663982_apostila Administracao Financeira 2.2013

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  • Pontifcia Universidade Catlica de Minas Gerais

    Instituto de Cincias Econmicas e Gerenciais

    Departamento de Administrao

    ADMINISTRAO

    FINANCEIRA

    Elaine Martins Ferreira. [email protected]

  • Administrao Financeira 2/2010

    1

    Programa da disciplina

    Ementa:

    Conceitos e fundamentos da administrao financeira quanto administraodo capital de g

    iro, administrao de caixa, administrao de duplicatas a receber e de fluxo de caixa.

    OBJETIVO GERAL:

    Oferecer os conhecimentos bsicos de Administrao Financeira,abordando as variveis int

    ernas e externas que influenciam o fluxo de fundos,o risco e a expectativa de retorno das e

    mpresas. Operacionalizar os conceitosatravs da utilizao de tcnicas quantitativas que su

    bsidiem o processo decisrio.

    Contedo programtico

    Administrao de capital de giro

    Administrao de caixa

    Fluxo de caixa

    Administrao de duplicatas a receber

    Anlise do ponto de equilbrio

    Anlise do grau de alavancagem

    Administrao financeira de estoques

    Estrutura de capital

    Fontes de financiamento

    Mtodos Didticos

    Aulas expositivas dos aspectos tericos e conceituais, calcadas em exemplos

    deaplicabilidade prtica, pesquisas em jornais e revistas, exerccios e estudo de caso.

    Recursos udios Visuais.

    Critrios de avaliao

    1a. Avaliao - 20 pontos.

    2a. Avaliao - 20 pontos.

    3a. Avaliao - 30 pontos.

    Trabalhos e Exerccios - 15 pontos.

    Trabalho Interdisciplinar - 15 pontos

  • Administrao Financeira 2/2010

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    DEFINIES E CONSIDERAES INICIAIS

    1. A EVOLUO DA ADMINISTRAO FINANCEIRA MEADOS DE 1900

    A importncia e o incio de um estudo sistemtico da Administrao Financeira teve

    incio por volta de 1900, com os movimentos de consolidao das empresas nos EUA, decorrente do final de construo das grandes ferrovias naquele pas, ocorrido por volta de 1880.

    Problemas de estrutura de capital foram notados a partir do financiamento destas

    aquisies. O pagamento de dividendos e juros a partir do desvio de ativos lquidos provocou um surto de falncias naquela ocasio. WESTON (1977) cita concluses bastante interessantes sobre o estudo de DEWING (1930).

    Estas firmas faliriam porque seus lucros eram ineficientes para a carga que tinham que suportar. Se essa carga era notadamente pesada em razo de elevadas despesas fixas e pagamento de dividendos, a falncia tinha ainda maiores probabilidades de ocorrer. A causa direta da falncia foi quase sempre o desvio de ativos lquidos para saldar o pagamento de dividendos e juros. imediatamente sob esse aspecto, como causa da falncia, estava a ausncia de julgamento dos empresrios quanto colocao de bonds (debntures) em uma empresa industrial no experimentada e falta de conservadorismo das administraes no que diz respeito ao pagamento de dividendos sem levar em considerao os princpios bsicos de finanas. Todas as empresas analisadas pagaram juros e dividendos em pocas de lucros crescentes

    A estrutura de capital (PL + ELP) foi de grande importncia nesta fase. Quanto

    escolha da estrutura de capital, DEWING destaca:

    principalmente devido as flutuaes do comrcio que uma boa poltica financeira prefere o uso de aes ao invs de dividendos. A fora dos trusts reside, em parte, no fato de que a maioria deles se desenvolveu sem o emprego do bond. Toda vez que um administrador sobrecarregasse uma empresa de compromissos financeiros fixos, tornava-se dever do administrador seguinte levar adiante a situao da melhor maneira possvel. Um no pagamento de juros ou dividendos era desastroso para o crdito de uma sociedade annima, bem como para o preo de mercado de seus ttulos e para suas relaes comerciais.

    As empresas em melhor situao financeira eram as que lanavam mo de aes ao

    invs de bonds, e portanto possuam menores encargos financeiros fixos, tornando-as menos vulnerveis as flutuaes de mercado.

  • Administrao Financeira 2/2010

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    A DCADA DE 1920 Nesta poca houve uma exploso de novas empresas, destacando-se o

    desenvolvimento das indstrias de rdio, qumica, automobilstica e siderurgia. Surgiu tambm a publicidade em escala nacional e os mtodos de distribuio foram aperfeioados. Fuses foram realizadas para ocupar as linhas de comercializao. As margens de lucros eram grandes, mas por volta de 1920-21, houve fortes quedas nos preos, o que reforou a nfase nas questes de liquidez.

    De 1923 a 1929, as margens de lucros aumentaram significativamente. Inicia-se a

    prtica de utilizao dos oramentos em algumas empresas. Os estudiosos continuaram considerando importante que as empresas valorizassem a liquidez e a constituio de uma slida estrutura de capital.

    DCADA DE 1930

    A recesso econmica de 1929 no teve precedentes, se considerarmos sua durao

    e severidade. Houve um grande nmero de falncias e liquidaes de empresas. O pblico comeou a exigir seus depsitos nos bancos comerciais, que por sua vez cancelaram os emprstimos s empresas. Seguiram-se liquidaes dos estoques, com conseqente queda de preos. Com isto, a realizao dos estoques no proporcionavam os fundos suficientes para o atendimento dos compromissos financeiros. Pela Segunda vez na mesma dcada, fica demonstrada a importncia do elemento liquidez.

    A reduo no ritmo da atividade econmica (o PIB teve queda de 50%) teve como

    conseqncia uma srie de prejuzos. As falhas de ms estruturas financeiras foram mais uma vez evidenciadas. Minimizar o risco passa a ser uma prtica para as empresas que sobreviveram crise dos anos 30. O dramtico fracasso do sistema econmico e empresarial identificou as grandes empresas, notadamente os trusts e cartis, como grandes responsveis pela crise. Liquidez reduzida, alto grau de alavancagem (endividamento excessivo) e reduo de competitividade foram apontados como responsveis pelo fracasso da empresa privada para funcionar na ausncia de uma atuao mais ativa do governo. A legislao do New Deal modificou o cenrio legal e institucional em que atuava a empresa privada. A partir de ento, um conjunto cada vez maior de leis, regulamentos e controles governamentais passa a constituir o cenrio de atuao da atividade empresarial JONH MAYARD KEYNES (Teoria geral dos Juros, da Moeda e do Emprego) foi um dos economistas que, quela ocasio, desenvolveu ampla teoria defendendo uma maior participao do estado na atividade econmica, especialmente a nvel de controle fiscal e monetrio.

    A DCADA DE 1940

    A dcada de 1940 foi dominada pela 2 Guerra Mundial. Toda atividade estava

    subordinada e dirigida para o esforo de guerra, colocando as decises privadas e individuais em plano secundrio. A maioria das empresas converteu seus parques industriais para atender indstria de guerra, obtendo financiamento do Governo. A liquidez aumentou muito para as empresas como um todo. Entretanto, havia uma grande apreenso quanto a capacidade de financiar o processo de reconverso das indstrias para o tempo de paz. Deve-se ressaltar o desenvolvimento de novas tecnologias nesta poca, extremamente importante para o desenvolvimento de novos produtos aps a guerra (domnio do tomo, qumica, remdios, comunicaes, transportes, etc.).

  • Administrao Financeira 2/2010

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    No perodo imediatamente posterior ao fim da guerra, as empresas priorizaram a

    expanso de sua capacidade produtiva e aumento do capital circulante lquido (capital de giro) para atender a contida demanda interna por bens de consumo durveis, sem comprometer a estabilidade econmica, optando por estruturas financeiras que fossem capazes de ajustar-se e suportar as presses do ps-guerra.

    A DCADA DE 1950

    O incio da dcada de 50 foi um perodo de rpida expanso econmica, estando

    presente o receio de uma recesso ps-guerra, pois houve uma grande acumulao de estoques no incio do processo de reconverso das empresas.

    Custos crescentes com mo de obra levaram a sua substituio por bens de capital.

    As empresas passaram a dar grande relevncia liquidez e instrumentos que permitissem prever necessidades de caixa a mdio e longo prazo (fluxos e oramentos de caixa). Instrumentos externos de anlise perderam importncia. Anlise dos valores a receber, controle de estoques e de compras receberam grande destaque.

    DCADA DE 1960

    Por volta da dcada de 50, as oportunidades de lucros das indstrias maduras j

    comearam a se reduzir. O maior ritmo de pesquisa e desenvolvimento propiciou a abertura de novas empresas, com rpido crescimento para as que dedicavam a ramos tecnologicamente inovadores. As limitadas oportunidades de lucros nas indstrias tradicionais proporcionaram um estimulo teoria do oramento de capital. Uma cuidadosa avaliao das aplicaes de recursos tornou-se importante devido relativa escassez de recursos e ao limitado campo de oportunidades. A reduo da margem de rentabilidade e o aumento dos custos dos recursos estimularam a anlise do custo de capital para determinar o custo de novos investimentos. Iniciaram-se consideraes sobre como aumentar os lucros sem considerar aumentos nas vendas (atuao sobre custos).

    Inicia-se o desenvolvimento de computadores, o que vir alterar significativamente

    nos anos seguintes o processo e gerenciamento do trabalho. A partir da utilizao em larga escala processamento de dados, interliga