Trovadorismo, Renascimento e Classicismo; Barroco ... · PDF file 4 Trovadorismo, Renascimento...

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    18-Jun-2020
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  • APRESENTAÇÃO Este módulo faz parte da coleção intitulada MATERIAL MODULAR, destinada às três séries do Ensino Médio e produzida para atender às necessidades das diferentes rea- lidades brasileiras. Por meio dessa coleção, o professor pode escolher a sequência que melhor se encaixa à organização curricular de sua escola.

    A metodologia de trabalho dos Modulares auxilia os alunos na construção de argumen- tações; possibilita o diálogo com outras áreas de conhecimento; desenvolve as capaci- dades de raciocínio, de resolução de problemas e de comunicação, bem como o espírito crítico e a criatividade. Trabalha, também, com diferentes gêneros textuais (poemas, histórias em quadrinhos, obras de arte, gráficos, tabelas, reportagens, etc.), a fim de dinamizar o processo educativo, assim como aborda temas contemporâneos com o ob- jetivo de subsidiar e ampliar a compreensão dos assuntos mais debatidos na atualidade.

    As atividades propostas priorizam a análise, a avaliação e o posicionamento perante situações sistematizadas, assim como aplicam conhecimentos relativos aos conteúdos privilegiados nas unidades de trabalho. Além disso, é apresentada uma diversidade de questões relacionadas ao ENEM e aos vestibulares das principais universidades de cada região brasileira.

    Desejamos a você, aluno, com a utilização deste material, a aquisição de autonomia intelectual e a você, professor, sucesso nas escolhas pedagógicas para possibilitar o aprofundamento do conhecimento de forma prazerosa e eficaz.

    Gerente Editorial

    Trovadorismo, Renascimento e Classicismo; Barroco, Arcadismo e Romantismo

  • Todos os direitos reservados à Editora Positivo Ltda.

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    @LIT030

    © Editora Positivo Ltda., 2013 Proibida a reprodução total ou parcial desta obra, por qualquer meio, sem autorização da Editora.

    DIRETOR-SUPERINTENDENTE: DIRETOR-GERAL:

    DIRETOR EDITORIAL: GERENTE EDITORIAL:

    GERENTE DE ARTE E ICONOGRAFIA: AUTORIA:

    EDIÇÃO: ORGANIZAÇÃO:

    ANALISTA DE ARTE: PESQUISA ICONOGRÁFICA:

    EDIÇÃO DE ARTE: ILUSTRAÇÃO:

    PROJETO GRÁFICO: EDITORAÇÃO:

    CRÉDITO DAS IMAGENS DE ABERTURA E CAPA:

    PRODUÇÃO:

    IMPRESSÃO E ACABAMENTO:

    CONTATO:

    Ruben Formighieri Emerson Walter dos Santos Joseph Razouk Junior Maria Elenice Costa Dantas Cláudio Espósito Godoy Maria Aparecida da Silva Arcanjo Jeferson Freitas Sergio Kalil Tatiane Esmanhotto Kaminski Victor Oliveira Puchalski Angela Giseli de Souza Eduardo Vetillo O2 Comunicação Expressão Digital © Shutterstock/ fckncg / © Shutterstock/nodff / © Shutterstock/valzan / © Shutterstock/Georgios Kollidas / © Shutterstock/Neonn / © Shutterstock/ Oleg Golovnev /© Shutterstock/Gayvoronskaya_ Yana / © Shutterstock/Kostyantyn Ivanyshen / © Shutterstock/Antonio Abrignani / Getty Images/ Hulton Archive/Apic / Getty Images/Ulf Andersen Editora Positivo Ltda. Rua Major Heitor Guimarães, 174 80440-120 Curitiba – PR Tel.: (0xx41) 3312-3500 Fax: (0xx41) 3312-3599 Gráfica Posigraf S.A. Rua Senador Accioly Filho, 500 81300-000 Curitiba – PR Fax: (0xx41) 3212-5452 E-mail: posigraf@positivo.com.br 2014 editora.spe@positivo.com.br

    Autores e obras da literatura brasileira @LIT030

    Dados Internacionais para Catalogação na Publicação (CIP) (Maria Teresa A. Gonzati / CRB 9-1584 / Curitiba, PR, Brasil)

    P436 Arcanjo, Maria Aparecida da Silva. Ensino médio : modular : literatura portuguesa : trovadorismo, renascimento e clacissismo :

    barroco, arcadismo e romantismo / Maria Aparecida da Silva Arcanjo ; ilustrações Eduardo Vetillo. – Curitiba : Positivo, 2013.

    : il.

    ISBN 978-85-385-7536-8 (livro do aluno) ISBN 978-85-385-7537-5 (livro do professor)

    1. Literatura Portuguesa. 2. Ensino médio – Currículos. I. Vetillo, Eduardo. II. Título.

    CDU 373.33

  • SUMÁRIO

    Unidade 1: Trovadorismo

    Origens da poesia trovadoresca 5

    Evolução da língua portuguesa 6

    Poetas medievais 6

    Poesia medieval 7

    Prosa medieval 9

    Unidade 2: Renascimento e Classicismo

    Renascimento 12

    Principais nomes do Renascimento 14

    Humanismo português 15

    Classicismo 16

    Unidade 3: Barroco

    Aspectos histórico-culturais em Portugal 20

    Estética barroca 21

    Autores 22

    Unidade 4: Arcadismo

    Aspectos histórico-culturais 28

    Academias 30

    Aspectos estéticos do Arcadismo 30

    Poetas 30

    Unidade 5: Romantismo

    Aspectos histórico-culturais 34

    Limites cronológicos do Romantismo português 35

    Características estéticas do Romantismo português 35

    Poesia romântica portuguesa – autores 36

    Prosa romântica portuguesa – autores 41

  • Trovadorismo, Renascimento e Classicismo; Barroco, Arcadismo e Romantismo4

    O estudo da literatura portuguesa começa pela poesia provençal, de origem oral, que se espalhou por toda a Península Ibérica e se desenvolveu do século XII até meados do século XIV. Trata-se de

    um conjunto de 1 600 cantigas de caráter profano e 400 poemas de conteúdo religioso.

    Para que possamos entender melhor a poesia provençal, será necessário conhecer o contexto histórico em que ela surgiu.

    Trovadorismo1

  • Ensino Médio | Modular 5

    LITERATURA PORTUGUESA

    Na Idade Média, marcada pelo teocentrismo, a Igreja detinha o poder. A ela se curvavam a nobreza e os camponeses. Era, também, a maior proprietária de terras. Enquanto o rei e a nobreza dividiam suas terras em função de casamentos, a Igreja apenas acumulava posses.

    Com o recebimento de dízimos, as doações por penitência, a cobrança de tributos feudais e o envolvimento direto nas lutas territoriais, a Igreja transformou-se na grande potência da Idade Média.

    Como autoridade máxima, o papa Urbano II incitou uma enorme multidão de pobres e de nobres empobrecidos a combater, em nome de Cristo, a “raça maldita” (os turcos), que havia invadido a terra dos cristãos. Assim, em fins do século XI, iniciavam as Cruzadas, com o grito de guerra dos cristãos: “Deus o quer!”.

    Essa foi a época, também, em que as cidades renasceram, impulsionadas pelo comércio. Houve grandes transformações na agricultura com o aperfeiçoamento de técnicas de cultivo

    e o uso de instrumentos de ferro. Essas mudanças apontaram, então, para as primeiras indicações da Idade Moderna. Os burgueses, componentes de uma nova classe social, eram letrados e desenvolviam ati-

    vidades especializadas, muitas vezes superiores às dos nobres. Na Europa, cuja divisão política era bastante diferente da de hoje, Provença era uma região

    que se encontrava em grande progresso espiritual e material, situação ideal para o desenvol- vimento da arte e da cultura.

    A religião, em Provença, desenvolvia-se em mosteiros, que foram verdadeiros centros de cultura artística.

    Tudo o que se produzia na Idade Média estava relacionado aos textos sagrados e ao cristianismo. A Igreja era a proprietária da cultura e os ensinamentos religiosos eram reforçados nos sermões dominicais, nos quais se controlavam as crenças e a moral das pessoas.

    O filme O nome da rosa, baseado no livro homônimo de Umberto Eco, passa-nos uma visão bastante fiel da realidade daquela época.

    Nos mosteiros se desenvolveram as formas que mais tarde seriam usadas na poesia profana e os temas do lirismo cristão, que caracteri- zaram a poesia trovadoresca: a grande importância da mulher, o amor platônico, a posição humilde e secundária do homem, etc.

    Por outro lado, a Galícia, região em que se encontra o santuário de Santiago de Compostela, atraía a atenção da Europa, e ali se desen- volvia um outro centro artístico. De lá, vieram muitos dos trovadores e jograis cujas composições conhecemos hoje.

    Quando Portugal surgiu, a poética provençal já estava enraizada na cultura de sua população, e Dom Dinis, o Rei-Trovador, já escrevia à moda provençal.

    O trabalho dos monges copistas, reclusos em mosteiros, permitiu preservar muitos manuscritos da Antiguidade Clássica

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    Origens da poesia trovadoresca

  • 6 Trovadorismo, Renascimento e Classicismo; Barroco, Arcadismo e Romantismo

    Evolução da língua portuguesa

    A formação da língua portuguesa tem origem na expansão do Império Romano, que impunha o seu idioma aos territórios conquistados.

    Assim, modificado pelos falares regionais, o latim foi dando origem a diversos dialetos denominados romanços, que signi- ficam “falas à maneira dos romanos”.

    Com as invasões bárbaras no século V, apareceram vários desses dialetos, que evoluíram, dando origem às línguas neolatinas.

    Na Península Ibérica, várias línguas e dialetos se formaram, entre os quais o catalão, o castelhano e o galego-português, do qual se originou a língua portuguesa.

    O galego-português era usado na região que corresponde aos atuais territórios de Portugal e da Galícia e foi utilizado no período entre os séculos XII e XIV. A partir de meados do século XIV, esse dialeto passou a sofrer maior influência dos falares do sul, princi- palmente da região de Lisboa, o que resul