Cora§£o de Pedra - Diana

download Cora§£o de Pedra - Diana

of 744

  • date post

    01-Mar-2016
  • Category

    Documents

  • view

    971
  • download

    0

Embed Size (px)

Transcript of Cora§£o de Pedra - Diana

  • Corao de PedraUm amor de infnciaComo homem de negcios efazendeiro, Boone Sinclairpossui tudo o que sempre quis mas Keely Welsh jamaisfizera parte de seus planos. Adoce menina sempre foraapaixonada pelo taciturnocowboy, embora soubesse que

  • no tinha nenhuma chanceAfinal, ele era experiente, eela, muito inocente.Quando a vida de Keely ameaada por foras que elano consegue controlar, ele setorna sua nica chance desobrevivncia. Boone amarca registrada do tpicohomem do Texas: calado,nobre, leal e bastante teimoso.Caber a Keely convenc-lode que ela no mais uma

  • menina, e sim uma mulherpronta para arrebatar seucorao!

  • Querida leitora,

    Tenho este livro em minha mente hmais de dois anos, porm no conseguiafazer com que a premissa funcionasse.Ento, trabalhei nela durante o meutempo livre, at deixar o enredo doexatamente como eu queria. Istoacontece muito com algumas histrias.Por mais que goste delas, no consigodeix-las dignas de um romance.Portanto, lapido a ideia original at quefique perfeita.

    Nasci no sudoeste da Gergia, emCuthbert, onde minha irm e minhasobrinha ainda vivem. Meu av tinha

  • uma fazenda em Calhoun County, umlugar que infestado de cascavis.Quando eu era criana, tinha um code caa chamado Buck, que era meuamigo e protetor. Eu era mope, masningum sabia, at porque no fariamuita diferena, j que no tnhamosdinheiro para comprar culos. Um dia,eu estava andando pela grama nafazenda e Buck correu na minha frente.Ouvi um som que parecia o de baconfritando, e, minutos depois, Buckapareceu carregando uma cascavel de 1metro de comprimento.

    Buck salvou a minha vida. Elemorreu quando tinha 12 anos, masjamais vou esquec-lo. Sem ele, eu no

  • teria crescido para me tornar umaautora de romances.

    Ao escrever este livro, no lembrei sdas cascavis, mas tambm de sentar navaranda nas noites preguiosas devero, ouvindo os grilos e os ces,assistindo ao movimento dos vaga-lumes enquanto comia amendoimquentinho. Doces lembranas

    Boa leitura!Diana Palmer

  • CORAO DE PEDRA

    TraduoVera Vasconcellos

  • 2015

  • Captulo 1

    KEELY WELSH sentiu a presena deleantes de erguer o olhar e v-lo. Eraassim desde que conhecera BooneSinclair, o irmo mais velho de suamelhor amiga. Ele no era umestonteante astro de cinema e nemmesmo um ser socivel, mas sim umhomem recluso e solitrio queraramente sorria, cuja presena

  • intimidava as pessoas. Por alguma razodesconhecida, Keely sempre pressentiaquando ele estava por perto, mesmoque no o estivesse vendo.

    Era um homem alto e magro, mastinha pernas musculosas e mos e pslongos. Alguns rumores sobre BooneSinclair se tornavam mais exagerados medida que eram passados adiante.Comentavam que ele estivera nasForas Especiais do Exrcito, noexterior, cinco anos antes; que salvarasua unidade da destruio certa; queganhara medalhas; que almoara com opresidente na Casa Branca; que fizeraum cruzeiro com um autor de fama

  • mundial; que quase se casara com umaprincesa europeia, e da por diante.

    Ningum sabia a verdade. Bem,talvez Winona e Clark Sinclairsoubessem. Winnie, Clark e Booneeram mais unidos do que a maioria dosirmos costumava ser. Mas Winnie nocomentava sobre a vida particular doirmo mais velho, nem mesmo comKeely.

    No houvera um dia, desde quetinha 13 anos, que Keely no tivesseamado Boone Sinclair. Observava-o adistncia, com os olhos verdes suaves ecobiosos. As mos tremiam caso sedeparasse inesperadamente com ele.Como naquele momento.

  • Boone estava parado diante dobalco, fazendo o registro de entrada.Tinha uma consulta marcada para fazera vacinao de rotina de seu cachorro.Fazia isso uma vez por ano. Ele amavaseu Pastor Alemo preto e marrom-claro, chamado Bailey. As pessoascomentavam que o co era o nico serno mundo que Boone amava de fato.Talvez ele gostasse dos irmos, mas nodemonstrava. No entanto, noconseguia esconder a afeio por Bailey.

    Um dos tcnicos em veterinriasurgiu com um bloco nas mos echamou Bailey, sorrindo para Boone,que no retribuiu a gentileza. Ele guiouo co idoso para o consultrio,

  • passando por Keely sem ao menos lhedirigir o olhar. Boone no falava comela. No que lhe dizia respeito, KeelyWelsh era invisvel.

    Quando Boone fechou a porta doconsultrio, aps entrar, ela deixouescapar um suspiro. Ele agia da mesmaforma em qualquer lugar em que avisse. Na verdade, tinha a mesmareao em seu enorme rancho, prximoa Comanche Wells, no Oeste deJacobsville, Texas. Nunca proibiraWinnie de convid-la para almoar oupara um ocasional passeio a cavalo, masa ignorava da mesma forma.

    engraado dissera Winnie umdia, quando as duas estavam

  • cavalgando. Boone nunca tecenenhum comentrio sobre voc, masfaz questo de fingir que no a v. Ficoimaginando por qu. E ento,encarara-a com aqueles olhos escurosmaliciosos, emoldurados pelo cabeloloiro. No saberia me dizer a razo,certo?

    Keely se limitou a sorrir. No tenho a menor ideia dissera.

    E estava sendo sincera. Ele s faz isso com voc

    continuara a amiga pensativa. muitoeducado com as namoradas ocasionaisde Clark. At mesmo com aquelagaronete que Clark trouxe para jantarem nossa casa uma noite dessas, e voc

  • sabe como Boone pode ser esnobe.Ainda assim, finge que voc no existe.

    Talvez eu o faa se recordar dealgum de quem no gosta retrucaraKeely.

    Houve aquela jovem de quem eleestava noivo dissera Winnie do nada.

    Keely sentiu o corao dar um saltodentro do peito.

    Sim, lembro-me quando ele ficounoivo. Ela estava com 14 anos, quase15, um pouco antes de ele voltar doexterior. O corao adolescente deKeely havia se despedaado.

    Foi pouco antes de voc voltar aviver com sua me aqui continuaraWinnie, como se lhe estivesse lendo a

  • mente. Na verdade, foi na mesmapoca em que ele comeou a se excederna bebida. A amiga hesitara. A mede Keely era alcolica e aquele era umassunto delicado para ela. Enfim,Boone estava se desligando do exrcitonaquela poca. A noiva correu para aAlemanha, para onde ele foi levadodepois de ser transportado dehelicptero do campo de batalha,ferido. E depois Puff! Ela despareceu.Boone voltou para casa e nunca maismencionou o nome dela. Nenhum dens conseguiu descobriu o queaconteceu.

    Algum comentou que elapertencia realeza europeia arriscara

  • Keely tmida. Possua um parentesco afastado

    com um homem que foi nomeadocavaleiro na Inglaterra. A resposta daamiga soara sarcstica. De qualquerforma, ela desapareceu e ele ficouamargurado por um longo tempo. Eento, algumas semanas atrs, otelefone tocou e era ela. A ex-noiva estvivendo com o pai, que possui umaagncia de detetives particulares em SanAntonio. Ela disse a Boone quecometeu um grave erro e queria reataro relacionamento. Keely sentira ocorao descer para os ps. Uma rivalque tinha uma histria com Boone.Sentira-se arrasada s de pensar em tal

  • possibilidade, apesar do fato de nuncater se aproximado o suficiente de Boonepara ao menos ter de competir com aoutra mulher.

    Seu irmo no perdoa as pessoas prosseguira Keely, pensando alto.

    Isso mesmo. retrucara Winnie,sorrindo. Mas ele suavizou um pouco.Agora, est saindo ocasionalmente comela. Na verdade, os dois iro a um showdo Desperado semana que vem.

    Keely franziu a testa. Boone gosta de rock pesado?

    perguntou surpresa. Ele parecia tosrio e reservado que no podiaimagin-lo em um show de rock.

    E acabara fazendo tal comentrio.

  • Winnie soltara uma risada. Eu posso. Boone no o tipo

    conservador e calado que parece ser.Principalmente quando se irrita ouentra em alguma discusso.

    Boone no discute. dissera Keely,mais uma vez dando voz aopensamento.

    Aquele homem nunca discutia.Quando se irritava para valer, socava.Nunca as mulheres, claro, mas oshomens que trabalhavam para elesabiam que no deviam pression-lo,principalmente se ele estivesse de mauhumor. Um cavalario acabaradescobrindo da pior forma possvel queningum fazia piadas com o patro.

  • Boone levara um coice de um cavalo e orapaz achara hilariante. Ele amarrara ocavalario a uma estaca e lhe esfregaraum balde de feno reciclado. Tudo semdizer uma palavra.

    Keely soltara uma risada. O que foi? perguntara Winnie. Estava me lembrando daquele

    cavalarioWinnie tambm soltara uma risada. O rapaz disse que no conseguia

    acreditar, mesmo enquanto estavaacontecendo. Boone tem uma aparnciamuito austera, como se nunca tivessesujado as mos de poeira. Os caubisque trabalham para ele costumavamsubestim-lo. No mais.

  • O episdio com a cascavel tambm digno de nota retrucara Keely,achando graa.

    O cozinheiro ficou to chocado! exclamou Winnie. De fato, era umpssimo cozinheiro, mas ameaouprocessar Boone se o demitisse. Ento,ficamos presos a ele. E tambmameaou cozinhar uma cascavel paraBoone se ele continuasse a fazer crticas comida. Tambm fez algunscomentrios cidos sobre o sumio danoiva de Boone. E ento, certa manh,foi verificar se seu tacho de ferro estavalimpo o suficiente para que pudessecozinhar e uma cascavel saltou em seurosto!

  • Sorte do cozinheiro a cobra estarsem presas.

    Mas ele no sabia disso! retrucaraWinnie, gargalhando. E tambm nosoube quem foi o autor da faanha.Demitiu-se no ato. Os homensliteralmente deram vivas, enquanto ocarro dele se afastava. O cozinheiro queo sucedeu era talentoso eextremamente educado com meuirmo.

    Isso no me surpreende.Winnie fizera um movimento

    negativo com a cabea. Boone tem essas pequenas

    idiossincrasias murmurara ela. Como nunca ligar o aquecedor de seu

  • quarto, mesmo quando est um friocongelante e desfilar por a com acamisa fechada at o colarinho.

    Nunca o vi sem camisa comentara Keely. O que era incomum,j que a maioria dos caubis trabalhavanu da cintura par