Rotenberg I. História da Insensatez

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  • Caro(a) leitor(a),

    A aquisio deste e-book - que conta a histria da equivoca-da e decadente civilizao em que vivemos como resultado do predomnio, entre a grande maioria dos dirigentes, do cultivo da hipocrisia e da m-f, levando a todos a prtica de um modo de vida ftil e egosta demonstra que eu e voc temos algo muito importante em comum: absolutamente no somos indiferentes forma equivocada em que a maioria vive e pensa, quando raramente pensa.

    Assim como meu esprito, tenho certeza de que o seu es-prito tambm continua inquieto e perplexo diante desse de-cadente humanismo, e pugnam pela construo de um novo humanismo mais representativo dos verdadeiros seres huma-nos, pensantes, altrustas e generosos para com os demais.

    Assim, tenho o prazer de convid-lo a juntar-se aos que se inquietam pela existncia humana em nossa Terra, pelo futuro de nossos filhos e netos.

    Abraos,

    Izrael Rotenberg

    HISTRIA DA INSENSATEZ HUMANA

  • HISTRIA DA INSENSATEZ HUMANA

    IZRAEL ROTENBERG

    2 EDIO

  • Copyright 2010 by Izrael RotenbergPrimeira impresso, em brochura: 2000

    EDITADO PELO AUTORRua do Mxico, 148 Grupo 601

    CEP 20031-142 - Rio de Janeiro, RJ, BrasilTel.: (55) (21) 2544-4242

    http://www.rotenberg.com.br

    Ttulo Original: HISTRIA DA INSENSATEZ HUMANA2 Edio, Revista, 2011

    Capa: Rodrigo Rocha FreireDiagramao: Simone Oliveira da Silva

    FICHA CATALOGRFICABiblioteca Nacional Escritrio de Direitos Autorais

    N Registro: 219.896 Livro 892 Folha 114ISBN 978-85-910938-0-9Rotenberg, Izrael, 1926

    ndices para catlogo sistemtico:1. Materialismo - Histria da Civilizao - Equvocos. 2. Poltica Sociologia.

    3. Maquiavelismo - Corrupo Causas. 4. Infelicidade Causas. 5. Insensibilidade Humana Indiferena.

    II Ttulo Inclui bibliografia

    Todos os direitos reservados. Proibida a reproduo, armazenamento ou transmisso de partes deste livro, atravs de quaisquer meios, sem prvia autorizao por escrito do autor.

  • Dedico este livro Eugnia, minha dedicada e paciente esposa com muito amor.

  • SUMRIO

    INTRODUO .........................................................................7

    PRIMEIRA PARTE .................................................................. 11A INSENSATEZ HUMANA ................................................ 11

    Captulo 1 O Egosmo Humano .................................... 12Captulo 2 Crime de Lesa-Humanidade: a Destruio

    da Biblioteca de Alexandria ............................ 15Captulo 3 Preconceitos e Fanatismo .............................. 21

    SEGUNDA PARTE ................................................................... 27GUERRAS: O ASPECTO MAIOR DA INSENSATEZ HUMANA .. 27

    Captulo 1 Histria das Guerras .................................... 28Captulo 2 Causas das Guerras ..................................... 39Captulo 3 Consequncias das Guerras ........................... 55

    TERCEIRA PARTE .................................................................. 61DECADNCIA ACENTUADA DA CIVILIZAO ................... 61

    Captulo 1 O Maquiavelismo na Antiguidade .................... 62Captulo 2 O maquiavelismo no Cristianismo ................... 67Captulo 3 O Maquiavelismo na Idade Mdia .................... 83Captulo 4 Maquiavel e seus Clebres Axiomas .................101

    QUARTA PARTE ................................................................... 109CAUSAS DA INSENSATEZ HUMANA ATRAVS DA HISTRIA .................................................109

    Captulo 1 Ambio: Causa ou Efeito? ...........................110Captulo 2 A Raiz do Fanatismo ...................................125Captulo 3 As Duas Naturezas Humana:

    A Biolgica e a Espiritual .............................144

    EPLOGO .............................................................................. 169

    BIBLIOGRAFIA .................................................................... 185

  • INTRODUO

    Caro leitor, se voc se comove com algum tpico abaixo pon-tualizado, se voc algum dia se perguntou por que isso acontece ainda hoje, se voc sente inquietudes - do latim inquietudine: in-quietao; ou inquietatione: falta de sossego -, ento voc apre-ciar este trabalho. Espero que assim seja e que dele extraia al-gum elemento capaz de enriquecer a sua vida e, por extenso, tornar melhor a humanidade. Os temas aqui abordados so de tal magnitude que merecem ser a sua reflexo, qualquer que seja a sua formao acadmica.

    A histria da humanidade a histria de guerras, de desen-tendimentos entre seres e naes; to evidente essa afirma-tiva que aceita como um axioma pela nossa cultura e nossa civilizao, tanto que as guerras acontecem e poucos so os seres que delas se preocupam e, muito menos, procuram suas causas, mas todos sofremos seus devastadores efeitos. A grande inquietude que surge do fundo de cada ser : por que o homem continua to brbaro?

    A histria da humanidade , pois, a histria da estupidez ou insensatez humana. A propsito, o grande pintor e pensador renascentista Leonardo da Vinci (1452-1519), que tinha gran-de desdm pela maluquice da humanidade, j naquela poca dizia que pensas, Homem, de tua prpria espcie? No te envergonhas de tua estupidez?1

    A estupidez humana acontece em todos os momentos da

    1 THOMAS, Henry. Histria da Raa Humana atravs da Bibliografia, Rio de Janeiro, Editora Globo, 2 Edio, 1959, p. 187.

  • histria humana, passados e presentes, e as cincias ditas hu-manas no se preocupam em buscar suas causas, j que todos somos educados para apagar incndios, correr atrs dos efei-tos, dos prejuzos. Entretanto, por ignorncia e inconscincia, somos ineficientes bombeiros. A pergunta que cabe : por que essa estupidez?

    A histria da humanidade tambm a histria do fanatis-mo religioso e as consequentes barbaridades que o ser humano vem sofrendo, inimaginveis em uma mente s, espcime rara. Como merecem serem examinadas suas causas!

    A propsito, chama-me a ateno a lucidez de raciocnio, co-ragem e honestidade do bispo brasileiro Dom Helder Cmara:

    Pergunto-me como possvel haver pessoas acreditando que somente os catlicos podem encontrar a salvao... ridculo! S se ima-ginarmos o Esprito Santo l das alturas a procurar catlicos, ou cristos de um modo geral, para dar-lhes - e apenas a eles - o sopro divino....

    evidente que tal discriminao no pode ocorrer! Em qualquer parte do mundo, onde quer que haja uma criatura humana que tenha fome e sede de amar, de auxiliar ao prximo, de superar o ego-smo, que seja capaz de sair de si mesma para atender aos problemas alheios, que oua o que lhe recomenda a conscincia, que se esforce para praticar o bem, no resta a menor dvida de que o Esprito de Deus estar com ela. Gosto muito de ouvir as palavras do Senhor quando diz ... viro muitos do oriente e do ocidente... Na casa de nosso Pai encontraremos budistas e judeus, muulmanos e protestan-tes, bem como catlicos!... 2

    Devido s guerras e sofrimentos humanos, a histria da hu-manidade confunde-se tambm com a histria da insensibili-

    2 CMARA, Dom Hlder. Evangelho com Dom Hlder. Rio de Janeiro: Editora Civilizao Brasileira S.A., 1987, p. 53

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    HISTRIA DA INSENSATEZ HUMANA

  • dade humana, a maior responsvel pela estagnao da cultura espiritual do ser humano. Felizmente, hoje os cientistas esto descobrindo a importncia da sensibilidade no desenvolvimen-to intelectual e humano do ser, sem o qual efetivamente asse-melha-se ao animal, com perdo deste.

    Como investigador da Histria da Civilizao, crescente foi a minha indignao quanto ao comportamento dos que, com raras excees, usufruram ou, melhor dito, usurparam o poder. Mas tambm aprendi a ser otimista. Conclu que parte da culpa cabe a mim, como integrante dessa sofrida humanidade, e aprendi que muito posso fazer para reverter a Histria.

    Os intelectuais devem sentir-se desconcertados com o espetculo da vida, devem sentir-se num mundo que apa-rentemente no lhes pertence, como se fossem peixes fora dgua. Devem buscar compreender o por qu da bruta-lidade da vida e procurar fazer algo, assumir a enorme responsabilidade que compete a cada um perante a hu-manidade, buscando a sabedoria onde quer que se encon-tre, para fazer desta terra um osis de paz e prosperidade, onde no haja lugar para as misrias humanas, materiais, morais e espirituais.

    Este trabalho tem por finalidade chamar a ateno do leitor para alguns aspectos que j foram isoladamente mencionados por um ou outro autor. Certamente, precisarei que a pacincia do leitor seja mais forte que qualquer preconceito que possa ha-ver em sua mente. A propsito, cabe um grande e conhecidssi-mo pensamento de Voltaire, manifestado em uma de suas cartas:

    Posso no concordar com nenhuma das vossas palavras, mas defen-derei at a morte o vosso direito de enunci-las. Essas palavras so

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    INTRODUO

  • provavelmente a maior contribuio de Voltaire e do sculo XVIII civilizao do gnero humano. 3

    No estou procura de um bode expiatrio, mas julgo como verdadeiros culpados os historiadores que com bri-lhantes excees -, informam e interpretam os acontecimentos de acordo com suas convenincias pessoais, ludibriando a f de seus leitores.

    Julgo tambm culpados os filsofos e cientistas que, podendo, no usam suas privilegiadas mentes em busca das causas da per-sistncia dessa Era da Ambio Material que, desde os primrdios da civilizao at hoje, persiste em nossa sociedade, apesar dos enormes sofrimentos que acarreta humanidade, e causa princi-pal da insensatez e insensibilidade dos seres humanos.

    Por fim, reforo que me julgo tambm culpado por esse esta-do de coisas, porque muito mais do que fiz poderia ter feito para ajudar a humanidade a romper o crculo vicioso em que vive.

    Em certa ocasio, F. S