LITERATURABRASILEIRA Profª. Valéria Lima. Arcadismo (Setecentismo) Barroco...

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  • LITERATURABRASILEIRA Prof. Valria Lima
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  • Arcadismo (Setecentismo) Barroco (Seiscentismo) Literatura de informao Pr-modernismo Romantismo Realismo-Naturalismo Parnasianismo Simbolismo 1 gerao modernista 2 gerao modernista 3 gerao modernista Literatura contempornea ERA COLONIAL ERA NACIONAL LITERATURA BRASILEIRA Memrias de um Sargento de milcias Gerao do Deserto Amar, verbo intransitivo Mem. Sent. Joo Miramar Capites de Areia Beijo no Asfalto Poesia Marginal Ecos no Poro
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  • LITERATURA BRASILEIRA TEXTO LITERRIOTEXTO NO-LITERRIO Maior nfase na expresso funo esttica Predomnio da linguagem conotativa Linguagem mais pessoal, carregada de emoes e impresses de seu emissor A realidade pode ser traduzida, recriada ou relativizada Plurissignificativo Maior nfase no contedo funo utilitria Predomnio da linguagem denotativa Linguagem mais impessoal, objetiva, visando informao Normalmente, a realidade apenas traduzida Normalmente, com um significado
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  • LITERATURA BRASILEIRA ERA COLONIAL QUINHENTISMO 1500-1601 Momento histrico: As grandes navegaes. O descobrimento do Brasil. A explorao do pau-brasil. A influncia dos Jesutas. Aspectos centrais: Literatura sobre o Brasil, descrevendo a paisagem, o ndio e os primeiros grupos sociais. Pouco valor artstico, muito valor histrico. Serviu como fonte de inspirao e pesquisa para manifestaes literrias posteriores. Classificam-se, neste perodo, duas modalidades de textos
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  • LITERATURA BRASILEIRA ERA COLONIAL QUINHENTISMO Literatura informativa: - Produzida pelos viajantes que aqui estiveram. - Descrio da terra e do selvagem, que demonstra as intenes do colonizador: explorao e domnio. - Viso paradisaca da nova terra, refletindo o deslumbramento do europeu diante da exuberncia da natureza tropical. Principais autores e obras: - Pero Vaz de Caminha Carta. - Pero de Magalhes Gndavo Histria da provncia de Santa Cruz. - Gabriel Soares de Sousa Tratado descritivo do Brasil. - Hans Staden Viagem ao Brasil. - Pe. Ferno Cardim Tratados da terra e gente do Brasil.
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  • LITERATURA BRASILEIRA ERA COLONIAL QUINHENTISMO Literatura dos Jesutas: - Produzida pelos Jesutas. - Influenciada pelos ideais da Contra-reforma. Principais autores e obras: - Pe. Jos de Anchieta Gramtica da lngua Tupi, poesias de cunho medieval, peas de teatro (autos). - Pe. Manuel da Nbrega Dilogo sobre a converso do gentio.
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  • LITERATURA BRASILEIRA
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  • Senhor, posto que o Capito-mor desta Vossa frota, e assim os outros capites escrevam a Vossa Alteza a notcia do achamento desta Vossa terra nova, que se agora nesta navegao achou, no deixarei de tambm dar disso minha conta a Vossa Alteza, assim como eu melhor puder, ainda que -- para o bem contar e falar -- o saiba pior que todos fazer! [...] E assim seguimos nosso caminho, por este mar de longo, at que tera-feira das Oitavas de Pscoa, que foram 21 dias de abril, topamos alguns sinais de terra, estando da dita Ilha -- segundo os pilotos diziam, obra de 660 ou 670 lguas -- os quais eram muita quantidade de ervas compridas, a que os mareantes chamam botelho, e assim mesmo outras a que do o nome de rabo-de-asno. E quarta-feira seguinte, pela manh, topamos aves a que chamam furabuchos. Neste mesmo dia, a horas de vspera, houvemos vista de terra! A saber, primeiramente de um grande monte, muito alto e redondo; e de outras serras mais baixas ao sul dele; e de terra ch, com grandes arvoredos; ao qual monte alto o capito ps o nome de O Monte Pascoal e terra A Terra de Vera Cruz! Mandou lanar o prumo. Acharam vinte e cinco braas. E ao sol-posto umas seis lguas da terra, lanamos ancoras, em dezenove braas -- ancoragem limpa. Ali ficamo-nos toda aquela noite. E quinta-feira, pela manh, fizemos vela e seguimos em direitura terra, indo os navios pequenos diante -- por dezessete, dezesseis, quinze, catorze, doze, nove braas -- at meia lgua da terra, onde todos lanamos ancoras, em frente da boca de um rio. E chegaramos a esta ancoragem s dez horas, pouco mais ou menos.
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  • LITERATURA BRASILEIRA ERA COLONIAL E dali avistamos homens que andavam pela praia, uns sete ou oito, segundo disseram os navios pequenos que chegaram primeiro. Ento lanamos fora os batis e esquifes. E logo vieram todos os capites das naus a esta nau do Capito-mor. E ali falaram. E o Capito mandou em terra a Nicolau Coelho para ver aquele rio. E tanto que ele comeou a ir-se para l, acudiram pela praia homens aos dois e aos trs, de maneira que, quando o batel chegou boca do rio, j l estavam dezoito ou vinte. [...] Pardos, nus, sem coisa alguma que lhes cobrisse suas vergonhas. Traziam arcos nas mos, e suas setas. Vinham todos rijamente em direo ao batel. E Nicolau Coelho lhes fez sinal que pousassem os arcos. E eles os depuseram. Mas no pde deles haver fala nem entendimento que aproveitasse, por o mar quebrar na costa. Somente arremessou-lhe um barrete vermelho e uma carapua de linho que levava na cabea, e um sombreiro preto. E um deles lhe arremessou um sombreiro de penas de ave, compridas, com uma copazinha de penas vermelhas e pardas, como de papagaio. E outro lhe deu um ramal grande de continhas brancas, midas que querem parecer de aljfar, as quais peas creio que o Capito manda a Vossa Alteza. E com isto se volveu s naus por ser tarde e no poder haver deles mais fala, por causa do mar
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  • LITERATURA BRASILEIRA E segundo o que a mim e a todos pareceu, esta gente, no lhes falece outra coisa para ser toda crist, do que entenderem-nos, porque assim tomavam aquilo que nos viam fazer como ns mesmos; por onde pareceu a todos que nenhuma idolatria nem adorao tm. E bem creio que, se Vossa Alteza aqui mandar quem entre eles mais devagar ande, que todos sero tornados e convertidos ao desejo de Vossa Alteza. E por isso, se algum vier, no deixe logo de vir clrigo para os batizar; porque j ento tero mais conhecimentos de nossa f, pelos dois degredados que aqui entre eles ficam, os quais hoje tambm comungaram. Entre todos estes que hoje vieram no veio mais que uma mulher, moa, a qual esteve sempre missa, qual deram um pano com que se cobrisse; e puseram- lho em volta dela. Todavia, ao sentar-se, no se lembrava de o estender muito para se cobrir. Assim, Senhor, a inocncia desta gente tal que a de Ado no seria maior -- com respeito ao pudor.
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  • LITERATURA BRASILEIRA Esta terra, Senhor, parece-me que, da ponta que mais contra o sul vimos, at outra ponta que contra o norte vem, de que ns deste porto houvemos vista, ser tamanha que haver nela bem vinte ou vinte e cinco lguas de costa. Traz ao longo do mar em algumas partes grandes barreiras, umas vermelhas, e outras brancas; e a terra de cima toda ch e muito cheia de grandes arvoredos. De ponta a ponta toda praia... muito ch e muito formosa. Pelo serto nos pareceu, vista do mar, muito grande; porque a estender olhos, no podamos ver seno terra e arvoredos -- terra que nos parecia muito extensa. At agora no pudemos saber se h ouro ou prata nela, ou outra coisa de metal, ou ferro; nem lha vimos. Contudo a terra em si de muito bons ares frescos e temperados como os de Entre-Douro-e-Minho, porque neste tempo d'agora assim os achvamos como os de l. guas so muitas; infinitas. Em tal maneira graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se- nela tudo; por causa das guas que tem!
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  • LITERATURA BRASILEIRA Contudo, o melhor fruto que dela se pode tirar parece-me que ser salvar esta gente. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lanar. E que no houvesse mais do que ter Vossa Alteza aqui esta pousada para essa navegao de Calicute bastava. Quanto mais, disposio para se nela cumprir e fazer o que Vossa Alteza tanto deseja, a saber, acrescentamento da nossa f! E desta maneira dou aqui a Vossa Alteza conta do que nesta Vossa terra vi. E se a um pouco alonguei, Ela me perdoe. Porque o desejo que tinha de Vos tudo dizer, mo fez pr assim pelo mido. E pois que, Senhor, certo que tanto neste cargo que levo como em outra qualquer coisa que de Vosso servio for, Vossa Alteza h de ser de mim muito bem servida, a Ela peo que, por me fazer singular merc, mande vir da ilha de So Tom a Jorge de Osrio, meu genro -- o que d'Ela receberei em muita merc. Beijo as mos de Vossa Alteza. Deste Porto Seguro, da Vossa Ilha de Vera Cruz, hoje, sexta-feira, primeiro dia de maio de 1500. Pero Vaz de Caminha
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  • LITERATURA BRASILEIRA
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  • BARROCO 1601-1768 Momento histrico: Apogeu da Contra-reforma. Fim das grandes navegaes. A Bahia como ciclo econmico e poltico (cana-de-acar). A explorao institucionalizada.
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  • LITERATURA BRASILEIRA Aspectos centrais: Literatura de contrastes / Fusionalismo (paganismo x cristianismo). Dualismo: a arte trabalha com oposies: - antropocentrismo x teocentrismo - matria x esprito - carnal x espiritual - pecado x perdo - eterno x efmero - vida x morte - amor sensual x amor platnico Correntes do Barroco: - Cultismo (Gongorismo): poesia, forma, sentidos, jogo de palavras, uso exagerado de figuras de linguagem. - Conceptismo (Quevedismo): prosa, contedo, jogo de ideias, sutilezas ideolgicas. BARROCO
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  • LITERATURA BRASILEIRA Principais autores e obras: - Gregrio de Matos (o Boca do inferno): * poesia religiosa (arrependimento de seus pecados). * poesia lrica (carpe diem). * poesia satrica (Crticas sociedade, linguage