Angelo Giuseppe Roncalli Ficha Catalogr£Œfica elaborada pela Biblioteca da FOA / UNESP...

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  • Angelo Giuseppe Roncalli

    A ORGANIZAÇÃO DA DEMANDA EM SERVIÇOS PÚBLICOS DE SAÚDE BUCAL

    Universalidade, eqüidade e integralidade em Saúde Bucal Coletiva

    Tese apresentada à Faculdade de

    Odontologia de Araçatuba, da Universidade

    Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho,

    para obtenção do título de Doutor em

    Odontologia (Área de Concentração

    Odontologia Preventiva e Social).

    Orientadora: Profa. Dra. Nemre Adas Saliba

    Araçatuba

    2000

  • Ficha Catalográfica elaborada pela Biblioteca da FOA / UNESP

    tD5 R769a

    Roncalli, Angelo Giuseppe A organização da demanda em serviços públicos de saúde bucal: universalidade, eqüidade e integralidade em saúde bucal coletiva /Angelo Giuseppe Roncalli - Araçatuba: [s.n.], 2000

    238p. f. : il.; tab. Tese (Doutorado) – Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Odontologia, Araçatuba, 2000 Orientador: Profa. Dra. Nemre Adas Saliba

    1. Serviços de saúde bucal 2. Saúde pública 3. Saúde bucal 4. SUS (BR) 5. Avaliação de ações de saúde pública

    Black D5 CDD 617.6

    Ilustração da capa: O mês da vindima. René Magritte, 1959.

  • Angelo Giuseppe Roncalli

    A ORGANIZAÇÃO DA DEMANDA EM SERVIÇOS PÚBLICOS DE SAÚDE BUCAL

    Universalidade, eqüidade e integralidade em Saúde Bucal Coletiva

    Comissão Julgadora

    TESE PARA OBTENÇÃO DO GRAU DE DOUTOR

    Presidente e Orientador: NEMRE ADAS SALIBA

    2o Examinador: PAULO CAPEL NARVAI

    3o Examinador: ANTÔNIO CARLOS PEREIRA

    4o Examinador: EDER RICARDO BIAZOLLA

    5o Examinador: JOSÉ ROBERTO DE MAGALHÃES BASTOS

    Araçatuba, SP, 13 de dezembro de 2000

  • DADOS CURRICULARES

    Angelo Giuseppe Roncalli

    Nome Completo: Angelo Giuseppe Roncalli da Costa Oliveira

    Nascimento: 14 de dezembro de 1965 - Mossoró-RN - Brasil

    Filiação: Francisco das Chagas Oliveira

    Maria do Socorro da Costa Oliveira

    1984 - 1988 Curso de Graduação em Odontologia

    Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN

    1989-1993 Curso de Mestrado em Odontologia Social

    Universidade Federal do Rio Grande do Norte

    1994 - 1997 Professor Assistente do Departamento de Odontologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte

    1997-2000 Curso de Pós-Graduação em Odontologia

    Área de Concentração: Odontologia Preventiva e Social - Nível de Doutorado - Faculdade de Odontologia de Araçatuba - UNESP

  • Era contraditório. Seu sorriso era a expressão do fracasso da profissão que escolhi.

    Mas era um sorriso. Denunciava a inevitável perda da dimensão

    vertical, o nariz parecia caído e o queixo parecia maior, quase se encontrando ao se

    juntarem os maxilares. Mas era um sorriso.

    Acho que vim notar que ele não tinha dentes na parte de cima depois de muito tempo (penso que adulto, até). Talvez isso não tivesse importância para mim (para ele

    muito menos) e é provável que eu preferisse admirar sua paixão pelos livros, seu folheado

    meticuloso e as anotações à caneta tinteiro das muitas lidas e relidas.

    Talvez eu devesse guardar essa imagem dele. Mas me lembro é do seu sorriso edêntulo.

    É curioso.

    Para Chicoliveira

  • Agradecimentos

    Talvez a parte mais difícil do trabalho. Provavelmente por ser o único pedaço dessa papelada toda onde realmente colocamos o coração. Digo realmente porque um trabalho científico, qualquer que seja ele, não deixa de ser um ato visceral. Daí que nos caracteres impressos nas tantas folhas brancas há algo mais que tinta. Difícil também porque a ciência há muito saiu de sua fase romântica e altruísta e a fina e tênue película de ciência que recobre um corpo burocrático nos impele, às vezes, a um papel duplo de cumprirmos a norma e sermos realmente sinceros. Assim, exprimo aqui minha gratidão.

    Determinadas instituições foram fundamentais na realização deste trabalho, pelo apoio dado em várias frentes (financeiro, logístico etc). Entre elas, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (CAPES); a minha instituição de origem, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e a que me “abrigou” a Faculdade de Odontologia de Araçatuba da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP) especificamente o Curso de Pós-Graduação em Odontologia, área de concentração Odontologia Social. A todas as pessoas que representam estas instituições em suas várias instâncias, meu agradecimento.

    Devo agradecer a algumas pessoas pelas mais diversas razões. Em primeiro lugar à minha orientadora, Profa. Dra. Nemre Adas Saliba; nesses anos todos acabamos estabelecendo uma relação de amizade que, sem dúvida, deve perdurar.

    Também devo gratidão a todos os professores do curso que deram sua parcela de contribuição, em particular os que tive contato direto nas disciplinas cursadas: José Américo, Wilson Galhego Garcia, José Eduardo Corrente, Gilson Machado D’Antônio, Luís Octávio Guimarães, Elizabeth Moraes (que saudade!), Leonor Monteiro Loffredo, Maria Lúcia Sundenfeld, Nemre Adas Saliba e Orlando Saliba.

    Os funcionários do Departamento de Odontologia Infantil e Social que, com freqüência, extrapolam suas obrigações e, por isso, agradeço: Sônia Maria Batista Costa, Nilton César Souza, Valderez Freitas Rosa, Neusa Martins Antunes, Ilídio Teodoro Filho, Cláudia Micheletto Martins, Iole Sbizero Javarez. Tenho que lembrar também de agradecer ao pessoal da Seção de Pós-Graduação, pelo atendimento sempre prestimoso e bem-humorado.

    Todos os outros professores do Departamento que, embora não envolvidos diretamente no trabalho, contribuiram com sua solidariedade e companheirismo, Renato Arcieri, Eliel Orenha, Suzely Saliba, Cléa Saliba.

    Os meus colegas de doutorado e de mestrado (Beatriz, Íris, Rogério, Paulo, Gislene, André e Marina) que começaram como “colegas” mesmo e hoje são

  • meus grandes amigos, não sei se lhes devo somente gratidão. Acho que devo carinho e afeto pelo resto da vida.

    Os funcionários da biblioteca (Isabel, Cláudio, Izamar, Ione, Fátima, Helena, Cláudia, Luzia, Edson) que fazem um serviço além de competente, prazeroso, meu muito obrigado.

    Saindo dos muros da Faculdade, devo agradecer também às várias pessoas que me ajudaram, principalmente aquelas ligadas aos serviços de saúde que pesquisei. Em Curitiba, meu obrigado a Zita Castro, Sylvio Gevaerd e Samuel Moysés; de Belo Horizonte, meu abraço a Renato César, Ceila Silva, Cristiana Leite, Rubens Santos, Marcos Werneck e Divane Matos; em Araçatuba, meus agradecimentos à Lúcia Lima e Sozígenes Benfatti. Agradeço também a todas as pessoas, destas cidades, que se dispuseram a ceder seus depoimentos para a construção da pesquisa.

    Devo lembrar também todos os anôminos que, de alguma forma, deram sua contribuição, desde o funcionário que me arrumou “aquele” documento que tanto precisava até o moço que me deu uma informação quando perdido em terras estrangeiras.

    A algumas pessoas também devo agradecer em função da ajuda fundamental na leitura do trabalho desde sua fase de projeto até a confecção final. Todos os palpites foram importantes para o resultado que ora se apresenta. Agradeço, portanto, a Elizabethe Cristina, Paulo Capel, Jorge Cordón, Divane Matos e Carmen Regina Pereira. Pela mesma razão, agradeço à Banca Examinadora deste trabalho, composta pelos professores Paulo Capel Narvai, Antônio Carlos Pereira, Éder Ricardo Biazolla, José Roberto de Magalhães Bastos e pela Profa. Dra. Nemre Adas Saliba, a qual contribuiu de maneira decisiva para o seu aprimoramento

    Na reta final deste trabalho, recebi muito apoio e solidariedade de inúmeras pessoas, que se prontificaram a ajudar-me no que fosse preciso. A todas elas agradeço, de coração.

    Alex, valeu pelo toque do Magritte.

    Finalmente, acho que, certamente, devo ter esquecido alguém. Aos esquecidos que estiverem lendo estas linhas, perdôem-me, portanto, pelo ato falho e se sintam incluídos no tradicional “a todos que direta ou indiretamente contribuíram para a realização deste trabalho”.

  • “A construção de um modelo era portanto, para ele, um milagre de equilíbrio entre os princípios (deixados à sombra) e a experiência (inapreensível), mas o resultado devia possuir uma consistência muito mais sólida que uns e outra. Num modelo bem construído, na verdade, cada detalhe deve estar condicionado aos demais, para que tudo se mantenha com absoluta coerência, como num mecanismo em que, parando uma engrenagem, todo o conjunto pára. O modelo é, por definição, aquele em que não há nada a modificar, aquele que funciona com perfeição; ao passo que a realidade, vemos bem que ela não funciona e que se esfrangalha por todos os lados; portanto, resta apenas obrigá-la a adquirir a forma do modelo, por bem ou por mal.

    Por muito tempo o senhor Palomar se esforçou por atingir uma impassibilidade e um alheamento tais que só levavam em conta a harmonia serena das linhas do desenho: todas as lacerações e contorções e compressões que a realidade humana deve sofrer para identificar-se com o modelo deviam ser consideradas acidentes momentâneos e irrelevantes. Mas, se por um instante, ele deixava de fixar a harmoniosa figura geométrica desenhada no céu dos modelos ideais, saltava a seus olhos uma paisagem humana em que a monstruosidade e os desastres não eram de todo