Missal Tridentino

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Missal tridentino de 1962

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ORDINRIO DA

SANTA MISSAMISSAL ROMANO DE 1962LATIM - PORTUGUS2008

[2]

Motu proprio Sumorum Pontificum Papa Bento XVI(Excertos*) Sempre foi preocupao dos Sumos Pontfices at o tempo presente, que a Igreja de Cristo oferea um culto digno Divina Majestade "para louvor e glria de seu nome" e "para nosso bem e o de toda sua Santa Igreja". Desde tempos imemoriais at o futuro deve ser respeitado o princpio "segundo o qual cada Igreja particular deve estar de acordo com a Igreja universal no s sobre a doutrina da f e os sinais sacramentais, mas nos usos universalmente transmitidos pela tradio apostlica contnua. Estes devem manter-se no s para evitar os enganos, mas tambm para que a f seja transmitida em sua integridade, j que a regra de orao da Igreja (lex orandi) corresponde a sua regra da f (lex credendi)." ... Entretanto, com o fim que a Sagrada Liturgia possa de modo mais eficaz cumprir com sua misso, muitos outros Romanos Pontfices no curso dos sculos vieram a expressar particular preocupao, entre eles So Pio V eminente, quem com grande zelo pastoral, segundo a exortao do Conclio de Trento, renovou o culto em toda a Igreja, assegurando a publicao de livros litrgicos corrigidos e "restaurados segundo as normas dos Pais" e os ps em uso na Igreja Latina. evidente que entre os livros litrgicos de Rito Romano o Missal Romano eminente. Nasceu na cidade de Roma e gradualmente ao longo dos sculos tomou formas que so muito similares a aquelas em vigor em recentes geraes.... ...Tendo ponderado amplamente os insistentes pedidos destes fiis a nosso Predecessor Joo Paulo II, tendo escutado tambm os Padres do Consistrio de Cardeais realizado em 23 de maro de 2006, tendo sopesado todos os elementos, invocado o Esprito Santo e pondo nossa confiana no auxlio de Deus, pela presente Carta Apostlica, DECRETAMOS o seguinte: Art. 1.... lcito celebrar o Sacrifcio da Missa de acordo com a edio tpica do Missal Romano promulgado pelo Beato Joo XXIII em 1962 e nunca anulado, como a forma extraordinria da Liturgia da Igreja... Art. 2. Em Missas celebradas sem o povo, qualquer sacerdote de Rito Latino, seja secular ou religioso, pode usar o Missal Romano publicado pelo Beato _____________________________________ *Traduo no-oficial do original em latim Joo XXIII em 1962... um sacerdote no requer de nenhuma permisso, nem da S Apostlica nem de seu Ordinrio. Art. 4. Com a devida observncia da lei, inclusive os fiis Cristos que espontaneamente o solicitem, podem ser admitidos Santa Missa mencionada no art. 2. Art. 5, 1. Em parquias onde um grupo de fiis aderidos prvia tradio litrgica existe de maneira estvel, que o proco aceite seus pedidos para a celebrao da Santa Missa de acordo ao rito do Missal Romano publicado em 1962. Que o proco vigie que o bem destes fiis esteja harmoniosamente reconciliado com o cuidado pastoral ordinrio da parquia, sob o governo do Bispo e segundo o Canon 392, evitando discrdias e promovendo a unidade de toda a Igreja. 3. Que o proco permita celebraes desta forma extraordinria para fiis ou sacerdotes que o peam, inclusive em circunstncias particulares tais como matrimnios, funerais ou celebraes ocasionais, como por exemplo peregrinaes. 4. Os sacerdotes que usem o Missal do Beato Joo XXIII devem ser dignos e no impedidos canonicamente. Art. 6. Nas Missas celebradas com o povo segundo o Missal do Beato Joo XXIII, as Leituras podem ser proclamadas inclusive nas lnguas vernculas, utilizando edies que tenham recebido a recognitio da S Apostlica. Art. 10. lcito que o Ordinrio local, se o considerar oportuno, erija uma parquia pessoal segundo as normas do Canon 518 para as celebraes segundo a forma anterior do Rito Romano ou nomear um reitor ou capelo, com a devida observncia dos requisitos cannicos. Tudo o que decretado por Ns mediante este Motu Proprio, ordenamos que seja assinado e ratificado para ser observado a partir de 14 de Setembro deste ano, festa da Exaltao da Santa Cruz, em que pese a todas as coisas em contrrio. Dado em Roma, junto a So Pedro, em 7 de julho no Ano do Senhor de 2007, Terceiro de nosso Pontificado. Bento XVI

[3]

PREPARAOOraes ao p do altarDe p, diante dos degraus do altar, o celebrante comea a Missa, fazendo o sinal da cruz:

Em nome do Pai, e do Filho, e do Esprito Santo. Amm.Ant.

In nomine Patris, Sancti. Amen. Introbo ad altare Dei. R. Ad Deum juventtem meam.

et Flii, et Spritus

Vou-me aproximar do altar de Deus. R. Ao Deus que a minha alegria.

qui

ltficat

Salmo 42 (este salmo omite-se nas Missas de Defuntos e do Tempo da Paixo)

Julgai-me, Deus, e separai a minha causa da causa da gente mpia. Livraime do homem injusto e enganador. R. Pois vs, meu Deus, sois a minha fora. Por que me repelis? Por que ando eu triste, quando me aflige o inimigo? Enviai-me a vossa luz e a vossa verdade. Elas me guiaro e ho de conduzir-me a vossa montanha santa, ao lugar onde habitais. R. Entrarei ao altar de Deus, ao Deus que a minha alegria. Louvar-vos-ei Deus, Deus meu, ao som da harpa. Por que estais triste, minha alma? E por que me inquietas? R. Espera em Deus, porque ainda o louvarei como meu Salvador e meu Deus. Glria ao Pai, ao Filho, e ao Esprito Santo. R. Assim como era no princpio, agora e sempre, e por todos os sculos dos sculos. Amm.Repete a Antfona:

Jdica me, Deus, et discrne causam meam de gente non sancta: ab hmine iniquo et dolso rue me. R. Quia tu es, Deus, fortitdo mea: quare me repulsti, et quare tristis incdo, dum afflgit me inimcus? Emitte lucem tuam et verittem tuam: ipsa me deduxrunt et adduxrunt in montem sanctum tuum, et in taberncula tua. R. Et introbo ad altare Dei: ad Deum qui ltficat juventtem meam. Confitbor tibi in cthara Deus, Deus meus: quare tristis es nima mea, et quare contrbas me? R. Spera in Deo, quniam adhuc confitbor illi: salutre vultus mei, et Deus meus Glria Patri, et Flio, et Spritui Sancto. R. Sicut erat in princpio, et nunc, et semper: et in scula sculrum. Amen. Introbo ad altre Dei. R. Ad Deum juventtem meam.

Entrarei ao altar de Deus. R. Ao Deus que a minha alegria. auxlio est no nome do O nosso Senhor. R. Que fez o Cu e a Terra.[4]

qui

ltficat

Adjutrium nostrum in nmine Dmini. R. Qui fecit clum et terram.

Profundamente inclinado, o celebrante diz o Confiteor, e depois dele, os assistentes.

Eu pecador me confesso, etc. R. Que Deus onipotente se compadea de vs, perdoe os vossos pecados e vos conduza vida eterna.Celebrante: R. Amen Os assistentes dizem o Confiteor:

Confteor Deo omnipotenti, etc. R. Miseretur tui omnpotens Deus, et dimissis peccatis tuis, perducat te ad vitam ternam.

EU, PECADOR, me confesso a Deus todo-poderoso, bem-aventurada sempre Virgem Maria, ao bemaventurado so Miguel Arcanjo, ao bem-aventurado so Joo Batista, aos santos apstolos so Pedro e so Paulo, a todos os Santos, e a vs padre, que pequei muitas vezes, por pensamentos, palavras, obras e omisses, [bate trs vezes no peito], por minha culpa, minha culpa, minha mxima culpa. Portanto, peo e rogo bem-aventurada sempre Virgem Maria, ao bem-aventurado so Miguel Arcanjo, ao bem-aventurado so Joo Batista, aos santos apstolos so Pedro e so Paulo, a todos os Santos, e a vs padre, que rogueis por mim a Deus Nosso Senhor.Celebrante:

Confiteor Deo omnipotenti, / beat Mari semper Virgini, / beato Michli Archangelo, / beato Joanni Baptist, / sanctis Apstolis Petro et Paulo, / omnibus Sanctis, et tibi, pater: / quia peccavi nimis cogittione, verbo, et pere: / mea culpa, mea culpa, mea mxima culpa. Ideo precor beatam Mariam semper Virginem, / beatum Michlem Archangelum, / beatum Joannem Baptistam, / sanctos Apstolos Petrum et Paulum, / omnes Sanctos, et te, pater, / orare pro me ad Dminum Deum nostrum.

Deus todo poderoso tenha compaixo de vs, perdoe os vossos pecados, e vos conduza vida eterna. R. Amm.Fazendo o sinal da cruz, o celebrante diz:

Miseretur vestri omnpotens Deus, et dimissis peccis vestris, perdcat vos ad vitam trnam. R. Amen. Indulgntiam, absolutinem, et remissinem peccatrum nostrorum, trbuat nobis omnpotens et misricors Dominus: R. Amen. Deus, tu convrsus vivificbis nos. R. Et plebs tua ltbitur in te. Ostnde nobis Dmine, misericordiam tuam.[5]

Indulgncia, absolvio, e remisso dos nossos pecados, conceda-nos o Senhor onipotente e misericordioso. R. Amm.O celebrante, inclinado, diz:

Deus, voltando-vos para ns nos dareis a vida. R. E o vosso povo se alegrar em vs. Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericrdia.

R. E dai-nos a vossa salvao. Ouvi, Senhor, a minha orao. R. E chegue at vs o meu clamor. O Senhor seja convosco. R. E com o vosso esprito.O celebrante sobe ao altar, dizendo:

R. Et salutre tuum da nobis. Dmine, exudi oratinem meam. R. Et clmor meus ad te vniat. Dominus vobiscum. R. Et cum spritu tuo. Oremus. Aufer a nobis, qusumus, Dmine, iniquitates nostras: ut ad Sancta sanctrum puris meremur mntibus intrire. Per Christum Dminum nostrum. Amen. Ormus te, Dmine, per mrita Sanctrum turum, qurum relqui hic sunt, et mnium Sanctrum: ut indulgre dignris mnia peccta mea. Amen.

Oremos. Pedimos-vos, Senhor, afasteis de ns as nossas iniqidades, para que, com almas puras, mereamos entrar no Santo dos Santos. Por Cristo Jesus Nosso Senhor. AmmO celebrante, inclinado, diz a seguinte orao:

Ns vos suplicamos, Senhor, pelos mritos de vossos santos, (beijando o centro do altar) cujas relquias aqui se encontram, e de todos os demais santos, vos digneis perdoar todos os nossos pecados. Amm.

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PRIMEIRA PARTE: ANTE-MISSANas Missas solenes, incensa-se o altar. O celebrante vai para o lado da Epstola, e l o Introito. Canto solene de entrada, o Intrito como que enuncia o tema geral da Missa ou solenidade do dia. s primeiras palavras, todos se benzem, ao mesmo tempo em que o celebrante.

INTRITO [ver Missa do dia] KYRIE ELEISON O cel