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SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAO UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA

Material Didtico

SELMA APARECIDA CREMASCO

CADERNO PEDAGGICO SOBRE MATERIAL GENTICO

LONDRINA - PARAN 2008

SELMA APARECIDA CREMASCO

CADERNO PEDAGGICO SOBRE MATERIAL GENTICO

Material didtico desenvolvido como requisito do Programa de Desenvolvimento Educacional (PDE) da Secretaria de Estado da Educao, na rea de Cincias, com o tema Material Gentico, sob a orientao da Professora Lcia Giuliano Caetano.

LONDRINA - PARAN

2008 CADERNO PEDAGGICO

1. IDENTIFICAO 1.1 1.2 1.3 2. TEMA Material Gentico 3. INTRODUO 4. DESENVOLVIMENTO UNIDADE I Clulas UNIDADE II - Ncleo .Envoltrio nuclear .Nucleoplasma UNIDADE III - Material Gentico .Cromatina . Cromossomos REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS REA: Cincias PROFESSOR PDE: Selma Aparecida Cremasco PROFESSOR ORIENTADOR IES: Lcia Giuliano Caetano

CADERNO PEDAGGICO

Material Gentico

INTRODUO Os jornais, revistas e noticirios esto recheados de termos ligados gentica. Isso causa em nossos alunos muita curiosidade e percebemos algumas vezes que ns professores temos dificuldades para discutir esses assuntos em sala de aula. H dcadas a humanidade busca entender suas origens, suas caractersticas genticas, as relaes entre o mundo natural e o construdo pelo homem. Portanto, a cincia tem como funo social orientar para a tomada de decises com autonomia em relao a assuntos que afetam sua vida. Todo o conhecimento cientfico tem uma histria que foi construda atravs de anlises que nem sempre o aluno e at mesmo o professor conseguem imaginar como esse contedo chegou at o material didtico usado nas aulas. Ao analisarmos isso vemos a importncia do estudo da histria da cincia nos diferentes nveis, para que nossos alunos percebam as possibilidades e limitaes do conhecimento cientfico. O desenvolvimento cientfico e tecnolgico vem criando nos educadores a necessidade de adotar modelos de ensino que atendam s modificaes que a sociedade passa a exigir, pensando assim o ingresso ao PDE veio de encontro a essas expectativas, pois possibilitou a busca de novos conhecimentos e metodologias para a aprendizagem significativa.

Quando o professor utiliza os recursos que possui para as suas aulas, deveria ter conhecimento de como ele fora historicamente elaborado, quais pesquisas foram feitas, a fonte dos textos, nem sempre temos essa noo, vamos relatar um fato que ocorreu: Quando foi proposto o tema para o nosso estudo no PDE, ficamos muito preocupadas, pois Material Gentico trabalhamos mais detalhadamente no Ensino Mdio e a nossa implementao dever ser no Ensino Fundamental. Comeamos a ter aulas tericas a respeito e em uma das aulas, a professora Lcia Giuliano Caetano, perguntou como ns achvamos que as fotos dos cromossomos eram tiradas e editadas no livro, dissemos que, apesar de termos lido em alguns livros sobre a tcnica, ainda tnhamos dvidas e que provavelmente, para ficarem bem ntidas, as fotos eram obtidas atravs de microscpio eletrnico, mas grande foi nossa surpresa, quando ela nos explicou como era... . Mais maravilhadas ficamos ao iniciar as aulas prticas, assim colegas, convidamos a todos a entrar nesta caminhada sobre os dispositivos biolgicos armazenadores das caractersticas de cada indivduo, os CROMOSSOMOS.

DESENVOLVIMENTO No podemos pensar em cincia, sem tratar de sua perspectiva histrica, pois o conhecimento uma construo humana, portanto falvel e intencional, ento, tambm importante considerar a evoluo do pensamento do ser humano, pois a partir dele que a cincia se constri. Nosso enfoque ser o contedo e sua histria.

UNIDADE I CLULAS Para iniciar o estudo do material gentico primeiro faz-se necessrio recapitularmos a histria da descoberta das clulas, e sua estrutura. A inveno do microscpio trouxe uma nova dimenso para a Cincia, no sculo XVII, vrios pesquisadores utilizaram o novo instrumento nos seus estudos, como Robert Hooke, Jan Swammerdam, Marcello Malpighi, Nehemiah Grew e Anton von Leeuwenhoek. Robert Hooke foi o primeiro a usar o termo clula, nenhuma rea do conhecimento escapava a seu interesse: a Fsica, a Qumica, a Paleontologia, a Astronomia, a Arquitetura, a tecnologia naval. Seu trabalho mais conhecido o estudo da cortia, que era composta quase que exclusivamente de ar, aprisionado em alvolos, ou clulas, como ele os chamou, j que lembravam as pequenas celas em que viviam os monges de um mosteiro. Hooke no entendeu, na poca, que essas clulas eram o remanescente de um material vivo, assim mesmo, o termo at hoje designa as pequenas unidades dos seres vivos. Hooke iniciou o estudo da anatomia dos insetos, mostrando com detalhe, o olho mltiplo da mosca e descreveu o ferro de uma abelha. Seu livro relatava ainda sob o ponto de vista de Hooke sobre luz e cores. De todos os microscopistas pioneiros, no h dvida de que o maior foi Anton von Leeuwenhoek, ele era tudo menos o que poderia chamar de cientista, foi comerciante de tecidos, provador de vinhos e at funcionrio

pblico de sua cidade. Mas possua uma mente inteligente e curiosa, assim em suas pesquisas fez grandes descobertas, comeou a fazer observaes com microscpios simples, de sua prpria fabricao, sua tcnica de polimento das lentes aumentava a eficincia de seus instrumentos. No museu da Universidade de Utrecht ainda existe um de seus microscpios de uma s lente de cristal, que ampliam em at 270 vezes. Leeuwenhoek, em vrias cartas Royal Society de Londres, descrevia detalhadamente seus resultados, inclusive as primeiras Fez as descries de protozorios, de bactrias e de espermatozides.

primeiras observaes detalhadas a respeito dos glbulos vermelhos do sangue, percebendo que eram redondos no sangue do homem e dos mamferos, mas ovais nos peixes e nas aves, foi capaz de detectar o pequeno ncleo existente nos ovais; observou um pouco de material da placa dentria de sua boca, descrevendo os pequeninos animais, no caso as bactrias, que se moviam ativamente debaixo de suas lentes. Assim esses pesquisadores, utilizando um instrumento novo, o microscpio, abriram o caminho para descobertas de outros cientistas, como Schleiden e Schwann, famosos pela sua teoria celular, Virchow, que entendeu que as clulas se reproduzem, e Pasteur, um dos primeiros a compreender o papel dos micrbios nas doenas. Em 1830 foi fabricado o microscpio acromtico composto, que contribuiu para as principais idias da teoria celular, elaborada por Matthias Schleiden e Theodor Schwann. Schleiden era advogado, mas tornou-se professor de botnica, definiu a clula como a unidade essencial do organismo vivo. Theodor Schwann era devotado investigao da estrutura elementar dos tecidos animais. Estudou os ovos, inclusive os dos mamferos, e chegou concluso de que eram essencialmente clulas. Na metade do sculo XIX, o microscopista e mdico Rudolf Virchow, apresentou a proposio de que as clulas s podiam surgir de outras preexistentes, e que so o ltimo elo da cadeia de formaes subordinadas que criam tecidos, rgos, sistemas e indivduos.

Como relatado anteriormente, todos os organismos so formados por clulas, que so as unidades fundamentais da vida, em estrutura e funo. Os menores seres vivos so constitudos por uma nica clula, os maiores por bilhes de clulas. Existem fundamentalmente duas classes de clulas: procariontes (pro, primeiro, e cario ncleo), cujos cromossomos no esto separados do citoplasma por membrana, e eucariontes (eu, verdadeiro, e cario, ncleo), com um ncleo bem individualizado e delimitado pelo envoltrio nuclear. As bactrias so clulas procariontes, os vegetais e animais so constitudos por clulas eucariontes. O enfoque principal neste trabalho ser a clula eucarionte animal, que apresenta em sua estrutura, membrana plasmtica; citoplasma e ncleo. No citoplasma encontram-se as seguintes organelas: mitocndrias; retculo endoplasmtico; ribossomos; vacolos; lisossomos; centrolos; complexo de Golgi. Apresentamos uma atividade, que alm de levar o aluno a compreender a estrutura celular, mostrar a noo tridimensional da clula. Esta atividade originalmente foi realizada por um professor e publicada na revista Nova Escola Edio de novembro de 1997, onde ele confecciona um modelo de clula tridimensional, a partir de mamo, garrafas e caixas de plstico, usando gel para representar o citoplasma. Atravs de pesquisas e tentativas, construmos o nosso prprio modelo de clula tridimensional, com outros materiais.

ATIVIDADE CLULA TRIDIMENSIONAL - Materiais: - Recipiente de plstico; - Massa de biscuit colorida;

- Pimenta em gro; - Glicerina slida (para sabonete);

Massas de biscuit e gros de pimenta

Confeco - Modele as organelas com a massa de biscuit; Veja alguns exemplos de organelas modeladas em massa de biscuit:

Em lils ncleo; em laranja complexo de Golgi; em rosa com gros pretos retculo endoplasmtico rugoso; em rosa retculo endoplasmtico

liso: em rosa e verde mitocndrias; em verde centrolos; gros pretos ribossomos; bolinhas lils lisossomos. Ou

Em vermelho, ncleo celular; em verde, retculo endoplasmtico liso e rugoso (com bolinhas lils, que so os ribossomos); em azul mitocndrias; em laranja centrolos; e em amarelo lisossomos.

Depois das organelas prontas e secas, dissolva a glicerina em banhomaria, despeje na caixa ou recipiente de plstico, coloque as organelas, espere esfriar; Dissolva mais um pouco de glicerina e despeje por cima das organelas, at ficarem cobertas, espere esfriar e retire da caixa.

Representao de clula animal

Esta atividade pode ser realizada na 6 srie, enfocando clula animal e vegetal; na 7 srie, sugerimos que antes de mostrar o material pronto, trabalhar as organelas e fechar com a confeco da clula; tanto na 7 srie como na 1 srie do Ensino Mdio, a confeco pode ser feita pelos alunos e ainda utilizando outros materiais.

UNIDADE II NCLEO Conta a histria que o ncleo foi descrito pela primeira