Linfocintilografia Dinâmica Em Pacientes Com Linfedema Unilateral

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    09-Jan-2017
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  • LINFOCINTILOGRAFIA DINAMICAEM PACIENTES COM LINFEDEMA-UNILATERAL: AVALIAf;AO QUAN-TITATIVA E SEMIQUANTITATIVA.

    A linfocintilografia fomece informa~oes funcionais do sistema linfMico de fonnapouco invasiva. OBJETIVO: Comparar parfunetros quantitativos e semiquantita-tivos da linfocintilografia em pacientes com linfedema unilateral. METODO: Fo-ram estudados os membros inferiores de 22 pacientes, com edema unilateral e semsinais de comprometimento venoso. Administrou-se soro albumina humana- Tc99mvia intradermica nos pes, seguida de cintilografia dinfunica da regiao inguinaldurante 15 minutos e imagens estaticas dos membros inferiores ap6s 15 e 60minutos. Construfram-se curvas de atividade inguinal, calculando-se sua inclina-~ao por regressao linear. Obteve-se tambem indice semiquantitativo (ISQ) basea-do na analise visual. RESULTADO: Observou-se menor inclina~ao da curva nolado afetado (p=0,017), com sensibilidade de 91% e especificidade de 64% paralinfedema. 0 ISQ foi maior no lado edemaciado (p

  • mite a avalias;ao do trajeto e perviedadedos vasos linfiiticos bem como 0 estudodas cadeias ganglion ares. A busca deparametros quantitativos de amilise, ape-sar de nao prescindir da avalias;ao visu-al,visa facilitar e uniformizar a interpreta-s;ao dos estudos cintilograficos, possi-bilitando a detecs;ao de pequenas altera-s;6es da funs;ao linfiitica. Ah~m disto, aanalise quantitativa facilita a comparas;aoentre estudos durante 0 seguimento ouap6s intervens;6es terapeuticas em urnpaciente.o presente trabalho teve por objetivoestudar a funs;ao linfiitica em pacientescom linfedema unilateral, comparandotecnicas quantitativas e semiquantitati-vas de analise.

    Foram estudados 22 pacientes, de 10 a 72anos de idade (40 ~ 18 anos), sendo 7 dosexo masculino e 15 do sexo feminino, en-carninhados para avalias;ao de linfedemaunilateral de membro inferior. Os dados dos

    Tabela 1

    Figura 1: Estudo dinamico na incidfmcia anterior de bacia em paciente comhist6rico de linfedema primario a direita, com aparecimento da cadeia inguinalesquerda ap6s 6 minutos e sem aparecimento da cadeia inguinal direita.

    Paciente Idade Sexo membro inferior acometido, causa, duracaoVLMS 44 f direito, primiirio + 2 erisipelas, inkio hii 30 anosJGZ 54 m csquerdo, secundiirio, inicio hii 2 aliosAOB 22 f dircito, primiirio, illkio hii 2anosMMR 38 f esquerdo, p6s trauma hii I alloCSM 55 f direito, p6s safenectomia hii 10 alios.JCS 10 f direito, primiirio congenitoIMS 41 f esquerdo, sem causa conhecida, hii 45 diasHMM 44 f direito, sem causa conhecida, hii 2 anosOSM 69 m direito, p6s operat6rio de joelho hii 3anosAYT 69 f esquerdo, sem causa conhecida, hii 6 mesesVOAK 33 m esquerdo, sem causa conhecida, hii I anoRFS 58 m direito, pos erisipela hii 12 anosEPS 40 f esquerdo, p6s erisipela hii 16 anosIYS 46 f direito, sem causa conhecida hii 3 anosAI'S 28 m esquerdo, pos trauma Illi 17 anosEB 30 f direito, pos resseccao sarcoma inguinal hii 3 anosVA 15 r esquerdo, primiirio hii 5 anos.AO 33 r esquero, primiirio hii 3 anosACSG 15 m esquerdo, primiirio hii 4 mesesMCMP 72 r direito, pos cirurgia de joelho hii 3 mescsMCC 49 f esquerdo, pos cirurgia de varizes bilateral hii 18 anosSNM 15 m csqucrdo, primiirio precocc associado a hemangiomas

    pacientes sao apresentados na Tabela 1.As imagens foram adquiridas em camaracintilografica modelo Helix (Elscint - Hai-fa), no Hospital Samaritano de Sao Paulo.o estudo foi feito ap6s administras;ao in-tradermica de soro albumina human a(SAH, IPEN-SP) marc ado com tecnecio-99m na dose de 74 MBq (2 mCi), no pri-meiro espas;o interdigital de ambos os pes.Imediatamente ap6s a injes;ao foi obtidauma imagem na incidencia anterior dos pesdurante 10 segundos, seguida por sequen-cia de imagens com 30 segundos de dura-s;aopor quinze minutos, na incidencia an-terior de bacia (Figura 1). Durante 0 estu-do dinfunico, solicitou-se ao paciente quemovimentasse os pes (rotas;ao e flexo-ex-tensao) a cada 3 minutos. Ap6s 15 minu-tos adquiriram-se imagens do abdomen emembros inferiores em varrredura comvelocidade de 18 cmlminuto, repetidas

  • Figura 2: Imagens de membros inferiores,abdomen e pelve realizadas 1 hora ap6s aadministrar;:ao intradermica da SAH- Tc99m.Nota-se importante assimetria de ascensao,com ma identificar;:ao dos vasos e Iinfono-dos a direita (ISO=19,5).

    ap6s uma hora da inje~ao (Figura 2).Registrou-se para cada membra 0 tempode aparecirnento da cadeia inguinal. Ou-tro parfunetro quantitativo foi obtido ap6sdelirnita~ao de areas de interesse nas ca-deias inguinais e constru~ao de curvas

    mento dos linfonodos), corn 0 mesmopeso na composi~ao final do indice, con-forme representado na Tabela 2. A anali-se foi feita por forma independente por 2medicos nucleares, sendo apresentadosos resultados medios. 0 ISQ abaixo de

    Parametro Valorfluxo !ioratico normal = 0, DOlleQ reduzido= 3, muito reduzido= 5, ausenle = 9refluxo dermico ausente (Ouxo+) - 0, discreto - 3, acentuado - 5, 3usente (fluxo-)- 9aspectos dos vasos Iinfaticos normal = 0, reduzidos - 3, pOlleo visiveis - 5, naD visfveis - 9asoectos dos lin fanodos normal- 0, reduzidos - 3, Douea visiveis - 5, flaD visiveis - 9tempo aparecimento do LN tempo de aparecimento em minutos x 0,075 (60 rnin-4,5, ausente - 9)

    de atividade x tempo para cada membro(Figura 3). A inclina~ao destas curvas,ajustadas por regressao linear, foi calcu-lada e corrigida pela atividade adrninis-trada (dividindo-se pela taxa de conta-gens nos pes ern area de interesse nospes).A linfocintilografia foi tambem analisadade forma serniquantitativa, pelo fndice se-rniquantitativo (lSQ) modificado de Klei-nhans 1985 15. Este fndice varia de 0 a 45e e obtido pel a soma de valores atribuf-dos a parametros da analise visual (fluxolinfMico, refluxo derrnico, aspecto dos lin-fMicos e linfonodos, tempo de apareci-

    811xl0-9 CpS

    13xl0-9 CpS

    Figura 3: Gurva de atividade x tempo da regiao inguinal. Observa-se rapidaascensao da atividade inguinal esquerda com inclinar;:ao da curva de 811x10-9 e lenta ascensao a direita, com inclinar;:ao de 13x10-9.

    10 foi considerado normal.o teste t de Student bicaudal foi utiliza-do para analise pareada da inclina~ao dacurva e ISQ dos membras corn e sem lin-fedema. A sensibilidade e especificidadefoi estimada para os 3 metodos (tempode aparecimento da cadeia inguinal, in-clina~ao da curva e ISQ), considerando-se como normais os membras contralate-rais aos clinicamente edemaciados.

    Os fndices semlquantitativos, 0 tempo deaparecimento e as inclina~6es das cur-vas de atividade inguinal dos membrascorn e sem linfedema estao representa-dos na Tabela 3. Os valores medios dainclina~ao ap6s corre~ao pel a dose ad-rninistrada foram de 66,7 +- 198 x 10-9contiseg para 0 membra corn linfedema e 385,3+- 519,8 x 10-9 contlseg para 0 contra-lateral. A diferen~a entre estes valores foiestatiscamente significativa (p = 0,017).A analise serniquantitativa mostrau fndi-ce medio de 25,5 +- 14,2para 0 membracorn linfedema e 4,6 +- 6,3 para 0 contralateral (Tabela 3). Estes valores foram sig-nificativamente diferentes, corn p< 0,000 1.Os linfonodos inguinais foram identifi-cados nos 15 rninutos iniciais de estudoern 19 dos membros sadios, corn tempomedio de aparecimento de 4,7 rninutos.Ern apenas seis membras corn linfedema

  • Tabela 3 - Inclinar;fio da CUNa de atividade inguinal x tempo e fndice semiquan-titativo

    Paciente TEMPO (minutos) INCLINACAO (cont/seg) ISQcom edema sem edema com edema sem edema com edema sem edema

    VLMS 60 60 2,8 1,4 38,5 17,5JGZ 60 3 13,2 811,8 21,5 O,?AOB 60 60 14 2,9 28,0 6.0MMR 60 4 7,9 1209 10,5 0,3CSM >60 6 22,4 230,4 45,0 0,5JCS >60 I 36,5 270,8 3310 3.1IMS >60 14 0,82 46,1 45,0 10,6HMM >60 60 13,7 17,5 38,0 16.5OSM 2 7 948,8 67,7 0,2 0.5AYT 60 3 55,1 423,7 30,0 O,?VOAK 60 2 14,4 943,8 38,5 0.2RFS II 3 40,5 295,9 16.8 J.7EPS 8 6 106,6 320,4 5,6 3,5IYS 60 2 16,9 1511 21,5 0,2AFS 60 2 59,7 249,9 18,0 0.2EB >60 7 4,6 37,9 43,0 8,5VA 60 3 8,5 116,4 22,5 1,7AO >60 15 5,9 3.1 45,0 20,1ACSG 12 2 55, I 1747 11,9 0,2MCMP 15 5 8,8 33,3 5,6 0.4MCC 12 10 13,3 33,2 12,9 8,3SNM- 60 7 19,8 103,7 30,0 0.5

    foram identificados os linfonodos ingui-nais na fase inicial d~ estudo (Tabela 3).A sensibilidade e especificidade do me-todo, baseando-se na identifica

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