Paulão -...

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    170

    O voleibol nacional uma referncia para o mundo. Vamos suar sangue para o Bento Vlei chegar o mais alto possvel.

    Paulo, tcnico do Bento Vlei

  • Por Ktia Bortolini e Janete Nodari

    Integrao da Serra - Como o vlei entrou na sua vida?

    Paulo - Acredito que muito por acaso, aos 14/15 anos. Eu estudava no Colgio Nossa Senhora dos Anjos, em Gravata e era o piv do time de handebol. Certo dia um professor da escola me viu no intervalo brincan-do de jogar vlei, falou que haveria um campeonato e me convidou para participar como reserva. Na competi-o, um atleta se machucou, entrei e fui notado por um dirigente da Sogi-pa, de Porto Alegre, que me convidou para fazer um teste. Eu fui!

    Integrao da Serra - E no de-correr?

    Paulo - Fui aprovado. Mas have-ria gastos com passagens, uniforme, lanches... meu pai, que era chefe de segurana e minha me, professora, logo lembraram dessa questo finan-ceira. O tcnico da Sogipa me falou: continua, que eu vou dar um jeito de ajudar. Durante o ano e meio que permaneci na equipe da Sogipa, ele pagou as passagens. Sa da Sogipa, atendendo convite do Grmio Nuti-

    Bento Vlei: tudo para dar certo na Superliga

    Tcnico Paulo conta por qu

    Bento Vlei reestreia na Superliga, em outubro deste ano, contando com a experincia e o carisma do ex-jo-gador Paulo Andr Jukoski da Silva, o Paulo. Ele assu-

    miu como tcnico da equipe em maro deste ano e desde ento est envolvido tanto com a parte tcnica, como a administrati-va e social do clube, auxiliando na elaborao de projetos e na captao de recursos.

    Paulo, de 51 anos, 2.01m de altura, passou 23 anos nas qua-dras como jogador, 15 deles servindo a Seleo Brasileira. Com a camiseta da Seleo, foi campeo das Olimpadas de Barcelo-na, em 1992, e da Liga Mundial no ano seguinte. Ele recebeu a redao do Jornal Integrao da Serra na sala do Bento Vlei, no Ginsio Municipal de Esportes, com a leveza de quem tem uma histria bonita de vida para contar. Na ocasio, reafirmou sua alegria em estar envolvido com o desafio de levar a equipe do Bento Vlei ao pdio da Superliga.

    A vaga na temporada 2015/2016 da Superliga foi obtida atravs da vitoriosa campanha de 2014 na Superliga B, capita-neada pelo tcnico Fernando Rabelo, que agora trabalha em conjunto com Paulo.

    co Unio, que oferecia lanche e car-teirinha de scio. Como eu morava fora da capital, ganhava dois lanches, o que era muito bom! Em seguida, veio a primeira convocao para a Seleo Gacha de Voleibol. Fomos a Aracaju e ficamos em terceiro lugar no campeonato. Em seguida, veio o Sulbrasileiro e passei a morar em Por-

    to Alegre. Meu crescimento no vlei foi muito rpido porque tive a sorte de contar, tanto na Sogipa, como no Grmio Nutico Unio, com excelen-tes profissionais, que me deram uma boa base.

    Integrao da Serra - E a Seleo Brasileira?

    Paulo - Fui convocado para a Seleo Brasileira aos 23 anos, aps ser considerado o melhor bloqueio e segundo melhor atacante do pas. Eu era f das feras Renan, William, Mon-tanaro, Bernard, Xand, todos esses caras... de repente, estava na Seleo treinando com eles. Foi maravilhoso! Fiquei 14 anos na Seleo. Foram trs Olimpadas. Em 1988, 1992 e 1996. Em 92, fomos campees olmpicos. No ano seguinte, fui campeo da Liga Mundial. A emoo que tive ao ser campeo olmpico se equipara a sentida no nascimento de um filho. A volta para o Brasil foi muito baca-na. Vim direto para o Rio Grande do Sul, sendo recebido como heri. Subi em carro de bombeiro. Foi feriado em Gravata. A minha cidade parou para me receber. O voleibol tem uma for-a, uma dosagem emocional muito grande na minha vida. Meu filho Pe-dro Henrique, 19, joga em Taubat (SP), na Seleo Juvenil de Vlei e mi-nha filha Pietra, 17, campe pela Se-leo Sulamericana Infanto Juvenil. Minha esposa Cludia, conheci atra-vs do voleibol. S tenho a agradecer a esse esporte. Dentro do ambiente

    das quadras, consegui dar conforto para minha me Marlene, meu pai Paulo, j falecido, para meus irmos Adriana, Rafael e Renata.

    Integrao da Serra - Como jo-gador da Seleo, voc conheceu muitos pases?

    Paulo - Sim, tive esse prazer! Essa a parte que o pessoal acha boa! Mas, na maioria das viagens in-ternacionais, ficvamos restritos a ae-roportos, hotis e ginsios. A exceo era a sia, por causa do fuso horrio. Por exemplo, chegvamos ao Japo ao meio-dia, que para ns era meia--noite. Ento, no podamos dormir e aproveitvamos para turismo. Numa estada com a Seleo no Japo com-pramos tnis e deixamos os pares ve-lhos no hotel. Meia-hora depois, no aeroporto, apareceram funcionrios do hotel para entregar os tnis, pen-sando que havamos esquecido.

    Integrao da Serra - Quando voc encerrou sua carreira de joga-dor, ficou um tempo longe das qua-dras?

    Paulo - Quando parei, s pen-sava em levar adiante minha fazenda e minha criao. Mas a paixo pelo vlei falou mais alto quando surgiu a oportunidade de assumir a equipe tcnica do Vlei Canoas. Depois da tima campanha do Vlei Canoas na Superliga na temporada 2012/2013, veio o desafio de ir para a rea de gesto de equipes com o convite

    O diferencial de Bento Gonalves so as pessoas,

    que querem contribuir,

    compartilhar. Vestem a camisa do Bento Vlei.

    Isso no em qualquer lugar

    que tem.

    Arquivo Pessoal

    Ktia Bortolini

  • para atuar no Comit Organizador da Copa do Mundo 2014. Fiquei muito feliz com o reconhecimento. O even-to como um todo foi especial, mas infelizmente a questo poltica foi mais pesada. A organizao em Porto Alegre sofreu muito por desmando de contratos. E o futebol est engati-nhando como uma modalidade pro-fissional. No gostei muito daquele universo. Tambm tive uma passa-gem pela poltica.

    Integrao da Serra - E o Ben-to Vlei? Projetos? Bento Gonalves num todo?

    Paulo - O diferencial de Bento Gonalves so as pessoas, que que-rem contribuir, compartilhar. Vestem a camisa do Bento Vlei e prestigiam os jogos. Isso no em qualquer lu-gar que tem. Encontrei nos dirigentes do Bento Vlei o brilho no olhar, que me d o respaldo de pessoas confi-veis. As pessoas esto acreditando no projeto social do Bento Vlei, volta-do s crianas e aos jovens da cida-de. A responsabilidade dentro e fora da quadra muito grande. Se fizeres algo com inteno positiva e errar, sempre tem quem ajuda. Se fizeres somente com o intuito de ganhar di-nheiro e errar, as pessoas dizem: - te rala! Meu intuito fazer um belo tra-balho para todos ns. O bacana daqui que quando se senta para conver-sar com algum, ele foi, ou quer ser dono de vincola e d uma aula emo-cional sobre vinho e uvas. Ento, que-ro compartilhar isso com motivao, para buscar coisas novas. Essa cidade vive vinho e voleibol!

    Integrao da Serra - Perspec-tivas sobre a participao do Bento Vlei na Superliga.

    Paulo - As melhores possveis. A Superliga vai de outubro de 2015 a abril de 2016. Queremos trabalhar com 16 atletas adultos. O voleibol na-cional uma referncia para o mun-

    A emoo que tive ao

    ser campeo olmpico se equipara a sentida no

    nascimento de um filho.

    do. Vamos suar sangue para o Bento Vlei chegar o mais alto possvel.

    Integrao da Serra - Como ser o treinamento?

    Paulo - O voleibol fora e exploso. A velocidade vem com o aperfeioamento. E o aprimoramen-to tcnico com repetio, repetio e mais repetio. Toque, toque, toque, manchete, manchete, manchete... E toda uma ttica, que eu no vou re-velar aqui (risos). O voleibol muito dinmico. Foi o primeiro esporte a aplicar estatstica.

    Integrao da Serra - Mais con-sideraes.

    Paulo - Articulamos com o Co-mit Olmpico para que a tocha das Olmpiadas 2016 passe por Bento Gonalves. Ela comea a percorrer o

    ... quero compartilhar isso com motivao,

    para buscar coisas novas. Essa cidade vive vinho

    e voleibol.

    Pas em abril do prximo ano. Passa pela cidade de Bento Gonalves e dorme na de Caxias do Sul. Bento tem que se preparar para aproveitar essa passagem da tocha. O mundo estar acompanhando. Tem que haver uma mobilizao nas escolas, nas famlias... para o percurso ser espe-tacular. o smbolo dos valores olmpicos que vai passar por aqui!

    Bento tem que se preparar

    para aproveitar essa passagem

    da tocha. O mundo estar

    acompanhando.

    Arquivo Pessoal

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  • DistribuioGRATUITA ANO 14 | N 170 | JULHO/AGOSTO 2015 | www.integracaodaserra.com.br

    Editorial

    Cento e setenta edies

    Pgina 6

    Caderno Mosaico

    Keka padece pelas ruas de Bento Gonalves

    Pginas 8 e 9

    Dia dos PaisO nome como um dos legados

    Meu filho vai ter nome de santoQuero o nome mais bonito... Eu moro com a minha meMas meu pai vem me visitarEu moro na rua, no tenho ningumEu moro em qualquer lugarJ morei em tanta casaQue nem me lembro maisEu moro com os meus pais preciso amar as pessoasComo se no houvesse amanhPorque se voc parar pra pensarNa verdade no h...Os versos de Renato Russo nos ba-

    lanam sempre. Mais ainda, neste ms de agosto. A edio de nmero redon-do, 170, traz reportagens especiais com filhos que carregam o nome dos pais. E de uma filha que tem nome, apelido, mas mora na rua ... mora em qualquer lugar. O estudante de Jornalismo, Lu-cas de Lucca, novo integrante da equi-pe, buscou incansavelmente informa-

    es sobre uma das mais conhecidas figuras folclricas da cidade de Bento Gonalves. Confira!

    E, por falar em Bento e seus ttu-los de capital da uva, do vinho e dos mveis, no Caderno Mosaico, voc vai saber por que o municpio j est pres-tes a receber mais um ttulo: terra de migrantes. Vale a pena conferir essas reportagens, entre outras, como a que fala sobre o empenho em resgatar