Matematica basica para_concursos

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  • MATEMTICA PARA

    CONCURSOS

  • Matemtica para Concursos

    Polcia Rodoviria Federal 2

    Sumrio

    Nmeros Naturais ------------------------------------------- 03

    Conjuntos numricos: racionais e reais ------------------- 05

    Divisibilidade ------------------------------------------------- 10

    Nmeros Primos --------------------------------------------- 12

    Mximo Divisor Comum (mdc mmc) ---------------------- 13

    Nmeros Racionais ------------------------------------------ 15

    Nmeros Fracionrios --------------------------------------- 16

    Nmeros Decimais ------------------------------------------- 21

    Potenciao -------------------------------------------------- 23

    Radiciao ---------------------------------------------------- 24

    Razes e Propores ---------------------------------------

    Mdia ---------------------------------------------------------- 25

    Produtos Notveis ------------------------------------------- 27

    Diviso Proporcional ---------------------------------------- 28

    Regra de Trs: Simples e Composta ----------------------- 29

    Porcentagens ------------------------------------------------- 31

    Juros Simples ------------------------------------------------ 32

    Juros Compostos --------------------------------------------- 34

    Sistemas de Medidas ---------------------------------------- 35

    Sistema Mtrico Decimal ------------------------------------ 45

    Equaes do 1. grau ---------------------------------------- 47

    Equaes do 2. grau --------------------------------------- 51

    Sistemas ------------------------------------------------------ 56

    Equaes ----------------------------------------------------- 57

    Progresso aritmtica --------------------------------------- 62

    Progresso geomtrica ------------------------------------- 64

    Noes de trigonometria ------------------------------------ 65

    Teorema de Pitgoras --------------------------------------- 68

    Funes exponenciais --------------------------------------- 69

    Logaritmos ---------------------------------------------------

    Polinmios ----------------------------------------------------

    Geometria ---------------------------------------------------- 71

    Noes de probabilidade ------------------------------------ 73

    Noes de estatsticas -------------------------------------- 76

  • Matemtica para Concursos

    Polcia Rodoviria Federal 3

    Editado por: Flvio Nascimento

    Nmeros Naturais

    Conjunto dos Nmeros Inteiros

    Este mais um conjunto numrico que devemos conhecer para futuros estudos, representadopela letra Z.Conjunto dos Nmeros Naturais representado pela letra N.O conjunto N = {0,1,2,3,4,5,6,7,8,9,10,11,12,13,14........................}, este conjunto infinito ou seja no tem fim.Este ficou pequeno para a matemtica, observe os exemplos:a) 9 - 12 = ? b) 8 - 100 = ?

    Dentro do conjunto dos nmero naturais no existe resposta para estas perguntas, ou seja asrespostas esto dentro do conjunto dos nmeros inteiros.Vamos conhecer este conjunto:

    O conjunto Z = {....-5,-4,-3,-2,-1,0,+1,+2,+3,+4,+5....}, observe que este conjunto formado por nmeros negativos, zero e nmeros positivos. Vale lembrar que zero umnmero nulo ou neutro, no negativo e nem positivo.

    No seu dia a dia voc j dever ter deparado com nmeros inteiros.Quando temos um crdito temos um nmero positivo, um dbito um nmero negativo,temperaturas acima de zero so positivas, abaixo de zero so negativas, tambm em relaoao nvel do mar, os pases que esto acima do nvel do mar tem altitudes positivas, abaixo donvel do mar altitudes negativas, se voc prestar ateno ao seu redor vai encontrar muitosnmeros negativo e positivos.

    Reta Numrica Inteira

    Observe que a reta tem uma seta que indica a ordem de crescimento dos nmeros, eles estocrescendo da esquerda para a direita, -7 menor que -6, 0 maior que -1 e assim em diante.

    Vamos comparar alguns nmeros inteiros.a) -5 > -10, b) +8 > -1000, c) -1 > -200.000, d) -200 < 0, e) -234 < -1, f) +2 > -1, g) g) -9 < +1

    Lembrete:1: Zero maior que qualquer nmero negativo.2: Um o maior nmero negativo.3: Zero menor que qualquer nmero positivo.4: Qualquer nmero positivo maior que qualquer nmero negativo.

    Nmeros opostos ou simtricos

    Observe que a distancia do -3 at o zero a mesma do +3 at o zero, estes nmeros sochamados de opostos ou simtricos.

  • Matemtica para Concursos

    Polcia Rodoviria Federal 4

    Logo:- 2 oposto ou simtrico do + 2, + 20 oposto ou simtrico do - 20, - 100 oposto ousimtrico de + 100.

    Adio e Subtrao de Nmeros Inteiros Exemplos:a) (+3) + (+7) = + 3 + 7 = +10 (tiramos os parentes e conservamos os sinais dos nmeros)b) (-9) + (-8) = - 9 - 8 = -17 (tiramos os parentes e conservamos os sinais dos nmeros)c) (+12) + (-10) = + 12 - 10 = +2 (tiramos os parentes e conservamos os sinais dosnmeros)d) (+15) - (+25) = + 15 - 25 = 5 (tiramos os parentes e trocamos o sinal do nmero queestava depois da subtrao)e) (-18) - (-12) = -18 + 12 = -6 (tiramos os parentes e trocamos o sinal do nmero queestava depois da subtrao) Lembrete:Para facilitar seu entendimento, efetue esta operaes pensando em dbito(nmero negativo)e crdito(nmero positivo), + 3 + 7, tenho 3 reais se ganhar 7 fico com 10, - 15 + 10, devo15 reais se tenho s dez para pagar ainda fico devendo sete ou seja -7, - 5 - 8, tenho umadivida de 5 reais fao mais uma divida de 8 eu fico devendo treze ou seja -13.

    Multiplicao e Diviso de Nmeros Inteiros Exemplos:a) (+5) x (+8) = + 40 ( + x + = +) b) (-8) x (-7) = + 56 (- x - = +) c) (-4) x (+7) = - 28 (- x + = -)d) (+6) x (-7) = - 42 (+ x - = -)e) (-8) : (-2) = + 4 (- : - = +) f) (+18) : (-6) = - 3 (+ : - = -)g) (+48) : (+2) = + 24 (+ : + = +) h) (-14) : (-7) = + 2 (- : - = +)

    Lembrete:Observe que a multiplicao ou diviso de nmeros de mesmo sinal o resultado e semprepositivo, a multiplicao ou diviso de nmeros de sinais diferentes o resultado semprenegativo.

    Potenciao de Nmeros Inteiros Exemplos:a) (+3)2 = (+3) x (+3) = + 9 b) (-2)5 = (-2) x (-2) x (-2) x (-2) x (-2) = - 32

    c) (-8)0 = 1 (todo nmero elevado a zero igual a 1 positivo) d) (+9)0 = 1 (todo nmeroelevado a zero igual a 1 positivo)

    e) (18)1 = 18 (todo nmero elevado a um igual a ele mesmo)

    Importante: (-2)2 = (-2) x (-2) = 4 diferente de - 22 = -(2) x (2) = - (4) = - 4No primeiro caso tanto o sinal quanto ao nmero esto ao quadrado e no segundo caso apenaso nmero est elevado ao quadrado.

    Radiciao de Nmeros Inteiros Exemplos:

    a) (lembre-se que 5 x 5 = 25)b) (lembre-se que 7 x 7 = 49)

    c) (lembre-se no existe raiz quadrada de nmero inteiro negativo)

    d) (observe que neste caso o menos est fora da raiz, sendo assim existe a raiz)e) (lembre-se (-2) x (-2) x (-2) = - 8) Neste caso raiz cbica e no raiz quadrada.

    d) (lembre-se (2) x (2) x (2) = 8)

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    Polcia Rodoviria Federal 5

    Resolvendo Expresses Numricas com Nmeros Inteiros

    a) - [ - 3 + 2 - ( 4 - 5 - 6)]= - [ - 3 + 2 - 4 + 5 + 6]= 3 - 2 + 4 - 5 - 6= 7 - 13= - 6

    Primeiro eliminamos os parnteses, como antesdele tinha um sinal de menos todos os nmerossaram com sinais trocados, logo depois eliminamosos colchetes, como tambm tinha um sinal demenos todos os nmeros saram com os sinaistrocados, somamos os positivo e o negativos

    b) { - 5 + [ - 8 + 3 x (-4 + 9) - 3]}= { - 5 + [ - 8 + 3 x ( + 5 ) - 3]}= { - 5 + [ - 8 + 15 - 3]}= {- 5 - 8 + 15 - 3}= - 5 - 8 + 15 - 3= - 16 + 15= - 1

    Primeiro resolvemos dentro do parnteses, depoismultiplicamos o resultado por 3, logo apseliminamos os colchetes, como antes deste tinhaum sinal de mais, todo os nmeros saram semtrocar sinal, eliminamos tambm as chaves,observe que tambm no teve troca de sinais pelomesmo motivo anterior, juntamos positivo enegativos.

    Conjuntos numricos: racionais e reais

    Conjunto

    Conceito primitivo; no necessita, portanto, de definio.

    Exemplo: conjunto dos nmeros pares positivos: P = {2,4,6,8,10,12, ... }.Esta forma de representar um conjunto, pela enumerao dos seus elementos, chama-seforma de listagem. O mesmo conjunto tambm poderia ser representado por uma propriedadedos seus elementos ou seja, sendo x um elemento qualquer do conjunto P acima, poderamosescrever:P = { x | x par e positivo } = { 2,4,6, ... }.

    Relao de pertinncia

    Sendo x um elemento do conjunto A , escrevemos x 0 A , onde o smbolo 0significa "pertencea".Sendo y um elemento que no pertence ao conjunto A , indicamos esse fato com a notao yA.O conjunto que no possui elementos , denominado conjunto vazio e representado por .Com o mesmo raciocnio, e opostamente ao conjunto vazio, define-se o conjunto ao qualpertencemtodos os elementos, denominado conjunto universo, representado pelo smbolo U.Assim que, pode-se escrever como exemplos:

    i= { x; x x} e U = {x; x = x}.Subconjunto

    Se todo elemento de um conjunto A tambm pertence a um conjunto B, ento dizemos que

    A subconjunto de B e indicamos isto por A d B.Notas:

    a) todo conjunto subconjunto de si prprio. ( A d A )b) o conjunto vazio subconjunto de qualquer conjunto. (id A)c) se um conjunto A possui m elementos ento ele possui 2m subconjuntos.d) o conjunto formado por todos os subconjuntos de um conjunto A denominadoconjunto das partes de A e indicado por P(A).

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    Polcia Rodoviria Federal 6

    Assim, se A = {c, d} , o conjunto das partes de A dado por P(A) = { , {c}, {d}, {c,d}}e) um subconjunto de A tambm denominado parte de A.

    Conjuntos numricos fundamentais

    Entendemos por conjunto numrico, qualquer conjunto cujos elementos so nmeros. Existeminfinitos conjuntos numricos, entre os quais, os chamados conjuntos numricos fundamentais,a saber:

    Conjunto dos nmeros naturaisN = {0,1,2,3,4,5,6,... }

    Conjunto dos nmeros inteirosZ = {..., -4,-3,-2,-1,0,1,2,3,... }

    Obs: evidente que N d Z.Conjunto dos nmeros racionais

    Q = {x; x = p/q com p 0 Z , q 0 Z e q 0 }.Temos ento que nmero racional aquele que pode ser escrito na forma de uma frao p/qonde p e q so nmeros inteiros, com o denominador diferente de zero.Lembre-se que no existe diviso por zero!So exemplos de nmeros racionais: 2/3, -3/7, 0,001=1/1000, 0,75=3/4, 0,333... = 1/3, 7 =7/1, etc.

    Notas:

    a) evidente que N d Z d Q.b) toda dzima peridica um nmero racional, pois sempre possvel escrever uma dzimaperidica na forma de uma frao.Exemplo: 0,4444... = 4/9 _

    Conjunto dos nmeros irracionaisI = {x; x uma dzima no peridica}.Exemplos de nmeros irracionais: = 3,1415926... (nmero pi = razo entre o comprimento de qualquer circunferncia e o seudimetro)2,01001000100001... (dzima no peridica) 3 = 1,732050807... (raiz no exata).

    Conjunto dos nmeros reaisR = { x; x racional ou x irracional}.

    Notas:

    a) bvio que N d Z d Q d Rb) I d Rc) I cQ = Rd) um nmero real racional ou irracional, no existe outra hiptese!

    Intervalos numricos

    Dados dois nmeros reais p e q, chama-se intervalo a todo conjunto de todos nmeros reaiscompreendidos entre p e q , podendo inclusive incluir p e q. Os nmeros p e q so os limitesdo intervalo, sendo a diferena p - q , chamada amplitude do intervalo.

    Se o intervalo incluir p e q , o intervalo fechado e caso contrrio, o intervalo dito aberto.A tabela abaixo, define os diversos tipos de intervalos.

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    Polcia Rodoviria Federal 7

    TIPOS REPRESENTAO_ OBSERVAOINTERVALO FECHADO

    [p;q] = {x 0 R; p x q} inclui os limites p e qINTERVALO ABERTO

    (p;q) = { x 0 R; p < x < q} exclui os limites p e qINTERVALO FECHADO A ESQUERDA

    [p;q) = { x 0 R; p x < q} inclui p e exclui qINTERVALO FECHADO DIREIT

    (p;q] = {x 0 R; p < x q} exclui p e inclui qINTERVALO SEMI-FECHAD

    [p; ) = {x 0 R; x p} valores maiores ou iguais a p.INTERVALO SEMI-FECHADO

    (- ; q] = { x 0 R; x q} valores menores ou iguais a q.INTERVALO SEMI-ABERTO

    (- ; q) = { x 0 R; x < q} valores menores do que q.INTERVALO SEMI-ABERTO (p; ) = { x > p } valores maiores do que p.

    Nota: fcil observar que o conjunto dos nmeros reais, (o conjunto R) pode ser representadona formade intervalo como R = ( - ; + ).

    Operaes com conjuntos

    Unio (c )Dados os conjuntos A e B , define-se o conjunto unio A c B = { x; x 0 A ou x 0 B}.Exemplo: {0,1,3} c { 3,4,5 } = { 0,1,3,4,5}. Percebe-se facilmente que o conjunto uniocontempla todos os elementos do conjunto A ou do conjunto B.

    Propriedades imediatas:

    a) A c A = Ab) A c = Ac) A c B = B c A (a unio de conjuntos uma operao comutativa)d) A c U = U , onde U o conjunto universo.Interseo (1 )Dados os conjuntos A e B , define-se o conjunto interseo A 1 B = {x; x 0 A e x 0 B}.Exemplo: {0,2,4,5} 1 { 4,6,7} = {4}. Percebe-se facilmente que o conjunto interseocontempla os elementos que so comuns aos conjuntos A e B.

    Propriedades imediatas:

    a) A 1 A = Ab) A 1 i = ic) A 1 B = B 1 A ( a interseo uma operao comutativa)d) A 1 U = A onde U o conjunto universo.So importantes tambm as seguintes propriedades :

    P1. A 1 ( B c C ) = (A 1 B) c ( A 1 C) (propriedade distributiva)P2. A c ( B 1 C ) = (A c B ) 1 ( A c C) (propriedade distributiva)P3. A 1 (A c B) = A (lei da absoro)P4. A c (A 1 B) = A (lei da absoro)

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    Polcia Rodoviria Federal 8

    Obs: Se A 1 B = , ento dizemos que os conjuntos A e B so Disjuntos.Diferena A - B = {x ; x 0 A e x B}.Observe que os elementos da diferena so aqueles que pertencem ao primeiro conjunto, masno pertencem ao segundo.Exemplos:{ 0,5,7} - {0,7,3} = {5}.{1,2,3,4,5} - {1,2,3} = {4,5}.

    Propriedades imediatas:a) A - = Ab) - A = c) A - A =d) A - B B - A ( a diferena de conjuntos no uma operao comutativa).

    Complementar de um conjunto

    Trata-se de um caso particular da diferena entre dois conjuntos. Assim , que dados dois

    conjuntos A e B, com a condio de que B d A , a diferena A - B chama-se, neste caso,complementar de B em relao a A .Simbologia: CAB = A - B.Caso particular: O complementar de B em relao ao conjunto universo U, ou seja , U - B ,indicado pelo smbolo B' .Observe que o conjunto B' formado por todos os elementos queno pertencem ao conjunto B, ou seja:

    B' = {x; x B}. bvio, ento, que:a) B 1 B' = b) B 1 B' = Uc) ' = Ud) U' = _

    Partio de um conjunto

    Seja A um conjunto no vazio. Define-se como partio de A, e representa-se por part(A),qualquer subconjunto do conjunto das partes de A (representado simbolicamente porP(A)), que satisfaz simultaneamente, s seguintes condies:1 - nenhuma dos elementos de part(A) o conjunto vazio.2 - a interseo de quaisquer dois elementos de part(A) o conjunto vazio.3 - a unio de todos os elementos de part(A) igual ao conjunto A.Exemplo: Seja A = {2, 3, 5}Os subconjuntos de A sero: {2}, {3}, {5}, {2,3}, {2,5}, {3,5}, {2,3,5}, e o conjunto vazio- .Assim, o conjunto das partes de A ser:P(A) = { {2}, {3}, {5}, {2,3}, {2,5}, {3,5}, {2,3,5}, }Vamos tomar, por exemplo, o seguinte subconjunto de P(A):X = { {2}, {3,5} }Observe que X uma partio de A - cuja simbologia part(A) - pois:a) nenhum dos elementos de X .

    b) {2} 1 {3, 5} = c) {2} U {3, 5} = {2, 3, 5} = ASendo observadas as condies 1, 2 e 3 acima, o conjunto X uma partio do conjunto A.Observe que Y = { {2,5}, {3} } ; W = { {5}, {2}, {3} }; S = { {3,2}, {5} } sooutros exemplos de parties do conjunto A.Outro exemplo: o conjunto Y = { {0, 2, 4, 6, 8, ...}, {1, 3, 5, 7, ...} } uma partio doconjunto N dos nmeros naturais, pois {0, 2, 4, 6, 8, ...} {1, 3, 5, 7, ...} = e {0, 2, 4, 6,8, ...} U {1, 3, 5, 7, ...} = N .

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    Polcia Rodoviria Federal 9

    Nmero de elementos da unio de dois conjuntos

    Sejam A e B dois conjuntos, tais que o nmero de elementos de A seja n(A) e o nmero deelementos de B seja n(B).Nota: o nmero de elementos de um conjunto, tambm conhecido com cardinal do conjunto.

    Representando o nmero de elementos da interseo A 1 B por n(A 1 B) e o nmero deelementos da unio A c B por n(A c B) , podemos escrever a seguinte frmula:n(A c B) = n(A) + n(B) - n(A c B)Exerccios

    1) USP-SP - Depois de n dias de frias, um estudante observa que:a) choveu 7 vezes, de manh ou tarde;b) quando chove de manh no chove tarde;c) houve 5 tardes sem chuva;d) houve 6 manhs sem chuva.Podemos afirmar ento que n igual a:a)7b)8c)9d)10e)11

    2) 52 pessoas discutem a preferncia por dois produtos A e B, entre outros e conclui-se que onmero de pessoas que gostavam de B era:I - O qudruplo do nmero de pessoas que gostavam de A e B;II - O dobro do nmero de pessoas que gostavam de A;III - A metade do nmero de pessoas que no gostavam de A nem de B.Nestas condies, o nmero de pessoas que no gostavam dos dois produtos igual a:a)48b)35c)36d)47e)37

    3) UFBA - 35 estudantes estrangeiros vieram ao Brasil. 16 visitaram Manaus; 16, S. Paulo e11, Salvador. Desses estudantes, 5 visitaram Manaus e Salvador e , desses 5, 3 visitaramtambm So Paulo. O nmero de estudantes que visitaram Manaus ou So Paulo foi:a) 29b) 24c) 11d) 8e) 5

    4) FEI/SP - Um teste de literatura, com 5 alternativas em que uma nica verdadeira,referindo-se data de nascimento de um famoso escritor, apresenta as seguintes alternativas:a)sculo XIXb)sculo XXc)antes de 1860d)depois de 1830e)nenhuma das anterioresPode-se garantir que a resposta correta :a)ab)bc)cd)de)e

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    Polcia Rodoviria Federal 10

    5) - Se um conjunto A possui 1024 subconjuntos, ento o cardinal de A igual a:a) 5b) 6c) 7d) 9e)10

    6) - Aps um jantar, foram servidas as sobremesas X e Y. Sabe-se que das 10 pessoaspresentes, 5 comeram a sobremesa X, 7 comeram a sobremesa Y e 3 comeram as duas.Quantas no comeram nenhuma ?a) 1b) 2c) 3d) 4e) 0

    7) PUC-SP - Se A = e B = { }, ento:

    a) A 0 Bb) A c B = ic) A = B

    d) A 1 B = Be) B d A8) FGV-SP - Sejam A, B e C conjuntos finitos. O nmero de elementos de A 1 B 30, onmero de elementos de A 1 C 20 e o nmero de elementos de A 1 B 1 C 15.Ento o nmero de elementos de A 1 (B c C) igual a:a)35b)15c)50d)45e)20

    9) Sendo a e b nmeros reais quaisquer, os nmeros possveis de elementos do conjuntoA = {a, b, {a}, {b}, {a,b} } so:a)2 ou 5b)3 ou 6c)1 ou 5d)2 ou 6e)4 ou 5

    RESULTADO1) c 2) a 3) a 4) c 5) e 6) a 7) a 8) a 9) a

    Divisibilidade

    Critrios de divisibilidadeSo critrios que nos permite verificar se um nmero divisvel por outro sem precisarmosefetuar grandes divises.

    Divisibilidade por 2 Um nmero natural divisvel por 2 quando ele termina em 0, ou 2, ou4, ou 6, ou 8, ou seja, quando ele par.

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    Polcia Rodoviria Federal 11

    Exemplos : 8490 divisvel por 2, pois termina em 0. 895 no divisvel por 2, pois no um nmero par. Divisibilidade por 3 Um nmero divisvel por 3 quando a soma dos valores absolutos dosseus algarismos for divisvel por 3.Exemplo:870 divisvel por 3, pois a soma de seus algarismos igual a 8+7+0=15, como 15 divisvelpor 3, ento 870 divisvel por 3. Divisibilidade por 4 Um nmero divisvel por 4 quando termina em 00 ou quando o nmeroformado pelos dois ltimos algarismos da direita for divisvel por 4.Exemplo:9500 divisvel por 4, pois termina em 00.6532 divisvel por 4, pois 32 divisvel por 4.836 divisvel por 4, pois 36 divisvel por 4.9870 no divisvel por 4, pois no termina em 00 e 70 no divisvel por 4. Divisibilidade por 5 Um nmero natural divisvel por 5 quando ele termina em 0 ou 5.Exemplos: 425 divisvel por 5, pois termina em 5. 78960 divisvel por 5, pois termina em 0. 976 no divisvel por 5, pois no termina em 0 nem em 5. Divisibilidade por 6 Um nmero divisvel por 6 quando divisvel por 2 e por 3 ao mesmotempo.Exemplos:942 divisvel por 6, porque divisvel por 2 e por 3 ao mesmo tempo.6456 divisvel por 6, porque divisvel por 2 e por 3 ao mesmo tempo.984 no divisvel por 6, divisvel por 2, mas no divisvel por 3.357 no divisvel por 6, divisvel por 3, mas no divisvel por 2. Divisibilidade por 8 Um nmero divisvel por 8 quando termina em 000, ou quando onmero formado pelos trs ltimos algarismos da direita for divisvel por 8.Exemplos:2000 divisvel por 8, pois termina em 000.98120 divisvel por 8, pois 120 divisvel por 8.98112 divisvel por 8, pois 112 divisvel por 8.78341 no divisvel por 8, pois 341 no divisvel por 8.

    Divisibilidade por 9 Um nmero divisvel por 9 quando a soma dos valores absolutos dosseus algarismos for divisvel por 9.Exemplo:6192 divisvel por 9, pois a soma de seus algarismos igual a 6+1+9+2=18, e como 18 divisvel por 9, ento 6192 divisvel por 9. Divisibilidade por 10 Um nmero natural divisvel por 10 quando ele termina em 0.Exemplos:8970 divisvel por 10, pois termina em 0.5987 no divisvel por 10, pois no termina em 0. Divisibilidade por 11 Um nmero divisvel por 11 quando a diferena entre as somas dosvalores absolutos dos algarismos de ordem mpar e a dos de ordem par divisvel por 11.Exemplos:87549 Si (soma das ordens mpares) = 9+5+8 = 22 Sp (soma das ordens pares) = 4+7 = 11 Si - Sp = 22 - 11 = 11 Como 11 divisvel por 11, ento o nmero 87549 divisvel por 11.439087 Si (soma das ordens mpares) = 7+0+3 = 10

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    Sp (soma das ordens pares) = 8+9+4 = 21 Si - Sp = 10 - 21 Como a subtrao no pode ser realizada, acrescenta-se o menor mltiplo de 11 (diferentede zero) ao minuendo, para que a subtrao possa ser realizada: 10+11 = 21. Ento temos asubtrao 21-21 = 0. Como zero divisvel por 11, o nmero 439087 divisvel por 11. Divisibilidade por 12 Um nmero divisvel por 12 quando divisvel por 3 e por 4.Exemplos:1200 divisvel por 12, porque divisvel por 3 e por 4 ao mesmo tempo.870 no divisvel por 12 divisvel por 3, mas no divisvel por 4.8936 no divisvel por 12 divisvel por 4, mas no divisvel por 3. Divisibilidade por 15 Um nmero divisvel por 15 quando divisvel por 3 e por 5 aomesmo tempo.Exemplos:9105 divisvel por 15, porque divisvel por 3 e por 5 ao mesmo tempo.9831 no divisvel por 15 divisvel por 3, mas no divisvel por 5.680 no divisvel por 15 divisvel por 5, mas no divisvel por 3.

    Nmeros Primos

    Devemos antes de tudo lembrar o que so nmeros primos. Definimos como nmeros primosaqueles que so divisveis apenas por 1 e ele mesmo.Exemplos:2 tem apenas os divisores 1 e 2, portanto 2 primo.23 tem apenas os divisores 1 e 23, portanto 23 primo.10 tem os divisores 1, 2, 5 e 10, portanto 10 no primo.Ateno:1 no um nmero primo, porque ele tem apenas um divisor ele mesmo.2 o nico nmero primo que par.Os nmeros que tm mais de dois divisores so chamados nmeros compostos.Exemplo: 36 tem mais de dois divisores ento 36 um nmero composto.

    Como saber se um nmero primoDevemos dividir o nmero dado pelos nmeros primos menores que ele, at obter umquociente menor ou igual ao divisor.Se nenhum das divises for exata, o nmero primo.

    Decomposio em fatores primos Todo nmero natural, maior que 1, pode ser escrito na forma de uma multiplicao emque todos os fatores so nmeros primos. o que ns chamamos de forma fatorada de umnmero Decomposio do nmero 36: 36 = 9 x 4 36 = 3 x 3 x 2 x 2 36 = 3 x 3 x 2 x 2 = 22 x 32

    No produto 2 x 2 x 3 x 3 todos os fatores so primos. Chamamos de fatorao de 36 a decomposio de 36 num produto de fatores primos. Ento a fatorao de 36 22 x 32

    Mtodo Prtico Escrever a Forma Fatorada de um Nmero Natural Existe um dispositivo prtico para fatorar um nmero. Acompanhe, no exemplo, ospassos para montar esse dispositivo: Dividimos o nmero pelo seu menor divisor primo;2 A seguir, dividir o quociente obtido pelo seu menor divisor primo.3 Proceder dessa forma, da por diante, at obter o quociente 1.4 A forma fatorada do nmero120 = 23 x 3 x 5

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    Determinao dos divisores de um nmero Na prtica determinamos todos os divisores de um nmero utilizando os seus fatoresprimos. Vamos determinar, por exemplo, os divisores de 72:1 Fatoramos o nmero 72.2 Traamos uma linha e escrevemos o 1 no alto, porque ele divisor de qualquer nmero.3 Multiplicamos sucessivamente cada fator primo pelos divisores j obtidos e escrevemosesses produtos ao lado de cada fator primo.4 Os divisores j obtidos no precisam ser repetidos.Ento o conjunto dos divisores de 72 = {1,2,3,4,6,8,9,12,18,36,72}

    Mximo Divisor Comum (mdc)

    O mximo divisor comum entre dois ou mais nmeros naturaisno nulos (nmeros diferentes de zero) o maior nmero que divisor ao mesmo tempo de todos eles.

    No vamos aqui ensinar todos as formas de se calcular o mdc, vamos nos ater apenas aalgumas delas.

    Regra das divises sucessivas

    Esta regra bem prtica para o calculo do mdc, observe:

    Exemplo:Vamos calcular o mdc entre os nmeros 160 e 24.

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    1: Dividimos o nmero maior pelomenor.2: Como no deu resto zero,dividimos o divisor pelo resto dadiviso anterior.3: Prosseguimos com as divisessucessivas at obter resto zero.

    O mdc (64; 160) = 32Para calcular o mdc entre trs ou mais nmeros, devemos coloca-los em ordem decrescente ecomeamos a calcular o mdc dos dois primeiros. Depois, o mdc do resultado encontrado e oterceiro nmero dado. E assim por diante.Exemplo:Vamos calcular o mdc entre os nmeros 18, 36 e 63.

    Observe que primeiro calculamos o mdc entre os nmeros 36 e 18, cujo mdc 18, depoiscalculamos o mdc entre os nmeros 63 e 18(mdc entre 36 e 18).O mdc (18; 36; 63) = 9.

    Regra da decomposio simultnea

    Escrevemos os nmeros dados, separamos uns dos outros por vrgulas, e colocamos um traovertical ao lado do ltimo. No outro lado do trao colocamos o menor dos fatores primos quefor divisor de todos os nmeros de uma s vs.O mdc ser a multiplicao dos fatores primos que sero usados.Exemplos:

    mdc (80; 40; 72; 124) mdc (12; 64)

    Propriedade:Observe o mdc (4, 12, 20), o mdc entre estes nmeros 4. Voc deve notar que 4 divisor de12, 20 e dele mesmo.Exemplomdc (9, 18, 27) = 9, note que 9 divisor de 18 e 27.mdc (12, 48, 144) = 12, note que 12 divisor de 48 e 144.

    Mnimo Mltiplo Comum (mmc)

    O mnimo mltiplo comum entre dois ou mais nmerosnaturais no nulos(nmeros diferente de zero), o menornmero que mltiplo de todos eles.

    Regra da decomposio simultnea

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    Devemos saber que existe outras formas de calcular o mmc, mas vamos nos ater apenas adecomposio simultnea.OBS: Esta regra difere da usada para o mdc, fique atento as diferenas.Exemplos:

    mmc (18, 25, 30) = 7201: Escrevemos os nmerosdados, separados por vrgulas, ecolocamos um trao vertical adireita dos nmeros dados.2: Abaixo de cada nmerodivisvel pelo fator primocolocamos o resultado da diviso.O nmeros no divisveis pelofator primo so repetidos.3: Continuamos a diviso atobtermos resto 1 para todos osnmeros.Observe o exemplo ao lado.

    mmc (4, 8, 12, 16) = 48 mmc (10, 12, 15) = 60

    Propriedade:Observe, o mmc (10, 20, 100) , note que o maior deles mltiplo dos menores ao mesmotempo, logo o mmc entre eles vai ser 100.Exemplo:mmc (150, 50 ) = 150, pois 150 mltiplo de 50 e dele mesmommc (4, 12, 24) = 24, pois 24 mltiplo de 4, 12 e dele mesmo

    Nmeros Racionais

    O conjunto dos Nmeros Racionais (Q) formado por todos os nmeros que podem serescritos na forma a/b onde a e b Z e b 0 ( 1 Mandamento da Matemtica: NO DIVIDIRSPOR ZERO)

    Exemplos: , 0,25 ou (simplificando) , -5 ou

    OperaesAs operaes com nmero racionais segue as mesma regras de operao das fraes.

    Adio e Subtrao

    Reduz-se as fraes ao mesmo denominador. Para isso devemos encontrar o mmc dosdenominadores, criarmos uma mesma seqncia de frao com o novo denominador enumerador igual ao resultado da diviso do novo denominador pelo velho multiplicado pelonumerador velho.Exemplo:

    o mmc(3,4)=12 ento dividindo-se 12 por 3 e multiplicando-se por 2,

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    depois dividindo-se 12 por 4 e multiplicando-se por 3 temos

    Multiplicao

    Multiplica-se os numeradores e os denominadores obtendo-se assim o resultado. importanteobservar se o resultado da multiplicao no pode ser simplificado ( dividir o numerador e odenominador pelo mesmo nmero) , normalmente isso possvel e evita que se faaoperaes com nmeros muito grandes :

    simplificando por 3 temos como resultado

    Diviso

    Deve-se multiplicar a primeira pelo inverso da segunda simplificando por 2ficamos

    com

    Expresses

    Quando se resolve expresses numricas devemos observar o seguinte:

    a. Deve-se obedecer a seguinte prioridade de operao:1 - multiplicao e diviso na ordem em que aparecer2 - soma e subtrao na ordem em que aparecer

    b. Deve-se primeiro resolver as operao dentro do parnteses, depois do colchete e porfim da chave, e dentro de cada separador obedecer as regras do item a

    Exemplos:

    resolva a operao que esta dentro do parenteses :

    mmc(2,3) = 6

    1. Primeiro os parnteses, e no segundo parnteses primeiro a multiplicao

    Nmeros Fracionrios

    Fraes

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    Ser representado em nossa apostila da seguinte forma: a/b

    O smbolo significa a:b, sendo a e b nmeros naturais e b diferente de zero.

    Chamamos:

    a/b de frao; a de numerador; b de denominador.

    Se a mltiplo de b, ento a/b um nmero natural.

    Veja um exemplo:

    A frao 12/3 igual a 12:3. Neste caso, 12 o numerador e 3 o denominador. Efetuando adiviso de 12 por 3, obtemos o quociente 4. Assim, 12/3 um nmero natural e 12 mltiplode 3.Durante muito tempo, os nmeros naturais foram os nicos conhecidos e usados peloshomens. Depois comearam a surgir questes que no poderiam ser resolvidas com nmerosnaturais. Ento surgiu o conceito de nmero fracionrio.

    O significado de uma frao

    Algumas vezes, a/b um nmero natural. Outras vezes, isso no acontece. Neste caso, qual o significado de a/b?

    Uma frao envolve a seguinte idia: dividir algo em partes iguais. Dentre essas partes,consideramos uma ou algumas, conforme nosso interesse.

    Exemplo:Michele comeu 4/7 de um bolo. Isso significa que o bolo foi dividido em 7 partes iguais, Alineteria comido 4 partes:

    Na figura acima, as partes pintadas seriam as partes comidas por Aline, e a parte branca aparte que sobrou do bolo.

    Como se l uma frao

    As fraes recebem nomes especiais quando os denominadores so 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 etambm quando os denominadores so 10, 100, 1000, ...

    1/2 um meio 2/5 Dois quintos1/3 um tero 4/7 quatro stimos1/4 um quarto 7/8 sete oitavos1/5 um quinto 12/9 doze nonos1/6 um sexto 1/10 um dcimo1/7 um stimo 1/100 um centsimo1/8 um oitavo 1/1000 um milsimo1/9 um nono 5/1000 Cinco milsimos

    Fraes Prprias

    So fraes que representam uma quantidade menor que o inteiro, ou seja representa partedo inteiro.Exemplos:

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    , observe que neste tipo de frao o numerador sempre menor que o denominador.

    Fraes Imprprias

    So fraes que representam uma quantidade maior que o inteiro, ou seja representa umaunidade mais parte dela.Exemplos:

    , observe que neste tipo de fraes o numerador sempre maior que o

    denominador.

    Fraes Aparentes

    So fraes que representam uma unidade, duas unidades etc.Exemplos:

    , observe que neste tipo de fraes o numerador sempre mltiplo do denominador.

    Fraes Equivalentes

    Duas ou mais fraes que representam a mesma quantidade da unidade so equivalentes.Exemplos:

    , so fraes equivalentes, ou seja (1/2 a metade de 2/2 e 5/10 a metade

    de 10/10)

    Simplificando Fraes

    Quando multiplicamos ou dividimos o numerador e o denominador de uma frao pelo mesmonmero, esta no se altera. Encontramos fraes equivalentes a frao dada.Exemplos:

    3/4 = 6/8 , observe que numerador e denominador foram multiplicados por 2.

    12/18 = 4/6 , observe que numerador e denominador foram divididos por 3.

    Reduzindo Fraes ao Mesmo Denominador

    Exemplo:

    , a primeira coisa a se fazer encontrar fraes equivalentes s fraes dadas de talforma que estas tenham o mesmo denominador. Basta determinar o m.m.c entre osdenominadores, que neste caso 12.

    , para obtermos, pegamos o m.m.c, dividimos pelo denominador, pegamos oresultado e multiplicamos pelo numerador, observe: 12 : 3 = 4, 4 x 2 = 8 e assim com asoutras fraes.

    Adio e Subtrao de Fraes

    1 Caso

    Denominadores iguais

    Para somar fraes com denominadores iguais, basta somar os numeradores e conservar odenominador.

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    Para subtrair fraes com denominadores iguais, basta subtrair os numeradores e conservar odenominador.Exemplos:

    2 Caso

    Denominadores diferentes

    Para somar fraes com denominadores diferentes, devemos reduzir as fraes ao menordenominador comum e, em seguida, adicionar ou subtrair as fraes equivalentes s fraesdadas. Para obtermos estas fraes equivalentes determinamos m.m.c entre osdenominadores destas fraes.

    Exemplo:Vamos somar as fraes .

    Obtendo o m.m.c dos denominadores temos m.m.c(4,6) = 12.

    12 : 4 = 3 e 3 x 5 = 15 12 : 6 = 2 e 2 x 1 = 2

    Multiplicao e Diviso de Fraes

    Multiplicao

    1 Caso

    Multiplicando um nmero natural por uma frao

    Na multiplicao de um nmero natural por uma frao, multiplicamos o nmero natural pelonumerador da frao e conservamos o denominador.Exemplos:

    Multiplicando Frao por Frao

    Na multiplicao de nmeros fracionrios, devemos multiplicar numerador por numerador, edenominador por denominador.Exemplos:

    (o resultado foi simplificado)

    Diviso

    Na diviso de nmeros fracionrios, devemos multiplicar a primeira frao pelo inverso dasegunda.Exemplos:

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    Potenciao e radiciao de nmeros fracionrios

    Potenciao

    Na potenciao, quando elevamos um nmero fracionrio a um determinado expoente,estamos elevando o numerador e o denominador a esse expoente:Exemplos:

    Radiciao

    Na radiciao, quando aplicamos a raiz a um nmero fracionrio, estamos aplicando essa raizao numerador e ao denominador:Exemplos:

    Fracao geratriz

    Conforme voc j estudou, todo nmero racional (Conjunto Q), resulta da diviso de doisnmero inteiros, a diviso pode resultar em um nmero inteiro ou decimal. Convm lembrar que temos decimais exato. Exemplo: 2,45; 0,256; 12,5689; 12,5689

    Temos tambm decimais no exato (dzima peridica) Exemplo: 2,555555.... ; 45,252525....; 0,123123123...; 456,12454545; 7,4689999....

    Voc deve saber, que em uma dzima peridica a parte decimal que repete, recebe o nomede perodo, a parte que no repete chamada de ante-perodo, a parte no decimal aparte inteira.

    Exemplo:Dzima peridica composta Dzima peridica simples

    Encontrando a Frao Geratriz de uma Dzima PeridicaDzima peridica simples:Devemos adicionar a parte decimal parte inteira. Devemos lembra que a parte decimal sertransformada em uma frao cujo numerador o perodo da dzima e o denominador umnmero formado por tantos noves quantos sos os algarismos do perodo. Exemplos:

    Dzima peridica composta

    Devemos adicionar parte inteira uma frao cujo numerador formado pelo ante-perodo,seguindo de um perodo, menos o ante-perodo, e cujo denominador formado de tantosnoves quantos so os algarismos do perodo seguidos de tantos zeros quanto so osalgarismos do ante-perodo. Exemplos:

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    Perodo = 47(implica em dois noves) Ante-perodo = 1 (implica em um 0)

    Perodo = 7 Ante-perodo = 0

    Nmeros Decimais

    Frao Decimal

    So fraes em que o denominador uma potncia de 10.Exemplos:

    Toda frao decimal escrita na forma de nmero decimal.Exemplos:

    Nmeros Decimais

    Lendo nmero decimais:0,25 = Vinte e cinco centsimos; 2,24 = Dois inteiros e vinte e quatro centsimos12,002 = Doze inteiros e dois milsimos; 0,0002 = Dois dcimos de milsimos

    Transformando uma frao decimal em nmero decimal:

    Observe: Denominador 10 um nmero depois da vrgula, denominador 100 dois nmerosdepois da vrgula, denominador 1000 trs nmeros depois da vrgula e assim por diante.

    Transformando um nmero decimal em frao decimal:

    Observe: Um nmero depois da vrgula denominador 10, dois nmeros depois da vrguladenominador 100, trs nmeros depois da vrgula denominador 1000 e assim por diante.

    Propriedade: Um nmero decimal no se altera ao acrescentarmos zeros a direita doseu ltimo nmero.

    Exemplos:0,4 = 0,400 = 0,4000 = 0,400000,23 = 0,230 = 0,2300 = 0,23000 = 0,2300001,2 = 1,20 = 1,200 = 1,2000, 1,20000

    Adio

    Na adio de nmeros decimais devemos somar os nmeros de mesma ordem de unidades,dcimo com dcimo, centsimo com centsimo.Antes de iniciar a adio, devemos colocar vrgula debaixo de vrgula.

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    Exemplos:

    0,3 + 0,811,42 + 2,037,4 + 1,23 + 3,122

    Subtrao

    A subtrao de nmeros decimais efetuada da mesma forma que a adio.

    4,4 - 1,21; 2,21 - 1,211; 9,1 - 4,323

    Multiplicao

    Efetuamos a multiplicao normalmente.Em seguida, contam-se as casas decimais de cada nmero e o produto fica com o nmero decasas decimais igual soma das casas decimais dos fatores.Exemplos:

    4,21 x 2,1; 0,23 x 1,42; 0,42 x 1,2

    Diviso

    Na diviso de nmeros decimais, o dividendo e o divisor devem ter o mesmo nmero de casasdecimais. Devemos igual-las antes de comear a diviso.

    7,02 : 3,51

    11,7 : 2,34

    23 : 7

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    Potenciao

    Efetuamos da mesma forma que aprendemos com os nmeros naturais.Exemplos:

    (0,2)2= 0,2 x 0,2 = 0,04; (1,2)2= 1,2 x 1,2 = 1,44; (1,23)0= 1; (23,5)1= 23,5

    Potenciao e Radiciao, Razes, Propores

    Potenciao

    Chamamos de potenciao, um nmero real a e um nmero natural n, com n 0,escrito na forma an. Observe o seguinte produto de fatores iguais.2 x 2 x 2 este produto pode ser escrito da seguinte forma, 23 onde o nmero 3 representaquantas vezes o fator 2 esta sendo multiplicado por ele mesmo.

    Expoente, informa quantas vezes o fator vai ser multiplicado por ele mesmo.Base, informa o fator a ser repetido.Potncia, o resultado desta operao 23 = l-se, dois elevado a 3 potencia ou dois elevado ao cubo. Exemplos: 32 = trs elevado a segunda potncia ou trs elevado ao quadrado.64 = seis elevado a quarta potncia.75 = sete elevado a quinta potncia.28 = dois elevado a oitava potncia. Observaes: 1) Todo nmero elevado a expoente um igual a ele mesmo.

    21 = 2, 31 = 3, 51 = 5, 61 = 6, 131 = 13, (1,2)1 = 1,2, 2) Todo nmero diferente de zero elevado a expoente zero igual a um.

    40 = 1, 60 = 1, 80 = 1, 340 = 1, 260 = 1, (3,5)0 = 1, Potncias de base 1 10 = 1, 11 = 1, 12 = 1, 13 = 1, 112 = 1, toda potncia de 1 igual a 1. Potncias de base 10 100 = 1, 102 = 100, 103 = 1000, 104 = 10000, toda potncia de 10 igual ao nmeroformado pelo algarismo 1 seguido de tantos zeros quantas forem as unidades do expoente.

    Propriedades da Potenciao 1) Multiplicao de potncia de mesma base. Somamos os expoentes e conservamos a base, observe. 23 x 22 = 23+2 = 25 = 32

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    33 x 3 = 33+1 = 34 = 814 x 42 x 43 = 46 = 4096 2) Diviso de potncia de mesma base. Subtramos os expoentes e conservamos a base, observe. 23 : 22 = 21 = 234 : 32 = 32 = 975 : 73 = 72 = 49 3) Potncia de potncia. Conservamos a base e multiplicamos os expoentes. (32)2 = 32x2 = 34 = 81[(32)3]2 = 32x3x2 = 312 = 531441 Trabalhando com Potenciao Exemplos: a) 34 = 3 x 3 x 3 x 3 = 81b) 52 = 5 x 5 = 25c) 63 = 6 x 6 x 6 = 216d) 113 = 1e) 230 = 1f) 2340 = 1g) 106 = 1 000 000h) (1,2)2 = 1,2 x 1,2 = 1,44i) (0,5)2 = 0,25j) (0,4)5 = 0,4 x 0,4 x 0,4 x 0,4 x 0,4 x 0,4 = 0,01024

    k) l) (- 3)2 = -3 x 3 = 9m) (- 4)3 = - 4 x 4 x 4 = - 64 Observao: Lembre-se que (-3)2 -32. (-3)2 = -3 x 3 = 9-32 = -(3 x 3) = -(9) = -9 Potncia com Expoente NegativoObserve:

    , ,

    Radiciao

    Radiciao o ato de extrair a raiz de um nmero, lembrando que temos raiz quadrada, raizcbica, raiz quarta, raiz quinta e etc...Radiciao a operao inversa da potenciao (procure revisar este contedo).

    Lembrando que:Se o ndice um nmero maior que 1 (n > 1), se este for igual a dois (raiz quadrada "noescrevemos este valor, o local do ndice fica vazio ou seja fica entendido que ali est o nmero2"), se for igual a 3 (raiz cbica "este valor deve aparecer no ndice"), etc...Exemplo:

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    Raiz de um nmero real

    1 caso: a > 0 e n par.

    2 caso: a > 0 e n mpar.

    3 caso: a < 0 e n mpar.

    4 caso: a < 0 e n par.

    Razo

    Chama-se de razo entre dois nmeros racionais a e b, com b 0, aoquociente entre eles.Indica-se a

    razo de a para b por ou a : b.

    Exemplo: Na sala da 6 B de um colgio h 20 rapazes e 25 moas. Encontre a razo entre o nmero derapazes e o nmero de moas. (lembrando que razo diviso)

    Voltando ao exerccio anterior, vamos encontrar a razo entre o nmero de moas e rapazes.

    Lendo Razes:

    Termos de uma Razo

    Grandezas Especiais

    Escala, a razo entre a medida no desenho e o correspondente na medida real.

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    Exemplo: Em um mapa, a distncia entre Montes Claros e Viosa representada por um segmento de7,2 cm. A distncia real entre essas cidades de 4320km. Vamos calcular a escala destemapa.As medidas devem estar na mesma unidade, logo 4320km = 432 000 000 cm

    Velocidade mdia, a razo entre a distncia a ser percorrida e o tempo gasto. (observeque neste caso as unidades so diferentes)

    Exemplo:Um carro percorre 320km em 4h. determine a velocidade mdia deste carro.

    Densidade demogrfica, a razo entre o nmero de habitantes e a rea.

    Exemplo: O estado do Cear tem uma rea de 148 016 km2 e uma populao de 6 471 800 habitantes.D a densidade demogrfica do estado do Cear.

    Razes Inversas

    Vamos observar as seguintes razes.

    Observe que o antecessor(5) da primeira o conseqente(5) da segunda.Observe que o conseqente(8) da primeira o antecessor(8) da segunda.

    Dizemos que as razes so inversas. Exemplos:

    Proporo

    Proporo, uma igualdade entre duas razes.

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    Dados os nmeros racionais a, b, c e d, diferentes de zero, dizemos que eles formam, nessaordem uma proporo quando a razo de a para b for igual a razo de c para d.

    Os extremos so 2 e 10, os meios so 5 e 4.

    Propriedade Fundamental das Propores

    Em toda proporo, o produto dos meios igual ao produto dos extremos. Exemplos:

    b)

    Trabalhando com Proporo

    Exemplos. Determine o valor de x nas seguintes propores. a)

    b)

    c)

    d)

    Calcule y, sabendo que os nmeros 14, 18, 70 e y formam, nessa ordem, umaproporo.

    Mdia

    Voc escuta a todo momento nos noticirios a palavra mdia.Exemplo: A mdia de idade da seleo brasileira 23 anos. A mdia de preo da gasolina 1,33 reais.

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    Mdia aritmtica de dois ou mais termos o quociente do resultado da diviso da soma dosnmeros dados pela quantidade de nmeros somado.Exemplos:

    1. Calcule a mdia aritmtica entre os nmero 12, 4, 5, 7.

    observe o que foi feito, somamos os quatro nmero e dividimos pela quantidade de nmeros.

    2. O time de futebol do Cruzeiro de Minas Gerai, fez 6 partidas amistosas, obtendo osseguintes resultados, 4 x 2, 4 x 3, 2 x 5, 6 x 0, 5 x 3, 2 x 0. Qual a mdia de gols marcadosnestes amistoso?

    Mdia Aritmtica Ponderada

    * Exemplo:1. Um colgio resolveu inovar a forma de calcular a mdia final de seu alunos.1 bimestre teve peso 2. 2 bimestre teve peso 2.3 bimestre teve peso 3.4 bimestre teve peso 3.

    Vamos calcular a mdia anual de Ricardo que obteve as seguintes notas em historia. 1 bim =3, 2 bim = 2,5, 3 bim = 3,5 e 4 bim = 3

    Este tipo de mdia muito usada nos vestibulares, voc j deve ter ouvido algum colega falarassim, a prova de matemtica para quem faz engenharia peso 3 e historia peso 1, isto devido a engenharia ser um curso ligado a cincias exatas. Este peso varia de acordo com area de atuao do curso.

    Produtos Notveis

    Vamos relembrar aqui, identidades especiais, conhecidas particularmente como ProdutosNotveis.

    1 Quadrado da soma e da diferena(a + b)2 = a2 + 2ab + b2

    (a b)2 = a2 2ab + b2

    Das duas anteriores, poderemos concluir que tambm vlido que:(a+b)2 + (a-b)2 = 2(a2+b2) ou escrevendo de uma forma conveniente:

    2 Diferena de quadrados(a + b).(a b) = a2 b2

    3 Cubo de uma soma e de uma diferena(a + b)3 = a3 + 3.a2.b + 3.a.b2 + b3

    Para determinar o cubo da diferena, basta substituir na identidade acima, b por -b, obtendo:(a b)3 = a3 3.a2.b + 3.a.b2 b3

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    Uma forma mais conveniente de apresentar o cubo de soma, pode ser obtida fatorando-se aexpresso como segue:(a + b)3 = a3 + 3.a.b(a+b) + b3

    Ou:(a + b)3 = a3 + b3 + 3ab(a + b)Esta forma de apresentao, bastante til.

    Exemplos:1 A soma de dois nmeros igual a 10 e a soma dos seus cubos igual a 100. Qual o valordo produto desses nmeros?

    SOLUO:Temos: a + b = 10 e a3 + b3 = 100. Substituindo diretamente na frmula anterior, fica:103 = 100 + 3ab(10) de onde tiramos 1000 = 100 + 30.abDa, vem: 900 = 30.ab, de onde conclumos finalmente que ab = 30, que a respostasolicitada.Nota: os nmeros a e b que satisfazem condio do problema acima, no so nmeros reaise sim, nmeros complexos. Voc pode verificar isto, resolvendo o sistema formado pelasigualdades a+b = 10 e ab = 30. Verifique como exerccio!Alerto para o fato de que muito trabalhoso. Mas, v l, faa! um bom treinamento sobre asoperaes com nmeros complexos. Pelo menos, fica caracterizada a importncia de saber afrmula acima. Sem ela, a soluo DESTE PROBLEMA SIMPLES, seria bastante penosa!

    2 - Calcule o valor de F na expresso abaixo, para:a = -700, b = - 33 , x = 23,48 e y = 9,14345.

    SOLUO: Com a substituio direta dos valores dados, os clculos seriam tantos que seriainvivel! Vamos desenvolver os produtos notveis indicados:

    Se voc observar CUIDADOSAMENTE a expresso acima, ver que o numerador e odenominador da frao so IGUAIS, e, portanto, F = 1, INDEPENDENTE dos valores de a, b, xe y.Portanto, a resposta igual a 1, independente dos valores atribudos s variveis a, b, x e y.Resp: 1

    Diviso Proporcional

    Grandezas Diretamente e Inversamente Proporcionais

    Entendemos por grandeza tudo aquilo que pode ser medido, contado. O volume, a massa, a superfcie, o comprimento, a capacidade, a velocidade, o tempo, so alguns exemplos de grandezas. No nosso dia-a-dia encontramos varias situaes em que relacionamos duas ou maisgrandezas. Em uma corrida quanto maior for a velocidade, menor ser o tempo gasto nessa prova.Aqui as grandezas so a velocidade e o tempo.

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    Numa construo , quanto maior for o nmero de funcionrios, menor ser o tempogasto para que esta fique pronta. Nesse caso, as grandezas so o nmero de funcionrio e otempo. Grandezas Diretamente Proporcionais Em um determinado ms do ano o litro de gasolinacustava R$ 0,50. Tomando como base esse dado podemos formar a seguinte tabela.

    Quantidade degasolina (em litros)

    Quantidade a pagar(em reais)

    1 0,502 1,003 1,50

    Observe:Se a quantidade de gasolina dobra o preo a ser pago tambm dobra.Se a quantidade de gasolina triplica o preo a ser pago tambm triplica.Neste caso as duas grandezas envolvidas, quantia a ser paga e quantidade de gasolina, sochamadas grandezas diretamente proporcionais. Duas grandezas so chamadas, diretamente proporcionais quando, dobrando umadelas a outra tambm dobra; triplicando uma delas a outra tambm triplica.Observe, que as razes so iguais.

    Grandezas inversamente proporcionais

    Um professor de matemtica tem 24 livros para distribuir entre os seus melhores alunos. Se ele escolher apenas 2 alunos, cada um deles receber 6 livros. Se ele escolher 4alunos, cada um deles receber 6 livros. Se ele escolher 6 alunos, cada um deles receber 4livros.Observe a tabela:

    Nmero de alunosescolhidos.

    Nmeros de livrospara cada aluno

    2 124 66 4

    Se o nmero de aluno dobra, a quantidade de livros cai pela metade.Se o nmero de alunos triplica, a quantidade de livros cai para a tera parte. Duas grandezas so inversamente proporcionais quando, dobrando uma delas, aoutra se reduz para a metade; triplicando uma delas, a outra se reduz para a tera parte... eassim por diante.

    Quando duas grandezas so inversamente proporcionais, os nmeros que expressamessas grandezas variam um na razo inversa do outro.

    Regra de Trs: Simples e Composta

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    Consta na histria da matemtica que os gregos e os romanos conhecessem aspropores, porem no chegaram a aplica-las na resoluo de problemas. Na idade mdia, os rabes revelaram ao mundo a regra de trs. Nos sculo XIII, oitaliano Leonardo de Pisa difundiu os princpios dessa regra em seu livro Lber Abaci, com onome de Regra de Trs Nmeros Conhecidos.

    Regra de trs simples

    Regra de trs simples um processo prtico para resolver problemas que envolvamquatro valores dos quais conhecemos trs deles. Devemos, portanto, determinar um valor apartir dos trs j conhecidos. Passos utilizados numa regra de trs simples Construir uma tabela, agrupando as grandezas da mesma espcie em colunas emantendo na mesma linha as grandezas de espcies diferentes em correspondncia. Identificar se as grandezas so diretamente ou inversamente proporcionais. Montar a proporo e resolver a equao. Exemplos: a) Se 8m de tecido custam 156 reais, qual o preo de 12 m do mesmo tecido?

    Observe que as grandezas so diretamente proporcionais,aumentando o metro do tecido aumenta na mesma proporo o preo a ser pago.

    Observe que o exerccio foi montado respeitando o sentido das setas. A quantia a ser paga de R$234,00. b) Um carro, velocidade de 60km/h, faz certo percurso em 4 horas. Se a velocidade docarro fosse de 80km/h, em quantas horas seria feito o mesmo percurso?

    Observe que as grandezas soinversamente proporcionais, aumentando a velocidade o tempo diminui na razo inversa.Resoluo:

    Observe que o exerccio foi montado respeitando os sentidos das setas.

    Regra de Trs Composta

    A regra de trs composta utilizada em problemas com mais de duas grandezas, direta ouinversamente proporcionais. Exemplo: a) Em 8 horas, 20 caminhes descarregam 160m3 de areia. Em 5 horas, quantoscaminhes sero necessrios para descarregar 125m3?

    Aumentando o nmero de horas de trabalho, podemos diminuir o nmero de caminhes.Portanto a relao inversamente proporcional (seta para cima na 1 coluna).

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    Aumentando o volume de areia, devemos aumentar o nmero de caminhes. Portanto arelao diretamente proporcional (seta para baixo na 3 coluna). Devemos igualar a razoque contm o termo x com o produto das outras razes de acordo com o sentido das setas.Resoluo:

    Ser preciso de 25 caminhes.

    Porcentagens

    Toda frao de denominador 100, representa uma porcentagem, como diz o prprionome por cem.

    Exemplo: Observe que o smbolo % que aparece nos exemplos acima significa por cento.Se repararmos em nosso volta, vamos perceber que este smbolo % aparece com muitafreqncia em jornais, revistas, televiso e anncios de liquidao, etc. Exemplos:O crescimento no nmero de matricula no ensino fundamental foi de 24%.A taxa de desemprego no Brasil cresceu 12% neste ano.Desconto de 25% nas compras vista. Devemos lembrar que a porcentagem tambm pode ser representada na forma denmeros decimal, observe os exemplos.Exemplos:

    , , , Trabalhando com Porcentagem Vamos fazer alguns clculos envolvendo porcentagens.Exemplos:1. Uma televiso custa 300 reais. Pagando vista voc ganha um desconto de 10%.Quanto pagarei se comprar esta televiso vista?

    (primeiro representamos na forma de frao decimal)

    10% de 100 10% x 100 300 30 = 270Logo, pagarei 270 reais.2. Pedro usou 32% de um rolo de mangueira de 100m. Determine quantos metros demangueira Pedro usou.

    32% =

    Logo, Pedro gastou 32 m de mangueira.3. Comprei uma mercadoria por 2000 reais. Por quanto devo vende-la, se quero obter umlucro de 25% sobre o preo de custo.

    O preo de venda o preo de custo somado com o lucro.Ento, 2000 + 500 = 2500 reais.Logo, devo vender a mercadoria por 2500 reais.

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    4. Comprei um objeto por 20 000 reais e o vendi por 25 000 reais. Quantos por cento euobtive de lucro?Lucro: 25 000 20 000 = 5 000 ( preo de venda menos o preo de custo)

    (resultado da diviso do lucro pelo preo de custo)5. O preo de uma casa sofreu um aumento de 20%, passando a ser vendida por 35 000reais. Qual era o preo desta casa antes deste aumento? Porcentagem Preo120 35 000100 x

    Logo, o preo anterior era 29 166,67

    Juros Simples

    A idia de juros todos ns temos, muito comum ouvirmos este termo em jornais,revistas. Mas o que realmente significa juros. Juro aquela quantia que cobrada a mais sobre uma determinada quantia a ser pagaou recebida.Juros Simples ou simplesmente Juros, so representado pela letra j.O dinheiro que se empresta ou se deposita chamaremos de Capital e representaremos pelaletra c.O Tempo que este dinheiro ficara depositado ou emprestado, representaremos pela letra t.A Taxa a porcentagem que devera ser cobrada, pelo tempo que o dinheiro ficou depositadoou emprestado. representado pela letra i.Observe:Capital = c Juros = j Tempo = t Taxa = i

    Resoluo de ProblemasEstes problemas, podem ser resolvidos por regra de trs composta, mas para facilitar osclculos podemos usar uma frmula.

    Exemplos:1. Quanto rende de juros um capital de 1 500 reais, durante 3 anos, taxa de 12% aoano?

    Logo, rendera de juro 540 reais. 2. Qual o capital que rende 2 700 reais de juros, durante 2 anos, taxa de 15% ao ano?

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    Logo, o capital era de 9 000 reais.

    3. Por quanto tempo o capital de 6 000 reais esteve emprestado taxa de 18% ao anopara render 4 320 de juros?

    Logo, durante 4 anos 4. A que taxa esteve emprestado o capital 10 000 reais para render, em 3 anos,14 400reais de juros?

    Logo, a taxa de 48%. Observao: Devemos ter o cuidado de trabalharmos com o tempo e taxa sempre na mesma unidade.Taxa em ano = tempo em anosTaxa em ms = tempo em msTaxa em dia = tempo em dia Exemplos: 5. Vamos calcular os juros produzidos por 25 000 reais taxa de 24% ao ano durante 3meses.

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    Logo, o juro que este capital vai render de 2 500 reais.

    Juros Compostos

    Chamamos de juros compostos as operaes financeiras em que o juro cobrado sobrejuros. Pense assim, voc emprestou um certa quantia a um amigo a uma taxa de 2% ao ms, noms seguinte os 2% ser cobrado sobre o total do ms anterior (capital + juros), e assim vaims a ms. Vale lembrar que, existe vrios exemplos deste tipo de juros, basta observar o rendimentosdas cadernetas de poupana, cartes de crditos e etc...

    Frmula para o clculo de JurosCompostos.M = C x (1 + i)t C = Capital inicial i = taxa % por perodo de tempo t = nmero de perodos de tempo M = montante final = (captital + juros)

    Exemplos de aplicao da frmula anterior:1. Aplicou-se a juros compostos uma capital de R$ 1.400.000.00, a 4% ao ms, durante

    3 meses. Determine o montante produzido neste perodo. C = 1.400.000,00 i = 4% am (ao ms) t = 3 meses M =? M = C x (1 + i)t M = 1.400.000 x (1 + 0,04)3 M = 1.400.000 x (1,04)3 M = 1.400.000 x 1,124864 M = 1.574.809,600 O montante R$ 1.574.809,600 Obs: devemos lembrar que 4% = 4/100 = 0,04

    2. Qual o capital que, aplicado a juros compostos a 8% ao ms, produz em 2 meses ummontante de R$ 18.915,00 de juros.

    C = ? i = 8% am (ao ms) t = 2 meses M = 18.915,00 M = C x (1 + i)t 18915 = C x (1 + 0,08)2 18915= C x (1,08)2 18915 = C x 1,1664 C = 18915 : 1,1664 C = 16.216,56379 O capital R$16.216,56379 Obs: devemos lembrar que 8% = 8/100 = 0,08

    3. Durante quanto tempo esteve aplicado, em uma poupana, o capital de R$ 180.000,00para render, de juros, a importncia de R$ 22.248,00, se a taxa foi de 6% ao ms?

    C = 180.000,00 i = 6% am (ao ms) t = ? M = 180.000,00(capital) + 22.248,00(juros) =202.248,00 M = C x (1 + i)t 180000 = 202248 x (1 + 0,06)t 180000 = 202248 x (1,06)t (1,06)t = 202248 : 180000 (1,06)t = 1,1236 t log1,06 = log1,1236 (transformamos em logaritmo "faa uma reviso")

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    O tempo 2 meses. Obs: devemos lembrar que 6% = 6/100 = 0,06

    4. A que taxa ao ms esteve aplicado, em uma caderneta de poupana, um capital de R$1.440,00 para, em 2 meses, produzir um montante de R$ 1.512,90?

    C = 1.440,00 i = ? % am (ao ms) t = 2 meses M = 1.512,90 M = C x (1 + i)t

    1512,90 = 1440 x (1 + i)2

    (1 + i)2 = 1512,90 : 1440 (1 + i)2 = 1,050625

    A taxa 2,5% ao ms.

    Sistemas de Medidas

    reas

    Medindo Superfcies

    Assim como medimos comprimento, tambm medimos superfcies planas. Quando falamos emmedir uma superfcie plana, temos que compara-la com outra tomada como unidade padro everificamos quantas vezes essa unidade de medida cabe na superfcie que se quer medir.

    Unidade de Medida de Superfcie

    Devemos saber que a unidade fundamental usada para medir superfcie o metroquadrado(m2), que corresponde a rea de um quadrado em que o lado mede 1 m.

    Quadro de Unidades Usadas para Medir Superfcies

    MltiplosUnidadefundamental

    Submltiplos

    km 2 hm 2 dam 2 m2 dm 2 cm 2 mm 2

    1.000.000m2 10.000m

    2 100m 2 1m 2 0,01m 2 0,0001m 2 0,000001m 2

    Observe que cada unidade 100 vezes maior que a unidade imediatamente anterior.

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    Calculando reas

    rea de ParalelogramosLembre-se que paralelogramos so os quadrilteros que possui os lado opostos paralelos.

    rea do Paralelogramo:

    rea do Retngulo:

    rea do Quadrado:

    rea do Losango

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    rea de Trapzios

    Lembre-se, trapzio no um paralelogramo. O trapzio possui apenas dois lados paralelos a

    base maior e a base menor.

    rea de tringulos

    Lembre-se, tringulo no paralelogramo e nem trapzio.

    rea de um tringulo:

    rea do tringulo eqiltero: Tringulo que possui os trs lados iguais.

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    Exemplos

    1. Vamos calculara a rea de um terreno quadrado de 25 m de lado.

    2. Vamos calcular a rea de um campo de futebol cujas dimenses so, 150m de comprimentopor 75m de largura. (o campo tem a forma retangular, com esta na horizontal eu falocomprimento vezes largura)

    3. Determine a rea de um paralelogramo em que a altura mede 10cm e sua base mede 6cm.

    4. Sabendo-se que a altura de um tringulo mede 8cm e sua base mede 13cm, determine suarea.

    5. Um losango possui a diagonal maior medindo 8cm e a menor medindo 6cm. Calcule a rea

    deste losango.

    6. A base maior de um trapzio mede 40cm e sua base menor mede 25cm. Calcule sua reasabendo que sua altura mede 20cm.

    7. Um tringulo eqiltero possui os lados iguais a 12cm, determine o valor da sua rea.

    Observao:Existes medidas especificas para medir grandes extenses, como stios, chcaras e fazendas.So elas o hectare e o are.

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    1 hectare(ha) = 10.000(m2) 1 are(a) = 100(m2)Exemplos:Uma fazenda possui 120 000 m2 de rea, qual a sua medida em hectare?120.0000 : 10.000 = 120 ha.Uma fazenda possui 23,4 ha de rea, qual a sua rea em m2 ?23,4 x 10.000 = 234.000 m2

    Circunferncia e Crculo

    Circunferncia: um conjunto de pontos de um mesmo plano que esto a uma mesmadistncia de um ponto pertencente a este mesmo plano.Este ponto o centro da circunferncia, a distncia do centro circunferncia chamamos deraio(r).Exemplo:

    (O o centro da circunferncia e o raio da circunferncia)

    Regio Interior e Exterior de uma Circunferncia Exemplo:

    Corda, Dimetro e Raio Corda: um segmento de reta que toca a circunferncia em dois pontos distintos. Dimetro: a corda que passa pelo centro e divide a circunferncia em duas partes iguais. Raio: o segmento de reta que tem uma extremidade no centro da circunferncia e ooutro na prpria circunferncia.Exemplo:

    Arco da CircunfernciaExemplos:

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    Semicircunferncia

    Devemos notar que o dimetro divide a circunferncia em duas partes, cada uma destaspartes chamada de semicircunferncia.Exemplo:

    Crculo

    a reunio da circunferncia com sua regio interna. Centro, raio, corda, dimetro e arcode um crculo so o centro, o raio, a corda, o dimetro e o arco da circunferncia.Exemplo:

    Posies Relativas de Reta e Circunferncia

    Reta secante

    a reta que toca a circunferncia em dois pontos distintos.Exemplo:

    Reta tangente

    a reta que toca a circunferncia em apenas um ponto.

    Exemplo: Reta externa

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    a reta que no toca nenhum ponto da circunferncia.Exemplo:

    Comprimento da Circunferncia O comprimento de uma circunferncia o nmero que representa os permetros dospolgonos inscritos nessa circunferncia quando o nmero de lados aumenta indefinidamente. Podemos entender comprimento como sendo o contorno da circunferncia.

    Exemplo:Uma volta completa em torno da terra.O comprimento de um aro de bicicleta.O comprimento da roda de um carro.O comprimento da bola central de um campo de futebol. Calculando p

    Esta uma constante (seu valor no muda nunca).

    Esta surgiu da diviso do comprimento pelo dimetro da circunferncia. Verificou-se que noimportava o comprimento da circunferncia, sempre que dividia o comprimento pelo dimetroo resultado era o mesmo (3,14159265....), para no termos que escrever este nmero a todoo momento ficou definido que esta seria representado pela letra p (pi) do alfabeto grego,lembre-se usamos p apenas com duas casas decimais p = 3,14.

    Calculando o Comprimento da Circunferncia

    Devemos fazer algumas observaes, veja:

    Para calcularmos o comprimento de uma circunferncia usamos a frmula C = 2pr. Exemplos:

    1. Determine o comprimento de uma circunferncia em que o raio mede 3 cm.

    2. Vamos calcular o raio de uma circunferncia sabendo que o comprimento mede 62,8 m.

    Calculando a rea de um Crculo

    Para calcularmos a rea de um crculo usamos a frmula .Exemplos:

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    1. Calcule a rea de um crculo, sabendo que seu raio mede 4 m.

    2. Determine o raio de uma circunferncia sabendo que sua rea igual 314 cm2.

    Volume

    Chamamos de volume de um slido geomtrico, o espao que esse slido ocupa. Medindo Volume Para medirmos volume, usamos a unidade denominada metro cbico (m3).O que 1 m3? o volume de um cubo, em que suas arestas medem 1m.Exemplo:

    Mltiplos e submltiplos do metro cbico

    Mltiplos

    Unidadefundamental Submltiplos

    Km3 hm3 dam3 m3 dm3 cm3 mm3

    1 000 000 000m3

    1 000 000m3

    1 000m3

    1m3

    0,001 m3 0,000 001m3

    0,000 000 001m3

    Ateno: Voc deve ter notado que cada unidade maior que a unidade imediatamenteinferior 1000 vezes ou 1000 vezes menor que a unidade imediatamente superior.

    No seu dia a dia, voc deve ter observado que as unidades mais usadas so, o m3, cm3 edm3.

    Lendo unidades de volume 4,35 cm3 = Quatro centmetros cbicos e trinta e cinco milmetroscbicos ou quatro virgula 35 centmetros cbicos.

    12,123 m3 = Doze metros cbicos e cento e vinte e trs decmetros cbicos ou doze vrgulacento e vinte e trs metros cbicos.

    Transformando unidades

    2,234 m3 para dm3 = 2234 dm3 (Observe que a vrgula deslocou para direita 3 casas)4,4567 dm3 para cm3 = 4456,7 cm3 (Observe que a vrgula deslocou para direita 3 casas)4567,5 dm3 para m3 = 4,5675 (Observe que a vrgula deslocou para esquerda 3 casas) 45 cm3

    para m3 = 0,000045 (Observe que a vrgula deslocou para esquerda 6 casas como no tnhamosmais nmeros completamos com zeros)

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    Calculando volumes

    Paraleleppedo retngulo:

    Exemplos:Calcule o volume das seguintes figuras.

    Volume do cubo:

    Exemplos:Determine o volume da seguinte figura.

    Exemplos:

    Vamos calcular o volume de uma caixa cbica, cuja aresta mede 9 m.V = a3V = (9 m)3V = 729 m3 Quantos m3 de gua so necessrios para encher uma piscina em que as dimenses so:comprimento = 12 m, largura = 6 m e profundidade = 1,5 m.

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    V = c x l x hV = 12 m x 6 m x 1,5 mV = 108 m3

    Permetro de um PolgonoPermetro de um Polgono

    Permetro de um polgono a soma das medidas dos seus lados.

    Permetro do retngulo

    b - base ou comprimentoh - altura ou larguraPermetro = 2b + 2h = 2(b + h)

    Permetro dos polgonos regulares

    Tringulo equiltero QuadradoP = l+ l + lP = 3 l

    P = l + l + l+ lP = 4 l

    Pentgono HexgonoP = l + l + l + l + lP = 5

    P = l + l + l + l + l + lP = 6 l

    l - medida do lado do polgono regularP - permetro do polgono regularPara um polgono de n lados, temos:P = n l

    Comprimento da Circunferncia

    Um pneu tem 40cm de dimetro, conforme a figura. Pergunta-se:Cada volta completa deste pneu corresponde na horizontal a quantos centmetros?

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    Envolva a roda com um barbante. Marque o incio e o fim desta volta no barbante.Estique o bastante e mea o comprimento da circunferncia correspondente roda.

    Medindo essa dimenso voc encontrar aproximadamente 125,6cm, que um valor um pouco superior a 3vezes o seu dimetro. Vamos ver como determinar este comprimento por um processo no experimental.

    Voc provavelmente j ouviu falar de uma antiga descoberta matemtica:

    Dividindo o comprimento de uma circunferncia (C) pela medida do seu dimetro (D), encontramossempre um valor aproximadamente igual a 3,14.

    Assim:

    O nmero 3,141592... corresponde em matemtica letra grega (l-se "pi"), que a primeira lera da palavragrega permetro. Costuma-se considera = 3,14.Logo: Utilizando essa frmula, podemos determinar o comprimento de qualquer circunferncia.

    Podemos agora conferir com auxlio da frmula o comprimento da toda obtido experimentalmente.C = 2pir C = 2 3,14 20 C = 125,6 cm

    3,141592...

    Sistema Mtrico Decimal

    Sistema Mtrico Decimal

    Desde a Antiguidade os povos foram criando suas unidades de medida. Cada um deles possuasuas prprias unidades-padro. Com o desenvolvimento do comrcio ficavam cada vez maisdifceis a troca de informaes e as negociaes com tantas medidas diferentes. Era necessrioque se adotasse um padro de medida nico para cada grandeza.Foi assim que, em 1791, poca da Revoluo francesa, um grupo de representantes de vriospases reuniu-se para discutir a adoo de um sistema nico de medidas. Surgia o sistemamtrico decimal.

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    Metro

    A palavra metro vem do gegro mtron e significa "o que mede". Foi estabelecido inicialmenteque a medida do metro seria a dcima milionsima parte da distncia do Plo Norte aoEquador, no meridiano que passa por Paris. No Brasil o metro foi adotado oficialmente em1928.

    Mltiplos e Submltiplos do Metro

    Alm da unidade fundamental de comprimento, o metro, existem ainda os seus mltiplos esubmltiplos, cujos nomes so formados com o uso dos prefixos: quilo, hecto, deca, deci, centie mili. Observe o quadro:

    MltiplosUnidadeFundamental

    Submltiplos

    quilmetro hectmetro decmetro metro decmetro centmetro milmetrokm hm dam m dm cm mm1.000m 100m 10m 1m 0,1m 0,01m 0,001m

    Os mltiplos do metro so utilizados para medir grandes distncias, enquanto os submltiplos,para pequenas distncias. Para medidas milimtricas, em que se exige preciso, utilizamos:

    mcron () = 10-6 m angstrn () = 10-10 m

    Para distncias astronmicas utilizamos o Ano-luz (distncia percorrida pela luz em um ano):Ano-luz = 9,5 1012 km

    O p, a polegada, a milha e a jarda so unidades no pertencentes ao sistemas mtricodecimal, so utilizadas em pases de lngua inglesa. Observe as igualdades abaixo:

    P = 30,48 cmPolegada = 2,54 cmJarda = 91,44 cmMilha terrestre = 1.609 mMilha martima = 1.852 m

    Observe que:1 p = 12 polegadas1 jarda = 3 ps

    Leitura das Medidas de ComprimentoA leitura das medidas de comprimentos pode ser efetuada com o auxlio do quadro deunidades. Exemplos: Leia a seguinte medida: 15,048 m.

    Seqncia prtica1) Escrever o quadro de unidades:

    km hm dam m dm cm mm

    2) Colocar o nmero no quadro de unidades, localizando o ltimo algarismo da parte inteirasob a sua respectiva.

    km hm dam m dm cm mm1 5, 0 4 8

    3) Ler a parte inteira acompanhada da unidade de medida do seu ltimo algarismo e a partedecimal acompanhada da unidade de medida do ltimo algarismo da mesma.15 metros e 48 milmetrosOutros exemplos:

    6,07 km l-se "seis quilmetros e sete decmetros"82,107 dam l-se "oitenta e dois decmetros e cento e sete

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    centmetros".0,003 m l-se "trs milmetros".

    Transformao de Unidades

    Observe as seguintes transformaes: Transforme 16,584hm em m.

    km hm dam m dm cm mm

    Para transformar hm em m (duas posies direita) devemos multiplicar por 100 (10 x 10).16,584 x 100 = 1.658,4Ou seja:16,584hm = 1.658,4m

    Transforme 1,463 dam em cm.

    km hm dam m dm cm mm

    Para transformar dam em cm (trs posies direita) devemos multiplicar por 1.000 (10 x 10x 10).1,463 x 1.000 = 1,463Ou seja:1,463dam = 1.463cm.

    Transforme 176,9m em dam.

    km hm dam m dm cm mm

    Para transformar dam em cm (trs posies esquerda) devemos dividir por 10.176,9 : 10 = 17,69Ou seja:176,9m = 17,69dam

    Transforme 978m em km.

    km hm dam m dm cm mm

    Para transformar m em km (trs posies esquerda) devemos dividir por 1.000.978 : 1.000 = 0,978Ou seja:978m = 0,978km.

    Sistemas de Equaes do 1 Grau

    Equaes do 1 grau com uma varivel

    Equao toda sentena matemtica aberta representada por uma igualdade, em que existauma ou mais letras que representam nmeros desconhecidos.

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    Exemplo: X + 3 = 12 4 Forma geral: ax = b, em que x representa a varivel (incgnita) e a e b so nmeros racionais, com a 0.Dizemos que a e b so os coeficientes da equao.(ax = b, a forma mais simples da equaodo 1 grau)

    Exemplos: x - 4 = 2 + 7, (varivel x) 2m + 6 = 12 3 ,(varivel m) -2r + 3 = 31, (varivel r) 5t + 3 = 2t 1 , (varivel t) 3(b 2) = 3 + b,(varivel b) 4 + 7 = 11, ( uma igualdade, mas no possui uma varivel, portanto no uma equao do1 grau) 3x 12 > 13, (possui uma varivel, mas no uma igualdade, portanto no uma equaodo 1 grau)

    Obs: Devemos observar duas partes em uma equao, o 1 membro esquerda do sinal deigual e o 2 membro direita do sinal de igual.Veja:

    Conjunto Universo: Conjunto formado por todos os valores que a varivel pode assumir.Representamos pela letra U. Conjunto Soluo: Conjunto formado por valores do conjunto U que tornam a sentenaverdadeira. Representamos pela letra S. Exemplo:Dentre os elementos do conjunto F = {0, 2, 3, 6, 8, 9}, qual deles torna a sentenamatemtica 2x 4 = 2, verdadeira. 2(0) 4 = 2 Errado2(2) 4 = 2 Errado2(3) 4 = 2 Verdadeiro2(6) 4 = 2 Errado2(8) 4 = 2 Errado2(9) 4 = 2 Errado Devemos observar que o conjunto U = {0, 2, 3, 6, 8, 9}, e conjunto S = {3}

    Raiz da equao Um dado nmero chamado de raiz da equao, quando este torna a igualdade verdadeira.Verificando se um dado nmero raiz da equao:

    Exemplos:1. Vamos verificar se o nmero 4 raiz da equao 9a 4 = 8 + 6a

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    Equao 9a 4 = 8 + 6aVamos substituir a por 4 >> 9(4) 4 = 8 + 6(4) >> 36 4 = 8 + 24 >> 32 = 32Ento, o nmero 4 raiz da equao ou seja conjunto soluo. 2. Vamos verificar se o nmero 3 raiz da equao 2x 3 = 3x + 2.Vamos substituir x por 3 >> 2(-3) 3 = 3(-3) + 2 >> - 6 3 = - 9 + 2 >> - 9 = - 7 ,

    sentena falsa 9 diferente de 7 (- 9 - 7).Ento 3 no raiz da equao ou seja no conjunto soluo da equao. Equaes Equivalentes Duas ou mais equaes que possui o mesmo conjunto soluo (no vazio) so chamadasequaes equivalentes. Exemplo:1. Dada as equaes , sendo U = Q.x + 2 = 8, a raiz ou soluo = 6x = 8 2, a raiz ou soluo = 6x = 6, a raiz ou soluo = 6

    Podemos observar que em todas as equaes apresentadas a raiz ou o conjunto soluo omesmo. Por esse motivo, so chamadas equaes equivalentes.

    Resolvendo Equaes do 1 Grau Resolver uma equao do 1 grau em um determinado conjunto universo significa determinara raiz ou conjunto soluo dessa equao, caso exista soluo. Resoluo:Exemplo:Vamos resolver a equao 5a + 11 = - 4, sendo U = Q.

    Aplicando o principio aditivo, vamos adicionar 11 aos dois membros da equao, e isolar otermo que contm a varivel a no 1 membro.5a + 11 = - 45a + 11 + ( 11) = - 4 + ( 11) (adicionamos 11 para podermos eliminar o + 11 do 1 membro)

    5a = - 4 115a = - 15Aplicando o principio multiplicativo, vamos multiplicar os dois membros por (1/5) 5a . (1/5) = - 15 . (1/5) (multiplicamos os dois lados por (1/5) para podermos eliminar o 5que multiplica a varivel)

    a = - 3

    logo 3 0 Q, S = { - 3}obs:Devemos lembrar que equao uma igualdade, tudo que fizermos em um membro temosque fazer no outro para que a igualdade permanea. Modo prtico:Se voc prestou ateno na resoluo, deve ter observado que o nmero que estava em ummembro com determinado sinal aparece no outro membro com sinal diferente, e quem estavamultiplicando aparece no outro membro dividindo. No processo prtico fazemos assim.5a + 11 = - 45a = - 4 11(observe o sinal do nmero 11)

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    5a = -15a = -(1/5) (observe o nmero 5)a = - 3S = {- 3} Resolvendo equaes pelo mtodo prtico:Exemplos:

    1) Resolva as seguintes equaes do 1 grau com uma varivel sendo U = Qa) y + 5 = 8y = 8 5 (+5 passou para o 2 membro 5) y = 3 S = {3} b) 13x 16 = - 3x 13x + 3x = 16 (- 3x passou para o 1 membro + 3x)16x = 16 x= 16/16 (16 estava multiplicando x, passo para o 2 membro dividindo) x = 1 S = {1} c) 3(x 2) (1 x) = 13 (aplicamos a propriedade distributiva da multiplicao)3x 6 1 + x = 13 3x + x = 13 + 6 +1 (+6 e +1, passaram para o 2 membro 6 e 1) 4x = 20 x= 20/4 (4 passou para o 2 membro dividindo)x = 5 S = {5}

    d) (tiramos o mmc)

    5t 14 = 8t 20 (cancelamos os denominadores)5t 8t = -20 + 14- 3t = - 6 (multiplicamos por 1, 1 membro negativo)3t = 6t = 2S = {2} 2) Vamos resolver a equao 5x 7 = 5x 5, sendo U = Q.5x 7 = 5x 55x 5x = - 5 + 70x = 2x= 2/0No existe diviso por zero, dizemos que a equao impossvel em Q, ento S = { }(vazio). 3) Vamos resolver a equao 5x 4 = - 4 + 5x.5x 4 = - 4 + 5x5x 5x = - 4 + 40x = 0Dizemos que esta equao indetermina (Infinitas solues), logo S = Q. 4) Determine o conjunto soluo da equao 18m 40 = 22m, sendo U = N.18m 40 = 22m18m 22m = 40- 4m = 40 (-1)4m = - 40m= -40/4

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    m = -10No existe 10 no conjunto N(naturais), logo S = { }. Usando Equaes para Resolver Problemas do 1 Grau Exemplos:1)Um nmero somado com seu dobro igual quinze. Determine este nmero.

    x + 2x = 153x = 15x= 15/3x = 5O nmero procurado 5.

    2)Em um terreiro h galinhas e coelhos, num total de 13 animais e 46 ps. Quantas galinhas equantos coelhos h nesse terreiro?Coelho = xGalinhas = 13 x (total de animais menos o nmero de coelhos)Logo, 4x+2(13-x)=46 (nmero de ps de coelho vezes o numero de coelhos + nmero de psde galinha vezes o nmero de galinha igual ao total de ps).4x+2(13-x)=46 4x + 26 2x = 464x 2x = 46 262x = 20x= 20/2x = 10Nmero de coelhos = 10Nmero de galinhas = 13 - 10 = 3

    Inequaes de 1 grau

    Denominamos de inequao, toda sentena matemtica aberta representada por umadesigualdade. O sinais de desigualdade que usamos nas inequaes so: >(maior), 5(x+9), 2m - 6 m - 700

    Resoluo A forma que usamos para resolver as inequaes a mesma usada nas equaes,observando que as equaes so igualdades e as inequaes so desigualdades.Exemplos: x - 9 > 7 - x

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    Obs: Observe que no segundo exemplo a inequao foi multiplicada por -1, o sinal da equaoque era (maior). Sempre que multiplicarmos uma inequao por -1,temos que inverter o sinal da desigualdade.

    Equaes do 2 Grau

    De forma geral, chama-se equao do 2 grau com uma varivel toda equao que pode serescrita na forma, ax2 + bx + c = 0, em que x a varivel e a, b e c so os coeficientes daequao do 2 grau.

    a representa o coeficiente de x2. b representa o coeficiente de x. c representa o termo independente.

    Exemplos de equaes do 2 grau.5x2 - 3x + 2 = 0 onde: a = 5, b = - 3 e c = 2x2 + 6x + 9 = 0 onde: a = 1, b = 6 e c = 9-3x2 + 7x + 1 = 0 onde: a = -3, b = 7 e c = 1-x2 + 5x - 6 = 0 onde: a = - 1, b = 5 e c = -63x2 - 5 = 0 onde: a = 3, b = 0 e c = - 5x2 + 4x = 0 onde: a = 1, b = 4 e c = 0

    Equaes do 2 grau Completas e Incompletas

    Completas: ax2 + bx + c = 0Quando possui os coeficientes a, b e c.Exemplos:x2 4x 12 = 0, onde: a = 1, b = - 4 e c = -12- x2 + 11x 18 = 0, onde: a = -1, b = 11 e c = - 18

    Incompletas: ax2 + bx = 0, ax2 + c = 0 ou ax2 = 0Quando b ou c igual a zero, ou ambos iguais a zero.Exemplos:3x 4a = 0, onde: a = 3, b = - 4 e c = 02x2 + 5 = 0, onde: a = 2, b = 0 e c = 53x2 = 0, onde: a = 3, b = 0 e c = 0

    Razes de uma equao do 2 grau

    Dizemos que um nmero raiz da equao, quando este torna a sentena matemticaverdadeira.Exemplos:

    1. Verifique se o nmero 9 raiz da equao x2 11x + 18 = 0.x2 - 11x + 18 = 0(9)2 - 11(9) + 18 = 0 (substitumos a varivel x por 9)81 - 99 + 18 = 00 = 0 (sim, 9 raiz da equao, observe que os dois membros so iguais)

    2. Verifique se 3 raiz da equao 2x2 + 5x 3 = 0.2x2 + 5x - 3 = 0

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    2(3)2 + 5(3) - 3 = 0 (substitumos a varivel x por 3)2(9) + 15 - 3 = 018 + 15 - 3 = 030 0 (no, 3 no raiz da equao, observe que os dois membros so deferentes)Resolvendo Equaes do 2 Grau

    Equaes Incompletas

    ax2 - bx = 0, (c = 0)

    a)x2 - 4x = 0x(x - 4) = 0 (observe: x foi colocado em evidncia)x = 0x - 4 = 0x = 4S = {0;4}

    b)-2x2 - 8x = 0x(-2x - 8) = 0 (observe: x foi colocado em evidncia)x = 0-2x = 8 (-1)

    2x = - 8 x = - 4S = {0;-4}

    Concluso: Neste tipo de equao sempre umas das razes vai ser igual a zero.ax2 + c = 0, (b = 0)

    a)x2 - 16 = 0x2 = 16 (dois nmeros que elevado ao quadrado d dezeseis , - 4 e + 4).

    x = 4S = {- 4; 4}

    b)-2x2 + 8 = 0-2x2 = - 8(-1)2x2 = 8

    x2 = 4

    x2 = 4

    x = 2S = {- 2; + 2}

    Concluso: Neste tipo de equao sempre as razes vo ser opostas. ax2 = 0, (b = 0, c = 0)

    5x2 = 0

    x2 = 0 x = 0 (zero nulo)S = { 0 }

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    Concluso: Neste tipo de equao sempre a raiz vai ser igual a zero.

    Equaes Completas

    ax2 + bx + c = 0

    Usamos a frmula de Bskara.(Foi um matemtico indiano)

    Observe, que a, b e c so os coeficientes da equao do 2 grau.Resoluo

    Exemplos:x2 8x + 12 = 0a = 1, b = - 8 e c = 12

    (primeiro vamos calcular o valor de delta)

    (substitumos a por 1, b por 8 e c por 12)

    (Delta positivo)

    (frmula de Baskara)

    (substitumos b por 8, delta por 16 e a por 1)

    S = {-6;-2}

    x2 12x + 36 = 0a = 1, b = - 12 e c = 36

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    (Delta igual a zero)

    S = {6}

    2x2 4x + 3 = 0a = 2, b = - 4 e c = 3

    (Delta negativo)

    S = { }, no existe raiz de nmero real negativo

    Importante

    D > 0(Positivo)

    A equao possui duas razes reais e diferentes. (x x)

    D < 0 (Negativo)

    A equao no possui razes reais.

    D = 0

    A equao possui duas razes reais e iguais. (x = x)

    Problemas Envolvendo o Discriminante (Delta)Exemplo:Determine o valor de m na equao 2x2 + 3x + m, para que as razes sejam reais e iguais.

    D = 0 (Razes reais e iguais)a = 2, b = 3 e c = m

    (Esta equao s vai possuir razes reais e iguais quando m = 9/8)

    Determine o valor de m na equao 2x2 - 4x + 5r, para que as razes sejam reais e diferentes.D > 0a = 2, b = - 4 e c = 5r

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    (quando multiplicamos por 1 o sinal da desigualdade muda)

    (Esta equao s vai possuir razes reais e diferentes quando r < 2/5)

    Determine o valor de k na equao -3x2 + 5x 2k, para que no exista razes reais.D < 0a = - 3, b = 5 e c = -2k

    Soma e Produto das Razes da Equao do 2 Grau

    possvel calcular a soma ou produto das razes da equao do 2 grau sem precisar resolvera equao. Graas as relaes de Girard.

    - Soma das razes.

    - Produto das razes.

    Exemplos:Calcule a soma e o produto das razes equaes do 2 grau.

    x2 + 7x + 12 = 0a = 1, b = 7 e c = 12

    Determine o valor de p na equao 4x2 (m 2)x + 3 = 0 para que a soma das razes seja3/4.

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    sistemas

    Sistemas do 1 grau

    Dizemos que duas equaes do 1 grau, formam um sistema quando possuem umasoluo comum (mesma soluo). Nesse caso as duas equaes tem o mesmo conjunto universo.

    Resolvendo sistemas do 1 grau:1) Mtodo da adio: Esse mtodo consiste em adicionarmos as duas equaes membro a membro,observando que nesta operao deveremos eliminar uma varivel. Exemplo 1:

    1 somamos as duas equaes membro a membro:Logo: 2x = 14 logo x = 14/2 Logo x = 7

    Voltamos na 1 ou 2 equao: 1 equao: x + y = 9 (vamos substituir x por 2)2 + y = 9 logo y = 9 2 logo y = 7 S = {(2;7)} Obs: no conjunto soluo de um sistema, devemos colocar o par de nmeros dentro deum parntesis por ser um par ordenado, primeiro x depois y. Exemplo 2:

    Observe que na forma em que se encontram as equaes. Se adicionarmos noeliminaremos nenhuma das variveis. Vamos multiplicar a 1 ou 2 equao por (-1), para queos coeficientes de y fiquem opostos 3 e +3.

    Voltando na 1 equao vamos substituir x por 2.

    s = {(2;1)}

    Sistemas do 2 Grau

    Veja os seguintes sistemas de equaes, com variveis x e y.

    Note que, em cada sistema temos uma equao do 2 grau e uma equao do 1 grau.Estes so chamados sistemas do 2 grau.

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    Resolvendo sistemas do 2 grau:

    Vamos resolver pelo mtodo da substituio.

    Isolando a varivel x na 1 equao.

    x + y = 5 logo x = 5 - y

    Substitumos o valor de x na 2 equao.

    Resolvendo a equao do 2 grau.

    Voltando na 1 equao.x = 5 - yx" = 5 - 3 x" = 2 e x' = 5 - 2 x' = 3

    S = {(3;2),(2;3)

    Equaes

    Equaes Irracionais

    Chamamos de equaes irracionais toda equao em que a varivel ou incgnita se encontradentro do radicando (dentro da raiz).Exemplos:

    Resolvendo Equao Irracionais

    Para resolvermos as equaes irracionais elevamos os dois membros (lados) da equao auma determinada potncia de forma a eliminar o radical (sinal de raiz), se for raiz quadradaelevamos ao quadrado, se for raiz cbica elevamos ao cubo e assim por diante, desta formaestaremos transformando numa equao racional, que j sabemos resolver.Exemplos:Vamos resolver as seguintes equaes irracionais sendo o conjunto universo os nmeros reais,(U = R).

    a)

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    Verificao:

    b)

    Verificao:

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    Equaes Fracionrias

    Definimos como equaes fracionrias toda equao que possui varivel ou incgnita nodenominador. Lembrando sempre que o termo equao significa igualdade.

    Exemplos:

    Resolvendo equaes fracionrias Antes de comearmos a resolver devemos observar : 1 Passo: Determinar o conjunto universo ou campo de existncia.2 passo: Resolver a equao usando os conhecimentos aprendidos na 6 srie. Exemplos resolvidos: Vamos resolver as seguintes equaes fracionrias:

    a) b)

    1) Vamos determinar o conjuntouniverso. ( lembre-se no existe divisopor zero por este motivo )

    2) Vamos a resoluo: mmc (5, x , 15) = 15x

    1) Vamos determinar o conjunto universo.

    2) Vamos a resoluo.

    O mmc (x; x-2) = x (x 2)

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    c)

    1 ) Vamos determinar o conjunto universo.

    2) Vamos a resoluo. Mmc(x-3), (x+3), (x2 9) = (x+3)(x-3) este o mltiplo entre eles

    Reviso:

    Sempre que formos resolver uma equao fracionria, primeiro devemos determinar oconjunto Universo ou seja o campo de existncia.Calculamos o mmc entre os denominadores.Lembre-se, que durante a resoluo substitumos os antigos denominadores pelo mmc, depoisdividimos o mmc pelos antigos denominadores, pegamos o resultado e multiplicamos pelodenominado