Tarzan, O Invencivel - Tarzan - - Edgar Rice Burroughs

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Tarzan, seu macaco Nkima e Chefe Muviro com seus fiéis guerreiros Waziris, evitam que comunistas soviéticos de saqueiem a cidade perdida de Opar.

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  • DADOS DE COPYRIGHT

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    "Quando o mundo estiver unido na busca do conhecimento, e no mais lutandopor dinheiro e poder, ento nossa sociedade poder enfim evoluir a um novo

    nvel."

  • Edgar Rice Burroughs

    TarzanO Invencvel

    Traduo de Paulo de FreitasDigitalizao de Digital Source

    Formatao de LeYtor

  • Traduo dePAULO DE FREITAS "CODIL" COMPANHIA DISTRIBUIDORA DE LIVROSSAO PAULO Do original norte-americano:TARZAN THE INVINCIBLE 1959Direitos para a lngua portuguesa adquiridos pelaCOMPANHIA EDITORA NACIONALRua dos Gusmes, 639 So Pauloque se reserva a propriedade desta traduo,cedidos especialmente para a"CODIL"COMPANHIA DISTRIBUIDORA DE LIVROS.Impresso nos Estados Unidos do Brasil Printed in the United States of Brazil

  • CAPTULO 1O pequeno Nkima No sou historiador, nem cronista de fatos. Alm disso, estou plenamente

    convencido de que h certos temas que os novelistas devem deixar de parte. Entre eles,os assuntos polticos e religiosos. Contudo, no me parece contrrio tica de quandoem quando a gente lanar mo de uma ou outra idia de qualquer desses temas, contantoque ao desenvolv-lo ressalte inconfundvel impresso de novela.

    Se a histria que vou contar aparecesse nos jornais de duas certas potnciaseuropias, era bem possvel que se desencadeasse uma outra e inda mais terrvel guerramundial. Nesse ponto no estou particularmente interessado. O assunto interessa-mepor tratar-se de uma boa novela que de perto se adapta s minhas exigncias, uma vezque Tarzan dos Macacos intimamente se acha ligado a muitos dos seus maisemocionantes episdios.

    No vou enfad-lo, leitor, com a inspida histria poltica, de sorte que no inutilmente que lhe vou impor, ao esprito, a tentativa de decifrar os nomes fantsticosde que me utilizarei para descrever certos povos e certos lugares, uns e outros, a meuver, para maior garantia da paz e do desarmamento, devem permanecer incgnitos.

    Acolha a novela simplesmente, como j acolheu outras histrias de Tarzan, onde, de esperar-se, encontrar entretenimento e repouso. E se achar alimento para reflexes,tanto melhor.

    Sem dvida, poucos dos meus leitores viram, e muito menos ainda se lembram deter visto um despacho noticioso, h algum tempo inconspicuamente impresso nosjornais, registrando o boato de que as tropas coloniais francesas, estacionadas emSomaliland, na costa nordeste da frica, haviam invadido a colnia italiana na frica.Atrs dessa reportagem acha-se a histria de conspirao, intriga, aventura e amor, umahistria cheia de patifes e de loucos, de homens valentes e de lindas mulheres, umahistria de animais da floresta e da jngal.

    Se uns poucos dos meus leitores leram a notcia dos jornais, sobre a invaso daSomaliland italiana, na costa nordeste da frica, igualmente fato que ningum assistiuao terrvel incidente que se verificou no interior africano, pouco antes daquelaocorrncia. Que este fato possivelmente no pudesse ter nenhuma ligao, no que querque fosse, com a intriga europia internacional, ou com o destino das naes, coisa quenem mesmo parece remotamente possvel. Isto porque se trata simplesmente de ummacaquinho, fugindo atravs das frondes de rvores e gritando de terror. Era opequeno Nkima, perseguido por um enorme macaco selvagem, muitssimo maior queele.

    Felizmente para a paz da Europa e do mundo, a velocidade do perseguidor de formaalguma era proporcional sua desagradvel disposio de nimo, de sorte que Nkimalogrou escapar. No obstante, embora j h tempo que o enorme macaco haviaabandonado a perseguio, o macaquinho continuou a fugir pelas frondes das rvores,gritando com sua vozita sibilante, pois o terror e a fuga eram as duas maiores atividadesdo pequeno Nkima.

  • Talvez fosse o cansao, mas muito provavelmente uma lagarta ou ninho depassarinho que eventualmente puseram termo fuga de Nkima e o tornaram resmungoe palrador, num oscilante ramo, muito acima do solo da jngal.

    O mundo em que o pequeno Nkima nascera, parecia-lhe verdadeiramente ummundo terrvel, e ele passava grande parte de seu tempo resmungando contra isso. Opequeno Nkima tinha a impresso de que o mundo era povoado de criaturas ferozes ecolossais, que gostavam de carne de macaco. Havia Numa, o leo, Sheeta, a pantera, eHistah, a serpente um triunvirato que lhe tornava inteiramente inseguro seu mundo,desde a mais elevada copa de rvore at ao solo. E ainda havia os grandes macacos, osmacacos de menor porte, os baboons e inumerveis espcies de outros macacos, que Deusfizera maiores do que o pequeno Nkima e do que quantos pareciam alimentar mvontade contra ele.

    Tome-se, por exemplo, a selvagem criatura que inda h pouco o perseguia. Que lhefizera, o pequeno Nkima? Simplesmente lhe atirara um pedao de pau quando ela estavadormindo numa forquilha de rvore, e precisamente por esse motivo perseguiu opequeno Nkima, sem sombra de dvida com intenes homicidas. A expresso pormim usada sem o propsito de emprestar qualquer reflexo a Nkima. Jamais ocorreu aomacaquinho, como parece nunca ter ocorrido a certo povo, que, tal qual a beleza, osentimento de humor por vezes pode ser fatal.

    Meditando sobre as injustias da vida, o pequeno Nkima estava muito triste. Masuma outra e mais pungente causa havia para confranger-lhe o coraozinho. H muitas,muitas luas passadas o seu amo desaparecera e deixara-o. Verdade que o deixara numalinda e confortvel casa onde era alimentado por gente bondosa, mas o pequeno Nkimaextraviou-se do grande Tarmangani, cujo ombro nu era o nico e protetor refgio deonde podia, com perfeita impunidade, atirar insultos ao mundo. Desde ento, por muitotempo o pequeno Nkima desafiava os perigos da floresta e da jngal, em procura de seubem-amado Tarzan.

    Medidos, como so, os coraes pelo que contm de amor e lealdade, e no pordimetros em polegadas, o coraozinho do pequeno Nkima era muito grande. Togrande que o ser humano comum podia nele esconder o seu prprio corao, bem comoa prpria pessoa, e por muito tempo o macaquinho sentiria uma grande dor em seudiminuto peito. Contudo, para felicidade do pequeno Manu, o seu esprito estava de talmodo disposto, que facilmente se distraa, mesmo de uma grande tristeza. Umaborboleta ou saborosa larva podiam subitamente prender-lhe a ateno, imersa emprofundas reflexes, o que era um bem. Caso contrrio, seria capaz de morrer detristeza.

    Agora, como lhe voltassem os melanclicos pensamentos ao contemplar a sua perda,a direo destes subitamente se desviou ao perpassar de uma brisa da jngal, que lhetrouxe aos afinados ouvidos um som, o qual no era prprio da jngal, pois que ossons da jngal constituam parte de seus instintos hereditrios. Era uma discordncia. Eo que seria aquilo que trazia discordncia dentro da jngal, bem como no quer que fosseem que se intrometesse? O homem. Vozes de homens que Nkima ouvira.

    Silenciosamente o macaquinho deslizou atravs das rvores, em direo ao lugar deonde vinham os sons. Presentemente, como os sons se tornassem mais fortes,

  • evidenciou-se tambm a definida e final prova de identidade dos seus autores naquiloem que Nkima ou outro qualquer habitante da jngal estivesse interessado o faro dapresa.

    O leitor j viu um co, talvez o seu prprio co, reconhecer o amo pela vista.Entretanto, acaso esse animal se sentia plenamente satisfeito enquanto a evidncia de seusolhos no fosse posta prova e o fato provado pelas sensitivas narinas?

    Foi o que sucedeu com Nkima. Os ouvidos lhe sugeriram a presena de homens, eagora as narinas definitivamente lhe asseguravam que os homens estavam perto. Em suamente, Nkima no os tinha como homens, mas como grandes macacos: entre eles haviaGomangani, grandes macacos pretos e homens negros. Foi isso que lhe disse o nariz. Ehavia tambm Tarmangani. Estes, que para Nkima eram grandes macacos brancos, eramhomens brancos.

    Avidamente suas narinas farejaram o familiar cheiro do seu querido Tarzan, mas alino o encontrou, mesmo antes de ter sob as vistas os estrangeiros.

    O acampamento para onde, no momento, Nkima olhava do cimo de uma rvorevizinha, estava admiravelmente disposto. Evidentemente ali j se achava armado h dias,e possivelmente ali continuaria por mais tempo. No era fruto de trabalho noite. Haviaas tendas dos homens brancos e as tendas dos rabes, primorosamente levantadas quaseque com preciso militar, e atrs as cabanas dos negros, levemente construdas demateriais de que a natureza dotara o lugar.

    Na parte fronteira e aberta de uma tenda achavam-se sentados vrios bournoosedbedunos, bebendo seu indefectvel caf; sombra de uma grande rvore, defronte umaoutra tenda, quatro homens brancos empenhavam-se em jogo de cartas; entre as cabanasnativas um grupo de valentes guerreiros de Galla divertia-se com a minkala. Havia,tambm, negros de outras tribos, homens do este africano e da frica Central, com umqu dos negros da costa oeste.

    Causaria pasmo, ao experimentado viajante da frica ou ao caador, catalogar estavariada reunio de raas e cores. Excessivamente grande o nmero de pretos parajustificar a crena de que todos eram carregadores, porquanto arrumadas todas asbagagens do acampamento, pronto para ser removido, caberia uma pequena frao