Entrevista Frank Haun, CEO (gerente executivo) da KMW ... · PDF file Gepard Fennek pzH 2000...

Click here to load reader

  • date post

    22-Dec-2020
  • Category

    Documents

  • view

    2
  • download

    0

Embed Size (px)

Transcript of Entrevista Frank Haun, CEO (gerente executivo) da KMW ... · PDF file Gepard Fennek pzH 2000...

  • EspEcial

    Estados Unidos (1 UnidadE)

    Brasil (1 fUtUra UnidadE)

    tUrqUia (1 UnidadE)

    cingapUra (1 UnidadE)

    holanda (1 UnidadE)

    grécia (1 UnidadE)

    alEmanha (5 UnidadEs)

    Entrevista Frank Haun, CEO (gerente executivo) da KMW mundial

    ‘Devemos ficar em Santa Maria por décadas’ Na terça-feira, o Diário fez uma entrevista

    exclusiva com o principal executivo da KMW, Frank Haun, na LAAD, a maior feira de defesa da América Latina, que reuniu 600 fabricantes de 53 países. O alemão Haun contou, em inglês, os planos da KMW para Santa Maria. Veja:

    Diário de Santa Maria – Quais os planos da KMW para Santa Maria e o Brasil?

    Frank Haun – Primeiro, queremos ter cer- teza de que esses Leopard tenham uma his- tória de sucesso no Exército Brasileiro. Nosso interesse é dar suporte ao Exército de uma forma em que eles fiquem satisfeitos com es- ses tanques pelos próximos anos ou décadas. O segundo passo é que o Brasil é membro do Clube dos Leopard. Nosso interesse é trazer tecnologia e trabalho para Santa Maria, para o Brasil. Eu tive um encontro no Brasil em 2010 sobre os princípios de cooperação, e eu entendi

    que para o governo e o povo brasileiro, é muito importante ter mais tecnologia e mais traba- lho no Brasil. Essa é a nossa decisão de trazer essa tecnologia e trabalho ao país. Um coisa é a manutenção dos Leopard, a segunda é que nós vamos trazer novos produtos ao Brasil, desen- volver e fabricar no país em diferentes áreas, em veículos de rodas e com esteiras (lagartas). Vamos ter diferentes atividades no Brasil nos próximos anos, e também diferentes joint- ventures e atividades que vão começar com empresas brasileiras parceiras.

    Diário – Quais são os veículos blindados que a KMW pretende produzir no Brasil?

    Haun – Nós temos duas ideias. Uma é um programa de melhoramento para o M113, que é o veículo que está em exibição aqui no estan- de da KMW na feira LAAD, no Rio, e a segunda ideia é que vamos começar uma atividade (de

    produção) de um novo veículo blindado de ro- das, que seria parecido com o Dingo 2.

    Diário – A KMW quer desenvolver um novo blindado em parceria com o Brasil?

    Haun – Sim, eu diria que nós temos um veí- culo com alta tecnologia. Vamos tentar apresen- tar ao Exército Brasileiro um novo veículo que vai satisfazer suas necessidades, e dar o mais alto nível de segurança ao soldado brasileiro. Esse veículo deve ser feito em Santa Maria e vai em direção ao Dingo 2, que você mencionou.

    Diário – Quantos empregos a KMW pre- tende criar em Santa Maria?

    Haun – Gostaria de dizer centenas ou milha- res, mas assim que começarmos as atividades, dependendo dos programas e projetos que con- quistarmos, o número de empregados crescerá. Estou certo de que, entre o primeiro e o segundo ano, vamos ter 50 a cem pessoas, mas a longo

    prazo poderá ser muito mais. Mas, mais uma vez, isso vai depender dos programas. Se não tivermos outros (além da manutenção dos Leo- pard), não poderemos empregar muita gente.

    Diário – Quanto a KMW investirá? Haun – Isso depende ainda de muitos fato-

    res, ainda estamos negociando uma área de ter- ra. E teremos ainda os equipamentos e as obras de construção. Eu poderia dizer de 5 milhões a 10 milhões (de euros) (R$ 11 milhões a R$ 23 milhões), mas pode ser muito mais ao longo do tempo. Dependerá das negociações.

    Diário – Vocês têm planos de ficar em San- ta Maria por um longo tempo?

    Haun – Sim, por anos, anos e anos, porque nossos tanques são desenhados para durar mui- to tempo, mais do que um carro de passeio. Es- ses tanques servirão ao Exército Brasileiro por

    SiStema de ponteS móveiS

    Boxer

    ampv

    GFF4 donar

    Gepard Fennek pzH 2000

    Claudio Vaz – 10/03/11

    fotos KMW, diVulgação

    opiniões sobre a vinda da KMW

    o que a KMW produz A KMW tem indústrias em seis países (veja mapa), sendo cinco fábricas só na Alemanha. Nessas unidades, com seus 3,4 mil funcionários, a empresa fabrica diversos tipos de caminhões, tanques e carros blindados, além de pontes móveis. Confira abaixo alguns exemplos de blindados que a KMW produz e que são usados por Exércitos de mais de 30 países.

    leopard 1a5

    siMuladores do leopard No Centro de Instrução de Blindados, em Santa Maria, militares serão treinados a operar os Leopard em simuladores (incluindo cabines ao fundo), que também foram comprados da KMW

    “Um dos grandes diferenciais de a KMW ter se instalado em Santa Maria foi o fato de poder contar com a UFSM, principalmente pela área de atuação dela, que não é só a área de construção, mas toda a tecnologia embarcada. Hoje temos cursos de Engenharia Elétrica, Engenharia de Automação e Controle, Engenharia da Computação, Ciência da Computação, todas as áreas relacionadas à tecnologia embarcada. Isso foi um grande diferencial. E poder contar com empresas que vão colocar recursos e fixar profissionais na região, para nós é muito interessante, porque nós sempre trabalhamos, nesses últimos 20 anos, no sentido de oportunizar algumas situações para que os

    profissionais formados da UFSM pudessem se fixar aqui na região. A Incubadora Tecnológica, o Comitê de Empreendedorismo, o Parque Tecnológico, a infraestrutura viária, todas essas ações do poder público municipal, estadual, federal e da universidade, estão fazendo com que agora nós possamos colher frutos. É bastante importante para a cidade e para a universidade porque é mais um campo de pesquisa e atuação que se abre.”

    Felipe Müller, reitor da UFSM

    “É excelente. É uma empresa globalizada. Ela já vem com os investimentos pré-definidos, e ela está em Santa Maria porque o negócio dela está aqui. Essa é a importância, pela primeira vez, da questão do Exército de Santa Maria ter essa contingência toda. É a primeira vez que eu vejo o Exército alavancar uma coisa da indústria voltada a esse negócio que é a defesa. Eu acho excelente. Na segunda etapa, em que será a produção, aí, sim, que a gente vai ver um resultado grande. Então, o que temos de torcer bastante é para que essa primeira etapa (manutenção dos blindados) se concretize o quanto antes, esse trabalho deles comece, eles tenham esse respaldo do governo federal, e

    evoluindo isso aí, acredito que eles invistam pesadamente nessa indústria brasileira que estará instalada aqui em Santa Maria. O mercado metal-mecânico da cidade se fortalece porque, se não tem mão de obra aqui, vai acabar vindo mão de obra mais especializada de fora. E talvez a KMW ajude no investimento em formação de mão de obra.”

    Odimara Marion Lamb, presidente da Associação Distrito Vivo

    “Sempre poderá ser uma referência para Santa Maria dizer que está instalada aqui essa empresa. Isso vai criar uma espécie de chamarisco, atrás da KMW nós podemos trazer várias outras empresas. Seja no entorno da KMW, ou seja também outras empresas que vão se sentir atraídas, até porque, uma empresa com esse nome e esse alto padrão tecnológico é uma questão de grande relevância, não ignorando as outras empresas que também são importantes. Tive o convite de um diretor da KMW para participar de uma feira em setembro, no Rio de Janeiro, com mil empresas alemãs. Ele quer que a prefeitura de Santa Maria monte um

    estande nessa feira porque quer indicar Santa Maria para outras empresas alemãs. É um mundo novo que se abre. Se a gente tiver 10 possibilidades, e a gente conseguir uma, nós não perdemos nove. Nós ganhamos uma, porque nós não tínhamos nada.”

    Cezar Schirmer, prefeito de Santa Maria (PMDB)

    os planos para a KmW do Brasil

    n A KMW construirá em Santa Maria uma unidade de manuten- ção dos 220 blindados Leopard 1A5, comprados pelo Exército n Em Santa Maria, a KMW também montará um centro de pesquisa e desenvolvimento para criar um novo carro de combate para ser oferecido ao Exército Brasileiro e a outros países. Esse novo blindado de transporte de tropas, que deve ser fabrica- do em Santa Maria, pode ser parecido com o Dingo 2, que foi usado pelo Exército alemão no Kosovo e no Afeganistão. Ele é tão protegido que, segundo a KMW, nenhum militar morreu dentro dele, suportando minas e mísseis portáteis n Nos próximos anos, a KMW pretende começar a fabricar um blindado parecido com o Dingo 2 e também um sistema de pontes móveis. Quer também fazer a modernização e o reforço dos M113 do Exército Brasileiro

    ponteS móveiS leGuan

    dinGo 2