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Documento desenvolvido pelo Eng. Gil Patrão

Transcript of Vencer Coimbra

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    Cmara Municipal de Coimbra,

    Motor do Desenvolvimento Econmico

    gil.patrao@hotmail.com sms 93 544 87 78

    C.P.S. de Coimbra do PSD

    ndice

    1. Prembulo 2. Introduo 3. Posicionamento de Coimbra, Cidade 4. partida, o que temos, hoje em dia? 5. O que faz falta? 6. O que fazer, ao nvel da Regio 7. O que fazer, ao nvel da Cidade

    7.1 O RIO 7.2 A BAIXA 7.3 A SLUM

    8. Acessibilidades e Mobilidade Urbana 8.1 Acessibilidades 8.2 Polticas de Mobilidade Urbana, com ligao Regio

    9. As Energias e a Cidade 9.1 O que fazer, na Cmara Municipal, na rea das energias 9.2 As Energias no Concelho de Coimbra

    10. O que fazer, para atrair empresas? 10.1 O que fazer, na Cmara Municipal, ao nvel das empresas 10.2 O que fazer, na Coimbra inovao Parque, E.M.

    11. O que fazer, no Turismo e na Cultura? 11.1 No Turismo 11.2 e na Cultura

    12. O que fazer no Desporto e na Noite 12.1 No Desporto 12.2 E na Noite

    13. O que ambicionamos ter? 14. Na Cmara Municipal o que falta, para impulsionar o

    desenvolvimento? 14.1 Gesto interna da Cmara Municipal de Coimbra

    15. Pelo que teremos de lutar, para nos desenvolvermos? 16. E agora, em plena crise, o que deveremos fazer, para ganhar a

    Cmara Municipal, motivando Coimbra? 17. Nota Final

    2 3 4 5 7 8 9 9 13 14 15 15 19 23 23 26 27 28 31 33 33 35 37 37 38 38 41 43 44 45 52

    Texto escrito respeitando o Acordo Ortogrfico da Lngua Portuguesa (1990)

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    1. Prembulo

    As IDEIAS so como os ventos, no interessa como nascem ou donde vm, sabemos

    que esto em permanente mudana, e que, ao serem expressas livremente, passam a

    ser de todos, no sendo de ningum.

    Tal como os ventos, as ideias MUDAM desertos, REMOVEM montanhas, AJUDAM a

    navegar e, com elas, DESCOBRIMOS NOVOS MUNDOS.

    Porque a esperana no morre nem desiste, a par do realismo e do pragmatismo de

    ao, tambm a utopia necessria para perseguir um futuro melhor, num mundo

    incerto, que evolui em profundas e contnuas mudanas.

    Sendo fundamental ouvir as pessoas, crucial dar voz sua voz, e concretizar, na ao

    do dia-a-dia dos muitos afazeres do executivo camarrio, os anseios coletivos, no

    esquecendo que, na gesto da coisa pblica, se deve divulgar, continuadamente, o que

    se faz e porque se faz, de forma a potenciar a capacidade de trabalhar em conjunto, e

    de nos desenvolvermos harmoniosamente, enquanto Sociedade.

    Se partilharmos, permanentemente, e de forma singela e humilde, as oportunidades

    de desenvolvimento, e os progressos alcanados, conquistaremos a confiana

    daqueles que so os protagonistas do desenvolvimento econmico, social e ambiental

    de Coimbra os seus habitantes, a quem queremos servir.

    As ideias e tpicos de ao apresentados constituem o ponto de partida dum trabalho

    que se quer coletivo e que, centrando o debate no crescimento econmico e no

    desenvolvimento integrado de Coimbra, permita continuar a melhorar,

    continuadamente - e desde j, sem esperar por novo ciclo eleitoral - a Qualidade de

    Vida dos seus habitantes.

    O documento inicia-se com breve introduo ao tema e pelo posicionamento da

    Cidade, a que se segue uma descrio muito sumria de alguns dos pontos fortes da

    Coimbra atual, seguindo-se uma anlise de necessidades existentes e a formulao de

    propostas de melhorias em diversos domnios, capazes de potenciarem o desempenho

    global. A exposio encontra-se estruturada sob duas perspectivas complementares,

    sendo uma espacial e outra setorial.

    Na abordagem espacial, abordam-se, de forma muito sinttica:

    A Regio de Coimbra, pugnando pela complementaridade de aes a desenvolver com

    alguns dos Municpios envolventes, para reforar a riqueza gerada.

    A Cidade de Coimbra, exemplificando o contributo de aes a desenvolver, em trs

    zonas distintas, para o incremento do desenvolvimento integrado, e que so:

    O Rio, pelo carcter marcante e distintivo da Cidade, pleno de potencialidades;

    A Baixa, pelo simbolismo da Cidade mercantil e artesanal nas empresas atuais;

    A Slum, como Montra Urbana da Coimbra contempornea.

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    Na abordagem setorial, identificam-se oportunidades, sendo indicadas algumas aes,

    necessrias para a sua concretizao, espraiando-se a anlise pelas:

    Acessibilidades, locais, regionais e internacionais, e Mobilidade Urbana, como

    fatores bsicos para o Crescimento Econmico e Desenvolvimento.

    Energias. Pelo peso na dvida, competitividade, ambiente e sustentabilidade,

    h que promover a Eficincia Energtica e a utilizao de Energias Renovveis.

    Empresas e Instituies, promotoras do crescimento e florescimento

    empresarial, de que tanto carecemos para fortalecer a nossa Economia.

    Turismo e Cultura, como setores relevantes e impulsionadores de muitas das

    Atividades Sociais e Econmicas da Cidade.

    Desporto e a Noite, pela singularidade da Cidade, que conta com uma muito

    elevada percentagem de jovens entre a sua populao residente.

    Ambiente, pelo valor atual e futuro da Sustentabilidade, na consolidao do

    Desenvolvimento de Coimbra, e da Regio em que a Cidade se insere.

    Social, pela necessidade de se ampliar, ao nvel local, a Solidariedade, numa

    poca de profunda crise econmica e social.

    Finalmente, so abordados alguns servios a incrementar qualitativamente, na Cmara

    Municipal, por constituir vetor estruturante do Desenvolvimento Integrado, tendo a

    Autarquia de se assumir como motor do crescimento econmico de Coimbra.

    2. Introduo

    inquestionvel o valor da Cidade de Coimbra, no s numa lgica de crescimento

    econmico local, mas numa perspetiva mais ampla, de posicionar Portugal na senda do

    desenvolvimento integrado, de forma sustentada, o que carece, necessariamente, de

    nos tornarmos, individual e coletivamente, cada vez mais competitivos.

    Na trade Conhecimento, Inovao e Tecnologia, capaz de reformar as Sociedades,

    Coimbra tem assumido, ao longo dos tempos, posicionamentos diversos.

    Nos ltimos anos, as diversas estruturas do saber, e poder, da Cidade, comearam a

    focalizar-se na realidade das empresas, procurando colocar a componente do

    conhecimento, enquanto Saber, ao servio do Desenvolvimento, de forma a

    corresponder s necessidades expressas das empresas na senda da inovao, o que

    passa, cada vez mais, pelo domnio integral das novas tecnologias, ao mais alto nvel

    conceptual, mas h que reconhecer que, em Coimbra, ainda nos falta muito para

    colocarmos os Empresrios, como criadores de emprego, no centro das nossas

    preocupaes coletivas.

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    Tambm o reforo das competncias do Estado,transferidas progressivamente para o

    Poder Local, tm conduzido as Autarquias a desempenharem papis mais ativos na

    prossecuo do bem-estar comum, pelo que as Cmaras Municipais so, atualmente,

    estruturas pblicas fulcrais, para atingirmos nveis mais elevados de desenvolvimento.

    No quadro existente de abrandamento do crescimento da economia europeia, inserida

    numa economia global que tarda em retomar nveis elevados de crescimento, a

    profunda crise econmica e social - que se sente crescentemente, e que se vive em

    Portugal - impe novas responsabilidades aos poderes pblicos.

    As autarquias devem prestar ateno crescente a fatores sociais como o desemprego,

    que condicionar a evoluo da despesa pblica que gerem, e tornar obrigatria no

    s a otimizao permanente de todo e qualquer investimento pblico, mas,

    especialmente, obrigar a escolhas cada vez mais seletivas de alocao dos escassos

    recursos humanos e financeiros de que podero dispor, no futuro prximo.

    Sendo fundamental motivar os Cidados, partilhar as nossas ideias e divulgar o que

    temos feito - e estamos a fazer, no ltimo mandato - sero as bases do que temos de

    construir, para assegurar uma adeso popular aos nossos ideais de democracia,

    integrao social e desenvolvimento econmico, para garantir a vitria que

    ambicionamos ter, nas prximas eleies autrquicas, para Servir Coimbra.

    3. Posicionamento de Coimbra, Cidade

    Poderemos sempre perguntar como encaramos o nosso futuro coletivo; muito

    provavelmente, as respostas individuais que fossem recebidas poderiam dividir-se, de

    modo geral, em trs perspetivas, recorrentes na sociedade coimbr:

    Perspetiva Saudosista

    Coimbra, Capital da Regio Centro

    Mas continuaremos a pensar, hoje, como sociedade esclarecida e organizada, que o

    nosso sucesso coletivo, capaz de impulsionar o nosso futuro, deve partir duma viso

    ancorada no passado, quando a realidade mostra a pujana doutras Cidades da regio?

    Perspetiva Futurista

    Coimbra no III Milnio

    habitual projetar a resoluo dos problemas atuais para um futuro distante, como se

    a simples passagem do tempo tudo permita resolver, o que obviamente no credvel,

    pelo que se questiona se devemos insistir apenas na utopia, como futuro.

    Perspetiva Realista

    Coimbra, Cidade com MUITO Passado e MAIS Futuro

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    Parecendo esta ltima abordagem mais abrangente e pragmtica, certo que, mais

    interessante do que afirmar cada um de ns a sua perspetiva de futuro, ser mais

    importante mobilizar Coimbra para o que podemos - e devemos - fazer agora, porque

    o futuro hoje.

    Com base nos Valores da Cidade, e de acordo com a Misso da Cmara Municipal,

    erigir uma Viso de Coimbra, que congregue vontades, tarefa que carece de um