O BRINCAR E OS BRINQUEDOS NA EDUCACAO INFANTIL · PDF fileressalta que o uso dos termos -...

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    O BRINCAR E OS BRINQUEDOS NA EDUCAO INFANTIL

    Juliana Aparecida da Silva Pagan1; Prof. Dra Luciana Ponce B. Giraldi2 Graduanda, Universidade do Sagrado Corao, Bolsista PIBID/CAPES, Bolsista Iniciao Cientfica FAP/USC,

    Grupo de pesquisa: MOTAPE/USC, juliana_s.pagan@hotmail.com; Professora, Universidade do Sagrado Corao, Orientadora Iniciao Cientfica FAP/USC, Grupo de pesquisa: MOTAPE/USC

    Resumo

    As discusses apresentadas neste momento foram sistematizadas a partir de um relatrio de pesquisa, em desenvolvimento, que se baseia no brincar da infncia, entendendo as crianas como precursoras da cultura infantil. O objetivo, consiste, em identificar as prticas pedaggicas diante das variaes do brincar efetivadas nas instituies municipais de educao infantil, assim, sopesar se as crianas transformam os objetos (brinquedos, por exemplo) alterando a funcionalidade dos mesmos e recriando os elementos do brincar. A princpio o desenvolvimento da pesquisa est sendo analisar os dados investigados da seguinte forma: 1. Leitura e identificao de indicaes sobre o brincar na Proposta Pedaggica para a Educao Infantil do Municpio de Bauru. 2. Estudo de caso junto a um professor que atue em uma escola municipal de Educao Infantil com o intuito de desvelar as possibilidades pedaggicas que passam pelo brincar. Os dados coletados em um contexto escolar ainda esto sendo analisados. Para o desenvolvimento desta pesquisa, espera-se reconhecer as prticas docentes que privilegiem o brincar, adentrando tambm nas discusses tericas-prticas includas durante a prtica observada do professor. Palavras-chave: Prticas de ensino. Brincar. Culturas da infncia. Brinquedos. Iniciao cientfica. INTRODUO

    As discusses apresentadas neste momento foram sistematizadas a partir de um relatrio de pesquisa, em desenvolvimento, que se baseia no brincar da infncia, entendendo as crianas como precursoras da cultura infantil.

    A infncia, conceituada por Sarmento (2003, p. 02) construda pelo [...]imaginrio infantil, constitui, uma das mais estruturadas caractersticas das formas especificas de relao das crianas com o mundo. As culturas, segundo Sarmento (2003, p. 04), coloca o conceito da capacidade das crianas, a fim de, organizarem de [...] forma sistematizada modos de significao do mundo e ao intencional, que so distintos dos modos adultos de significao e ao.

    Segue o conceito brincar - a funo das culturas. O brincar etimologicamente originrio do latim, cujo seu termo predominante significa divertir-se; distrair-se, alm disso conduz ao vnculo, e, aos relacionamentos grupais. Deste modo, a palavra brincar pertencente a palavra brinco, que significa na sua raiz morfolgica, vnculo/vinculum, entre outros como, fazer laos, ligar-se. Brincar, portanto, constitui-se numa atividade de ligao ou vnculo com algo em si mesmo e com o outro. Ao brincar a criana torna-se a ao da

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    brincadeira sendo capaz de introduzir seu prprio brincar, integrando experiencias e aceitao e ou no aceitao de ideias a quem brinca e se comunica, atribuindo o caminho de viver entre escolhas, compartilhar e relacionar a prpria vida.

    Acrescenta, em Base Nacional Comum Curricular (BNCC), homologada em 2017, que permite o Brincar, entre o dilogo para as culturas da infncia sendo um dos eixos da educao bsica, de tal modo que:

    Brincar cotidianamente de diversas formas, em diferentes espaos e tempos, com diferentes parceiros (crianas e adultos), ampliando e diversificando seu acesso a produes culturais, seus conhecimentos, sua imaginao, sua criatividade, suas experincias emocionais, corporais, sensoriais, expressivas, cognitivas, sociais e relacionais. (BRASIL, 2017, p. 36).

    Segundo, Sarmento, (2004), em sua anlise fomenta os produtos culturais para a infncia pontuando os diferentes mecanismos construdos pelo mercado econmico, a ponto de constiturem mercado de difuso mundial, que estabelecem cadeias de franchising, levantando, por vezes recordes de investimento econmico exemplo: Eurodisney, World Beto Carrero, Estrela, Hi Happy portanto, a atividade de reinterpretao desses esteretipos para as crianas h diferente entendimento cultural baseado nos princpios locais e em cada pas, de certo modo, cruzando com culturas - sociais globalizadas, comunitrias e de pares (ao encontro de crianas de diferentes meios geogrficos: Paris, So Paulo, Finlndia ou Paran), acessvel ou alm de desigual aos mesmos produtos culturais, mas no se relaciona os processos simblicos e culturais, construdos a sociabilidade sob outra perspectiva distinta.

    Desse modo, os meios e mecanismos das culturas constituem a condio infantil por diferentes contextos sociais prezando por culturas distintas. A sociabilidade, aborda, ao e produtos (brinquedos, por exemplo) obtendo caractersticas inerentes expressas na condio da infncia.

    Pontua-se nesta pesquisa, as relaes, do brincar, do brinquedo e das brincadeiras, destacando a cultura da infncia. O brincar consolida a emancipao infantil que pressupe um autodomnio individual e propicia criana situaes de expresso e autoria. Aires (2013) ressalta que o uso dos termos - brincar, brincadeiras e brinquedos - podem ser associados a um espao de narrativa, a uma experincia de expresso. Desse modo, entende que o [...] objeto brinquedo, no o sem brincadeira, no se faz sem corpo e a imaginao, no tem o carter de narrativa sem o brincar. Brincar, o vnculo originrio, o verbo, que a criana estabelece entre o mundo objetivo (inclusive seu prprio corpo) e o mundo imaginal. (AIRES, 2013, p. 21).

    Diante disso, o objetivo da pesquisa, consiste, em identificar as prticas pedaggicas diante das variaes do brincar efetivadas nas instituies municipais de educao infantil, assim, sopesar se as crianas transformam os objetos (brinquedos, por exemplo) alterando a funcionalidade dos mesmos e recriando os elementos do brincar. METODOLOGIA

    A princpio o desenvolvimento da pesquisa est sendo analisar os dados investigados da seguinte forma: 1. Leitura e identificao de indicaes sobre o brincar na Proposta Pedaggica para a Educao Infantil do Municpio de Bauru. 2. Estudo de caso junto a um

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    professor que atue em uma escola municipal de Educao Infantil com o intuito de desvelar as possibilidades pedaggicas que passam pelo brincar.

    De tal modo, que esta pesquisa prope, enquanto instrumentos de coleta de dados: anlise de projeto pedaggico da rede Municipal, a observao das prticas e entrevista com um docente; adentrando tambm nas discusses tericas-prticas sobre o desenvolvimento de tal prtica. RESULTADOS E DISCUSSO Os dados coletados em contexto escolar ainda esto sendo analisados. At o presente momento foram sistematizados os dirios de observao e a transcrio da entrevista com a docente foi realizada.

    Diante do exposto, a presente pesquisa caracteriza-se sobre as variaes do brincar efetivadas nas instituies municipais de educao infantil, obtendo as variaes, de repertrios, e o entendimento dessas construes.

    Durante o desenvolvimento desta pesquisa, observa-se o contexto escolar abarcando em pontos que na educao podemos compor como circunstancias realidade ou ao conceito de brincar se tentssemos que explic-lo to somente a partir do esprito infantil. Pois se a criana no nenhum artista vislumbre, a fim de, criar expectativas, assim tambm as crianas no constituem nenhuma comunidade isolada, mas antes fazem parte do povo e da classe a que pertencem. (BENJAMIN, 2002, p. 93-94).

    Seguindo sobre as caractersticas observveis, institucional, concomitantemente, segundo Vasconcellos e Sarmento (2007) reconhecer e cuidar para no produzir outros discursos que desconsideram a natureza ativa das crianas como sujeitos sociais e no meros receptores passivos da cultura de massas.

    Dessa forma, caracteriza-se em Unesco (2005) que a cultura toda manifestao e expresso do fazer humano, recebe a criana, a fim de, [...] desbravar e entender seus mistrios, manifestar suas emoes, sentimentos e pensamentos, interagir e participar da construo da cultura e, a partir da expresso da sua identidade, fazer sua histria. (UNESCO, 2005, p. 87)

    Ao analisar a criana sendo protagonista de sua histria, possvel identificar em Kishimoto e Rocha (2016, p.155) a qual, enfatiza que [...] o brincar emerge da essncia do ser humano, encontra-se na gnese do pensamento, na descoberta da individualidade, na possibilidade de experimentar, de criar e de transformar o mundo. A criana, em seu comportamento, transforma os fatos, as aes, a histria, em meio a sua cultura, trazendo variaes e caractersticas humanas, que perpassam ao seu crescimento, contemplando a esfera da atividade por excelncia ao seu comportamento ao longo da infncia.

    Situa-se, Brougre (2002), como observado na vivncia educacional, acrescentando que [...] o desenvolvimento da criana determina as experincias possveis, mas no produz por si mesmo a cultura ldica. [...] a cultura ldica, como toda cultura o produto da interao social que lana suas razes, como j foi dito, na interao precoce entre me e bebs. (BROUGRE, 2002, p.27).

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    CONSIDERAES FINAIS

    Dessa forma possvel concluir, que para o desenvolvimento desta pesquisa, espera-se reconhecer as prticas docentes que privil