Itapua lontra brandt

download Itapua lontra brandt

If you can't read please download the document

  • date post

    06-Jun-2015
  • Category

    Education

  • view

    301
  • download

    4

Embed Size (px)

description

Dieta e uso do habitat por Lontra longicaudis (Carnivora: Mustelidae) no Parque Estadual de Itapuã, Viamão, RS. ANA PAULA BRANDT Orientador: Prof. Dr. Thales Renato O. de Freitas Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS Instituto de Biociências. Programa de Pós Graduação em Ecologia Dissertação. Porto Alegre, 2004

Transcript of Itapua lontra brandt

  • 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL INSTITUTO DE BIOCINCIAS CURSO DE PS-GRADUAO EM ECOLOGIADieta e Uso do Habitat por Lontra longicaudis (Carnivora: Mustelidae) no Parque Estadual de Itapu, Viamo, RS.Dissertao de MestradoAna Paula BrandtPorto Alegre 2004

2. DIETA E USO DO HABITAT POR LONTRA LONGICAUDIS (CARNVORA: MUSTELIDAE) NO PARQUE ESTADUAL DE ITAPU, VIAMO, RS.Ana Paula BrandtDissertao de Mestrado apresentada ao Curso de Ps-Graduao em Ecologia, do Instituto de Biocincias da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, como parte dos requisitos para obteno do ttulo de Mestre em Ecologia. Orientador: Dr. Thales Renato O. de Freitas Comisso Examinadora: Prof. Dr. Andreas Kindel Prof. Dr. Emygdio Monteiro-Filho Prof. Dr. Emerson VieiraPorto Alegre, fevereiro de 2004 3. Trechos da carta enviada em 1854, ao ento presidente dos EUA Franklin Pierce em resposta a proposta de compra do territrio da tribo DUWAMISH. O cacique Scathl escreveu o seguinte: [...] Somos parte da terra e ela faz parte de ns. [...]. A terra no sua irm, mas sua inimiga, e quando ele a conquista prossegue seu caminho. Deixa para trs o tmulo de seus antepassados e no se incomoda. Rapta da terra aquilo que seria de seus filhos e no se importa. A sepultura de seu pai e os direitos de seus filhos so esquecidos. Trata sua me, a terra, e seu irmo, o cu, como coisas que possam ser compradas, saqueadas, vendidas, como carneiros ou enfeites coloridos. Seu apetite devorar a terra, deixando somente um deserto. No h um lugar quieto nas cidades do homem branco. Nenhum lugar onde se possa ouvir o desabrochar de flores na primavera ou o bater das asas de um inseto. [...]. O rudo parece somente insultar os ouvidos. E o que resta da vida se um homem no pode ouvir o choro solitrio de uma ave ou o coaxar dos sapos ao redor de uma lagoa, noite? [...] O que o homem sem os animais? Se todos os animais se fossem, o homem morreria de uma grande solido de esprito. Pois o que ocorre com os animais breve acontece com o homem. H uma ligao em tudo. Tudo o que acontecer a terra acontecer aos filhos da terra. Se os homens cospem no solo, esto cuspindo em si mesmos. A terra no pertence ao homem; o homem pertence terra. O homem no tramou o tecido da vida; ele simplesmente um de seus fios. [...] Onde est o arvoredo? Desapareceu. Onde est a guia? Desapareceu. o sinal da vida e o incio da sobrevivncia. 4. AgradecimentosAos meus pais e irmos pelo apoio, amor e compreenso em todo tempo e por serem minha famlia; Ao dindo Clo e ao dindo Paulinho e Ana pela fora, suporte material e tcnico, e, principalmente, pelo carinho; tia Vera e a Oma pelo apoio e interesse; Ao Opa e a tia Rosvita pelo carinho; A Priscila pela amizade de quase 20 anos; Ao Sidinei e ao Cristiano pelo apoio, indiferente da poca, na realizao de um sonho; Aos meus amigos e companheiros (Dia, Patrick, Ernesto, Tatinha, Cariane, Andrise, Luciane, Graziela, Janana, Cristine, Joseli, Julio, Marcos, Rafael, Aline, a todos os orientados do Thales na gentica, a Vanina e ao Serginho) por todo apoio, conversas e aos momentos de diverso. Em especial ao meu pai, Jana, Tati, Ernesto e Joseli pela ajuda na elaborao deste trabalho. Ao pessoal que foi a campo comigo (Cristine, Lgia, Tati, Igor, Patrick, Ernesto Cristiano, Hosana, Joseli, Luis Gustavo, pai e me). Ao Urbano pelas trocas de idias Gleide Mariscan pelo incentivo e ajuda desde os tempos primrdios. 5. Novamente a Cristine e ao Leonardo pelo auxilio em laboratrio. Ao pessoal da Ictiologia e Herpetologia pelo socorro constante nas identificaes, em especial ao Cludio Ricken e Juan. Ao Carlos Behnur pela ateno e preocupao. Ao Professor Hasenack pelo apoio para a elaborao dos mapas. Ao Professor Andreas pelo apoio, conversa e idias. SEMA, principalmente ao Jan, e aos funcionrios do PEI, em particular ao Seu Arglio, Seu lson e aos Guarda Parques. Aos professores, funcionrios e colegas do curso do Ps-Graduao em Ecologia, UFRGS. CAPES pelo fomento da bolsa. Ao Thales, meu orientador que acreditou, me apoiou e me acalmou tantas vezes que perdi a conta. 6. Sumrio Introduo geral..............................................................................................................7 Contexto taxonmico.............................................................................................9 Conservao.........................................................................................................10 Objetivo geral................................................................................................................13 Local de estudo..............................................................................................................14 O Parque Estadual de Itapu...............................................................................14 O lago Guaba......................................................................................................14 rea de estudo...............................................................................................................15Captulo 1 Uso do Habitat por Lontra longicaudis.......................................................................18 Resumo...............................................................................................................18 Introduo..........................................................................................................19 Objetivos especficos.........................................................................................22 Materiais e mtodos..........................................................................................23 Amostragem............................................................................................23 Anlise estatstica...................................................................................24 Resultados.........................................................................................................26 Discusso...........................................................................................................47 7. Captulo 2 Dieta da Lontra longicaudis........................................................................................56 Resumo.............................................................................................................56 Introduo........................................................................................................57 Objetivos especficos.......................................................................................59 Materiais e mtodos......................................................................................60 Amostragem........................................................................................60 Anlise estatstica................................................................................61 Resultados......................................................................................................62 Discusso........................................................................................................68 Consideraes finais.................................................................................................73 Referncias bibliogrficas........................................................................................75 Anexo..........................................................................................................................86 8. Lista de figuras rea de estudo Figura 1. Distribuio de Lontra longicaudis7Figura 2. Localizao e caracterizao da rea de estudo em um trecho do Parque Estadual de Itapu, RS. Figura 3. Imagens de rea de estudo.16 17Captulo 1. Figura 1.1. Utilizao dos tipos de locais de deposio das fezes ao longo do trecho de estudo.27Figura 1.2. Nmero de fezes por ms, demonstrando a quantidade de locais novos e remarcados por ms.28Figura 1.3. Nmero de fezes e o nmero de pontos com marcaes ao longo do ano29Figura 1.4. Regresso linear, correlacionando os vestgios e a altura (cm) dos substratos marcados.30Figura 1.5. Regresso linear, correlacionando os vestgios e a rea (cm2) dos substratos marcados.31Figura 1.6. Regresso linear, correlacionando os vestgios e a distncia da margem (cm) dos substratos marcados.31Figura 1.7. Intensidade de uso do habitat por Lontra longicaudis ao longo dos meses no trecho entre a praia do Ara e a praia da Ona.32Figura 1.8. Intensidade de uso do habitat por Lontra longicaudis ao longo dos meses na localidade da praia do Stio.33 9. Figura 1.9. Total de fezes recentes nos meses em comum nas reas de estudo (praia do Stio e o trecho entre a praia do Ara at a praia da Ona).34Figura 1.10. Localizao linear das reas de uso por Lontra longicaudis catagorizadas pelas freqncias de uso. Figura 1.11. Localizao das tocas ao longo da rea de estudo.38 40Figura 1.12. Quantidade de tocas utilizadas pro ms tanto na rea que abrange da praia do Ara at a praia da Ona (A) e a praia do Stio (B).41Figura 1.13. Nmero de fezes velhas e recentes e somente de fezes recentes apenas nas tocas durante os meses de amostragem na extenso que compreende a praia do Ara at a praia da Ona.42Figura 1.14. Nmero de fezes velhas e recentes e somente de fezes recentes apenas nas tocas durante os meses de amostragem na extenso que compreende a praia do Stio.43Figura 1.15. Intensidade de uso com o total de fezes velhas e recentes encontradas apenas nas tocas em toda a rea de estudo nos meses em comum.43Figura 1.16. Freqncia de uso das tocas ao longo do perodo de estudo.44Figura 1.17. Nmero de fezes nas tocas entre a praia do Ara e da Ona.45Figura 1.18. Intensidade de uso das tocas ao longo do ano.45 10. Lista de tabelas Captulo 1 Tabela 1.1. Nmero de fezes e de muco amostrados ao longo do ano (agosto de 2002 a agosto de 2003) entre a rea da praia do Ara e praia da Ona e na praia do Stio.28Tabela 1.2. Nmero de fezes e latrina , e a abundncia de fezes por latrina por ms ao longo do perodo de estud