Caderno subsidio

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  • 1. GOVERNO DO ESTADO DO PARAN SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAO SUPERINTENDNCIA DA EDUCAO COORDENAO DE PLANEJAMENTO E AVALIAO CPA 1 SUBSDIOS PARA A LEITURA DOS RESULTADOS DA PROVA BRASIL/SAEB E IDEB Apresentao A Secretaria de Estado da Educao SEED/Diretoria de Polticas e Programas Educacionais DPPE/Coordenao de Planejamento e Avaliao CPA, entendendo a importncia das avaliaes em larga escala para a evoluo na qualidade da educao em todos os nveis de ensino, vem mobilizando os professores na expectativa de repensar, retomar aes e gerar mudanas paradigmticas em cada uma de suas escolas. Esta mobilizao vem acontecendo por meio de atividades sobre avaliao educacional, tais como o curso online sobre Anlise e Construo de Itens de Avaliao e a Semana Pedaggica com foco na avaliao educacional, pois, a proposta para 2012 a organizao de um Sistema de Avaliao do Paran. Para tanto, preocupados em possibilitar melhor aproveitamento dos resultados da Prova Brasil/SAEB e do IDEB e, tendo em vista a divulgao dos resultados de 2011 este ano, buscou-se elaborar este documento, que indica caminhos para melhor leitura dos dados e para maior compreenso e interpretao dos ndices obtidos pelo Paran. A perspectiva deste documento que os professores se apropriem das informaes para gerarem novos encaminhamentos pedaggicos e, que os gestores educacionais consigam acompanhar os resultados, favorecendo a releitura curricular do espao escolar. Tomando posse dos dados, a comunidade escolar conseguir transform-los em informaes e, quando os contextualizar, isto , promover amarras com a realidade em que a escola est inserida, conseguir construir novos conhecimentos sobre a vida curricular do seu espao pedaggico. Para tal acontecimento, dever iniciar o trabalho com questionamentos do tipo: Na sua escola, como os resultados das avaliaes so recebidos? Os resultados geram aes pedaggicas que impulsionam a reviso dos Projetos Poltico-Pedaggicos?

2. GOVERNO DO ESTADO DO PARAN SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAO SUPERINTENDNCIA DA EDUCAO COORDENAO DE PLANEJAMENTO E AVALIAO CPA 2 2. Sistema Nacional de Avaliao da Educao Bsica SAEB O Sistema de Avaliao da Educao Bsica composto por duas avaliaes complementares. A primeira, denominada ANEB Avaliao Nacional da Educao Bsica, abrange de maneira amostral os estudantes das redes pblicas e privadas do pas, localizados na rea rural e urbana e matriculados no 5 e 9 anos do ensino fundamental e tambm no 3 ano do ensino mdio. Nesses estratos, os resultados so apresentados para cada Unidade da Federao, Regio e para o Brasil como um todo. Por manter as mesmas caractersticas, a ANEB recebe o nome de SAEB em suas divulgaes A segunda, denominada ANRESC - Avaliao Nacional do Rendimento Escolar, aplicada censitariamente alunos de 5 e 9 anos do ensino fundamental pblico, nas redes estaduais, municipais e federais, de rea rural e urbana, em escolas que tenham no mnimo 20 alunos matriculados na srie avaliada. Nesse estrato, a prova recebe o nome de Prova Brasil e oferece resultados por escola, municpio, Unidade da Federao e pas que tambm so utilizados no clculo do Ideb. As avaliaes que compem o SAEB so realizadas a cada dois anos, quando so aplicadas provas de Lngua Portuguesa (foco: Leitura) e Matemtica (foco: resoluo de problemas), alm de questionrios socioeconmicos aos alunos participantes. Professores e diretores das turmas e escolas avaliadas tambm respondem a questionrios que coletam dados demogrficos, perfil profissional e de condies de trabalho. 2.3 Metodologia utilizada Diferentemente das provas que o professor aplica em sala de aula, a metodologia adotada na construo e aplicao dos testes do SAEB e Prova Brasil adequada para avaliar redes ou sistemas de ensino, e no alunos individualmente. A Prova Brasil e o SAEB so avaliaes elaboradas a partir de Matrizes de 3. GOVERNO DO ESTADO DO PARAN SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAO SUPERINTENDNCIA DA EDUCAO COORDENAO DE PLANEJAMENTO E AVALIAO CPA 3 Referncia, um documento onde esto descritas as habilidades a serem avaliadas e as orientaes para a elaborao das questes. Essas matrizes renem o contedo a ser avaliado em cada disciplina e srie. As matrizes de referncia no podem ser confundidas com as matrizes curriculares, pois no englobam todo o currculo escolar. Tambm no podem ser confundidas com procedimentos ou estratgias de ensino. possvel a comparao do desempenho das redes e escolas ao longo do tempo pois utilizam recursos metodolgicos para garantir a comparabilidade dos seus resultados, como por exemplo, a utilizao da Teoria de Resposta ao Item1 (TRI) e a manuteno de itens ncoras ao longo da histria da avaliao. Uma vez que a metodologia das duas avaliaes acima a mesma, passaram ento a ser operacionalizadas em conjunto, desde 2007. Como so avaliaes complementares, uma no implicar na extino da outra. 2.4 As provas A Prova Brasil e o SAEB avaliam determinantes do processo ensino-aprendizagem, que so tratadas pelo MEC/INEP como habilidades e competncias, em Lngua Portuguesa e Matemtica, dispostas nas Matrizes de Referncia do SAEB (http://portal.inep.gov.br/web/prova-brasil-e-SAEB/downloads). As matrizes constituem um conjunto de descritores com representao dos contedos mais relevantes, passveis de serem medidos em avaliaes em larga escala. 1 A TRI uma modelagem estatstica criada para mensurar caractersticas a partir de respostas apresentadas a um conjunto de itens, elaborados de modo a formar um instrumento de medida que possa permitir a sua quantificao de modo fidedigno. As questes so calibradas em pr-teste, para que a prova seja tecnicamente slida. Esta metodologia no faz escore (a soma das pontuaes atribudas s questes, considerando acertos ou erros do aluno), e sim possibilita a criao de uma medida (escala) para medir o conhecimento do indivduo. Ela pressupe que um candidato com um certo nvel de proficincia tende a acertar os itens de nvel de dificuldade menor que o de sua proficincia e errar aqueles com nvel de dificuldade maior. Ou seja, o padro de resposta do participante considerado no clculo do desempenho. Tomando como exemplo uma prova de 45 questes: se duas pessoas acertarem 20 questes (no sendo as mesmas 20 questes), dificilmente elas tero a mesma nota. No porque uma questo tenha peso maior que a outra, mas porque o sistema est montado de forma que quem acertou itens dentro de um padro de coerncia ter notas melhores. Uma das grandes vantagens da TRI que ela permite a comparao entre populaes, desde que submetidas a provas que tenham alguns itens comuns, ou ainda, a comparao entre indivduos da mesma populao que tenham sido submetidos a provas totalmente diferentes. 4. GOVERNO DO ESTADO DO PARAN SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAO SUPERINTENDNCIA DA EDUCAO COORDENAO DE PLANEJAMENTO E AVALIAO CPA 4 2.4.1 Organizao das provas Ao todo, so confeccionados 21 tipos diferentes de cadernos de prova para cada srie, sendo que cada aluno responde a apenas um caderno de prova. Desta forma, dois alunos no respondem necessariamente s mesmas questes. Cada caderno de prova constitudo por quatro blocos, sendo que dois so destinados a respostas de Lngua Portuguesa e os outros dois abordam questes de Matemtica. Os testes so de mltipla escolha, com quatro ou cinco alternativas de resposta para cada questo, sendo que apenas uma est correta. Os alunos de 5 ano respondero a 22 itens de portugus e a 22 itens de matemtica. J os estudantes de 9 ano e do 3 ano do ensino mdio respondero a 26 itens de portugus e a 26 de matemtica. O tempo total estipulado para a realizao das provas de 2 horas e 30 minutos Existem, no total, 77 itens de cada disciplina na 5 ano e 91 itens de cada disciplina no 9 ano do Ensino Fundamental e no 3 ano do Ensino Mdio distribudos pelos 21 cadernos de prova. 2.5 Os resultados As mdias do SAEB e da Prova Brasil no vo de zero a dez, como as avaliaes tradicionais cujas notas refletem o volume de contedo que o estudante acerta. Para entender o que significam as notas dessas duas avaliaes em larga escala deve-se partir do pressuposto que, diferente de uma prova clssica como a que o professor aplica a seus alunos em sala de aula, os testes da Prova Brasil e do SAEB so construdos metodologicamente para avaliar sistemas de ensino, e no alunos. As mdias so apresentadas em uma escala de desempenho, expressa por numerais, capaz de descrever, em cada nvel, as competncias e as habilidades que os estudantes desses sistemas demonstram ter desenvolvido (Anexos 1 a 4). H uma escala descrita para as habilidades em Lngua Portuguesa e outra para Matemtica. Como os nmeros indicam apenas uma posio, faz-se uma interpretao 5. GOVERNO DO ESTADO DO PARAN SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAO SUPERINTENDNCIA DA EDUCAO COORDENAO DE PLANEJAMENTO E AVALIAO CPA 5 pedaggica por meio da descrio, em cada nvel, do grupo de habilidades que os alunos demonstraram ter desenvolvido, ao responderem as provas para que os nmeros passem a ter significado. Na Prova Brasil, so dez nveis que explicam o desempenho em Lngua Portuguesa: 0, 1, 2 e assim sucessivamente, at o nvel 9. Em Matemtica, a escala composta por treze nveis que vo do 0 ao 12. Os pontos nas escalas das duas reas variam de 25 em 25 pontos, conforme quadro abaixo. Quadro 1 - Nvel da escala por intervalo Nvel Intervalo 0 125 ou menos 1 125 a 150 2 150 a 175 3 175 a 200 4 200 a 225 5 225 a 250 6 250 a 275 7 275 a 300 8 300 a 325 9 325 a 350 10 350 a 375 11 375 a 400 12 Maior do que 400 6. GOVERNO DO ESTADO DO PARAN SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAO SUPERINTENDNCIA DA EDUCAO COORDENAO DE PLANEJAMENTO E AVALIAO CPA 6 A escala de proficincia nica para as sries avaliadas, em cada disciplina. Ela apresenta os resultados de desempenho dos estudantes de cada uma dessas sries, em uma mesma mtrica. Os nveis das escalas so interpretados em termos de competncias e habilidades dos estudantes, contendo uma descrio do desenvolvimento demonstrado pelos alunos nas respostas aos itens da prova. O desempenho apresentado em ordem crescente e