Analise Ergonomica Do Posto de Trabalho Nas Portarias da Unipampa Bagé

Click here to load reader

  • date post

    17-Feb-2016
  • Category

    Documents

  • view

    10
  • download

    0

Embed Size (px)

description

Analise ergonomica

Transcript of Analise Ergonomica Do Posto de Trabalho Nas Portarias da Unipampa Bagé

ANLISE ERGONMICA DO POSTO DE TRABALHO NAS PORTARIAS DO CAMPUS BAG DA UNIPAMPA

Carla Novello* e-mail: carla.novello@hotmail.comDaniel Dummer * e-mail: ddummer@gmail.comNatana Pedroso* e-mail: natana_dacosta@hotmail.comJonathan Greik* e-mail: jonathan_spain@hotmail.comPsio Muraro* e-mail:persiomuraro@hotmail.comFernando Augusto Mattos de Souza* e-mail: fernandoaugusto_desouza@hotmail.com;*Universidade Federal do Pampa, Bag

RESUMO: Os riscos ergonmicos no ambiente de trabalho tm causado uma srie de impactos econmicos e financeiros ameaando tanto a sobrevivncia das organizaes quanto a sade dos trabalhadores. Os gestores passaram a ter a misso da gesto eficaz de forma a atender a demanda por preveno de acidentes e doenas ocupacionais no ambiente de trabalho e atender a legislao deste setor, porm com a preocupao de administrar os custos totais das empresas. A qualidade de vida da sade do trabalhador em uma organizao moderna depende do seu desempenho na rea de ergonomia. Uma forma de avaliao deste desempenho pode se dar atravs do uso de instrumentos de avaliao de riscos ergonmicos. A metodologia utilizada foi a reviso bibliogrfica dos mtodos de anlise de riscos ergonmicos e a observao do posto de trabalho com aplicao prtica de questionrios, registro de imagens dos movimentos executados na realizao das tarefas e a aplicao do mtodo OWAS, RULA e REBA na avaliao das posturas e esforos nas portarias do campus Bag da UNIPAMPA e a partir da obtidos os nveis de ao, se aceitveis, ou no, nas posturas com maiores ndices de freqncia.

Palavras-chaves: Ergonomia, OWAS, RULA, REBA

1. INTRODUO

Vrias alteraes nos mtodos e processos de produo vm sendo causadas pelas mudanas tecnolgicas e as novas tcnicas de gesto dos negcios. Devido a isso, necessrio proporcionar aos funcionrios ou colaboradores condies adequadas para que estes possam exercer suas tarefas e atividades com conforto e segurana, e adequar a empresa a essas mudanas.Tornando-se uma estratgia para a empresa sobreviver no mundo globalizado, a qualidade de vida no trabalho acarretar na conquista da melhor qualidade dos seus produtos ou servios e o aumento da produtividade. A contribuio da ergonomia no projeto do posto de trabalho e do prprio sistema de produo deixa de ser apenas uma necessidade de conforto e segurana, pois, sua importncia est na contribuio para a promoo da segurana e bem-estar das pessoas e conseqentemente a eficcia dos sistemas nas quais elas se encontram envolvidas. Ento, a grande questo como melhorar o sistema produtivo de forma a beneficiar no s a empresa, como tambm os trabalhadores. A ergonomia um campo do conhecimento, cujo objetivo analisar o trabalho, de forma a poder contribuir com a concepo e/ou transformao das situaes e dos sistemas de trabalho. A anlise do trabalho real permite ergonomia determinar as informaes que um operador dispe para realizar seu trabalho, definindo as caractersticas essenciais de uma nova situao de trabalho: os dispositivos tcnicos, os meios de trabalho, o ambiente e a organizao de trabalho, alm das competncias e das representaes dos operadores.Os impactos para as organizaes decorrentes das LER/DORT atingem diversas reas, tanto no que se refere reduo da produtividade e ao aumento dos custos quanto da menor qualidade de vida dos trabalhadores (COUTO, 1998 e MAENO, 2001). Neste contexto a ergonomia contribui na elaborao dos projetos de postos de trabalhos e no diagnstico dos riscos para melhoria do ambiente. Ao analisar estes aspectos o presente trabalho tem por objetivo analisar atravs do mtodos OWAS, RULA e REBA, o comportamento ergonmico dos funcionrios das esforos nas portarias do campus Bag da UNIPAMPA.

2. ERGONOMIA

A ergonomia um campo do conhecimento, cujo objetivo analisar o trabalho, de forma a poder contribuir com a concepo e/ou transformao das situaes e dos sistemas de trabalho. A anlise do trabalho real permite ergonomia determinar as informaes que um operador dispe para realizar seu trabalho, definindo as caractersticas essenciais de uma nova situao de trabalho: os dispositivos tcnicos, os meios de trabalho, o ambiente e a organizao de trabalho, alm das competncias e das representaes dos operadores.Em princpio, a ergonomia volta-se para aspectos que se enquadram em uma perspectiva baseada na fisiologia e na psicologia cognitiva. As questes tratadas tm como ponto de partida aquilo que pode ser explicado por estudos que privilegiam aspectos antropomtricos, biomecnicos, consumo de energia, rgos sensoriais, neurofisiologia, entre outros.Posto de trabalho a configurao fsica do sistema homem mquina ambiente. uma unidade produtiva envolvendo um homem e o equipamento que ele utiliza para realizar o trabalho, bem como o ambiente que o circunda (IIDA 2005).A ergonomia enumera alguns passos de suma importncia na projeo dos postos de trabalho, que se levados em considerao atenuariam a incidncia de empregados afastados de seus empregos por doenas causadas geralmente pelas ms condies em que so realizadas as suas tarefas. retrogrado pensar, nos dias atuais, em produtividade sem levar em considerao o bem estar dos trabalhadores j que eles so as variveis impulsionadoras das receitas. Ao analisar os possveis desconfortos citados pelos empregados, de suma importncia observar o posto de trabalho dos indivduos em questo, h critrios fsicos em que se baseia para o projeto desses locais.O arranjo fsico (layout) o estudo da distribuio espacial ou do posicionamento relativo dos diversos elementos que compe o posto de trabalho (IIDA 2005).

3. PROBLEMAS POSTURAIS A m postura pode acarretar vrios problemas de sade. Muitos desses problemas acabam ocorrendo na coluna vertebral, e so mais difundidos do que outros. A seguir temos algumas patologias decorrentes da postura incorreta. A postura frequentemente determinada pela tarefa e pelo posto de trabalho, seja sentado ou em p, e quando inadequada e prolongada produz tenses mecnicas nos msculos, ligamentos e articulaes que resultam em dores no pescoo, costas, ombros e punhos. Cada componente do posto de trabalho deve ter sua prpria adequao ergonmica, onde deve adaptar-se s caractersticas anatmicas e fisiolgicas dos seres humanos, principalmente no que se refere aos sistemas musculoesqueltico e ptico. Porm, nenhuma postura neutra, e nenhuma m postura adotada por algum livremente, mas resultado de um conjunto de fatores, como: caractersticas da tarefa, condies de trabalho, formas fisiolgicas e biomecnicas de manuteno do equilbrio ou as caractersticas do meio de trabalho.

3.1 Lordose um aumento da concavidade posterior da curvatura na regio cervical ou lombar, acompanhado por uma inclinao dos quadris para frente (IIDA, 2005). A lordose passa a ser considerada uma deformao quando atinge um ngulo superior a 60 na coluna cervical ou est entre 40 e 60 na coluna lombar, passando a chamar-se hiperlordose. Na figura 1 possvel observar na imagem 1 a coluna normal e na imagem 2 a coluna com lordose.

Figura 1 Coluna normal e coluna com lordose

3.2 Cifose Caracteriza-se por um aumento da convexidade, acentuando-se a curva para frente na regio torcica, correspondendo ao corcunda. Tal condio acentua-se em idosos (IIDA, 2005).

Figura 2 Coluna normal e coluna com cifose

3.3 Escoliose caracterizado por um desvio lateral da coluna. Vista de frente ou de costas, a pessoa aparenta estar pendendo para um lado (IIDA, 2005).

Figura 3 Coluna com escoliose

3.4 Hrnia de disco Entre as vrtebras cervicais, torcicas e lombares, esto os discos intervertebrais, estruturas em forma de anel, constitudas por tecido cartilaginoso e elstico cuja funo evitar o atrito entre uma vrtebra e outra e amortecer o impacto. A Hrnia de Disco ocorre quando acontece o deslocamento do disco intervertebral para fora de seu compartimento natural, protegido por ligamentos (RIO; PIRES, 2001). De acordo com Rio e Pires (2001), a hrnia de disco nem sempre um evento agudo, mas evolui ao longo dos anos e pode, eventualmente, ser precipitada para fora de seu compartimento natural por esforos relativamente pequenos.

Figura 4 Disco invertebral normal e rompido

3.5 Tendinite uma condio atribuda leso no tendo e sua insero no osso. Freqentemente a tendinite est relacionada a uma ocupao ou exerccio fsico. No ombro temos a tendinite bicipital e do supraespinhoso que levam a dor e impotncia funcional. A tendinite tambm pode afetar os tendes bceps e do trceps, embora essas leses sejam bem menos comuns (CERVI et al, 2009), e tambm pode ocorrer no punhos e mos.

4. MTODOS DE AVALIAO ERGONMICA

Existem muitos mtodos de anlise de riscos ergonmicos, encontrados na literatura disponvel, delineados para determinar a exposio a fatores de risco devido sobrecarga biomecnica de todo o corpo ou dos membros superiores. Entre eles destacam-se aqueles que evidenciam de forma qualitativa a presena de caractersticas ocupacionais que podem levar o avaliador em direo possvel presena de um risco (COLOMBINI, 2005), porm poucos mtodos se propem a quantificar a exposio e definir limites de tolerncia de exposio ao risco.Procurou-se aqui identificar e discutir um nmero limitado de mtodos de avaliao de risco ergonmico que, pelas suas caractersticas intrnsecas e pela sua propagao, parecem ser mais aplicveis ao posto de trabalho analisado.

4.1 Sitema de avaliao OWAS Um sistema prtico de registro, chamado OWAS (Ovako Working Posture Analysing System) foi desenvolvido por trs pesquisadores finlandeses. Eles comearam com anlises fotogrficas das principais posturas encontradas tipicamente na indstria pesada e encontraram posturas tpicas (IIDA, 2005), as quais so apresentadas na figura 5.

Figura 5 Sistema OWAS para registro de postura

O quadro 1 apresenta a classificao das posturas pela combinao da varivel (dorso, braos, pernas e ca