Hei de vencer

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    07-Jun-2015
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Hei de Vencer Original de Arthur Riedel Publicado pela Editora Pensamento S.A. Assunto - Auto-ajuda 11 Edio MCMLXXVI Digitalizado, Revisado e Formatado por Melleticia

NDICEPREFCIO TRIUNFO I - COMO ME VEIO O "HEI de VENCER" II - A VERDADEIRA PRECE O AMOR III - A ESCOLA DA VIDA IV -A AUTO-EDUCAO V CONFORMAO VERSUS INCONFORMAO VI - ONDE EST A FELICIDADE ? VII - ONDE EST A VERDADE ? VIII - VIVER LUTAR IX - DA TRISTEZA A ALEGRIA X - DADOS BIOGRFICOS DE ARTHUR RIEDEL

Projeto Democratizao da Leitura www.portaldetonando.com.br/forumnovo/

PREFCIOARTHUR RIEDER

HEI DE VENCER" no constitui, rigorosamente, um livro, uma obra pensada e escrita pelo autor. A modstia de Arthur Riedel no lhe permitiria as veleidades de encimar, com o seu nome, as pginas de uma brochura. Mas seus admiradores e discpulos tiveram a excelente idia de taquigrafar algumas das palestras que fez, e a reunio de oito dessas conversas, mais um artigo explicando a origem da ultraconsagrada frase "Hei de Vencer", a transcrio do poema "Triunfo" e da pgina de sua irm, Cinira Riedel, formam este precioso volume, digno, por todos os ttulos, de levar aos psteros o nome do professor Riedel. No creio ter passado pela cabea do autor reuni-las em livro, embora o apostolado, a que se dedicou com tanta pertincia e desinteresse, assim o exigisse; pois, apesar de se locomover por todos os cantos do pas, falando a platias as mais distintas, no lhe era possvel, evidentemente, ser ouvido por todos. E estamos certos de que as suas palavras mereciam a ateno, no de milhares, mas de milhes de brasileiros. Alm disso, as geraes vindouras no gozaro o privilgio de ouvi-lo, pois a morte silenciou a sua voz. Este volume falar, portanto, por ele, e tambm, principalmente, dele, pois a verdade que o professor Riedel est inteirinho nestas pginas. Toda a razo de ser de suas idias e de sua conduta diante da vida, ele as exps, com clareza e preciso, graa e segurana, aos seus auditrios. Num certo sentido estas palestras representam o roteiro por ele percorrido at chegar sntese admirvel do "hei de vencer". Dona Cinira Riedel j nos deu alguns dados de sua vida corprea. Mas num homem como Arthur Riedel, o que menos importa sero talvez esses andares do

progresso dentro da sociedade em que viveu. Que tenha sido isto ou aquilo, professor ou comerciante, homem rico ou pobre, solteiro ou casado, so acidentes por assim dizer. O que importa a circunstncia de estarmos diante de um raro exemplar humano, de um ser que afirmava, com muita convico e firmeza, estas eloqentes palavras: "Sou um homem feliz". Feliz, por qu? Por ter vencido nos negcios e amealhado fortuna? Feliz por ter feito um timo casamento ou ter filhos inteligentes e bons? Feliz por receber da sociedade honradas e prmios? Feliz por possuir uma bela casa, ter feito grandes viagens ou lido belos livros? Nada disso. Ao professor Riedel tais preocupaes seriam, quando muito, acessrias. Sua felicidade provinha doutros fatores. Originava-se da convico, certa e inabalvel, de que encontrara a si mesmo, de que a felicidade estava dentro dele mesmo, e que lhe era possvel depois de t-la conquistado, prend-la para todo o sempre. Sua experincia espiritual, evidentemente, no nova. Outros, antes e depois, percorreram o mesmo caminho e chegaram a concluses idnticas. Mas poucos, como ele, souberam transmitir, aos que ainda se encontram perdidos na escurido, a lio de sua experincia, a sabedoria de sua vida. Acontece que o professor Riedel sempre foi um homem simples, a linguagem com que se dirige aos seus ouvintes a linguagem de um homem despido de pretenses. No o orador que diante do auditrio procura a frase de efeito, o tropo sonoro Diz as coisas como elas so, em palavras que qualquer leigo entender logo de sada. E o que nos parece mais interessante: ilustra sempre as afirmativas que faz com pequenos casos ou ligeiras anedotas que esclarecem mais e melhor do que qualquer torneio de frase. Sirva de exemplo a histria, citada por Freud, da vasilha cheia de gua impura. Se quisermos substituir essa gua por uma gua pura, mas no podendo despej-la do balde, como fazer? Abrir sobre ele uma torneira com gua pura. Assim, a gua ir saindo pouco a pouco e no fim de algum tempo a gua impura se tornar pura. Ou ento aquela admirvel histria da peste que ia chegando a determinada cidade em companhia da morte. Ou ainda, a historieta das rs que haviam cado numa vasilha com leite. Uma r, diz ele com seu tpico bom humor, era da escola do "hei de vencer". A outra, era uma r que aceitava o destino pelo destino, porque estava escrito que no adiantava lutar contra a corrente. A r do "hei de vencer" comeou a nadar e a dizer: "hei de vencer, hei de vencer..." A outra rezava e dizia: "Seja feita a vontade de Deus". A primeira batia os ps, mexia-se toda, forcejava por sair da vasilha. A segunda, desanimada, s sabia dizer: "Minha irm, por que esse esforo? no adianta cansar-se; da voc no sai mesmo". A r perseverante respondia: "Saio, sim. O professor Riedel diz que devemos vencer; portanto, "hei de vencer". E aconteceu o inesperado de tanto bater os ps, o leite

virou manteiga e a r pde firmar-se e saltar fora da vasilha. Sua irm, entregue ao fatalismo, encontrou a morte no fundo da vasilha. Mas das pequenas histrias ilustrativas do professor Riedel prefiro a do espelho. Dois homens viram-se pela primeira vez diante de um espelho. Um deles, ao ver-se reproduzido, fez uma careta, imediatamente respondida. Aumentou a carantonha. Tambm o espelho aumentou a carantonha. Irritou-se. O gesto foi fielmente reproduzido. Cuspiu. Idem. Nervoso, j fora de si, investiu contra o espelho. Este, como era natural, partiu-se, ferindo o homem. O segundo, ao contrrio, ao ver aquela figura diante dele, deu um risinho meio encabulado. O de l devolveu-lhe o sorriso, com o mesmo encabulamento. Deu uma risada melhor. A risada que recebeu de volta estava no mesmo nvel. Gargalhou. Recebeu uma gargalhada. No preciso dizer que a segunda atitude a que o professor Riedel assumiria diante de qualquer espelho. Era um otimista. Mais do que isso: um mestre da vida. O ttulo que lhe davam e a que tinha direito era o de professor. Um belo ttulo, sem dvida alguma. No comeo, professor de letras primrias. Mais tarde, professor de otimismo. Discpulo de Emlio Cou, dele tomou a frase: "Todos os dias, sob todos os aspectos, sinto-me cada vez melhor". Mas, embora esplndida, era uma frase algo comprida. Personalizou-a, sintetizando-a neste admirvel "hei de vencer", lema que at chegar sntese admirvel do "hei de vencer", lema que est hoje quantos sabero que dele a idia e a preocupao de divulg-la? inscrito em milhares de lares e de escritrios. Est claro que no foi somente ler a frase de Cou, transform-la no "hei de vencer" e sair cantando pelas estradas. No. Essa frase foi a princpio repetida em todos os sons e horas. Chegou mesmo a adotar um cordel cheio de ns. "Quando a crise vinha, tomava do cordel e, desfiando cada n, como um rosrio, repetia: "Todos os dias, sob todos os aspectos, sinto-me cada vez melhor". A melhora foi lenta. Comeou a dominar sua vontade, a ser senhor de si mesmo. Venceu a crise que o assaltara. No sendo um homem egosta, tratou de passar o tratamento a terceiros. Quando percebeu, estava diante de um auditrio. E durante trinta anos pregou a auto-sugesto mental, o desenvolvimento da vontade. Ensinou milhares de pessoas a ser donas de si mesmas. Adonai Medeiros um discpulo, que atesta: "Assisti a vrias de suas "aulas", como assim chamava, e que eram verdadeiras "sesses" de cura. Regular assistncia o escutava e era de ver a alegria com que prestava ateno a quem lhe invadia o ntimo, desvendando um novo mundo, mais bonito que o em que vivemos. Fora com tudo que vem atristar-nos, com aborrecimentos, com as preocupaes pueris, com as diversas sensaes determinadoras de conflitos neuropatolgicos. O professor no cuidava de polir o perodo

e torn-lo acadmico. Suas palavras ditas com naturalidade, saam cheias de fluidos contagiantes e iam diretas ao consciente de cada um". Este livrinho continuar o apostolado do professor Riedel Os editores mantiveram, nestas pginas, o mesmo tom despretensioso e correntio das conversas. Foi um bem. Os leitores talvez consigam sentir o timbre de voz de seu autor. De uma coisa estamos certos: estas palavras continuaro a fazer discpulos, continuaro a espalhar a lio que foi a constante preocupao de Arthur Riedel, e que poderia ser sintetizada nestas frases: "Tudo te ser dado, se souberes imaginar com clareza e constncia aquilo que desejas. Se no obtns o que pedes, porque no sabes pedir e nem sabes o que pedes. Aprende a cultivar uma imaginao positiva, para benefcio teu e de todas as criaturas. Grava em tua memria que a imaginao uma fora poderosa!" EDGARD CAVALHEIRO

AMIGO L, porque desejo o teu

TRIUNFOArthur Riedel TUDO te ser dado, se souberes imaginar com clareza e constncia aquilo que desejas. Se no obtns o que pedes, porque no sabes pedir e nem sabes o que pedes. Aprende a cultivar uma imaginao positiva, para beneficio teu e de todas as criaturas. Grava em tua memria que a imaginao uma fora poderosa. RUNAS, fracassos, enfermidades e humilhaes que te aborrecem foram atrados por teus pensamentos negativos. Procura descobrir o lado bom de todas as coisas, em ti e em teus prprios inimigos! Segue avante! IRMAO! O temor, o dio, a vaidade, o orgulho, a inveja, o egosmo e a luxria, so pensamentos negativos, culpados da tua derrota. S digno de ti mesmo e repele-os para sempre, a fim de vencer na vida. UMA mente positiva s irradia amor, confiana, paz, segurana, sade, tolerncia, caridade, agrado, serenidade e abundncia. S isto vence na vida. Aprende a ser positivo e a felicidade vir ao teu encontro.

NUNCA faas a outrem o que no desejas a ti prprio, porque, se verdade que podes pensar positiva e negativamente, tambm certo que o que desejares ao teu prximo recebers em dobro! FORMASTE no passado imagens