Neuroses & Psicoses

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Neuroses & Psicoses. Eugenia Maria Caldeira Psicóloga – CRP 16/4128 Terapeuta de Família Pedagoga. - PowerPoint PPT Presentation

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Neuroses e Psicoses

Neuroses & Psicoses

Eugenia Maria Caldeira

Psicloga CRP 16/4128Terapeuta de FamliaPedagoga

Quando um rtulo, s vezes, duvidoso, foi colocado na cabeceira de uma determinada cama, consequentemente difcil ao paciente escapar ao papel que todo o sistema mdico social ou educativo props.

(Bergeret, 1983, p. 167)Arranjo relativamente estvel de elementos ou componentes organizados de modo a formar um todo integrado. Estrutura frequentemente comparado com funo para enfatizar mais como alguma coisa organizada ou padronizada do que o que ela faz. Estrutura do EGO na teoria psicanaltica organizao do EGO.(APA, 2010)Noo de EstruturaNo h como definir um quadro clnico particular sem ter a ideia precisa de como o psiquismo do doente se organiza e de como deve, em consequncia, ser compreendido e tratado ao mesmo tempo (Bergeret, 1983, p. 165).

Sintoma psictico delrio, alucinao?Sintoma neurtico converso histrica, ritual obsessivo, comportamento fbico?No necessariamente, pois episdio delirante pode ser encontrado fora de toda uma estrutura psictica e, nem sempre uma fobia de etiologia neurtica.

Noo de EstruturaAplica-se o mesmo quando se fala em defesas. Muitas vezes, encontramos defesas do tipo dito neurtico (at mesmo sintomas) no sistema de proteo das estruturas psicticas verdadeiras como forma de lidar com a ameaa das exploses.

Inversamente, pode-se identificar defesas do tipo psictico (at mesmo sintomas) na camuflagem de origem edpica dos conflitos no seio de uma verdadeira estrutura neurtica, ou simplesmente durante a desestruturao aguda e passageira (traumtica ou mesmo teraputica de qualquer organizao)

(Bergeret, 1983, p. 166)Assim, em todos esses casos, para no antecipar de forma errnea o diagnstico estrutural autntico, prudente falar de defesas:

Defesa de modalidade neurtica Defesa de modalidade psicticaEssa a forma mais correta para no se designar como estrutura uma indiferenciao somatopsquica mais ou menos parcial e ainda mal estabelecida.(Bergeret, 1983)

S. Freud, nas suas Novas Conferncias, nos diz que, se ns deixarmos cair ao cho um bloco de mineral sob a forma cristalizada, este se quebra, mas no de uma maneira qualquer; as fendas far-se-o segundo linhas de clivagem cujos limites e direes, se bem invisveis exteriormente at ento, encontravam-se j determinadas de maneira original e imutvel pelo arranjo da estrutura prvia do dito cristal. (Bergeret, 1983,p. 168)

Compreendendo Estrutura

Seria o mesmo para a estrutura psquica. Pouco a pouco, a partir do nascimento (e sem dvida antes), em funo da hereditariedade para certos fatores, mas sobretudo do modo de relao com os pais desde os primeiros momentos da vida, das frustraes, dos traumas e dos conflitos encontrados, em funo tambm das defesas organizadas pelo Ego pra resistir s pulses do Id e da realidade, pouco a pouco o psiquismo individual se organiza, se cristaliza todo como um corpo qumico complexo, todo como um cristal mineral, com linhas de clivagem originais e no se podendo modificar, por consequncia.(Bergeret, 1983,p. 168)

Enquanto um indivduo que corresponde a uma ou outra estrutura no submetido a fortes exigncias interiores e exteriores, a traumatismos afetivos, a frustraes ou a conflitos muito intensos, no ser um doente. O cristal permanecer intacto. Mas, se aps um evento qualquer, o cristal se rachar, isso s ocorrer segundo as linhas de fora (e de ruptura) preestabelecidas na juventude. O indivduo de estrutura neurtica s desenvolver uma neurose, e o indivduo de estrutura psictica , uma psicose.(Bergeret, 1983,p. 169)

Da estrutura doenaEstrutura doenaDoena o estado de descompensao do indivduo. o momento em que emergem os sintomas. Momento da crise.

Na neurose, os sintomas so apenas uma das possibilidades da evoluo do quadro. A manifestao sintomtica da desorganizao dessa estrutura (neurose) a doena, ou seja, a crise.(Bergeret, 1983)Sintoma sempre uma relao de compromisso entre a pulso (busca pela satisfao plena) e a defesa. A forma mais eficaz, mais organizada de defesa o recalque.Quando essa forma no funciona outras formas se impem e surgem os sintomas. Esses vm para driblar a defesa.O princpio econmico rege que o que desprazeroso deve ser eliminado. Assim, o que desprazeroso para a conscincia toma uma representao (Bergeret, 1983)

O princpio econmico rege que o que desprazeroso deve ser eliminado. Assim, o que desprazeroso para a Cs toma uma representao, que por sua vez no se mantm no ICs, retornando Cs em forma de sintoma.

O que determina o aparecimento dos sintomas e desorganiza a estrutura so os eventos que vo reeditar o conflito edipiano.

Se o sujeito chega com o diagnstico de depresso quem o sujeito dessa depresso? um neurtico ou um psictico?(Bergeret, 1983)

Trauma um excesso de angstia que o sujeito no consegue processar. A quantidade excede e impossibilita uma representao do afeto que gerou o processo.

A histrica no precisa reviver a cena traumtica. Qualquer cena que represente o evento traumtico mais a carga de afeto traz de volta o momento. Reedita-se o trauma. (Bergeret, 1983)

Trauma Trs modos de organizao psquica da neurose

Histeria de conversoHisteria de angstiaNeurose obsessiva

Essas formas se diferem pela defesa que apresentam

(Bergeret, 1983)

Histeria de converso formao dos sintomas conversivos. O afeto (angstia) convertido para o corpo (somatizao).Histeria de angstia o mecanismo de defesa o deslocamento (sintoma fbico). Neste caso a carga de angstia sentida em seu estado puro, pelo tipo de defesa que se impe frente s situaes que surgem. Neurose obsessiva sintomas regressivos. A representao isolada e os afetos sofrem uma regresso no sentido das representaes anais, como forma de se livrar do controle do outro (Bergeret, 1983).

Fase oral Zona ergena a boca Indiferenciao - Eu/No Eu (dade me/beb).Fase anacltica (dependncia total).O desmame (fsico e simblico) o evento que coloca fim fase oral. Ocorre no primeiro ano de vida. tambm a fase de fixao do psictico dificuldade de se desvincular dessa dade me/beb (Bergeret, 1983).

Fases pr-genitaisFase analOcorre no curso do segundo ano de vida do beb.Desenvolve-se no sentido da higiene (regio perianal) como zona ergena. a fase em que a criana busca o controle do esfncter fases expulsiva e retensiva. a fase de fixao no neurtico obsessivo. Ele passa pelo dipo, mas no momento em que ele se volta para a me, esta me que adquire uma representao para ele (do dipo). Essa me a responsvel na fase anal, pela higienizao (Bergeret, 1983).Fase flicaMarcada pela diferena anatmica do sexos.Valorizao do que o pnis representa: medo da castrao no menino e aceitao da castrao que a menina tem.A sexualidade neurtica genitalizada e dirigida a outro objeto: objeto externo. Na puberdade h uma substituio desse objeto na relao triangular.A histrica est fixada na fase do dipo. Sexualidade genital (Bergeret, 1983).No menino (resoluo preferencial)Rivalizao no incio do processo tende a atacar o paiIdentificao com a me (ternura) simula as atitudes da me para receber a ateno do pai (atitudes homossexuais estruturantes).Identificao com o pai o momento de resoluo do dipo.(Bergeret,1983).Os trs momentos do dipoNa meninaAfasta-se da me;Identifica-se com o pai reivindicao viril ou flica. Desejo de possuir o Falo. Reaproximao com a me o pai no dipo o homem de uma mulher. Por isso, ela no vai obter dele o amor que ela quer. Volta a se aproximar da me por medo de perder tambm o seu amor. Ela deixa de querer o pai e se aproxima da me na esperana de no futuro ter um homem (Bergeret, 1983).dipo conflito necessrio nas relaes (pai me filho). representado pela entrada do Pai (funo paterna) na dade me-beb. a natureza sexual do trauma psquico (na neurose). No incio o trauma real e com o tempo ele fica mais no campo da fantasia do que no campo do real (Bergeret, 1983).

Prottipo da estrutura psquica humana mais evoluda, pela forma como o neurtico responde realidade e como ele d conta dela. Ele no nega a realidade e nem est preso a ela no plano psquico.(Bergeret, 1983)

Estrutura neurticaA psicose caracterizada por uma fixao e um no-ultrapassamento do registro pr-objetal. O beb participa segundo o modo da fuso e da identificao a uma totalidade fusional onde no existe ainda separao entre o sujeito e seu ambiente, e onde as trocas no so percebidas como uma aquisio (do registro de Ter), mas como uma simples expanso de seu ser (Bergeret, 1983, p. 218).

Estrutura PsicticaO sujeito se constitui na relao com o outro. O primeiro outro a me (o outro materno) que vai inserindo aos poucos essa criana no campo da linguagem que o campo do simblico, ou seja, o grande OUTRO. Esse campo do simblico se funda na falta que quando a me desvia o olhar que envolvia essa criana e o lana para um homem (seu objeto de desejo) permitindo, assim, a entrada da Lei Paterna (Bergeret,1983).

Se no dirigido um olhar, se no for promovida uma falta (a falta estruturante) para o beb, ele ter no futuro dificuldade em lidar com a realidade que o cerca. Por isso, na psicose H uma negao da realidade.(Bergeret, 1983)

Me superprotetora que no permite criana ter acesso ao registro do desejo por estar sempre presente (e impedir-lhe os menores desejos que ela torna assim inexistentes). me que devora o seu beb com o que denominamos de olhar invasor ou invasivo. Uma insuficincia de motivao pela presena excessiva da me previne a abertura ou estado de disponibilidade em que o desejo se inaugura (Bergeret, 1983)

Me do PsicticoMe ausente ( mais raramente) a me negligente que, por sua ausncia, no permite criana ligar ( o tempo do desejo) a espera penosa e as representaes do objeto desejado.

Situao que ocorre nos casos de tota