Neuroses - Trabalho Escrito - Seminário

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Abordagem de várias neuroses

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FACULDADE MAURCIO DE NASSAUCOORDENADORIA DE PSICOLOGIACURSO DE PSICOLOGIA

NEUROSES

Vitria Cristina Lopes de Arajo FariasAnnaliny Moura Soares Dlia Maria Nunes de MeloLidiane de Lima SilvaMarlia Gabriela de Melo AlencarCinthya Barbosa Maranho LimaTayson Nunes dos Santos Pedro Dionizio dos Santos NetoHadson Rodrigues LimaDaiseane Melo SantanaLucas de Almeida RafaelDanbia Maria da Silva Gomes de Souza

Joo Pessoa2015Vitria Cristina Lopes de Arajo FariasAnnaliny Moura Soares Dlia Maria Nunes de MeloLidiane de Lima SilvaMarlia Gabriela de Melo AlencarCinthya Barbosa Maranho LimaTayson Nunes dos Santos Pedro Dionizio dos Santos NetoHadson Rodrigues LimaDaiseane Melo SantanaLucas de Almeida RafaelDanbia Maria da Silva Gomes de Souza

NEUROSES

Trabalho apresentado como requisito as exigncias para obteno de nota no Curso de Psicologia, pela Disciplina Neuroanatomia, na Faculdade Maurcio de Nassau, ministrado pelo Prof. Rodrigo Mrcio.

Joo Pessoa2015

O paradoxo curioso que quando eu me aceito como eu sou, ento eu mudo.

- Carl Rogers

SUMRIO

INTRODUO71DEPRESSO81.1DEPRESSO CAUSAS81.2 DEPRESSO SINTOMAS91.3 O QUE A DEPRESSO NO 101.4 DEPRESSO EPIDEMIOLOGIA101.5 DEPRESSO NEUROTRANSMISSORES101.6 DEPRESSO TRATAMENTO112DISTIMIA122.1 CAUSAS DA DISTIMIA122.2 FATORES DE RISCO122.3 SINTOMAS DE DISTIMIA132.4 BUSCANDO AJUDA MDICA142.5 NA CONSULTA MDICA142.6 DIAGNSTICO DE DISTIMIA152.7 TRATAMENTO DE DISTIMIA162.8 MEDICAMENTOS PARA DISTIMIA162.9 PSICOTERAPIA PARA DISTIMIA162.10 CONVIVENDO/ PROGNSTICO172.11 COMPLICAES POSSVEIS172.12 PREVENO173 NEURASTENIA183.1 SINTOMAS183.2 TRATAMENTO183.3 RELAO COM A NEUROANATOMIA183.4 RELAO COM A PSICOLOGIA194. TRANSTORNO BIPOLAR DO HUMOR194.1 DEFINIO194.2 SINTOMAS E CLASSIFICAO204.3 CAUSA204.4 DIAGNOSTICO204.5 EPIDEMIOLOGIA214.6 TRATAMENTO214.7 NEUROANATOMIA224.8 NEUROIMAGEM ESTRUTURAL225. TRANSTORNO DO ESTRESSE PS-TRAUMTICO245.2 CAUSAS265.3 TRATAMENTO265.4 RELAO COM A PSICOLOGIA276. FOBIA286.1 TIPOS DE FOBIA286.2 CAUSAS286.3 FATORES DE RISCOS296.4 SINTOMAS DE FOBIA296.5 BUSCANDO AJUDA MDICA306.6 DIAGNSTICO DE FOBIA306.7 TRATAMENTO DE FOBIA316.8 COMPLICAES POSSVEIS316.9 PREVENO317 FOBIA SOCIAL327.1 SINTOMAS327.2 DIFERENAS ENTRE TIMIDEZ E FOBIA SOCIAL337.3 CAUSAS337.3 HEREDITARIEDADE337.4 ESTRUTURA CEREBRAL347.5 MEIO AMBIENTE347.6 TRAUMAS E EXPERINCIAS NEGATIVAS347.7 TEMPERAMENTO347.8 NOVAS DEMANDAS SOCIAIS OU DE TRABALHO347.9 DIAGNSTICO DE FOBIA SOCIAL357.10 TRATAMENTO357.11 PSICOTERAPIA357.12 MEDICAMENTOS368. TRANSTORNO ANSIEDADE GENERALIZADA368.1 SINTOMAS378.2 CAUSAS388.3 TRATAMENTOS398.4 REAS CEREBRAIS AFETADAS PELA ANSIEDADE409 TRANSTORNO DE PNICO E AGORAFOBIA4110 TRANSTORNOS DISSOCIATIVOS4210.1CAUSAS4310.2 SINTOMAS4310.3 AMNSIA DISSOCIATIVA4410.4 ANESTESIA DISSOCIATIVA4410.5 TRANSTORNO DISSOCIATIVO DE IDENTIDADE/ PERSONALIDADE MLTIPLAS4410.6 TRANSTORNO DISSOCIATIVO MOTOR E SENSITIVO4510.7 TRANSTORNO DE DESPERSONALIZAO E/OU DESREALIZAO4510.8 TRATAMENTO4611TRANSTORNO OBSESSIVO COMPULSIVO4611.1 SINTOMAS4611.2 EPIDEMIOLOGIA4711.3 TRATAMENTO4711.4 NA PSICOLOGIA4711.5 NA NEUROANATOMIA47CONCLUSO48REFERNCIAS49

INTRODUO

Quantas vezes dizemos que algum neurtico? Quantas vezes ns mesmos nos consideramos neurticos? Quantas pessoas conhecemos que so neurticas? Afinal de contas, o que so neuroses?Neurose vem do grego NEURON (nervo) e OSIS (condio doente ou anormal). O termo foi criado pelo mdico escocs Willian Cullen, em 1787. Indica desordens de sentido e movimento causadas por defeitos gerais do sistema nervoso.Para a psicologia moderna sinnimo de distrbio neurtico e se refere a qualquer transtorno mental que embora cause tenso, no interfere no pensamento racional, nem na capacidade racional da pessoa. importante que entendamos esse processo e saibamos fazer a diferena entre neurose e psicose. Pois psicoses so desordens mais severas, onde h uma perda de contato com a realidade.Na poca de Cullen, a classificao de doenas seguia um padro semelhante ao adotado para a classificao das plantas, ou seja, havia diversas classificaes. Porm, Cullen simplificou o sistema em apenas 4 classes:

Pyrexiae, as desordens febris Neuroses, as desordens dos nervos Cachexiae, desordens de modo geral Locales, doenas locais

De acordo com a CID-9, os tipos de transtornos aos quais nos referimos nestetrabalho, eram classificados como neuroses. J a CID-10, mais recente, chama esses transtornos no mais de neuroses, mas de Transtornos Neurticos.

Os principais transtornos neurticos so: Depresso Transtorno Bipolar Sndrome do Pnico e Agarofobia Distimia Transtorno Dissociativo Fobias especficas Fobia Social Transtorno da Ansiedade Generalizada Transtorno do Estresse Ps-Traumtico Transtorno Obsessivo Compulsivo

1 DEPRESSOTodo ser humano est sujeito a passar por perodos de tristeza e desnimo, mas quando essa tristeza no tem motivo aparente, demora a ir embora e est ligada a outros sintomas como insnia e falta de prazer com as atividades que antes eram consideradas prazerosas, pode-se estar diante de um dos mais comuns e mais graves transtornos de humor: a depresso.A depresso considerada o mal do sculo pelo nmero de pessoas acometidas pela doena hoje em dia. Ela pode levar morte por suicdio e pode deixar as pessoas acometidas sem condies de estudar ou trabalhar, sendo, portanto, causa de invalidez.A boa notcia que a depresso tem tratamento. Tanto psiquitrico, quanto psicolgico. So grandes as chances de melhora e de se voltar a viver uma vida normal, tomando-se apenas cuidado com a possvel reincidncia.1.1 DEPRESSO CAUSASA depresso uma doena multifatorial, tendo, portanto, diversas causas, algumas ainda esto em estudo. Elencamos as seguintes: Situaes de estresse ou traumas pode-se no se recuperar dessas situaes e elas abrem caminho para que a doena se instale; Suscetibilidade gentica estudos apontam para uma influncia da hereditariedade na depresso; Variao hormonal a queda nos nveis de estrognio pode estar ligada ao fato de a depresso ter maior incidncia nas mulheres. Pode-se, a partir disto (levando em conta tambm outros fatores), explicar a depresso ps-parto e na fase da menopausa. Existncia de outras doenas como Parkinson, Aids, cncer, hipotireoidismo, Alzheimer, etc. Modificao nos nveis de alguns neurotransmissores (como a serotonina, noradrenalina e dopamina) Uso de lcool ou outras drogas o lcool, assim como as outras drogas, tem efeito depressor no organismo; Uso de alguns medicamentos (Ex.: anfetaminas, betabloqueadores,benzodiazepnicos,corticosterides,anti-histamnicos,analgsicoseantiparkinsonianos)1.2 DEPRESSO SINTOMASSo vrios os sintomas da depresso. Os mdicos diagnosticam a doena quando o paciente apresenta cinco ou mais sintomas, tendo dentre eles a falta de prazer nas atividades antes consideradas prazerosas e a tristeza profunda por mais de duas semanas. So sintomas da depresso:

Humor depressivo ou irritabilidade Ansiedade e angstia Perda de prazer nas atividades dirias Apatia Interpretao distorcida e negativa da realidade Desnimo, cansao fcil, necessidade de maior esforo para fazer as coisas Falta de vontade e indeciso Lentido,fadigae sensao de fraqueza Alteraes dosono Alteraes doapetite Reduo do interesse sexual Retraimento social Ideao suicida - o mais perigoso sintoma Prejuzo funcional significativo faltar muito ao trabalho ou escola1.3 O QUE A DEPRESSO NO Conforme j foi falado, fcil confundir a depresso com uma tristeza passageira, principalmente no incio. Alm disto a pessoa pode no aceitar que est com esse transtorno ou sofrer o preconceito que envolve todos os transtornos mentais, no sendo diferente com a depresso. necessrio que tanto o paciente quanto a rede de apoio em torno deste informem-se bem sobre a doena para superar o preconceito e aceitar o que est acontecendo, esse o primeiro passo para a recuperao. Por preconceito pode-se achar que o doente com depresso esteja com preguia, pois tem dificuldade de levantar de manh ou fazer as atividades normais do dia-dia. Pode-se tambm dizer absurdos como considerar a tristeza mera frescura e a apatia como falta de fora de vontade. Esses pensamentos errneos vindos das pessoas que convivem com o doente s fazem com que ele aumente o sentimento de culpa e dificultam a busca por tratamento correto.

1.4 DEPRESSO EPIDEMIOLOGIACerca de 15% da populao mundial ter depresso pelo menos uma vez na vida. A incidncia de um episdio depressivo aumenta as chances de reincidncia e da doena se tornar crnica, portanto o mdico e demais profissionais envolvidos devem ser cuidadosos, evitando as recadas. As mulheres tm duas vezes mais chance de ter depresso que os homens e o transtorno mais comum em pessoas de 24 a 44 anos. Aproximadamente 85% dos pacientes apresentam ansiedade e 90% dos pacientes com ansiedade desenvolvem depresso em algum momento.1.5 DEPRESSO NEUROTRANSMISSORESUma das causas mais conhecidas da depresso o desequilbrio nos nveis de alguns neurotransmissores no crebro, principalmente da serotonina, noradrenalina e dopamina. Os neurotransmissores so as substncias que contribuem para a comunicao entre os neurnios e a diminuio destes dificulta essa comunicao.A serotonina atua regulando o humor, o sono, o apetite, o ritmo cardaco, a temperatura corporal, a sensibilidade a dor, os movimentos e as funes intelectuais. A deficincia de serotonina dificulta esses processos.A noradrenalina tambm regula o humor, a ansiedade, o sono e a alimentao juntamente com a serotonina e a dopamina.1.6 DEPRESSO TRATAMENTOH dois tipos de tratamentos principais para a depresso: Tratamento psiquitrico Tratamento psicoterpico O tratamento psiquitrico feito base de remdios, principalmente dos antidepressivos. Os mais usados atualmente so os inibidores da recaptao de serotonina, como os seguintes: fluoxetina citalopram paroxetina

Os antidepressivos demoram de 10 a 15 dias para comear a surtir efeito. No tratamento tambm so