ARINOS - EDIÇÃO 896

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Desde 1997 o Jornal Arinos é o mais expressivo veículo de comunicação de Nova Mutum (MT), tendo acompanhado o desenvolvimento social, político e econômico da região.

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  • NOVA MUTUM16 - 22 de fevereiro de 2012Edio n 896, ano 15

    DISTRIBUIO GRATUITAA VERDADE LETRA A LETRAA VERDADE LETRA A LETRA

    Segunda Sexta12h00

    Canal 9

    Pg. 06Pg. 03

    Cuidados essenciais para as noites de carnaval

    Pg. 07

    Pg. 06Pg. 06

    Carnafolia 2012 j possui Rei

    Momo e Rainha

    Pg. 04 Pg. 04

    Abrange promove dia de campo sobre soja No-GM, no sbado

    Moradores impedem homem de estuprar menina

    Cmara aprova projetos e estuda soluo para o

    transporte escolar

  • Atualizao de CadastroEsto sendo convocadas, pela Secretaria de Ao e Promoo Social, 186 famlias da terceira e quarta etapa do Loteamento Edelmina Querobin Marchetti, a m de que atualizem seu cadastro junto ao rgo. A medida necessria para que, posteriormente, sejam assinados os contratos requeridos pelo Programa Minha Casa, Minha Vida do Governo Federal.As unidades habitacionais, alvo da convocao, so as de 36,07 metros quadrados que tiveram seu cadastro realizado nos anos de 2009 e 2010. No ano passado, as duas primeiras etapas foram iniciadas com previso de entrega das casas para o prximo ms de fevereiro.O prazo para a atualizao de dados como telefone e endereo atual se encerram no dia 31 de janeiro e caso o contemplado no os atualize poder ceder o benefcio ao cidado constante na lista de espera.Vale ressaltar que no momento da assinatura do contrato com a Caixa Econmica Federal o bene cirio no poder apresentar restries de crdito junto ao Sistema de Proteo ao Crdito (SPC).A lista com as famlias convocadas se encontra a xada nos postos do Programa de Sade da Famlia (PSF), Cmara de Vereadores e na Prefeitura, sendo possvel tambm consult-la em www.novamutum.mt.gov.br . Coleta de DocumentosO Departamento de Planejamento e Desenvolvimento Urbano estar promovendo entre os dias 30 de janeiro e 1 de fevereiro a coleta de documentos na Comunidade Rancho para atualizar o cadastro dos imveis da regio, com vistas lavratura das escrituras de regularizao fundiria.So requeridos os seguintes documentos para a atualizao: RG, CPF, comprovante de residncia e certido de casamento, caso o estado civil seja casado. Ainda, ser necessrio apresentar os documentos dos imveis, tais como contrato de compra e venda, permuta, entre outros.Quarenta hectares so ocupados pelo ncleo urbano e esto registrados em nome do municpio que tende a repassar a posse do terreno aos moradores.

    jornalarinos@grupoarinos.com.br

    (65) 3308.2222 Redao/Comercial

    EXPEDIENTEDiretor Geral. Claudio Prestes Diretor Administrativo. Andrei Mariotti Reportagem. Kleber Gutierrez, Poliana Chaves, Silvio Mori (MTB 844/MS) Diagramao. Bruna Alves

    Editado e distribudo porBFF Gr ca e Comunicao. Endereo: Rua dos Cedros, 39 N, Centro, CEP 78450-000, Nova Mutum, MT. O Jornal Arinos im-presso na Gr ca ImpreNorte.

    Circulao. Nova Mutum e regio. Tiragem. 1 mil exemplares.

    WWW.GRUPOARINOS.COM.BR16- 22 DE FEVEREIRO DE 201202

    Programa do IR 2012 pode ser liberado antes

    A Receita Federal est con ante de que poder disponibilizar o programa gerador do Imposto de Renda Pes-soa Fsica 2012 antes do dia 24 de fevereiro.

    O rgo estima que, ao adotar a medida, o contribuinte e os escri-trios de contabilidade ganharo tempo quan-to ao prazo de entrega que tem inicio no dia 1 de maro, alm de se assegurar maior facili-dade no manuseio do software.

    Por enquanto, quem pretende antecipar o preenchimento da de-clarao dever sepa-rar a documentao necessria. Neste caso, as empresas tm at o dia 29 de fevereiro para entregar a declarao com a relao de ren-dimentos pagos aos trabalhadores, ou seja, o total do recolhimento em impostos e os des-contos.

    A Receita Federal estima receber este ano mais de 25 mi-lhes de declaraes, ante os 24,37 milhes de documentos envia-dos em 2011.

    Livros de graa para download

    Um projeto da Uni-versidade Estadual Paulista (UNESP), atravs de seu brao editorial Cultura Acad-mica, tem disponibiliza-do na internet mais de 120 ttulos acadmicos em formato digital para download gratuito.

    As obras esto di-vidas em 23 reas de conhecimento e so direcionadas a estu-dantes de graduao e ps-graduao que buscam materiais de apoio para desenvol-ver projetos no mbito acadmico.

    O usurio necessi-ta se cadastrar no site www.culturaacademi-ca.com.br para poder iniciar os downloads. No portal tambm possvel solicitar uma cpia impressa do ma-terial com custos aces-sveis.

    Reconhecimento e dignidadeCarlos Chagas

    Quase 50 anos nos separam de 1964, no propriamente o ano em que o Brasil se dividiu, porque di-vidido j estava, mas o ano da ruptura ex-plcita do pas em duas metades. O dia-bo que duas meta-des arti ciais, falsas, levadas ao confronto desnecessrio por fora das circunstn-cias e, mais do que delas, por maliciosa manobra das elites econmico-financei-ras nacionais e inter-nacionais.

    Porque at hoje vende-se a impres-so de que a partir de 1964 o Brasil ra-chou entre civis e militares, estes usur-pando o poder e impondo a ditadura, aqueles vilipendia-dos, afastados de cena e condenados, primeiro, ao maras-mo, depois discor-dncia, e, desta resistncia e vitria, 21 anos depois, com o afastamento das Foras Armadas da cena poltica.

    Na verdade, no foi nada disso, ou isso expressou ape-nas a casca engana-dora de um contedo muito diferente.

    Porque tanto a sociedade civil quan-to a militar tinham e tm a mesma origem e o mesmo destino. Formam uma s uni-dade.

    Pensam igual e possuem objetivos idnticos. No caso, a preservao da nao, de nossa so-

    berania e de nosso territrio. A presen-a do Estado como agente regulador das relaes econ-micas e sociais, fator maior da distribuio da igualdade entre a populao.

    Mais ainda, a construo de uma realidade mais equ-nime e projetada para o futuro. A dis-tribuio da riqueza nacional em termos solidrios.

    Era isso o que pretendiam os civis depostos pelos mili-tares, como foi isso o que perseguiram os militares que depu-seram os civis.

    Fala-se do povo. Porque foram as eli-tes as responsveis pela ilusria e tr-gica diviso cultiva-da at hoje, in ada pela truculncia com que os militares se comportaram, tanto quanto pela irres-ponsabilidade ante-rior ou a reao pos-terior, muitas vezes desmedida, com que certas parcelas do poder civil reagiram.

    O que menos im-porta, hoje, saber quem nasceu primei-ro, se o ovo ou a ga-linha.

    Na verdade, era e outra, a verda-deira diviso que as referidas elites buscaram e buscam ocultar. Utilizaram os militares, quarenta anos atrs, como as mos do gato, para tirar as castanhas do fogo. Hoje, utilizam a sociedade civil, que rotulam de libertria, para obter os mes-

    mos ns.Quais? A satisfa-

    o de seus interes-ses, a preservao de seus privilgios e a concentrao de renda cada vez maior, em suas mos. A pre-valncia de uma cas-ta de ricos cada vez mais ricos e de uma massa sempre maior de descartveis pre-midos pela indign-cia, o desemprego, a fome e a misria. Ci-vis e militares.

    Por ironia, foram os militares que, no poder, ainda con-seguiram preservar as linhas mestras de nossa existncia como nao. Como foram os civis que, ultrapassando a dita-dura, viram-se enga-nados e ludibriados, obrigados a aceitar o modelo cruel que nos assola cada vez mais, neoliberal, glo-balizante ou o que seja, responsvel pela nossa dbacle como sociedade in-dependente e orga-nizada.

    Tremero as elites no dia em que o Bra-sil conseguir quebrar a casca desse con-fronto anterior, real e justi cvel pela argumentao dos dois lados. Estar desfeito o muro que nos separa, arti cial-mente mantido como forma de alimentar a ambio e os privi-lgios das minorias responsveis pelo aumento da indign-cia, do desemprego, da fome e da misria.

    Eleito pela in-dignao diante de tamanha farsa, o

    governo Lula encon-tra-se iludido por es-sas mesmas elites, responsveis pela preservao do mo-delo que h anos nos assola, feito de falsas verdades absolutas como a de que no poderia ser diferente, j que a in ao al-canaria patamares insustentveis, o d-lar chegaria estra-tosfera, o risco-Brasil nos sufocaria e os investimentos exter-nos desapareceriam - levando-nos desa-gregao.

    mentira. A de-sagregao est a mesmo, expressa no objetivo oculto que nos vem sendo im-posto. A quebra da soberania, a aliena-o do patrimnio p-blico, a transforma-o do trabalhador em apndice desim-portante do processo econmico, a perda sistemtica do poder aquisitivo dos sa-lrios, a supresso dos direitos sociais, a prevalncia do se-tor especulativo so-bre o setor produtivo, a avidez do capital motel que chega de tarde, passa a noite a vai embora de ma-nh, depois de haver estuprado um pouco mais nossa econo-mia, a

    transformao do Brasil em mero ex-portador de rique-za, mais do que ne-cessria ao nosso desenvolvimento, a submisso aos ucas-ses internacionais - tudo isso e muito mais continuam ali-mentados pelos es-

    queletos do passado.Mudar tudo no

    dia em que civis e militares se cons-cientizarem de estar sendo enganados e vilipendiados pela quadrilha neoliberal e dita globalizante, mesmo ao preo da cicatrizao de feri-das anteriores.

    Haver que encer-rar estas desimpor-tantes consideraes como preliminar para os quase cinqenta anos da ecloso do movimento militar, em 2014.

    Provavelmente, surgiro condena-es dos dois lados.

    Dos militares, jul-gando-se ofendidos pelo reconhecimen-to dos excessos que seus antecessores praticaram. Dos civis, que sofreram e sen-tem-se no direito de cobrar reparaes at o m dos tempos.

    Pacincia, o pas-sado no se deu ao trabalho de passar para ser esquecido.

    No nos dir o que fazer, mas pre-cisamente o contr-rio. Sempre mostra, o passado, aquilo que devemos evitar. Coisa que at ago-ra no conseguimos, por fora de quantos pretendem impedir o futuro.

    CARLOS CHA-GAS jornalista em Braslia.

    carloschagas@uol.com.br