VASODILATADORES E DIURETICOS

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    09-Jul-2015
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VASODILATADORES

INTRODUOSo frmacos que tem por finalidade dilatar

artrias e /ou veias. Principal finalidade de seu uso o decrscimo da presso arterial (causada pela vasodilatao), que o produto do debito cardaco pela resistncia vascular perifrica

CLASSIFICAO DOS VASODILATADORES

Vasodilatadores diretos (Minoxidil, Hidralazina)

Antagonistas dos canais de clcio

( Verapamil, Diltiazem, Nifedipina)

CLASSIFICAO DOS VASODILATADORES Inibidores da enzima conversora de

angiotensina I (Captopril, Enalapril, Cilazapril) e II (Losartan, Valsartan) Nitrovasodilatadores ( Dinitrato de

isossorbida, Nitroprussiato de sodio)

CLASSIFICAO DE ACORDO COM SEU MECANISMO PREDOMINANTE DE AO Vasodilatadores venosos (Nitratos) Vasodilatadores arteriolares ( Hidralazina,

Minoxidil) Vasodilatadores mistos ( Nitroprussiato de

sdio, IECA, Antagonistas de clcio )

INDICAES TERAPUTICASMais freqentes: Hipertenso Insuficincia cardaca congestiva Arritmias Angina de peito Enxaquecas Asma ou doena obstrutiva pulmonar crnica

VERAPAMILBloqueador dos canais de clcioHistrico: Dcada de 1960: Fleckenstein, Godfraind. Descoberta de frmacos que alteravam a contrao do msculo cardaco e liso ao bloquearem a entrada de clcio nos miocitos. Em 1962: Hass e Hartfelder descobriram efeitos especificos do verapamil diferentemente dos outros bloqueadores

Nome oficial Nome patenteado Verapamil (nome oficial) Dilacoron (nome patenteado)

Estrutura qumica

Propriedades fsico-qumicasPeso Molecular: 454,59 Caractersticas

Organolpticas: Lquido oleoso e viscoso, de cor amarela plida. Ponto de Ebulio: 243-246C pKa (constante de dissociao): 8,92 logP (octanol/gua): 3,79

Propriedades fsico-qumicasSolubilidade: Praticamente insolvel em gua (4,47mg/L) Pouco solvel em hexano Solvel em benzeno e ter Muito solvel em acetona, acetato de etilo e

clorofrmio (2)

Propriedades fsico-qumicas Cloridrato que usado um p cristalino

branco solvel em gua, e em solventes orgnicos.

SnteseVerapamil foi o primeiro medicamento dessa classe clinicamente til, e foi o resultado de tentativas de sntese de anlogos mais ativos da papaverina, um alcalide vasoativo encontrado na papoula

Mecanismo de ao O canal de clcio do tipo L o tipo

dominante no msculo cardaco e no msculo liso, e sabe-se que ele possui receptores para diversas drogas. A nifedipina liga-se a um local enquanto o verapamil e o diltiazem ligam-se a receptores estreitamente relacionados porem no idnticos situados em outra regio

Mecanismo de ao

O medicamento atua pelo lado interno da membrana e ligam se mais efetivamente a canais em membranas despolarizadas. A ligao da droga reduz a freqncia de abertura em resposta a despolarizao. Em conseqncia, observa-se acentuada reduo na corrente de clcio transmenbranosa associada, no msculo liso, a um relaxamento prolongado

Usos teraputicos Angina de peito Hipertenso arterial Cardiomiopatia hipertrfica Arritmias supraventriculares

Toxicidade e efeitos adversos Os efeitos colaterais mais observados so

causados pela vasodilatao excessiva e podem manifestar na forma de tonteira, hipotenso, cefalia e nuseas Bradicardia Exacerbao da insuficincia cardaca Hipotenso (uso intravenoso)

Toxicidade e efeitos adversos Verapamil pode aumentar a concentrao

srica de digoxina. Fribrilao ventricular Priso de ventre freqente com uso oral de verapamil

Metabolismo Absoro quase completa por via oral,

porem apresentam biodisponibilidade reduzida devido ao metabolismo heptico de primeira passagem. Efeitos tornam-se evidentes 30-60 minutos aps administrao oral (verapamil 15 min aps administrao intravenosa)

Metabolismo O frmaco liga-se em grau significativo s

protenas plasmticas (70 a 98%) A N-desmetilao do verapamil resulta na produo de norverapamil, que biologicamente ativo, porem muito menos potente que o composto original.

Contra-indicao O uso do verapamil contra indicado a

pacientes com disfuno ventricular . Pacientes com distrbios de conduo dos nodos SA ou AV e presses sistlicas inferiores a 90 mmHg No tratamento da intoxicao por digitlicos, podendo haver exarcebao dos distrbios de conduo do nodo AV

Posologia Na hipertenso: 40-320 mg/dia. Na angina, arritmias e miocardiopatias: 70-

150 microgramas/Kg, 80-160 mg de 8/8 hs.

DIURTICOS

PRINCPIOS DA AO DIURTICA Frmacos que aumentam o fluxo urinrio Aumentam a taxa de excreo de sdio e

cloreto Equilbrio fisiolgico Modificam o processamento renal de outros ctions (K+, H+, Ca2+, Mg2+), anions (Cl-, HCO3-, H2PO4-) e acido rico

MECANISMO DE TRANSPORTE DOS TUBULOS RENAIS

CLASSIFICAO DOS DIURTICOS Inibidores da anidrase carbnica

Indicaes clinicas: Glaucoma, Alcalinizao urinaria, Alcalose metabolica, Doena das montanhas aguda Ex: Acetazolamida

CLASSIFICAO DOS DIURTICOS Diurticos de ala

Indicaes clinicas: Edema pulmonar agudo, outras condies de edema, hipercalemia aguda Ex: Furosemida

CLASSIFICAO DOS DIURTICOS Diurticos Tiazdicos

Indicaes clinicas: Hipertenso, insuficincia cardaca Ex: Hidroclorotiazida

CLASSIFICAO DOS DIURTICOS Diurticos poupadores de potssio

Indicao clinica: Atenuar a resposta secretora de potssio Ex: Espironolactona, triantereno

CLASSIFICAO DOS DIURTICOS Diurticos osmticos

Indicaes clinicas: Aumento do volume urinrio, reduo da presso intracraniana e da presso intraocular Ex: Manitol

HIDROCLOROTIAZIDA

Nome oficial Nome patenteado 2H-1,2,4-Benzothiadiazine-7-sulfonamide,

6-chl-3,4-dihydro-,1,1-dioxideoro quimico) Clorana (nome patenteado) Hidroclorotiazida (nome oficial)

(nome

Estrutura qumica

Propriedades fsico-qumicas Solubilidade: Quase insolvel em gua Peso Molecular: 452,09 Caractersticas

Organolpticas:

P

cristalino branco Ponto de Ebulio: 223-228C pKa (constante de dissociao): 7,92 logP (octanol/gua): 4,01

Sntese obtida por reduo da posio 3,4 do anel

tiadiaznico da clorotiazida

Mecanismo de ao Inibe a reabsoro de cloreto de sdio no

tbulo contorcido distal ao bloquear o transportador de Na+Cl Aumenta a diurese e natriurese Aumentam efetivamente a reabsoro de Ca2+

Usos teraputicos Hipertenso arterial, isoladamente ou em

associao com outro anti- hipertensivo. Edemas associados com insuficincia cardaca congestiva, com cirrose heptica e com a terapia por corticosterides ou estrgenos.

Usos teraputicos Edemas relacionados a vrias formas de

disfuno renal, como sndrome nefrtica, glomerulonefrite aguda e insuficincia renal crnica

Toxicidade e efeitos adversos Gastrintestinais:

Anorexia, desconforto gstrico, nuseas, vmitos, constipao, ictercia colesttica, pancreatite. Sistema nervoso central: Vertigens, parestesia, cefalia. Hematolgicas: Leucopenia, agranulocitose, trombocitopenia, anemia aplstica, anemia hemoflica.

Toxicidade e efeitos adversos Cardiovasculares:

Hipotenso ortosttica (pode ser potencializada pelo lcool, barbitricos ou narcticos). Hipersensibilidade:Prpura, fotossensibilidade, urticria, erupo cutnea, reaes anafilticas. Outras: Hiperglicemia, glicosria, hiperuricemia, fraqueza, espasmo muscular.

Metabolismo A ligao de hidroclorotiazida s protenas

plasmticas de 68% e o seu volume aparente de distribuio 0,83-1,14 l/kg. A meia-vida varia entre 5,6 e 14,8 horas. a meia-vida de eliminao de 10-15 horas

Metabolismo Cruza a barreira placentria, mas no a

barreira hematoenceflica e excretada no leite materno No metabolizada, mas eliminada rapidamente pelo rim. No mnimo, 60% da dose oral eliminada inalterada dentro de 48 horas.

Contra-indicao Pacientes

com anuria e aqueles que apresentem hipersensibilidade hidroclorotiazida ou outros frmacos derivados da sulfonamida e tambm em pacientes com insuficincia renal grave.

Posologia Lactentes e crianas at 2 anos: dose diria

total de 12,5 a 25 mg administrada em 2 vezes. De 2 a 12 anos: dose 25 a 100 mg administrada em 2 vezes. A dose peditrica diria usual deve ser baseada em 2 a 3 mg/kg de peso corporal ou a critrio mdico, dividida em 2 tomadas.

Posologia Adultos: Hipertenso: Dose inicial: 50 a 100

mg/dia, em uma s tomada pela manh ou em doses fracionadas. Aps 1 semana ajustar a posologia at se conseguir a resposta teraputica desejada sobre a presso sangnea Edema: Dose inicial: 50 a 100 mg, uma ou duas vezes ao dia, at obter o peso seco do paciente.

REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS GODMANM E GILMAM 11 ed, cap 29,

pag 569 KATZUNG 4 ed, cap 15, pag 203