Edi§£o 1231

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Edição 1231 do jornal O Ribatejo em PDF Inteligente

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  • 243 309 600 Telefone 243 333 766 Fax CNE - Quinta das Cegonhas - Apartado 355 - 2000 -471 Santarm info@oribatejo.pt www.oribatejo.pt

    DIRECTOR Joaquim Duarte

    SEMANRIO | 5 de Junho de 2009 | Ano X XIII | N. 1231 | 0,80 (IVA 5% includo)

    SantarmSantarmcapital porcapital por

    um diaum dia

    SantarmPJ deteve homem que ajudou menina a fugir

    pgina 10

    AzinhagaSaramago regressou para inaugurar esttua

    pgina 17

    Santarm Sagres quer comprar DrinkIn

    pgina 52

    AbrantesDavid Fonseca nas Festas da cidade

    pgina 38

    ESPECIALFeira Nacional de Agricultura

    pginas 27 a 30

  • praapblica2

    elesdizem

    PRAA PBLICA | OPINIO O Ribatejo5 | Junho | 2009

    rA poltica o ver-dadeiro territrio do

    cinismo, da hipocrisia,

    da imoralidade. Os

    meus piores advers-

    rios esto dentro do

    PSD, so os que gritam

    mais Idem Idem

    rO PS quer silenciar-me. Houve

    presso e a Entidade

    Reguladora da Comu-

    nicao teve de agir: a

    voz do dono foi mais

    forte Manuela Moura Guedes Dirio I

    r Todos podemos matar um dia, faz par-

    te da nossa natureza, e

    nem sempre crime Moita Flores

    Playboy

    rA justia, em demasia-dos casos, no funciona,

    nomeadamente, quando

    envolve polticos ou des-

    portistas mediticos

    Mrio Soares

    Viso

    sopa da pedra

    crnica de maldizer

    Eurico H. Conscincia

    Esses polticos...

    Azambuja castia

    1 Foi o Miguel Torga que dis-se que s h uma maneira de ser-mos livres face ao poder: ter a dignidade de o no servir.

    Entre ns, fomos justificando os constantes desvios de que to-dos os dias nos do notcias (cor-rupes, gestes danosas de inte-resses pblicos, compadrios, em-pregos no Estado ou nas cmaras sem limites para os do Partido no poder, benesses para os nossos e ossos para os outros, etc., etc.), fo-mos desculpando tudo com o ar-gumento de que a aprendizagem da democracia longa, mas que vale a pena, porque, se o regime democrtico tem muitos defei-tos, mais defeitos tm os outros; que a persistncia democrtica por mais dez ou vinte anos ir pr as coisas no stio. Veja-se a Inglaterra, com uma democracia modelar porque j tem centenas de anos

    O ltimo desses argumentos foi posto prova nas ltimas se-manas. Afinal, se h polticos portugueses que fabricam via-gens fantasmas e moradas dis-tantes do Parlamento ou das Assembleias Municipais para receberem milhares indevidos de subsdios, descobriu-se agora que os parlamentares ingleses, tanto os do PS l do stio como os do PSD de l, tm roubado o povo sossegadamente, sacando do Estado dinheiros indevidos com aldrabices sucessivas: cus-tos de obras que cobraram sem as terem feito, subsdios para ren-das falsificadas ou para coisas pessoalssimas no autorizadas, etc., etc.

    Um forrobod danado!Para rematar, concluiu-se que

    dois ilustres membros da Cma-ra dos Lordes, do partido traba-lhista, praticaram a ltima das

    ignomnias, nada ajustada con-dio de lorde: venderam-se; re-ceberam dinheiros para votarem certa lei!

    Pelos vistos, centenas de anos de democracia, no impediram que

    Mas nas consequncias dos ac-tos v-se a clara diferena entre os ingleses e os portugueses: os polticos ingleses corruptos ou se tm demitido ou foram obri-gados a demitir-se ou vo sen-do suspensos medida que se descobrem as porcarias que fi-zeram

    2 No se entenda o que aca-bam de ler como ataque demo-cracia.

    No ser um hino s virtudes democrticas, mas coisa de que estamos cada vez mais carentes: um apelo decncia e digni-dade.

    3 - A Justia, entre ns, vai de

    mal a pior. E os magistrados, que h poucos anos eram das pessoas mais respeitadas pelo povo, apa-recem agora nos ltimos lugares da considerao popular por culpa dos polticos, que tudo vo destruindo.

    Abaixo dos magistrados s j aparecem os ministros e os de-putados.

    4 Ms companhias. Dos pol-ticos dizia Zeca Afonso que so uma cambada escolopndrica e que so oxiuros,

    5 Que no esto na poltica para servir a comunidade, mas para se governarem - como se refere no recente livro de Con-ceio Teixeira O povo semi-so-berano. Partidos e Recrutamento Parlamentar em Portugal: os de-putados tendem a encarar a sua actividade mais como uma colo-cao num determinado cargo do que como um servio causa

    pblica, sendo o seu principal ob-jectivo manterem-se na poltica a todo o custo.

    No so s os deputados que se portam assim.

    E agora, com a crise que nunca mais acaba e que vai agravar-se, quatro anos no Parlamento cons-tituem um invejadssimo abono de famlia.

    Para lhe poupar, leitor, a con-sulta do dicionrio:

    Os oxiuros so vermes que pa-rasitam os intestinos humanos. Aquilo a que vulgarmente cha-mamos bichas.

    Escolopndrica, cambada es-colopndrica, reporta-se cen-topeia, escolopendra: insecto peonhento de muitos ps.

    Lorde, na Inglaterra, um ttu-lo de nobreza!

    Em Portugal, d-se esse nome a muitos ces.

    uma longa entrevista de 8 p-ginas onde Moita Flores entalado entre os nus de Ana Malhoa e de uma outra jovem beldade de que no fixamos o nome discorre so-bre poltica, crime e literatura. Uma entrevista aberta e franca onde o escritor e famosssimo autarca de Santarm trata os bois pelos nomes. Que como quem diz, no poupa os qualificativos tambm das suas im-presses sobre a fauna local.

    A ler na Playboy portuguesa de Junho, que se junta assim efem-ride das armas e bares a assina-lar este ms em Santarm.

    Chegou ao fim mais uma edio da Feira de Maio na Azambuja. A autarquia contabi-lizou cerca de 300 mil visitantes. E moda do internacionalismo proletrio do Avan-te, tambm contabilizou consumos: bebe-ram-se 7.000 litros de vinho, comeram-se 7.000 mil quilos de sardinha e 4.000 qui-

    los de po. Um enorme sucesso, portanto. Porm, a paisagem urbana nalguns dos

    seus afloramentos no ajuda nada a este apelo s tradies ribatejanas. Como na foto, com estes campinos entalados entre prdios incaractersticos (de reboleiras dos subrbios).

    Moita na Playboy

  • CartoondeAntnio Maia

    Qual a principal prioridade para a Europa nos prximos anos?

    Rui BarreiroCandidato do PS ao

    Parlamento Europeu

    A nossa prioridade combater o desemprego e ajudar a ro-bustecer a economia. Temos que apoiar as pequenas e mdias empresas e investir na cincia e na educao. O PSD defende ainda um reforo das polticas sociais e tambm um reforo da liberdade, dando mais segurana e melhor justia, definindo po-lticas europeias de segurana interna, estendendo o interesse europeu ao combate pequena e mdia criminalidade.

    Carlos CoelhoCandidato do PSD ao Parlamento Europeu

    O principal desafio que se pe hoje Europa a questo do emprego. Julgo que o aumento que se tem verificado deve ser uma preocupao central dos parlamentares europeus que de-vem obrigar a que se tomem medidas com impactos reais na criao de emprego. S com emprego e condies de vida ade-quadas se obtm uma sociedade justa, solidria e democrtica. No h exerccio de cidadania real se as condies de bem-estar no forem iguais para todos. A Europa tem que ser competitiva mas no pode colocar as questes sociais dentro da gaveta. Pen-so deve haver uma preocupao em atribuir apoios majorados aos projectos agrcolas que criem emprego.

    A prioridade tem que ser o combate crise. Pensamos que esta crise s pode ser vencida com a reforma do actual modelo eco-nmico e pensar que esta tambm uma crise social e ambiental e que precisa de uma poltica de reforo s economias locais, de combate ao desemprego e s alteraes climticas. Para vencer esta crise temos que mudar este modelo de desenvolvimento econmico sustentado na explorao do homem pelo homem. Temos que pensar tambm em ter objectivos ambientais mais ambiciosos, porque as metas estipuladas de 20% de reduo, de poupana energtica e de mais energias renovveis, no sufi-ciente para impedir que o aumento da temperatura.

    Francisco Madeira Lopes

    Candidato da CDU ao Parlamento Europeu

    a pergunta da semana

    O Ribatejo5 | Junho | 2009

    Celebrar Santarm no mundolusfono

    3OPINIO | PRAA PBLICA

    editorialF

    Devemos apostar mais em questes relacionadas com a sus-tentabilidade do sistema econmico, com o ambiente, com ques-tes estruturantes como o futuro da educao e a educao para o futuro. A tnica no deve ser posta numa perspectiva muito imediata de ir resolvendo os problemas ponto a ponto. O poder europeu tem que procurar resolver os problemas antes deles sur-girem. O desemprego s se resolve quando se resolverem outras questes. O desemprego um sintoma de outras doenas, como as questes ligadas produo, do sistema social, da sade, que so de facto as causas do problema. No se deve procurar apenas um comprimido mas principalmente preciso pensar a mdio prazo para resolver os problemas de forma estrutural.

    Fabola CardosoCandidata do BE ao

    Parlamento Europeu

    H muito que os astros no eram to favorveis a Santarm. Por uns dias, neste ms de Junho, Santarm vai ser a capital do mundo portugus. A 10 de Junho a nossa ci-dade vai acolher as mais altas indivi-dualidades do Pas, o corpo diplom-tico com representao em Portugal e ainda jornalistas de toda a comu-nidade lusfona, que levaro longe o nome de Santarm. E um daqueles acasos felizes que estas comemo-raes do 10 de Junho coincidam, no tempo e realizao, com a Feira Nacional de Agricultura, marca dis-tintiva das tradies ribatejanas e da nossa identidade mais profunda.

    A organizao das comemora-es do 10 de Junho, Dia de Portu-gal, de Cames e das Comunidades Lusfonas e a escolha da cidade de Santarm como palco destas cele-braes ,