A Lontra Neotropical (Lontra longicaudis) no Nordeste ... · PDF file A Lontra Neotropical...

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  • UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE DEPARTAMENTO DE ECOLOGIA

    PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECOLOGIA

    A Lontra Neotropical (Lontra longicaudis) no Nordeste brasileiro:

    distribuição, uso do habitat e diversidade genética.

    Patrícia Farias Rosas Ribeiro

    NATAL

    2017

  • Patrícia Farias Rosas Ribeiro

    A Lontra Neotropical (Lontra longicaudis) no Nordeste brasileiro:

    distribuição, uso do habitat e diversidade genética.

    Orientador: Dr. Eduardo Martins Venticinque

    NATAL

    2017

    Tese apresentada ao programa de Pós- Graduação em Ecologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, como parte dos requisitos para a obtenção do título de Doutor em Ecologia.

  • Ribeiro, Patrícia Farias Rosas. A Lontra Neotropical (Lontra longicaudis) no Nordeste brasileiro: distribuição, uso do habitat e diversidade genética / Patrícia Farias Rosas Ribeiro. - Natal, 2017. 99 f.: il.

    Tese (Doutorado) - Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Centro de Biociências. Programa de Pós-Graduação em Ecologia. Orientador: Prof. Dr. Eduardo Martins Venticinque.

    1. Mustelidae - Tese. 2. Lutrinae - Tese. 3. Bacias Hidrográficas - Tese. 4. Caatinga - Tese. 5. Ocorrência - Tese. 6. Detecção - Tese. I. Venticinque, Eduardo Martins. II. Universidade Federal do Rio Grande do Norte. III. Título.

    RN/UF/BSE-CB CDU 574

    Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN Sistema de Bibliotecas - SISBI

    Catalogação de Publicação na Fonte. UFRN - Biblioteca Setorial Prof. Leopoldo Nelson - -Centro de Biociências - CB

  • “No Amazonas chama-se ariranha esse quadrúpede que parece um gato,

    vivendo em toca à beira de um regato, ou rio caudaloso onde se banha.

    Nada com perfeição, tem certa manha,

    em várias posições supera o pato, de peixe faz seu predileto prato,

    solta um miado feio quando se assanha..."

    (A Lontra, Antônio Carlos Barreto, Crateús, 1976)

  • Ao meu pai e à minha filha, duas lindas estrelas que iluminaram esta jornada do começo ao fim.

  • AGRADECIMENTOS

    Agradeço imensamente a todos que tornaram este projeto, um sonho antigo, possível.

    À Fundação Grupo Boticário de Proteção a Natureza, Centro de Pesquisas Ambientais

    do Nordeste e Mohamed Bin Zayed Species Conservation Fund, por acreditarem na

    importância do projeto e fornecerem o suporte financeiro indispensável para a realização desse

    trabalho.

    Ao Programa de Pós Graduação em Ecologia da Universidade Federal do Rio Grande

    do Norte pela oportunidade e estrutura oferecida, e à CAPES (Coordenação de

    Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) pela bolsa concedida.

    Ao meu orientador, Eduardo M. Venticinque (Dadão), por ter acreditado no projeto

    desde o início, mesmo quando ainda parecia loucura "procurar lontra na Caatinga". Pela

    amizade, hospitalidade, por todo o conhecimento passado e pela disponibilidade nos momentos

    realmente importantes, sempre com tranquilidade e bom humor.

    A Frederico Martins, Sylvain Chartier, Felipe Monteiro e Aleksander Hada Ribeiro,

    amigos que me acompanharam e ajudaram durante os extensos trabalhos de campo, sem os

    quais este trabalho não teria sido realizado. A Weber Silva e Felipe Monteiro pela ajuda na

    obtenção de literatura rara sobre a fauna do estado do Ceará.

    A Guilherme Mazzochini (Guiga) pela importante ajuda nas análises, e pela boa

    vontade e disponibilidade em ajudar em todos os momentos que precisei.

    Aos Drs. Eduardo Eizirik e Cristine Trinca pela parceria nas análises genéticas e pelo

    apoio durante minha estadia em Porto Alegre.

    Aos amigos Paulo Henrique Marinho e Eduardo von Mühlen (Duka), pelas longas

    conversas sobre modelos de ocupação, troca de ideias e artigos. A Paulo também pela coleta de

    amostras e informações de lontras nas suas andanças pelo Nordeste.

    Aos colegas da Pós-Graduação em Ecologia e aos vários amigos da "conexão Manaus -

    Natal" pela amizade, conversas, momentos de descontração e discussões ao longo desse anos.

    Aos professores do Programa de Pós-Graduação em Ecologia pelas discussões ao longo

    do curso, em especial ao Dr. Gabriel Correa Costa, que acompanhou o projeto desde o início;

    Dr. José Attayde (Coca), pela ajuda nas análises de qualidade da água; e Dr. Mauro Pichorim,

    pelas reuniões e conversas que me ajudaram muito a compreender os modelos de ocupação.

    Ao Dr. Diego Astúa, Dra. Renata Pardini, Dr. Anderson Feijó, Dr. Carlos Roberto

    Fonseca e Dra. Renata Sousa-Lima por terem aceitado o convite para participar da banca,

    avaliado o trabalho, e por todas as correções, comentários e sugestões.

  • A Fernando Rosas, por ter me aberto as portas ao mundo dos mustelídeos aquáticos,

    por todo conhecimento passado e pela ajuda na ideia inicial do projeto. A toda a família do

    Laboratório de Mamíferos Aquáticos do INPA pelos muitos anos de convívio, aprendizado e

    trabalhos compartilhados, que me renderam a experiência que tenho atualmente para trabalhar

    com o grupo.

    A Rodrigo Ranulpho, companheiro que escolhi para a minha vida, pelo apoio

    fundamental em todas as etapas deste projeto, desde a escolha das áreas de estudo, logística,

    formatação de mapas, às inúmeras remadas e andanças em campo, e aos cuidados comigo.

    Também pela paciência e compreensão nos momentos mais difíceis, e pelos maravilhosos

    momentos compartilhados em campo. Sem você tudo seria mais difícil.

    A toda minha querida e grande família, em especial à minha mãe, Gerusa Farias Rosas

    Ribeiro, que com todo o amor forneceu a educação, valores e princípios que constituem a base

    do que sou hoje, pelo apoio em todos os momentos e por ser o meu porto seguro, para onde

    sempre recorro e me sinto acolhida. Ao meu irmão, Mateus Rosas Ribeiro Filho, pelo

    incentivo, apoio e por ser um exemplo de pesquisador a ser seguido. À minha irmã, Sandra

    Farias Rosas Ribeiro, pela amizade e parceria durante toda a vida, e pelas inúmeras revisões

    dos textos em inglês. À minha segunda mãe, Nevinha, por todo amor, cuidados e mimos que

    sempre recebi.

    Aos meus tios: Yara Rosas e José de Borja Peregrino, por todo apoio e incentivo no

    início desta caminhada, em um momento tão difícil; Nelson Rosas, pelo interesse que sempre

    teve nas minhas pesquisas e projetos, e por ser mais um grande referencial que tenho de ética e

    pesquisa na academia; Clemente Rosas e Paula Baracho, pelo apoio em vários momentos, em

    especial nesta fase final de tantas mudanças; Rita de Cássia, pelo apoio em todos os momentos

    e por ser um exemplo de mulher a ser seguido, uma pessoa forte, de coração enorme e sempre

    disposta a ajudar.

    A Tânia e Joaozinho, tios queridos, pela hospitalidade sempre tão aconchegante em

    Natal, e a Tânia também por ter se tornado a dentista oficial e mais querida da Ecologia.

    A todas as pessoas e famílias maravilhosas que conheci ao longo dos rios nordestinos,

    do Velho Chico (Rio São Francisco) ao Velho Monge (Rio Parnaíba). Pessoas simples e

    sempre de portas abertas para uma conversa, abrigo, café... a todos os pescadores que me

    acompanharam e forneceram importantes informações sobre as lontras.

    Às lontras, animais tão misteriosos e fantásticos, que raramente se permitem serem

    vistas, mas que deixaram seus rastrinhos ao longo do meu caminho, comprovando sua

    existência e resistência diante das condições mais adversas.

  • Por último, não só agradeço como dedico esta tese ao meu Pai, Mateus Rosas Ribeiro, o

    qual nunca estará in memoriam, pois é uma presença muito viva em vários momentos da minha

    vida. Foi o maior incentivador deste doutorado e, apesar de não ter presenciado a sua

    concretização nesse plano, me guiou em todos os momentos. E a minha filha, Elis, que mesmo

    ainda na barriga, me transmitiu uma calma e tranquilidade fundamentais nesta última etapa.

    Espero poder contribuir de alguma forma para que você ainda conheça um pouco da cultura e

    beleza do Nordeste, como eu conheci.

  • 8

    SUMÁRIO RESUMO GERAL ........................................................................................................................9 ABSTRACT ................................................................................................................................11 CAPÍTULO I - New records and update on the geographic distribution of Lontra longicaudis (Olfers, 1818) (Carnivora: Mustelidae) in Seasonally Dry Tropical Forests of northeastern Brazil* ....................................................................................................................13 ACKNOWLEDGEMENTS ........................................................................................................25 LITERATURE CITED .......................................................................................................