Serie Tarzan-05-Tarzan e as Joias de Opar

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    EDGAR RICE BURROUGHS

    TARZAN

    E AS JIAS DE OPAR

    Tarzan and the Jewels of Opar Copyright 2011 Edgar Rice Burroughs

    Publicado originalmente em 1915Traduzido por Godofredo Rangel

    Verso para E-Book sem fns lucratvos

    Cultura Digital / Sebo Digitalosebodigital.blogspot.com

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    NDICE

    CAPTULO I - BELGA E RABE........................................................... 5CAPTULO II - A CAMINHO DE OPAR.............................................. 11CAPTULO III - O APELO DA MATA ..................................................17CAPTULO IV - VATICINIO CUMPRIDO............................................ 23CAPTULO V - O ALTAR DO DEUS FLAMEJANTE.............................. 29

    CAPTULO VI - O ATAQUE DOS RABES.......................................... 35CAPTULO VII - A SALA DAS JIAS DE OPAR................................... 41CAPTULO VIII - A FUGA DE OPAR.................................................. 45CAPTULO IX - O FURTO DAS JIAS................................................ 51CAPTULO X - ACHMET ZEK V AS JIAS........................................ 59CAPTULO XI - TARZAN VIRA BICHO OUTRA VEZ............................ 67CAPTULO XII - LA BUSCA VINGANA............................................ 75CAPTULO XIII - CONDENADO TORTURA E MORTE..................... 79CAPTULO XIV - SACERDOTISA, POREM MULHER.......................... 87CAPTULO XV - A FUGA DE WERPER.............................................. 95CAPTULO XVI - TARZAN DE NOVO TESTA DOS MANGANIS...... 105CAPTULO XVII - JANE CLAYTON EM PERIGO MORTAL................. 115CAPTULO XVIII - A LUTA PELO TESOURO..................................... 123CAPTULO XIX - JANE CLAYTON E AS FERAS DA MATA.................. 133CAPTULO XX - JANE CLAYTON NOVAMENTE PRISIONEIRA.......... 141

    CAPTULO XXI - A FUGA PARA A FLORESTA.................................. 149CAPTULO XXII - TARZAN RECOBRA A MEMRIA......................... 157CAPTULO XXIII - UMA NOITE DE TERROR.................................... 167CAPTULO XXIV - VOLTA AO LAR................................................... 175

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    CAPTULO I

    BELGA E RABE

    O tenente Albert Werper devia somente ao prestgio do nome o no

    ter sido expulso das leiras do exrcito. A principio cara humildementeagradecido de o terem mandado para esta guarnio do Congo, esquecidade Deus, em vez de o submeterem a conselho de guerra, como to justa-mente merecia: mas agora seis meses daquela monotonia, daquela solidopavorosa tinham produzido uma mudana. O rapaz ruminava continua-mente a sua m sorte. Passava os dias entregue a um sentimento mrbidode pena de si mesmo, sentimento que acabou engendrando em seu espritoraco e vacilante o dio por aqueles que o haviam mandado para ali pe-los mesmos homens aos quais a principio se mostrava intimamente agra-decido por lhe terem eles poupado a ignomnia da degradao.

    inha saudades da boa vida de Bruxelas, lastimando-lhe a perdacomo jamais lastimara os pecados que o haviam arrancado mais alegredas capitais. E medida que passavam os dias, oi concentrado o seu res-sentimento na pessoa daquele que representava no Congo a autoridade queo tinha exilado o seu capito e superior imediato.

    Este ocial era um homem seco e taciturno, inspirando pouca aei-o aos que serviam diretamente sob suas ordens, mas respeitado e temidopelos soldados negros da pequena guarnio.

    Werper costumava car horas inteiras de olhos tos no seu superior,

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    quando os dois, depois do jantar, se sentavam na varanda do alojamentocomum, umando num silencio que nenhum parecia desejoso de quebrar.O dio insensato do tenente degenerou anal numa espcie de mania. In-terpretava a taciturnidade natural do capito como uma inteno estuda-

    da de insulta-lo por causa dos seus precedentes. Imaginou que o superiorlhe votava desprezo, e assim ervia interiormente, at que uma noite a sualoucura se tornou subitamente homicida. Apalpou a coronha do revolver,apertou os olhos e contraiu as sobrancelhas. Por m alou.

    a ultima vez que o sr. me insulta! gritou, pondo-se de p. Sou um ocial e um gentleman. Isto no pode continuar assim, e euexijo uma satisao de sua parte!

    O capito, com uma expresso de surpresa nos olhos, voltou-se para

    o seu subalterno, j vira antes muitos homens com a loucura da mata im-pressa na sionomia a loucura causada pela solido, pelas cismas semm, e talvez por um acesso de ebre.

    Levantou-se e estendeu a mo para o ombro do rapaz. Ia dizer algu-mas palavras serenas de conselho; mas no chegou a pronuncia-las. Werpertomou o gesto do superior por uma tentativa de atracar-se com ele. O seurevolver estava altura do corao do capito, e este mal dera o primeiro

    passo, quando Werper puxou o gatilho. Sem um gemido, o homem tombouno soalho tosco da varanda. Ao mesmo, tempo as nvoas que obscureciamo crebro de Werper se dissiparam, de sorte que ele pde ver-se a si prprioe ao ato que acabara de praticar, como os veriam aqueles que o deveriamjulgar.

    Ouviu o rumor de exclamaes excitadas partidas do alojamentodos soldados. Sentiu que corriam na sua direo. Iam agarra-lo, e se noo matassem, haveriam de leva-lo Congo abaixo aonde um tribunal militar

    regularmente instaurado aria o mesmo anal de contas.Werper no desejava a morte. Jamais ansiara tanto pela vida como

    naquele momento, em que perdera to agrantemente todo o direito de viver. Os homens aproximavam-se. Que devia azer? Relanceou os olhosem torno, como a procurar a orma tangvel de uma escusa legitima para oseu crime; mas nada encontrou seno o corpo do homem que matara tosem motivo.

    Em desespero de causa, voltou-se e ugiu soldadesca j perto. Atra-vessou correndo a estacada, apertando ainda o revolver na mo. No portoa sentinela pretendeu det-lo. Werper no parou para explicar-se ou imporo prestgio do seu posto apenas levantou a arma e abateu o preto inocen-te. Um instante depois, o ugitivo abria o porto e desaparecia na escurido

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    da mata, no sem ter antes transerido para a sua pessoa a carabina e ocinturo de munies da sentinela morta.

    oda aquela noite, Werper entranhou-se cada vez mais longe no co-rao do ermo. De vez em quando a voz de um leo azia-o estacar escuta;

    mas de carabina engatilhada e pronto para atirar prosseguia caminho, maistemeroso dos homens que lhe vinham no encalo do que dos carnvorosbravios com que poderia deparar.

    Anal rompeu a madrugada, mas o homem continuou a caminhar.odas as suas sensaes de ome e adiga apagavam-se nos terrores de po-der ser capturado. S pensava numa coisa: ugir! No ousava parar paradescansar ou comer enquanto houvesse risco de ser alcanado, e por issocontinuou penosamente at cair exausto. Quanto tinha andado no sabia

    nem procurou saber. Quando no pde mais ugir, a noo de ter chegadoao limite de suas oras perdeu-se na inconscincia de um esgotamentocompleto.

    E oi nessas condies que Achmet Zek, o rabe, o encontrou. Ossequazes de Achmet estiveram a pique de traspassar a lana o corpo doinimigo hereditrio; mas Achmet queria a coisa eita de outra maneira. Pri-meiro interrogaria o belga. Era mais cil interrogar um homem primeiro e

    depois mata-lo do que mata-lo primeiro e depois interroga-lo.Por isso ez transportar sua tenda o tenente Albert Werper e alimandou os escravos administrarem ao prisioneiro pequenas pores de vi-nho e alimento, at que nalmente o ugitivo recobrou os sentidos. Quan-do ele abriu os olhos viu em torno de si as caras daqueles negros estranhose do lado de ora da tenda a gura de um rabe. Em parte alguma o unior-me dos seus soldados.

    O rabe voltou-se e vendo os olhos abertos do prisioneiro tos nele

    penetrou na tenda. Sou Achmet Zek anunciou. Quem s tu, e que estavas azen-

    do no meu pas? Onde esto os teus soldados?Achmet Zek! Os olhos de Werper arregalaram-se; o seu corao ra-

    queou. Estava nas garras do mais terrvel dos degoladores de um homemque odiava a todos os europeus, especialmente os que vestiam o uniormeda Blgica. Havia anos que as oras militares do Congo belga aziam guer-

    ra inrutera a este chee e seus sequazes uma guerra em que nem de umlado nem de outro se pedia ou esperava merc.Mas agora no prprio dio do homem pelos belgas via Werper um

    tnue raio de esperana para si. Ele tambm era um rprobo e um proscri-to. At a, pelo menos, tinham um interesse comum, e Werper decidiu tirar

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    todo o partido possvel dessa circunstncia. Ouvi alar de ti respondeu e vim tua procura. A minha

    gente voltou-se contra mim. Odeio-a. Agora mesmo os soldados da minhanao andam no meu encalo para matar-me. Eu sabia que tu haverias de

    proteger-me contra eles, pois tambm os odeias. Em troca passarei ao teuservio. Sou um bom soldado. Sei guerrear, e os teus inimigos so meusinimigos.

    Achmet Zek tava em silencio o europeu. A sua mente revolvia mui-tos pensamentos, o principal dos quais era que o estrangeiro lhe estavamentindo. Mas era bem possvel que no, e se tinha alado a verdade, entoa proposta merecia considerao, pois combatentes nunca eram demais especialmente homens brancos com o tirocnio das coisas militares que um

    ocial europeu costuma possuir.Achmet Zek amarrou a cara e Werper sentiu-se perdido; mas Werper

    no conhecia Achmet Zek, que era h