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  • Emergncias Cirrgicas Antibiticos em Cirurgia

    Alunos:

    Aline Costa Menezes; Allan Dantas Borges; Cloud Kennedy de S; Giselle Taciane

    Santos de Souza; Luiz Antnio Batista Carneiro; Rodrigo Vras Queiroz de Almeida

    Salvador,

    Setembro de 2013

  • 1

    Contedo RESUMO INFECO NA CIRURGIA ............................................................................................. 1

    INTRODUO QUIMIOTERAPIA ANTIBACTERIANA ................................................................. 5

    INFECES CIRRGICAS ESPECFICAS. ..................................................................................... 14

    ANTIBIOTICOPROFILAXIA ........................................................................................................ 18

    ANTIBIOTICOTERAPIA ............................................................................................................. 24

  • 2

    RESUMO INFECO NA CIRURGIA

    A infeco definida como a aquisio de microorganismo pelo hospedeiro.

    considerada tambm como uma resposta a leses provocadas por microorganismos

    causando alteraes inflamatrias locais juntamente com manifestaes sistmicas. A

    infeco depende do desequilbrio da trade bactria-meio ambiente-hospedeiro.

    A partir do primeiro contato, o microorganismo pode ser erradicado pelos

    mecanismos de proteo do hospedeiro, pode ocorrer uma relao de comensalismo,

    em que o microorganismo se beneficia sem prejudicar o hospedeiro, pode ainda

    ocorrer beneficio mutuo, na qual caracterizada pela flora habitual do hospedeiro. No

    entanto, microorganismos comensais podem causar prejuzos, isto , doenas. A

    infeco por microorganismos no habituais pode levar a colonizao causando

    malefcios.

    A infeco pode ocorrer entre zero a trinta dias aps a cirurgia, em

    procedimentos envolvendo prtese pode ocorrer em um perodo maior do que um ano.

    Ela tambm responsvel em ate 80% da mortalidade do doente cirrgico.

    Como consequncia das infeces durante as cirurgias temos : aumento do

    tempo de internao, utilizao de antibiticos, emprego de exames complementares,

    maior custo com o paciente, maior risco de resistncia microbiana alm da maior

    permanncia em UTI

    As barreiras fsicas como a integridade da pele e das mucosas so um grande

    mecanismo de proteo contra as infeces, alm delas, podemos citar outras como

    secrees mucosas, sucos digestivos, a prpria flora endgena e a reao inflamatria

    que no caso seria uma consequncia da resposta imunolgica do paciente.

    As causas e fatores de risco da infeco podem ser divididos em fatores

    bacterianos, sendo eles: durao do procedimento, tipo de ferida, se o paciente esta

    em UTI, antibioticoterapia precedente, raspagem pr-operatria alm do numero

    bacteriano, toxinas e resistncia. Em relao a ferida local, a infeco ira depender se

    houve uma boa tcnica cirrgica, uma manipulao adequada dos tecidos, se houve

    uma garantia do suprimento vascular satisfatrio, controle do sangramento, assim

    como a preveno de hematomas e seromas, Debridamento completo de tecidos

    necrosados e a remoo de corpo estranho devem ser feitos. J em relao ao

    paciente, os fatores de risco que favoreceram a infeco sero a idade do paciente, as

    suas comorbidades, obesidade, uso de esteroides, se o paciente mal nutrido, se tem

    uma m oxigenao, temperatura e o controle da glicemia, todos esses fatores

    influenciaram no risco da infeco.

    Como forma de preveno da infeco cirrgica, o uso apropriado de

    antibiticos, a remoo adequada de pelos, a manuteno da glicose peri-operatoria

    para pacientes que forem fazer grandes cirurgias e o estabelecimento de uma

    temperatura adequada so algumas das formas de se prevenir uma infeco. Uma

    estratgia de acao a ser tomada para evitar a infeco fazer uma profilaxia

    antimicrobiana, juntamente com uma vigilncia epidemiolgica, alm dos cuidados

    necessrios como a tricotomia, antissepsia das mos do cirurgio e pele do paciente

    assim como a esterilizao dos materiais a serem usados.

    A infeco esta associada quebra de barreira dos mecanismos de defesa do

    organismo. Quanto maior for a leso da barreira fsica, maior ser a vulnerabilidade a

    ao patognica das bactrias. A infeco tambm esta associada a alteraes da

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    flora endgena do paciente. Qualquer alterao da flora endgena permitira uma

    proliferao da flora exgena, acontecendo dessa forma a infeco, portanto, deve-se

    haver sempre um equilbrio entre a flora endgena e exgena.

    Uma forma de classificar a infeco quanto o local, pode ser uma infeco

    comunitria, que esta relacionada a infeces fora do ambiente hospitalar ou uma

    infeco Nosocomial, que esta relacionada a infeces adquiridas durante o

    tratamento hospitalar. As principais infeces hospitalares so infeces urinarias,

    respiratrias, as das prprias feridas cirrgicas e septicemia, j as principais infeces

    cirrgicas so relacionadas ao prprio ambiente cirrgico, urinarias e respiratrias.

    A preveno das infeces extremamente importante para o a recuperao e

    bem-estar do paciente havendo algumas divises dessas prevenes, sendo elas:

    Recomendaes no pr-operatrio preparo do paciente e hospitalizao pre-

    operatoria curta, lavagem das mos e antebrao da equipe cirrgica, controle do

    pessoal contaminado ou infectado no ambiente cirrgico, profilaxia antimicrobiana e

    cuidados de antissepsia e tcnicas adequadas na instalao de cateter venoso central.

    Recomendaes no intra-operatorio- ventilao adequada na sala de cirurgia,

    limpeza e desinfeco das superfcies na sala cirrgica, roupas e vestimentas

    cirrgicas apropriadas, assepsia e tcnica cirrgica apropriada e durao do ato

    operatrio.

    Recomendaes no pos-cirurgico- proteo e curativos das feridas cirrgicas

    alm da vigilncia epidemiolgica.

    As cirurgias podem ser classificadas quanto s infeces, sendo elas

    classificadas em cirurgias limpas, potencialmente contaminadas, contaminadas e

    infectadas. Nas cirurgias limpas, no h leso do aparelho gastrointestinal, urinrio ou

    respiratrio, as feridas no so traumticas, no h processo inflamatrio e deve-se

    cumprir o os princpios de antissepsia. J nas cirurgias potencialmente contaminadas,

    ocorre perfurao do trato gastrointestinal, urinrio ou respiratrio, no entanto, no h

    uma contaminao significativa. As cirurgias contaminadas, so as cirurgias

    contaminadas por secrees do trato gastrointestinal, urinrio ou respiratrio, as

    feridas so traumticas com uma durao menor do que seis horas. Ocorre processo

    inflamatrio sem a presena de pus e a antissepsia deve ser mantida. J nas cirurcias

    infectadas o processo inflamatrio tem a presena de pus, ocorre perfurao de

    vsceras, as feridas traumticas tem durao maior do que seis horas de evoluo, e

    os antibiticos apresentam uma excelente opo profiltica e teraputica contra os

    microorganismos infectantes.

    A infeco do paciente nos processos cirrgicos pode levar a septicemia, a uns

    SIRS e ate mesmo a uma sepse. muito importante saber identificar e diferencias

    todos esses processos evolutivos da infeco. A septicemia Pode ocorrer no ps-

    operatrio por algumas causas de infeces cirrgicas. Ela caracteriza-se por mais de

    dois picos febris em um perodo de vinte e quatro horas, hipotenso e Oliguria. A

    sndrome da resposta inflamatria (SIRS) e a infeco passam por graus sucessivos

    de acordo com a gravidade. Caracteriza-se por Temperatura > 38C ou 90 bpm, Frequncia respiratria > 20 ipm, Glbulos brancos >

    12000 ou

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    As bactrias, vrus e fungos so possveis patgenos capazes de causar uma

    infeco cirrgica. Devemos nos preocupar mais com as bactrias que so as que

    causam maiores complicaes.

    As bactrias so classificadas em relao as infeces cirrgicas em aerbias

    ou anaerbias, Gram positivo ou negativo, e em cocos ou bacilos. As bactrias Gram

    Positivo mais importantes, que devem tomar a ateno dos cirurgies so os

    estafilococos e estreptococos. O S.aureus so os patgenos mais comuns associados

    a infeces em feridas e incises no sujeitas a contaminao endgena. J as

    bactrias Gram Negativas tem grande variedade associadas a infeces cirrgicas.

    Geralmente so bacilos, e a maior parte pertence a famlia Enterobacteriae e dos

    gneros Escherichia, Proteus e Klebsiella. So todos anaerbios facultativos.

    Os fungos no so frequentes patgenos causadores de infeces nas cirurgias

    profundas, no entanto a Cndida Cndida o patgeno relativamente mais frequente

    em infeces cirrgicas nos ltimos anos.

    Os vrus no causam infeces que requeiram operao para resoluo,

    geralmente ocorre a infeco viral em pacientes com imunossupresso e em pacientes

    transplantados, como no caso Do Citomegalovirus. A maioria das infeces virais

    esto relacionadas as transfuses sanguneas como no caso do HIV, VHB e VHC.

    Referencias:

    Sabiston - Tratado de Cirurgia, 17 Edio

    Clinica Cirurgica/ HCMUSP editors Joaquim Jose Gama, Marcel Cerqueira Cesar

    Machado, Samir Rasslan- Barueri ,2008.

    http://revista.fmrp.usp.br/2008/VOL41N4/SIMP_7Infecao_em_cirurgia.pdf

    http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0100-69912001000100005&script=sci_arttext

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    INTRODUO QUIMIOTERAPIA ANTIBACT