveno, determinado tanto pela presena de leses anatmicas nas coronrias como pela presena de isquemia aos testes funcionais, entre outras variveis.

8. INTRODUO

  • A doena das artrias coronarianas uma condio onde depsitos de gordura se depositam na ntima das paredes destas artrias e obstruem o fluxo sanguneo.
  • Estes depsitos gordurosos (ateromas ou placas) so depositados gradualmente e se espalham pelos maiores ramos das duas artrias principais que rodeiam o corao e o suprem com sangue.
  • Este processo gradual chamado de aterosclerose.

9. 10. 11. INTRODUO

  • Os ateromas invadem a luz do vaso, estreitando-o.
  • A medida que o ateroma cresce, uma poro dele pode se romper e cair na circulao .
  • Sangue pode penetrar no ateroma rompido, fazendo com que ele aumente, diminuindo ainda mais o lume do vaso.
  • Pequenos cogulos de sangue tambm pode se formar na sua superfcie.

12. 13. INTRODUO

  • A ruptura do ateroma desencandeia a formao de um cogulo sanguneo (trombo).
  • Este trombo pode estreitar ainda mais a luz do vaso ou ele pode se desprender e ocluir outro vaso mais a frente.
  • Ocasionalmente o bloqueio das artrias coronrias pode ser causado por vaso-espasmo, defeito congnito, virose, arterite, lupus, injria fisica ou radiao.

14. 15. 16. 17. 18. INTRODUO

  • Para que o corao se contraia necessrio que ele receba um suprimento contnuo de sangue rico em oxignio das artrias coronarianas.
  • Quando a obstruo da artria coronariana piora, ocorre um inadequado suprimento de sangue para o msculo cardaco (isquemia), que pode levar a um dano do msculo cardaco.
  • A causa mais comum de isquemia do miocrdio a doena da artria coronariana.

19. 20. INTRODUO

  • As maiores complicaes da doena da artria coronariana so a angina e o infarto agudo do miocrdio.
  • Nos Estados Unidos a DAC afeta pessoas de todas as raas, mas a sua incidncia extremamente alta na raa negra que na branca.
  • Entretanto, a raa por si s no parece ser um fator to importante quanto o estilo de vida da pessoa.
  • Um dieta rica em gordura, o fumo e uma vida sedentria so fatores de risco reconhecidos para DAC.

21. INTRODUO

  • Nos Estados Unidos a doena cardio-vascular a principal causa de morte em ambos os sexos
  • A DAC a principal causa de doena cardio-vascular.
  • A incidncia de morte maior entre os homens que nas mulheres, especialmente no grupo etrio de 35 a 55 anos.
  • Depois dos 55 anos, a incidncia de morte cai entre os homens e continua a aumentar entre as mulheres.

22. INTRODUO

  • Entre os negros a incidncia de morte continua a crescer at os 60 anos.
  • Enquanto que entre as mulheres negras este ndice continua a aumentar at os 75 anos.

23. ANGINA

  • A angina ou angina pectoris uma dor ou presso torcica temporria que aparece quando o msculo cardaco no recebe bastante oxignio.
  • A necessidade de oxignio do corao determinada pela intensidade do trabalho cardaco: ou seja pela quantidade e intensidade dos batimentos cardacos.

24. 25. 26. ANGINA

  • O esforo fsico e as emoes fazem com que o corao trabalhe com mais afinco, aumentando suas necessidades de oxignio.
  • Quando as artrias esto estreitadas ou bloqueadas, de modo que o fluxo sanguneo no pode aumentar para ir de encontro necessidade de mais oxignio, surge a isquemia e a dor.

27. FATORES DE RISCO

  • O termofator de riscofoi usado h 50 anos para caracterizar aspectos pessoais e hbitos que poderiam aumentar a probabilidade de doena cardiovascular.
  • Desde ento se estabeleceram estratgias para se prevenir as doenas cardiovasculares baseadas no controle destes fatores.
  • A existncia de fatores de risco imutveis como a idade, o sexo, a cor, estado scio-econmico e histrico familiar trouxe o conceito de controle de riscos mutveis.

28. FATORES DE RISCO

  • A atuao sobre fatores de risco como HAS, diabetes, hipercolesterolemia, obesidade, tabagismo e estresse provocaram significantes diminuies na incidncia de doenas cerebrovasculares.
  • Observa-se que a eliminao destes fatores reduz a possibilidade de coronariopatia, por outro lado, metade dos pacientes com coronariopatia no apresenta fator de risco para doena cardiovascular.

29. FATORES DE RISCO

  • O melhor conhecimento da fisiopatologia da aterosclerose mostra que a placa ateromatosa na artria lesada o principal fator de risco para a doena vascular.
  • Na disfuno endotelial que ocorre no local lesado esto envolvidas hemorragias locais, acmulo de plaquetas e placas ulceradas que iro contribuir para a formao do ateroma e conseqente estenose da artria.

30. FATORES DE RISCO

  • Estas placas, assim formadas, tendem a ocorrer em vasos com leses estenticas menores de 50% e se caracterizam por serem ricas em lipdeos, possurem uma capa de fibrose e estarem envolvidas em processo inflamatrio.
  • Na formao da placa ateromatosa esto envolvidos, alm dos lipdeos, processos inflamatrios, infecciosos, aterognicos e genticos.
  • Em funo destas observaes procura-se identificar novos marcadores que indiquem fatores de risco para a molstia cardiovascular.

31. FATORES DE RISCO

  • So os fatores de risco emergentes que procuram demonstrar a vulnerabilidade da placa: marcadores (inflamatrios, infecciosos, do estado aterognico e genticos).
  • O processo inflamatrio surge na exposio do endotlio da artria a agentes agressores como lipdeos oxidados, metabolitos do tabaco e estresse hemodinmico.
  • A dosagem de protena C reativa um marcador deste processo.

32. FATORES DE RISCO

  • A infeco no processo aterosclertico envolve o herpesvirus, a Chlamydia pneumoniae, o citomegalovirus, e heliobacter pylori.
  • Nestes casos haveria importantes alteraes da coagulobilidade do sangue, facilitando a formao do ateroma.
  • Os marcadores seriam anticorpos circulantes relacionadas s infeces.

33. FATORES DE RISCO

  • Alguns dos fatores que determinam a possibilidade de algum ter DAC no podem ser modificados:
    • Idade avanada
    • Sexo masculino
    • Histria familiar de coronariopatia antes dos 50 anos

34. FATORES DE RISCO

  • Os fatores que podem ser controlados tm muito a ver com o estilo de vida: