Trovadorismo ao romantismo 2014

Click here to load reader

  • date post

    10-Jul-2015
  • Category

    Documents

  • view

    671
  • download

    0

Embed Size (px)

Transcript of Trovadorismo ao romantismo 2014

  • Joan MirInterior holands, 1928Hendrick SorghO tocador de alade, 1661

  • O mundo e a realidade podem ser fenmenos objetivos, mas os olhares que recaem sobre eles so subjetivos.Van Gogh, Noite Estrelada, 1889

  • Por meio da palavra, o homem fez registros de ordem documental e prtica, firmou acordos e contratos, enviou mensagens, colecionou informaes. Mas algum dia usou a palavra como expresso de idias e sentimentos mais profundos, criou perspectivas novas e formas mais intensas e significativas para express-las, e a Literatura se fez.

  • O texto literrio carregado de novos sentidos, pois sempre uma recriao. Uma idia, um sentimento, uma histria podem ser transformados em texto. Denotao (sentido real) Conotao (sentido figurado)Organiz-lo em versos ou em prosa, explorar as caractersticas de um gnero narrativo, lrico ou dramtico so alguns dos recursos de que o escritor dispe para torn-lo literrio.

  • As cantigas podem ser classificadas em:

    gnero lrico:

    gnero satrico:

  • formosura sem falhasque nunca um homem viu tantopara o meu mal e meu quebranto!Como entre as pedras o rubia melhor sois de quantas vi.Caractersticas:

    eu-lrico masculino mulher superior socialmente amor sem correspondncia origem provenal (sul da Frana)

  • Por Deus, coitada vivo,Pois no vem meu amigo,Pois no vem, que farei?Caractersticas:

    eu-lrico feminino mulher campesina (lamento da ausncia do amado) amor possvel origem Pennsula Ibrica

  • Caractersticas: stira indireta uso da ironia e do equvoco O que vejo agora, j foi profetizadopor dez e cinco, os sinais do fim.Anda neste mundo tudo misturado:faz-se peregrino o mouro ruim.

  • Caractersticas: stira direta, sem disfarce inteno difamatria palavres e xingamentos Ai, dona feia, foste-vos queixarDe que nunca vos louvo em meu trovar;E umas trovas vos quero dedicarEm que louvada de toda maneira;Sereis; tal o meu louvar:Dona feia, velha e gaiteira.

  • Pgina do Cancioneiro da Ajuda Da Ajuda Da Vaticana Da Biblioteca nacional de Lisboa

  • Comigo me desavim,Sou posto em todo perigo;No posso viver comigoNem posso fugir de mim.Com dor, da gente fugia,Antes que esta assim crescesse;Agora j fugiriaDe mim, se de mim pudesse.Que meio espero ou que fimDo vo trabalho que sigo,Pois que trago a mim comigoTamanho imigo de mim?S da Miranda

  • Antropocentrismo. Bifrontismo Declnio da organizao feudal. Grandes navegaes. Ascenso da burguesia. Desenvolvimento do comrcio.

    Divulgao da cultura, aparecimento da imprensa.

  • Poesia palaciana (separada da msica, os temas so De circunstncias e de contradies amorosas). Mtrica redondilhos menor 5/ maior 7. Ferno Lopes, primeiro cronista-mor do Reino. Cancioneiro Geral, de Garcia de Resende 1516.

  • Nasceu por volta de 1465, no se conhece sua formao escolar, mas deve ter freqentado alguma escola do tempo ou, pelo menos, deve ter sido orientado por algum religioso culto, na sua adolescncia.

  • Monlogo do Vaqueiro Floresta de Enganos A Farsa de Ins Pereira Auto da Barca do Inferno

  • O teatro de Gil Vicente provm de uma tradio do fim da Idade Mdia, afastando-se totalmente dos princpios do teatro clssico.

  • Concentrao, princpio das trs unidades:

    ao; tempo; lugar.

  • Gil Vicente caminha para a ampliao dos temas, para o aumento da populao do palco, para uma durao cada vez maior da ao e para a mais audaciosa justaposio de lugares. Abre a cena a todas as classes sociais e pratica as maiores liberdades na construo das situaes e no uso da linguagem.

  • 1527 S de Miranda traz a Medida Nova da Itlia.

  • MEDIDA NOVA:

    versos decasslabos formas fixas soneto temas clssicos teatro (comdia e tragdia)

  • Antropocentrismo: o homem como centro do universo;

    imitao dos autores clssicos: Homero, Virglio, Ovdio;

    predomnio da cincia e da razo sobre os sentimentos, o que justifica uma linguagem que preocupa ser impessoal;

  • sujeio a regras rgidas de contedo e forma; clareza e objetividade; Culto da antigidade greco-latina (Mimese); Idealismo, em que o homem aparece sob a marca da perfeio, distante dos homens comuns (um super-heri);

  • Uso da mitologia, em que os deuses e as musas, inspiradoras dos clssicos gregos, ressurgem para os clssicos. o amor platnico, que exalta a idia de que o amor deve ser Impessoalidade, pois o importante so as verdades universais, eternas. O individual, o particular devem ser desprezados. o amor platnico, que exalta a idia de que o amor deve ser sublime, elevado, espiritual, puro, no fsico;

  • Sua lrica a medida velha e a medida nova marcadas por traos maneiristas, antecipadores do Barroco.

  • O TEMA DO AMOR Amor sensual - Amor espiritual - O amor platnicoAmor fogo que arde sem se ver; ferida que di e no se sente; um contentamento descontente; dor que desatina sem doer;

  • um no querer mais que bem querer; solitrio andar por entre a gente; nunca contentar-se de contente; cuidar que se ganha em se perder;

  • querer estar preso por vontade; servir a quem vence, o vencedor; ter com quem nos mata lealdade.

  • Mas como causar pode seu favor Nos coraes humanos amizade, Se to contrrio a si o mesmo Amor?

  • Os temas da instabilidade da vida e do desconcerto do mundo.Os bons vi sempre passar No Mundo graves tormentos; E para mais me espantar, Os maus vi sempre nadar Em mar de contentamentos. Cuidando alcanar assim O bem to mal ordenado, Fui mau, mas fui castigado. Assim que, s para mim, Anda o Mundo concertado.

  • epopia que celebra um heri (o povo portugus).

    apresenta o gnero pico: o momento Renascimento o assunto conquista dos mares

    narra a viagem de Vasco da Gama s ndias. ESTRUTURA : Dez cantos 1102 estrofes Oitava rima 8816 versos

  • PROPOSIOApresentao do assuntoINVOCAONinfas do Rio TejoDEDICAOD. SebastioNARRAOA viagem de Vasco da Gama, A histria de Portugal e a luta dos deuses do OlmpoEPLOGOCrtica decadncia do pas e tom de desalento

  • Baco e Netuno (contrrios aos portugueses) Vnus e Marte (defensores dos portugueses).

  • Episdio lrico-amoroso que simboliza a fora e a veemncia do amor em Portugal.

  • Crtica s navegaes; expresso rigorosa do conservadorismo.

  • Mitologia clssica, simboliza a superao do medo do mar tenebroso.

  • Ilha paradisaca, surpresa de Vnus; Mquina do Mundo Senhores dos segredos do Universo.

  • Literatura de viagens escritos informativos sobre o Brasil..

  • Tem-se quatro modalidades:

    TEXTOS INFORMATIVOS descrio da terra (deslumbramento) Carta de Pero Vaz de Caminha 01 de Maio de 1500. TEXTOS PROPAGANDSTICOS atrair colonos (exagerando na potencialidade das terras).

  • TEXTOS DE VIAJANTES ESTRANGEIROS - inventariando as riquezas.

    TEXTOS CATEQUTICOS - voltados para conversas religiosas (moral).

  • Arte do exagero; do conflito; do contraste; da dvida e do dilema.

  • Fundir e conciliar.Fuso dos contrrios.A expresso de um sentimento de desequilbrio; de frustrao; de instabilidade.Somado ainda represso inquisitorial da Contra Reforma.

  • Teocentrismo x Antropocentrismo F x Razo Cu x Terra Virtude x Prazer Ascetismo x Hedonismo Acmulo de anttese: paradoxo; oxmoro.

  • Quer fundir os contrrios; integr-los atravs das figuras de linguagem:

    Incndio em mares de gua...

    Rio de neve em fogo...

  • aspectos cruis, dolorosos e sangrentos; espetculos trgicos; desinformao pelo exagero.

  • medo e dvida = viso desencantada do mundo; morte constante preocupao, diante das incertezas da vida.

  • tensa e conflituosa, pois, as alegorias bblicas misturam-se com a mitologia pag.

  • apresenta um labirinto de imagens e idias; manipulando as palavras, abusando das figuras de linguagem; apresenta o niilismo temtico.

  • Explorao de imagens rebuscadas. Descreve atravs de cores, sons, jogo de palavras, nas metforas. Assim: lgrima = cristal dos olhos dentes = prolas da boca cor do rosto = rosada aurora

  • Explorao de idias e de conceitos mais do que imagens; Voltado para o significado, busca a lgica. Exemplo: O todo sem a parte no todo;A parte sem o todo no parte;Mas se a parte faz o todo, sendo parte;No se diga que parte, sendo todo.

  • Portugueses exerciam explorao predatria; Jesutas cuidavam da educao; Imprensa estava proibida;

  • Grandes latifundirios no poder; Atividade agrcola = cana-de-acar (no se podia fabricar nada); Portugueses mantinham monoplio do comrcio; Jesutas o monoplio da cultura e submisso.

  • Manifestaes literrias isoladas, pois no h estrutura social.

    O poema pico Prosopopia, de Bento Teixeira Pinto, inaugura o Barroco no Brasil, em 1601. Vida na Colnia, em torno dos engenhos de acar, concentrados na Zona da Mata Nordestina.

  • Produziu stiras irreverentes, as quais justificam o apelido Boca do Inferno. Envolveu-se em inmeras aventuras, foi degredado para Angola, voltou para o Brasil e foi para Recife. Gregrio de Matos e Guerra nasceu na Bahia, estudou em Coimbra, onde se formou em Direito.

  • Poesia Lrica: figura feminina encantadora fugacidade da beleza brevidade da vidaOntem quando te vi, meu doce emprego, to perdido fiquei por ti, meu bem, que parece este amor nasce, de quem por amar-te j vive sem sossego.

  • Poesia Religiosa:

    conflito vida x morte splicas pelo perdo conscincia do pecadoEstou, Senhor, da vossa mo tocado,e este toque em flagelo desmentidoera