UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA ROSILENE .enfermagem nas crises hipertensivas, constando de

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    UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA

    ROSILENE DE ARAJO SILVA

    PLANO DE AO PARA ATENDIMENTO DE ENFERMAGEM NAS CRISES

    HIPERTENSIVAS NO PSF MURICI, MUNICPIO DE TAQUARANA- AL.

    FLORIANPOLIS (SC)

    2014

  • UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA

    ROSILENE DE ARAJO SILVA

    PLANO DE AO PARA ATENDIMENTO DE ENFERMAGEM NAS CRISES

    HIPERTENSIVAS NO PSF MURICI, MUNICPIO DE TAQUARANA- AL.

    FLORIANPOLIS (SC)

    2014

    Monografia apresentada ao Curso de

    Especializao em Linhas de Cuidado em

    Enfermagem Urgncia e Emergncia do

    Departamento de Enfermagem da Universidade

    Federal de Santa Catarina como requisito

    parcial para a obteno do ttulo de

    Especialista.

    Profa. Orientadora: Dra.Lucieli Dias Pedreschi

    Chaves.

  • FOLHA DE APROVAO

    O trabalho intitulado PLANO DE AO PARA ATENDIMENTO DE ENFERMAGEM NAS CRISES HIPERTENSIVAS NO PSF MURICI, MUNICPIO DE TAQUARANA-AL.de autoria da aluna ROSILENE DE ARAJO SILVA foi examinado e avaliado pela banca avaliadora, sendo considerado APROVADO no Curso de Especializao em Linhas de Cuidado em Enfermagem rea Urgncia e Emergncia.

    _____________________________________

    Profa. Dra.Lucieli Dias Pedreschi Chaves

    Orientadora da Monografia

    _____________________________________

    Profa. Dra.Vnia Marli Schubert Backes Coordenadora do Curso

    _____________________________________

    Profa. Dra.Flvia Regina Souza Ramos Coordenadora de Monografia

    FLORIANPOLIS (SC) 2014

  • DEDICATRIA

    A DEUS minha rocha e fortaleza.

    A minha me pelo apoio, dedicao e compreenso.

    Ao meu filho Edgar Neto pelo carinho e amor incondicional.

    Ao meu esposo Edilson pela compreenso, pacincia, amor e dedicao durante

    todo esse perodo.

  • AGRADECIMENTOS

    Agradeo a todos que direta ou indiretamente, contriburam para que este

    trabalho fosse realizado.

    A minha tutora Karla, que desde o incio do projeto se fez presente

    apoiando,acrescentando com seu conhecimento e experincia.

    Obrigada a minha orientadora Lucieli Dias Pedreschi Chaves, que muito contribuiu

    para minha formao, ampliando meus conhecimentos.

  • SUMRIO

    1. INTRODUO.......................................................................................................08

    2. FUNDAMENTAOTERICA..............................................................................11

    3. MTODO................................................................................................................15

    4. RESULTADO E ANLISE.....................................................................................17

    5. CONSIDERAES FINAIS...................................................................................24

    REFERNCIAS..........................................................................................................25

    APNDICE.................................................................................................................28

    RESUMO

  • A crise hipertensiva uma das complicaes da hipertenso arterial, caracterizada por um aumento abrupto da presso arterial, podendo ocorrer leso nos rgos alvo, o que potencializa risco de morte. Este trabalho um plano de ao que tem como objetivo, propor a implantao de protocolo de atendimento, conforme Ministrio da Sade, para atendimento s crises hipertensivas no PSF de Murici. Os dados foram obtidos em revistas; publicaes cientficas; artigos em jornais; fontes bibliogrficas; visitas e reunies com a equipe da unidade de Sade de Murici, bem como a anlise dos relatrios produzidos pela equipe de sade local nos programas de sade desenvolvidos. A UBS a porta de entrada para os pacientes em crises hipertensivas, pois se o paciente est em uma situao de urgncia ou emergncia hipertensiva, ele precisa de monitoramento da presso arterial continuamente, e reduo da presso imediatamente em minutos ou horas. Assim, a implantao desse protocolo contribuir para um atendimento preciso e correto, onde a equipe de enfermagem desenvolver habilidades tcnicas, conhecimentos cientficos e tomada de decises rpidas, para evitar maiores complicaes com os pacientes assistidos e consequentemente encaminhamentos desnecessrios a outros servios de urgncia e emergncia.

    Palavras-Chave: Plano de Ao. Atendimento. Crise Hipertensiva.

  • 1

    1 INTRODUO

    Esse trabalho teve como ponto de partida a participao em um projeto de

    interveno desenvolvido durante a realizao do estgio de observao na Unidade de

    Sade de Murici, no municpio de Taquarana/AL, onde o atendimento voltado para a

    famlia da localidade adscrita. A equipe composta por um mdico, uma enfermeira e

    sete agentes comunitrios de sade que realiza atendimento aos grupos de sade da

    mulher, sade da criana, hipertenso, diabticos, tuberculose, hansenase, entre

    outros.

    O programa Sade da Famlia (PSF) surgiu como uma estratgia de ateno

    em sade com a proposta de possibilitar a implementao plena das diretrizes do

    Sistema nico de Sade (SUS), visando colaborar para o acesso universal e equnime

    aos servios de sade, buscando a integralidade das aes que promovessem a

    qualidade de vida, e tendo na sua organizao os princpios da hierarquizao, a

    regionalizao e a descentralizao dos servios e da gesto, e ainda, regido sob a

    lgica de vigilncia sade (BRASIL, 2002).

    Trata-se de uma estratgia que se caracteriza por desenvolver um conjunto de

    aes, que apesar de priorizar as aes de promoo e preveno, o diagnstico, o

    tratamento, busca tambm realizar as aes de recuperao e de proteo sade,

    reorientando as prticas setoriais isoladas e reafirmando a incluso na prtica em

    sade de todos os profissionais, com aes coletivas e individuais de melhoria e

    manuteno da qualidade de vida. Assim, a equipe de sade deve resolver os

    problemas de sade de maior frequncia e relevncia dessa populao a partir da

    utilizao de tecnologias de elevada complexidade (conhecimento) e baixa densidade

    (equipamentos).

    O PSF foi criado oficialmente no Brasil em 1994 pelo Ministrio da Sade,

    (BRASIL 2004), constituindo um marco importante no setor sade, utilizado como

    mecanismo para atender ao disposto na Constituio Federal de 1988 e,

    especificamente, na Lei Orgnica da Sade, de 1990, que dispe sobre a promoo,

    proteo e recuperao da sade. Em virtude disso, constitui-se como o primeiro

    contato do usurio com o Sistema nico de Sade (SUS), pautado nos princpios do

  • SUS, da ateno primria sade e da sade da famlia que so internacionalmente

    reconhecidos.

    A Hipertenso Arterial Sistmica a mais frequente das doenas

    cardiovasculares. No Brasil so cerca de 17 milhes de portadores de hipertenso

    arterial, 35% da populao de 40 anos e mais. E esse nmero crescente; seu

    aparecimento est cada vez mais precoce e estima-se que cerca de 4% das crianas e

    adolescentes tambm sejam portadoras (BRASIL, 2006).

    Segundo Brunner&Suddarth (2005) presso arterial a fora com a qual o

    corao bombeia o sangue atravs dos vasos. determinada pelo volume de sangue

    que sai do corao e a resistncia que ele encontra para circular no corpo. Ela pode ser

    modificada pela variao do volume de sangue ou viscosidade (espessura) do sangue,

    da frequncia cardaca (batimentos cardacos por minuto) e da elasticidade dos vasos.

    A hipertenso uma presso sistlica superior a 140 mmHg e uma presso diastlica

    maior de 90 mmHg, durante um perodo sustentado, com base na mdia de duas ou

    mais mensuraes da presso arterial, obtidas em dois ou mais contatos com o

    profissional de sade, depois de uma triagem inicial.

    A hipertenso arterial pode ser classificada segundo sua causa de base (primria

    ou secundria) e de acordo com os nveis tensionais. A hipertenso primria ou

    essencial representa aproximadamente 95% dos casos de hipertenso e se caracteriza

    por no possuir etiologia definida, mesmo quando exaustivamente investigada,

    possuindo importante componente gentico e ambiental. J a hipertenso arterial

    secundria, que corresponde a cerca de 5% dos indivduos hipertensos, apresenta

    etiologia definida e possibilidade de cura com tratamento da doena primria (CORRA

    et al., 2006).

    A carga de doenas representada pela morbimortalidade devida doena

    muito alta e por tudo isso a Hipertenso Arterial um problema grave de sade pblica

    no Brasil e no mundo (BRASIL, 2006).

    Segundo o Ministrio da Sade estima-se que cerca de 15 milhes de

    hipertensos desconhea sua condio. Em relao ao tratamento, a estimativa de que

    apenas 7 milhes estejam sendo tratados (ZENI 2008) , ocorrendo ento, o risco dos

    pacientes em desenvolver as crises hipertensivas.

  • Crise hipertensiva a elevao, repentina, rpida, severa, inapropriada e

    sintomtica da presso arterial, em pessoa normotensa ou hipertensa. Os rgos alvo

    da crise hipertensiva so: os olhos, rins, corao e crebro. A crise hipertensiva

    apresenta sinais e sintomas agudos de intensidade severa e grave com possibilidades

    de deteriorao rpida dos rgos alvo. Pode haver risco de vida potencial e imediato,

    pois os nveis tensionais estaro muito elevados, superiores a 110 mmHg de presso

    arterial diastlica ou mnima (ABC SADE, 2013).

    No PSF de Murici, situado no municpio de Taquarana-AL, existe cerca de 198

    hipertensos, onde uma parte desses pacientes no fazem uso correto do medicamento,

    ocorrendo assim s crises hip