Catlogo de Caligraf­a

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    Dilma Vana RousseffPresidenta da Repblica

    Guido MantegaMinistro da Fazenda

    Jorge Fontana HeredaPresidente da Caixa Econmica Federal

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    Atuar na promoo da cidadania e do desenvolvimentosustentvel do pas, como instituio financeira, agentede polticas pblicas e parceira estratgica do EstadoBrasileiro, um dos principais objetivos definidos namisso da CAIXA.

    A instituio acredita que o desenvolvimento sustentveldo pas no se d apenas nas esferas econmica, sociale ambiental, mas engloba tambm o desenvolvimentocultural do nosso povo e a valorizao de suas tradies.

    A CAIXA participa ativamente no fomento artsticoe cultural do pas promovendo projetos em diversossegmentos como: msica, teatro, dana, artes plsticas,alm de apoiar museus e a preservao de acervospblicos brasileiros, com o objetivo de restaurar, reformar,modernizar, digitalizar e propiciar um maior acesso dapopulao aos bens culturais do pas.

    De acordo com essas diretrizes, a CAIX A patrocina oCiclo Mandacaru de Oficinas de Caligrafia, que tra z paraas unidades da CAIX A Cultural de So Paulo, Salvador,Braslia e Fortaleza, quatro dias de oficinas, cujaspropostas tm em comum o exerccio de liberdade ecriatividade, atravs do gesto da escrita. O objetivo desseprojeto compartilhar o conhecimento de grandes nomesda caligra fia nacional com pessoas interessadas pelo tema,seja iniciante ou experiente, e ainda fomentar nos jovenstalentos o prazer de trabalhar sua escrita.

    CAIXA ECONMICA FEDERAL

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    CALIGRAFIA NA CAIXA CULTURAL

    Como disse uma vez o calgrafo convidado Cludio Gil:A caligrafia a memria do gesto que constri a escrita,d solidez palavra, sedimenta e protege a linguagem.Quase esquecida no vasto universo de sua prpria herana o design grfico a caligra fia parece fazer parte de umtempo sem volta, j que nos dias de hoje, poucos desenhamsuas letras mo livre.

    A ideia de dedicar o terceiro CICLO MANDACARU DEOFICINAS ao tema CALIGRAFIA veio da vontade deresgatar essa tal memria do gesto o gesto da escrita,uma ao to pessoal que deixa marcas autorais, individuais,inimitveis. A Mandacaru segue firme no propsito depromover e difundir algumas atividades manuais queandam meio esquecidas nestes tempos exageradamentedigitais assim como j fez com as oficinas de colheres debambu, ilustrao, quadrinhos e tipografia.

    Temos a alegria de realizar este projeto em mais umaparceria com a CAIX A Cultural, e com ele apresentarquatro grandes mestres do trao vindos de vrias partesdo pas: AndraBranco e Tony de Marco so de So Paulo,Cludio Gil vem do Rio de Janeiro e Matheus Barbosa, doRecife. Levando as oficinas sempre gratuitas e abertasao pblico s unidades de So Paulo, Salvador, Brasliae a recm-inaugurada em Fortaleza, buscamos rea lizarum intercmbio cultural nesta nao continental que o

    nosso Brasil.

    Bebel Abreu, curadora

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    Em tempos de e-mail e SMS, para muitagente, o hbito de escrever a mo est restritoa fazer lista de compras e anotar um recadoou outro. Mas quem no tem na memria apoca da alfabetizao, quando aprendamosa desenhar as letras, muitas vezes usandocadernos de caligrafia? Esse simples atode comunicar uma mensagem com letrasdesenhadas guarda quase trs mil anos de

    histria da escrita.Escrita e caligrafia andam juntas a segundaest inserida na primeira mas vai alm: ela uma espcie de poesia formal onde o modode construo, combinado com a ferramenta,torna mgico o modo de escrever, dando aindamais fora ao contedo da escrita. A palavracaligrafia vem do grego e significa a arte da

    bela escrita: beleza (kallos) e escrever(graphein). Alm da beleza, a caligrafiatambm deve respeitar harmonia, ordeme ritmo. o caso das delicadas letras dosconvites de casamento, um dos usos atuaismais comuns dessa elegante tradio.

    possvel encontrar diversos meios deaplicao da caligrafia, mas nem sempre

    foi assim. Na Idade Mdia, ela era restrita

    e dominada por poucos: a Igreja Catlica,sobretudo nos monastrios, aplicava esteofcio em seus documentos. Em 1454, oalemo Johannes Gutenberg criou a prensade tipos mveis. Para sua primeira publicao a Bblia adotou o estilo gtico.

    Mas a inveno da imprensa no diminuiu aimportncia da caligrafia. No incio do sculoXIX, foi introduzido o ensino da caligrafia emescolas de arte. E desde ento esta culturavem se propagando em distintos mercados.

    Hoje, a caligrafia moderna pode ser divididaem tradicional e expressiva. A tradicional clssica, de estilo impecvel. A expressiva,por sua vez, transgressora, utiliza aestrutura formal como base e ao mesmotempo rompe com ela, gerando uma caligrafiaque tecnicamente no perfeita, mas carregada de expresso e humanidade.

    A potencialidade dos dois caminhos diferente. No h uma escolha correta nessemundo dual da caligrafia. O importante cultivar o ofcio da caligrafia praticando avalorizao da poesia visual que as letras tma oferecer.

    CALIGRAFIA: A BELEZA FORMAL DA ESCRITA

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    ApoloLonghi

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    Papel, pena e tinta e materiais de suporteso comuns na rotina dos calgrafos, mas valerecordar que a histria da escrita comeoucom ferramentas bem mais rsticas.

    As pedras com pontas afiadas foram osprimeiros instrumentos usados pelo homempara deixar sua marca nas cavernas, napr-histria. Da at a inveno da escritapassaram-se alguns sculos. Os gregostestaram osso, metal ou marfim para fazermarcas em tbuas de cera e deixar seu recado.

    A tinta foi inventada pelos chineses por voltade 2.600 a.C., mas s se tornou popular porvolta de 1.200 a.C. Enquanto isso, no Egito,surgia o papel um dos papiros mais antigosconhecido de 2.000 a.C. hoje, alm dopapel, os suportes para caligrafia incluemtecidos, vidros e muros.

    Para poder usar o papel, os romanos criaramuma espcie de caneta feita de um tubo ocode bambu com uma ponta afiada. Dentrodele, eram injetadas tintas ou algum tipo defluido. As canetas foram evoluindo at chegar,por volta do ano 700, s penas de aves quevemos em filmes de poca. Em geral, as penaseram retiradas de cisnes, patos e gansos, masduravam pouco no mais que uma semana.

    O formato das penas metlicas atuais foiinspirado nas penas animais, que davamfluidez escrita. Hoje, produzidas emmateriais como bronze e ao, as penas variamem forma, tamanho e dureza. Podem serutilizados os bicos de penas para a escritainglesa, ou as chatas automatic pens nosexperimentos mais aventureiros.

    H ainda a opo de usar pincis, quepropiciam liberdade com suas variadasformas, tamanhos e tipos de cerda. Os chatosimitam o uso da pena quadrada eos finos so utilizados em escritas delicadas.

    Cada poca tem os instrumentos de suapreferncia. Uma antiga ferramenta de desenhochamada tiralinhas e sua variante artesanal,a colapen, so as queridinhas do momento.A tinta que abastece as penas fundamentalna caligrafia. O nanquim mais usado paraestudos e esboos, e o guache e a aquarelaaparecem em aplicaes mais elaboradas.

    A gama de penas, papis e tintas ajudamo calgrafo a potencializar o gesto da escritae se expressar em uma infinidade de maneiras.

    FERRAMENTAS, SUPORTES E TINTAS

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    CALGRAFOS CONVIDADOS

    ANDRA BRANCOnasceu em So Paulo, em 1966.Calgrafa profissional h 23 anos, criou o Curso deCaligrafia Artstica para o pblico em geral e o Cursode Caligrafia para Designers, tendo formado centenasde pessoas, em So Paulo e outras capitais do pas. Em2009 fez a reviso tcnica do livro A Arte da Caligrafia,de David Harris, primeiro e excelente ttulo traduzidopara o portugus. Em seu atelier, tem criado caligrafiassob medida para agncias, estdios e editoras.

    www.flickr.com/andreabranco

    CLUDIO GIL artista plstico, designer e calgrafo.Desenvolve a caligrafia como arte e d oficinaspara os mais variados pblicos. Seus cursos pelo

    Brasil j receberam mais de mil alunos desde 2004.Participou de diversas exposies, como a trs MostrasInternacionais de Caligrafiaocorridas na Rssia entre2008 e 2010. Com a individualKaligrpho & nonkalligraphoexps no CCJF Rio de Janeiro e inaugurouo Centro Cultural Correios Recife em 2009.Possui trabalhos publicados em diversos livros erevistas no Brasil e no exterior como os livros1000

    Artist Journal Pagesnos EUA eSketchbooks - As pginasdesconhecidas do processo criativo, Brasil 2010.www.flickr.com/photos/49471096@N00/

    Marco Moreira

    Roberta Figueiredo

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    MATHEUS BARBOSA designer grfico formado pelaUFPE. Esteve em Buenos Aires cursando ps-graduaoem Diseo de Tipogra fa na Universidade de BuenosAires. Participou da mostra Tipos Latinos 2008 com afonte Armoribats e teve projetos selecionados para o SaloPernambuco Design 2008e a 9 Bienal de Design Grfico.www.matheusbarbosa.com.br

    TONY DE MARCO ilustrador, designer tipogrfico digitale pioneiro na street-art tecnolgica, alm de ser o criador demais de 50 alfabetos premiados mundialmente, como a Samba,

    premiada no International Type Design Contest da Linotype,em 2003. Foi ilustrador do jornalA Folha de S. Paulo, editorde arte das revistasMacmaniaeMagnet. Desenvolve designtipogrfico digital desde 1989. Desenhou a fonte da ltimareforma grfica do jornalNotcias Popul