Biocombustíveis Marina Cavalcanti Santos Ecologia Energética – Departamento de...

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    17-Apr-2015
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  • Biocombustveis Marina Cavalcanti Santos Ecologia Energtica Departamento de Biologia Geral Fonte : Jornal Estado de Minas
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  • Biocombustveis So materiais biolgicos que, quando em combusto, possuem a capacidade de gerar energia para realizar trabalhos; So combustveis orgnicos de fontes renovveis. biomassa biocombustvel bioenergia
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  • Biomassa Definio: Fonte de Energia limpa (no poluente) e renovvel, disponvel em grande abundncia e derivada de materiais orgnicos (Silva, UNG). Todos os organismos fotossintetizantes podem ser utilizados.
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  • Principais biocombustveis atuais Carvo vegetal derivado da madeira seca Biodiesel derivado de leos vegetais lcool/etanol derivado da cana de acar Biogs derivado de matria orgnica atravs dos biodigestores Biomassa
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  • Atualmente, a matriz energtica composta por petrleo (35%), carvo (23%) e gs natural (21%). Em 25 anos, estima-se que a demanda mundial energtica tenha um aumento de 80 %. Novas fontes de energia so sempre necessrias (???)
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  • Biodisel um combustvel biodegradvel derivado de fontes renovveis Pode ser produzido a partir de uma mistura de um lcool e gorduras animais ou leos vegetais. So diversas espcies vegetais no Brasil que podem ser utilizadas tais como mamona, dend (palma ), girassol, babau, amendoim, milho, canela e soja, dentre outras.
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  • Reao obtida por diferentes processos: transesterificao (com um catalisador) O biodiesel substitui total ou parcialmente o leo diesel de petrleo em motores ciclodiesel automotivos (de caminhes, tratores, camionetas, automveis, etc) ou estacionrios (geradores de eletricidade, calor, etc). Cuidados com resduos
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  • Usado puro ou misturado ao diesel em diversas propores (B2, B5...B100) No Brasil uma lei de janeiro de 2005 sugeriu a adio voluntria de 2% ao leo diesel comercializado. Em 2008 a B2 ser obrigatria. A B5 ser voluntria at 2012 e voluntria depois de 2013.
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  • Etanol um lcool, combustvel de origem orgnica, obtido atravs da fermentao de substncias amilceas ou aucaradas, como a sacarose existente no caldo-de-cana, e tambm mediante a processos sintticos. O Brasil foi pioneiro Inicialmente, o lcool etlico fazia parte da mistura de combustveis com a gasolina em automveis, posteriormente desenvolve-se motores especiais para esse combustvel.
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  • Brasil o maior produtor mundial de etanol Para abastecer 5% do mercado mundial de lcool combustvel, o Brasil precisar aumentar a sua produo em seis vezes mais, atingindo 100 bilhes de litros.
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  • Usina de lucros Os negcios com lcool no Brasil movimentaram bilhes no ano passado 2,9 bilhes de dlares com a venda de lcool para misturar na gasolina 2,2 bilhes de dlares com a venda de lcool combustvel 766 milhes de dlares em exportao para 46 pases 373 milhes de dlares para indstrias de alimentos, perfumes e cosmticos 19 milhes de dlares com a venda de lcool como insumo para a indstria qumica Total 6,2 bilhes de dlares Fonte: Datagro
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  • Biodigestor um tanque protegido do contato com o ar atmosfrico, onde a matria orgnica contida nos efluentes metabolizada por bactrias anaerbias. Os subprodutos obtidos so: o biogs (gs inflamvel), o biofertilizante (alta qualidade), e o efluente mineralizado (tratado).
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  • A tecnologia de biodigestores j tem pelo menos duas dcadas no Brasil. Iniciou-se com modelos provenientes da e ndia e China (usado em larga escala) Fonte: wikipedia
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  • Biocombustveis A questo do balano energtico
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  • Energia contida no biocombustvel Total de energia fssil investida Balano negativo: a energia obtida com o biocombustvel menor do que o total gasto para produzi-lo ( balano do carbono) Levar em conta: gastos com infra-estrutura (instalaes de refinarias, estradas e armazns onde h gasto de energia fssil), transporte da mercadoria e na produo de N Importncia do Fertilizante Qumico: Alto custo energtico na produo de N
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  • Geralmente os balanos divulgados so positivos (consideram a energia contida em subprodutos gerados muitas vezes no aproveitados ) Com clculos refeitos, grande parte dos balanos energticos do negativo Somente culturas de alta produo de biomassa e com baixa adubao nitrogenada, como a cana-de-acar e dend, tm apresentado balanos energticos altamente positivos (media de 8,7) (Fonte: Embrapa) EUA e Europa Trabalhos mostram balano negativo (biodiesel da canola, etanol do milho, beterraba ou trigo)
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  • Brasil (at 1999) 0,5% produo mundial A planta (Elaeis Guineensis) originria da frica e foi introduzida no Brasil no perodo colonial, pelos escravos africanos. A Amaznia Brasileira possui o maior potencial para plantio de dend no mundo (Embrapa) O Dend (leo de Palma)
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  • Estudos sobre o balano energtico ainda so incipientes... Planta tambm extica Somente a Regio Nordeste possui uma rea de mais de 3 milhes de hectares com aptido para o cultivo da mamona. rea, produo e produtividade da mamona no Brasil. A Mamona
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  • Soja A cultura da soja desponta como a jia da coroa do agronegcio brasileiro (Revista da Poltica agrcola) Inteno de plantio superior a 22 milhes de hectares rea, produo e produtividade de soja no Brasil.
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  • Evoluo da produo e da rea plantada de soja no Cerrado (Fonte: CI Brasil).
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  • Biocombustveis X Agricultura de Alimentos Evoluo do plantio de soja (A) e do plantio de mandioca (B) em uma rea de fronteira do Piau). Fonte CI - Brasil
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  • Substituio de cultivo de alimentos; problema grande em pases subdesenvolvidos onde a populao sofre com a fome Cultivo de alimentos j sofre com: Esgotamento de aquferos; Seca e altas temperaturas; Cultura da soja (alimento da indstria da carne) preciso ter produo em escala e isso pode concorrer com a produo de alimentos (Ricardo Oliveira, especialista em polticas pblicas e gesto governamental, da Secretaria Estadual de Cincia, Tecnologia eEnsino Superior Fonte Estado de Minas)
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  • Retirada de vegetao natural: expanso de fronteiras agrcolas; Substituio de espcies nativas por exticas (dend, soja e mamona); Monoculturas Esgotamento do solo, pesticidas, esgotamento de minerais; Fonte LIMPA de energia??? Essa substituio poder gerar aumento do preo de alimentos nus Ecolgico
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  • Evoluo Da Produo Canavieira No Brasil Tecnolgica queda dos custos de produo e processamento da cana, tornando o Brasil imbatvel nesta fatia de mercado. Produo de cana triplicou desde 1975, ocupando hoje 8% da rea cultivada brasileira. O Brasil detm hoje cerca de 25% do mercado mundial de exportaes.
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  • Para atender a crescente demanda por lcool e acar nos mercados externo e interno, o ideal seria a produo brasileira de 572 M t/ ano em 2013, um acrscimo de 230 M t/ ano em relao a 2003 (produo de 345 M t). A meta o incremento de pelo menos 150 M t, o que significaria um acrscimo de 2,2 a 3 M de hectares de terra de cultivo. Necessidade de superar as dificuldades de negociao com o mercado externo, j que possui preos de produo quase imbatveis e capacidade de expanso virtualmente ilimitada (?).
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  • De acordo com a EMBRAPA, haveria no Brasil 100 M ha destinveis agricultura, 90 M s no Cerrado. Outros 20 M poderiam se somar devido a avanos na pecuria. Considera ainda a ocupao de novas reas de cultivo, possibilitada pela adoo de variedades adaptveis. No entanto, no especifica quais seriam estas reas. (AMAZNIA?). O estudo considera, portanto, no haverem limitaes para a expanso da cultura, neste sentido (?).
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  • Mapa com novas reas prioritrias de conservao com importncia extremamente alta (verde) e a rea de potencial uso para produo de cana-de-acar (rosa). Fonte: Machado et al, 2007 No Cerrado, 70% das reas de alta importncia biolgica podem estar no front da expanso do cultivo da cana-de-acar Bioma onde so esperados os maiores impactos da expanso do agronegcio Biocombustveis podem empurrar outras atividades para reas ainda preservadas
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  • Fonte:Estado de Minas
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  • O crescimento de 58,31% na rea destinada ao plantio de cana-de-acar no Centro-Oeste de Minas Gerais, onde esto as nascentes do So Francisco, pe em risco a vida no nascedouro do rio. Os dados referentes ao avano so da Federao da Agricultura do Estado de Minas Gerais (Faemg) e mostram o crescimento acelerado dos canaviais, estimulado pelas novas perspectivas de uso do etanol. De julho de 2006 a julho de 2007, a rea reservada cultura na regio passou de 22.842 hectares para 33.876 hectares. No mesmo perodo, a produo aumentou de 1,7 milho para 2,57 milhes de toneladas por ano, o equivalente a um crescimento de 50,63%. Entre outras conseqncias para o meio ambiente, especialistas destacam o assoreamento, contaminao do lenol fretico, desmatamento e comprometimento das matas ciliares. As empresas de Acar e lcool se defendem, alegando que trazem desenvolvimento, Obedecem legislao e a atividade no causa danos natureza. As pessoas que falam em ameaas esto desinformadas, afirma Luciano Ro