Videomapping Trackers 2012

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Videomapping Trackers 2012

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  • Entre a luz e a formaum breve manual sobre projeo mapeada

  • Este manual, compilado e editado por Patos Quo (Paloma Oliveira e Mateus Knelsen) est sobre uma licena Creative Commons - Atribuio - NoComercial - CompartilhaIgual 3.0 No Adaptada.

    Para mais informaes, visite docesinquietacoes.wordpress.com

  • ndice

    > Introduo 4

    > Um pouco da histria da imagem projetada 5

    > Pintando com luz: o ambiente como tela Luz e objetos: videomapping, microcinema e cinema expandidoCosturando obras contemporneas com pioneiros 13

    > Projetores 29

    > Clculo de projeo 34

    > Pequenos/grandes cuidados 37

    > Tipos de sinal e cabos 39

    > Tipos de imagem 41

    > Preparando seu set 44

    > Tipos de superfcie : formas, texturas e materiais para suporte de projeo 46

    > Software e tcnicas de mapeamento 49

  • O video mapping ou projeo mapeada uma das mdias que mais chamam a ateno de pesquisadores, artistas e profissionais da imagem nos ltimos anos. A aplicao da imagem em suportes e contextos inusitados incita surpresa, fantasia, magia. Reconfigura a percepo de espaos e tempos. Prope a coexistncia da imagem digital, dinmica e interativa, no cotidiano, nos objetos, no corpo.

    A idia de uma imagem projetada em suportes inusitados como produo da iluso e de simulao no nenhuma novidade. Os espetculos de fantasmagoria, no sculo XIX, j apresentavam muitas tcnicas e recursos tambm presentes hoje nas manifestaes que caracterizam a projeo mapeada. Se o cinema institucionalizou muito da produo e do consumo da imagem projetada, a projeo mapeada vem hoje resgatar um movimento de dispora da caixa preta, ou o local que tipicamente visitamos quando vamos assistir a uma projeo. Esse movimento, que muitos autores chamam cinema expandido, vem a experimentar com a interferncia da imagem cinematogrfica em outros contextos que no a situao cinema, de forma a extender a experincia cintica da sequncia de frames a outras formas narrativas, que emergem da interferncia da imagem no espao e no corpo.

    Este manual um breve apanhado de diversos exemplos e referncias para a produo e estudo da projeo mapeada. De forma alguma esgota todas as problemticas e possibilidades da tecnologia, mas pode servir de introduo `as diversas linhas de pesquisa, `as questes de linguagem, aos conhecimentos tcnicos necessrios.

    4

  • Um pouco de histria da imagem projetada

    5

  • http://www.projectionscreen.net/historyPor Samantha Holland

    6

  • http://www.paleo-camera.com/

    Cmera obscura natural

    Pr-histria

    7

  • http://en.wikipedia.org/wiki/Shadow_play

    Teatro de sombras

    Sculo XIII

    China, Indonsia, India, Frana, Malsia, Camboja, Vietn, Turquia, Austrlia

    8

  • Lanternas mgicas

    Althanius Kircher 1646, Christiaan Huygens,1659

    Primeiros aparatos portteis e projetores, funcionam como uma cmera em sentido inverso - luz atravessa uma lente, e a imagem (vidros pintados/slides) projetada em uma tela, entre a luz e as lentes. A fonte de luz qumica: combusto de carvo ou velas. As lminas de vidro so pintadas mo, e os espetculos eram acompanhados de narrao e msica.

    A simulao de movimento se dava por meio da manipulao do prprio aparato ou como nos princpios da tcnica da animao: imagens sequenciais, em chapas de vidro mveis.

    9

  • Fantasmagoria

    Etienne Gaspar Robert (Robertson), 1790

    Imagens projetadas com multiplos projetores em superfcie gasosa somados iluso de movimento (atrs das telas ou nos bancos.

    Um dos nomes mais proeminentes dos espetculos de fantasmagoria foi o de Etienne Gaspard Robertson, que a partir do final do sculo XVIII, planejou apresentaes por toda a Europa. Uilizando de sofisticada cenografia e tcnica de reflexo da luz por meio de espelhos, Robertson criou uma atmosfera em sala que simulava tempestades, cemitrios, e outros ambientes que apelavam ao sobrenatural. Para tornar presentes espritos e outras figuras fantasmagricas, Robertson pintava as bordas dos crculos de vidro que continham os moldes das imagens projetadas, eliminando assim a clara limitao que as circundava. O resultado era a figura iluminada de um ser sobre-humano, que flutuava pelo ambiente e pelos espectadores como uma entidade desgarrada de um suporte.

    http://en.wikipedia.org/wiki/PhantasmagoriaTexto: GRAU, Oliver. Remember phantasmagoria! Illusion politics of the eighteenth century and its multimedial afterlife. Em: Media Art History. Cambridge: MIT Press, 2007. p. 150.

    10

  • Cinematoscpio

    Auguste e Louis Lumire, 1895

    http://www.precinemahistory.net/1895.htm

    11

  • Cineorama

    Raoul Grimion-Samson, 1897

    Em 1897, Grimoin-Sanson desenvolve um experimento na Feira Internacional de Paris, em que sincroniza 10 projetores cinematogrficos, de forma a obter uma imagem nica e panormica de 300 metros em uma sala circular, simulando a subida de um balo de gs.

    Nesta instalao, Grimoin-Samson utiliza um recurso tcnico bastante utilizado na projeo mapeada: o frame blending, ou a suavizao das arestas da imagem para que, ao se justapor com outras imagens com o mesmo recurso aplicado, se forme uma imagem nica a partir de diversos projetores.

    http://en.wikipedia.org/wiki/Cin%C3%A9orama

    12

  • Pintando com luz: o ambiente como tela Luz e objetos: videomapping, microcinema e cinema expandido

    Costurando obras contemporneas com pioneiros

    13

  • Leyden-Rodriguez Casanova A Seemingly Open Door (2008)http://fulanoinc.net/

    Matthew Schreiber Guilloche The Blind Man (2008

    http://www.matthewschreiber.com/

    14

  • Laser Installation and Performances, 1976Instalao multimeiosJeffrey Shaw/Theo Botschuijver

    Kinetic Light and Mirror SculpturePerformance multimdiaJeffrey Shaw/Theo Botschuijver

    Produzido para o tour mundial da banda Genesis, 1978

    Jeffrey Shawhttp://www.jeffrey-shaw.net/

    15

  • Anthony MacCallhttp://www.anthonymccall.com/

    Karina Montenegro, Mirella Brandi e Muepetmo, Zilch (2009)

    http://zilch.com.br/

    16

  • IntranspoRnveis (2010)Santos/Rio de Janeiro

    Selecionado no festival Cineme-se 2010 (http://cineme-se.blogspot.com/)Selecionado para o projeto Live Cinema RJ 2010

    (http://www.livecinema.com.br/)

    Ausncias (2010)

    Projeto de Dudu Tsuda e Marcus Bastos com Karina Montenegro (live images) e Paloma Oliveira (live images/cenogrfico). combina sons eletrnicos, digitais e mecnicos com projeo de vdeo em tempo real.

    17

  • Corpocinema, 1967Estrutura de ar, instalao multimdiaJeffrey Shaw, Theo Botschuijver, Sean Wellesley-Miller e Tjebbe van Tijen

    18

  • Ruben Ramos Balsa Bombilla (2008) e Zapateado Luz (2008)http://www.rubenramosbalsa.com/index_doc.php?d=obra/bombilla/imagenes

    CloudsJeffrey Shaw

    http://www.jeffrey-shaw.net/

    19

  • Lucas BambozziPostcards (2000-2012)http://www.lucasbambozzi.net/index.php/projetosprojects/the-postcards-project/

    Lucas BambozziTime shift (1997)

    http://www.lucasbambozzi.net/index.php/videos-single-channel-videos/time-shift/

    20

  • Lucas BambozziPuxadinho (2009, 2010, 2011)

    Lucas BambozziTaxidermia & Outdoors (2001)

    21

  • Presenas Insustentveis - Maquete (2010/ 2011)

    Paloma Oliveira & Lucas Bambozzi Do Sofa da Sua Casa (2010)

    22

  • Nam June Pikehttp://www.paikstudios.com/

    23

  • Lucas Bambozzi Meandro (2009)

    24

  • Lucas Bambozzi

    Pendulo & 4Walls

    25

  • Ole Kristensen Body Navigation (2008)http://3xw.ole.kristensen.name/works/body-navigation/

    26

  • EVE uma pesquisa artstica e um projeto cientfico iniciado no ZKM karlsruhe, em cooperao com o Forschungszentrum Karlsruhe. Visa o desenvolvimento conceitual e tcnico de uma nova forma de aparato de realidade virtual e de ambientes de visualizao imersivos e interativos

    No centro de um grande domo inflvel, dois projetores so instalados em um brao robtico, que pode mover a imagem projetada para qualquer ponto da superfcie interna do domo. Os dois projetores disparam um par de imagens estreo - os expectadores, utilizando de culos polarizadores, podem ver as imagens em trs dimenses.

    Um dos visitantes de EVE veste um capacete (ou uma lanterna de mineirador) com um dispositivo de monitoramento espacial que identifica o ngulo de sua cabea. Esse mecanismo controla o posicionamento dos projetores de vdeo, fazendo com que a imagem projetada sempre siga o campo visual do usurio. Assim, o observador pode mover enquadramento por toda a superfcie interna do domo, explorando o cenrio virtual. Um joystick tambm possibilita ao interator controlar sua movimentao frente-trs no ambiente.

    Jeffrey ShawEVE, 1993Ambiente de realidade virtual

    27

  • Denise Agassi Vista On Off (2010)http://deniseagassi.wordpress.com/

    28

  • Projetores

    29

  • Um projetor composto de 4 componentes principais: uma fonte emissora de luz (geralmente uma lmpada dicrica ou uma matriz de LEDs); um filtro que contm o molde da imagem a ser ampliada, uma lente que diverge os raios de luz (ampliando a imagem); e uma estrutura que contenha a todos os componentes anteriores, alm de possibilitar transporte e proteo do equipamento. Os modelos contemporneos contm um jogo de espelhos que otimizam o aproveitamento da luz proveniete da lmpada e propiciam certa maleabilidade quanto a disposio dos componenentes dentro do aparelho. Tomando como modelo um projetor DLP, o esquema abaixo ilustra seu funcionamento.

    O uso de projetores pode s