ESPIRITISMO, UMA NOVA ERA - Uma Nova Era (Richard Simonetti).pdf · PDF fileSuperiores,...

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  • ESPIRITISMO, UMA NOVA ERA

    Richard Simonetti

    O Ilustrado autor toma como roteiro de sua obra o folheto da campanha FEB/CFN Conhea o Espiritismo, uma Nova Era para a Humanidade que ele considera "oportuna e sugestiva sntese doutrinria".

    Em 19 captulos ele desenvolve passo a passo os pontos fundamentais tratados no folheto, de uma forma simples, inteligente e agradvel, quase que coloquial, de quando em vez ilustrando seus ensinos com histrias e fatos pitorescos do cotidiano.

    O livro para todos, espritas e no espritas, de todas as camadas sociais, mas est redigido numa linguagem mais popular, de modo a ser lido e entendido com prazer.

    Nos comentrios que Richard Simonetti escreve, sempre salientada a viso grandiosa proporcionada pela Doutrina Esprita, com o revelar conceitos novos sobre o homem e tudo o que o cerca.

    ISBN 85-7328- 191-X 3* edio

    3.ed

    DOUTRINA ESPRITA OU

    ESPIRITISMO

    O que

    o conjunto de princpios e leis, revelados pelos Espritos Superiores, contidos nas obras de Allan Kardec, que constituem a Codificao Esprita: O Livro dos Espritos, O Livro dos Mdiuns, O Evangelho segundo o Espiritismo, O Cu e o Inferno e A Gnese.

    o Consolador prometido, que veio, no devido tempo, recordar e complementar o que Jesus ensinou, "restabelecendo todas as coisas no seu verdadeiro sentido, trazendo, assim, Humanidade, as bases reais para sua espiritualizao.

    O que revela

  • Revela conceitos novos e mais aprofundados a respeito de Deus, do Universo, dos Homens, dos Espritos e das leis que regem a vida.

    Revela, ainda, o que somos, de onde viemos, para onde vamos, qual o objetivo da nossa existncia e qual a razo da dor e do sofrimento.

    Trazendo conceitos novos sobre o homem e tudo o que o cerca, o Espiritismo toca em todas as reas do conhecimento, das atividades e do comportamento humanos.

    Pode e deve ser estudado, analisado e praticado em todos os aspectos fundamentais da vida, tais como: cientfico, filosfico, religioso, tico, moral, educacional, social.

    VANGUARDA DE

    ESCLARECIMENTO

    O vocbulo espiritismo costuma ser associado a terapias alternativas, ritos africanos, casas mal-assom-bradas, fantasias, supersties...

    O Espiritismo (com e maiusculo) ainda pouco conhecido.

    Da a oportunidade da campanha Espiritismo, uma Nova Era para a Humanidade", da Federao Esprita Brasileira, de cujo lanamento tive o prazer de participar, em palestras no Teatro Municipal de Santos, no dia 8 de maro de 1997.

    Pode parecer pretensioso o ttulo, mas qualquer iniciante sabe que a Doutrina Esprita vem na vanguarda de movimentos renovadores que preparam a promoo de nosso planeta na sociedade dos mundos.

    Deixar a condio de provas e expiaes" para a de regenerao, conforme est em O Evangelho segundo o Espiritismo.

    Isso no significa que o Espiritismo ser a religio do futuro mas, sem dvida, no futuro seus princpios estaro em todas as religies, porquanto enunciam leis que regem nossa evoluo, como a Lei de Causa e Efeito, a Lei da Reencarnao, a Lei de Sintonia Psquica.

    Assim, mais cedo ou mais tarde, essas leis naturais sero suficientemente demonstradas pela Cincia, impondo que as religies as assimilem, da mesma forma que se viram na contingncia de

  • admitir que o Homem fruto da evoluo biolgica e que a Terra no o centro do Universo.

    No sabemos quanto tempo demorar, no desdobrar dos sculos, mas acontecer, to fatalmente quanto o Sol se levanta e se pe todos os dias.

    O folheto institucional da campanha febiana, amplamente divulgado, oportuna e sugestiva sntese doutrinria.

    To logo me veio s mos, senti que ali estava precioso roteiro para uma obra de iniciao.

    o que lhe apresento agora, amigo leitor, observando a seqncia do folheto.

    Assim, O que ", O Que Revela" e "Abrangncia" esto transcritos na abertura destas pginas, como uma apresentao.

    Em seguida temos O que Ensina", nos tpicos que abrem os captulos que se sucedem, com dissertaes sobre as principais questes doutrinrias.

    Finalizando, breves comentrios sobre a Prtica Esprita".

    Procurei guardar fidelidade ao ideal de escrever de forma simples, sem firulas literrias, buscando, tanto quanto possvel, amenizara leitura com histrias e fatos pitorescos.

    Em qualquer atividade, o bom trabalho aquele que atinge sua finalidade. Espero que isso ocorra em relao a estas pginas, leitor amigo. Que elas lhe proporcionem momentos agradveis de leitura edificante em torno dos princpios bsicos da Doutrina Esprita, conforme minha inteno.

    Bauru, agosto de 1998.

    VISO DIFERENTE

    Deus a inteligncia suprema e causa primria de todas as coisas.

    eterno, imutvel, imaterial, nico, onipotente, soberanamente justo e bom.

  • Pesquisa publicada pela Revista Veja, edio, 1489, de 2.4.1997, revela que noventa e nove entre cada cem brasileiros acreditam em Deus.

    Como os adlteros, os estelionatrios, os assassinos, os assaltantes, os egostas, os maledi-centes, os mentirosos, os prepotentes, os violentos, os agressivos, todos os que se comprometem em deslizes morais, constituem bem mais de um por cento da populao, a concluso bvia:

    Essa gente toda o que , no obstante acreditar em Deus.

    Espantoso!

    Teoricamente, a crena num poder supremo que nos criou, que nos governa, que nos v, que julga nossas aes, impondo-nos penas ou recompensas, o grande instrumento para disciplinar o comportamento humano.

    Essa contradio no novidade.

    J em sua Epstola Universal (2:19) o apstolo Tiago diz que o diabo (o Esprito mau) tambm cr em Deus, e at treme! Nem por isso deixa de fazer diabruras.

    Fcil entender.

    A presena de Deus algo muito vago para o homem comum, s voltas com seus problemas e interesses.

    A prpria inexorabilidade da Justia Divina, no obstante enfatizada pelas religies, no o impressiona, suficientemente, a ponto de conter seus impulsos desajustados.

    Situa-se como o motorista que conhece o cdigo de trnsito, sabe que h multas pesadas para os infratores, porm no se sensibiliza.

    A fiscalizao precria, distante...

    Pior tem acontecido ao longo da Histria.

    Gente esperta, que diz acreditar em Deus, serve-se dele para satisfazer suas ambies e desejos.

    Em seu nome, guerreiros e religiosos vm produzindo estragos imensos.

  • J no tempo de Moiss, em nome de Deus, os judeus passavam a fio de espada, em terra inimiga, tudo o que tivesse flego homens e mulheres, velhos e moos, aves e animais...

    Durante a Idade Mdia, em nome de Deus, inquisidores mandavam para a fogueira pessoas que se atreviam a contestar seus interesses.

    Nas Cruzadas, em nome de Deus, os cristos da Europa dizimaram populaes imensas, com a piedosa inteno de libertar o solo sagrado da Palestina.

    Ainda hoje, em nome de Deus, fanticos promovem banhos de sangue em vrias regies do Mundo.

    Devemos isso s concepes antropomrficas desenvolvidas pelas religies um Deus imagem e semelhana do Homem, como um soberano celeste a governar o Universo, com as mesmas paixes e limitaes que nos caracterizam.

    Um Deus to passional e impotente que, em determinado momento, como est na Bblia, arrependeu-se de nos ter criado e at pensou em acabar com a raa humana.

    Por isso as pessoas acreditam em Deus isso intrnseco, o sentimento do filho que intuitivamente admite a existncia do pai que o gerou mas no conseguem viver como seus filhos.

    Falta-lhes esclarecimento e motivao, ausentes nas fantasias que lhes so oferecidas.

    A Doutrina Esprita prope uma viso diferente.

    Deus no o soberano celeste, distante, inacessvel, que tem preferncias, insensvel s dores humanas.

    Deus o crebro criador, a inteligncia csmica que edificou o Universo e sustenta a vida.

    O livro Gnesis, na Bblia, revela que fomos criados sua imagem e semelhana.

    Simbolicamente est perfeito.

    O que identifica nossa filiao o poder criador, presente em nossas iniciativas, a se manifestar em nossas aes.

  • Somos, por isso, senhores de nosso destino, mas submetidos a leis divinas que determinam colhamos todo o bem que semeamos, tanto quanto o mal se voltar contra ns se o exercitarmos.

    Isso ocorre inexoravelmente, no num futuro distante, remoto, na vida espiritual, em etreo tribunal...

    O julgamento instantneo e permanente.

    Somos julgados por nossos sentimentos, pensamentos e aes a cada momento, incessantemente, experimentando,inelutavelmente, a felicidade ou a infelicidade, a euforia ou a depresso, a alegria ou a tristeza, de conformidade com nossas motivaes.

    fcil constatar isso.

    Experimentemos cultivar, durante todo um dia, apenas pensamentos bons, sentimentos nobres, aes edificantes...

    Por vinte e quatro horas proponhamo-nos superar os interesses imediatistas, a ajudar o necessitado, a colaborar com o colega de trabalho, a respeitar as pessoas, a no falar mal de ningum, a perdoar as ofensas...

    Durante mil, quatrocentos e quarenta minutos, comportemo-nos como filhos de Deus, o Pai de infinito amor e misericrdia que, como ensina Jesus, faz nascer o sol para bons e maus e descer a chuva sobre justos e injustos...

    Passemos todo um dia dessa forma e, noite, quando encostarmos a cabea no travesseiro, experimentaremos abenoada tranqilidade e dormiremos o sono dos justos.

    Ser to gratificante que desejaremos viver assim todos os dias!

    Nos comentrios questo treze, em O Livro dos Espritos, Allan Kardec explica por que Deus eterno, imutvel, imaterial, nico, onipotente e soberanamente justo e bom.

    A maior dificuldade est em entender como o Criador pode ser justo e bom se h tanta injustia e maldade no Mundo.

    Como pode permitir que crianas mor