AMÉRICO COSTA RAMALHO PARA A HISTÓRIA DO HUMANISMO · PDF fileIniciando o seu...

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  • IMPRENSA DAUNIVERSIDADE DE COIMBRACOIMBRA UNIVERSITYPRESS

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    L VOL. V

    Amrico da Costa Ramalho (1921-2013), natural de Almeida, foi um distinto

    aluno do Liceu D. Joo III, licenciou-se em 1945 em Filologia Clssica, na

    Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, com 18 valores. Foi bolseiro

    do Instituto de Alta Cultura na Universidade de Oxford (1947-1949), onde teve

    mestres eminentes, como Fraenkel, Dodds, Denniston. Em 1954, foi nomeado

    Professor Catedrtico da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra,

    tendo ensinado, entre 1959-1962, na New York University como Visiting

    Professor of Portuguese.

    Iniciando o seu insigne cursus honorum universitrio na rea de Literatura

    Grega, o Professor Amrico da Costa Ramalho imps-se, na Academia nacional

    e internacional, pelo seu saber e vasta obra de referncia na rea de Literatura

    Neolatina, do Humanismo Portugus do Renascimento.

    Altos cargos desempenhou na sua Faculdade e na sua Universidade.

    Foi acadmico de nmero da Academia das Cincias de Lisboa, membro

    efectivo da Academia Portuguesa de Histria, membro da Hispanic Society of

    America, da Socit des tudes Latines (Paris), da Socit Europene de Culture

    (Veneza) e da Real Academia de la Historia (Madrid). Foram-lhe atribudos

    pela Academia Portuguesa de Histria o Prmio Laranjo Coelho e o Prmio de

    Histria Calouste Gulbenkian e Presena de Portugal no Mundo. Foi ainda

    agraciado com a Comenda da Ordine al Merito della Republica Italiana.

    Srie Investigao

    Imprensa da Universidade de Coimbra

    Coimbra University Press

    2013

    esta a ltima obra de Amrico da Costa Ramalho, o volume V dos seus estudos

    Para a histria do Humanismo em Portugal. Nela revisita muitos dos seus temas

    favoritos, num abrao final e sempre fiel sua Literatura Neolatina, a todo um

    conhecimento mpar que faz deste insigne Mestre da Universidade de Coimbra o

    maior de todos os estudiosos do Humanismo Portugus e o Pater dos Humanistas

    contemporneos, sempre seus discpulos. A expresso lmpida do seu Portugus

    fluido e a graa fina de um ou outro pormenor, a perspiccia em encontrar algo

    de novo, em matrias que poderiam no passar de uexata quaestio, do-nos

    a medida e a grandeza do investigador de excepo. Cidado do mundo, foi

    embaixador da cultura e do nome de Portugal, na Europa, na Amrica, na sia.

    9789892

    606736

    VOL. V

    AMRICO DA COSTA RAMALHO

    PARA A HISTRIA DO HUMANISMO EM PORTUGAL

    OBRA PUBLICADA COM A COORDENAO CIENTFICA

    Verso integral disponvel em digitalis.uc.pt

  • I N V E S T I G A O

    Verso integral disponvel em digitalis.uc.pt

  • edio

    Imprensa da Univers idade de CoimbraEmail: [email protected]

    URL: http//www.uc.pt/imprensa_ucVendas online: http://livrariadaimprensa.uc.pt

    coordenao editorial

    Imprensa da Univers idade de Coimbra

    concepo grfica

    Antnio Barros

    imagem da capa

    By Ferno Vaz Dourado (c. 1520 - c. 1580) (Alvesgaspar. Photo taken in 2008) [Public domain],

    via Wikimedia Commons

    pr impresso

    Mickael Silva

    elaborao dos ndices finais

    Anita Martins

    edio e fixao do texto

    Nair Castro SoaresMargarida Miranda

    Augusta Fernanda de Oliveira e Silva

    execuo grfica

    Simes e Linhares

    isbn

    978-989-26-0649-1

    depsito legal

    19279/87

    outubro 2013, imprensa da universidade de coimbra

    isbn Digital

    978-989-26-0650-7

    DOI

    http://dx.doi.org/10.14195/978-989-26-0650-7

    Verso integral disponvel em digitalis.uc.pt

  • Verso integral disponvel em digitalis.uc.pt

  • Verso integral disponvel em digitalis.uc.pt

  • 5

    s u m r i o

    Prefcio .............................................................................................................. 7

    Nota Prvia ........................................................................................................ 9

    1. Cataldo Sculo em Portugal: alguns tpicos ................................................. 11

    2. Uma carta de Cataldo ao duque de Beja ...................................................... 27

    3. O humanista Cataldo Parsio, ao servio de D. Joo II. ............................... 35

    4. Cataldo no reinado de D. Manuel I (1495-1521) .......................................... 47

    5. Uma carta de Cataldo ao camareiro-mor D. Joo Manuel ............................ 61

    6. O touro e a bigorna: quatro epigramas de Cataldo ..................................... 71

    7. A 2 edio dos Poemata de Cataldo e a Inquisio .................................... 81

    8. Ainda Aquila em Cataldo ............................................................................. 89

    9. Velasco di Portogallo em Cataldo?

    Anotao a um passo da Querimonia .........................................................97

    10. Ntula horaciana .......................................................................................103

    11. Um exemplar memorvel de Cataldo.........................................................107

    12. Cataldo e a defesa da Europa ...................................................................113

    13. Cataldo e o ducado de Coimbra ................................................................121

    14. Sociedade, cultura e estilo epistolar em Cataldo .......................................127

    15. Cataldo na Bodleiana ................................................................................137

    16. Os estudos de Cames ..............................................................................139

    17. O poema De Agnetis Caede ser uma fonte de Os Lusadas? ................... 161

    18. D. Sebastio na literatura novilatina do seu tempo:

    Andr de Resende e D. Sebastio ..............................................................181

    Verso integral disponvel em digitalis.uc.pt

  • 6

    19. Anotaes a um poema de Andr de Resende ..........................................193

    20. Ntula sobre Martim ou Martinho (de) Figueiredo

    e Andr de Resende ...................................................................................199

    21. Dois epigramas atribudos a Andr de Resende ........................................203

    22. Humanismo na Corte de D. Manuel: Damio de Gis

    e o testemunho de Cataldo ........................................................................211

    23. Damio de Gis e os humanistas Portugueses ..........................................227

    24. Alguns aspectos do Humanismo Goisiano ................................................243

    25. Os humanistas e D. Joo III ......................................................................255

    26. Ainda, os quatro Dimios japoneses em Coimbra (1585).

    Os espectculos .........................................................................................267

    27. Dois humanistas da Companhia De Jesus:

    Jos de Anchieta (1534-1597) e Duarte de Sande (1547-1600) ..................279

    28. Latim e ideologia: sobre um passo da

    Epistola Ad Ignatium De Moraes (vv. 146-147) de Pedro Sanchez .............291

    29. Duas opinies sobre os Germani no Portugal Quinhentista .....................295

    30. A Europa aos olhos dos prncipes do Japo .............................................299

    31. O latim e a lusofonia ................................................................................313

    32. O latim lngua intil? Memrias de um aprendiz de latinista ....................319

    ndice Onomstico ..........................................................................................331

    Verso integral disponvel em digitalis.uc.pt

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    p r e f c i o

    Ao indagar uma explicao do sentido da Vida, Verglio Ferreira

    (Conta -Corrente 2) pergunta se: Como que o homem vai viver sem uma

    significao para a vida? Donde essa significao? Os sucedneos dos deuses

    atropelam se tumultuosos, mas duram menos que os deuses, duram menos

    que um homem.() A expresso final do homem de hoje o herosmo. Porque

    tudo tende a esmag lo de todo o lado. Mas ser heri ser consciente.

    Este herosmo viveu o em plenitude o Doutor Amrico da Costa Ramalho,

    no seu fascnio, persistente e desassossegado, em busca do saber; na perfei

    ta conscincia das suas potencialidades e limitaes, na inclemncia dos

    anos, a percorrer um caminho rduo de ascese que lhe era oferecido em

    cada dia, no silncio da alma do conhece te a ti mesmo num encontro

    sereno entre Razo e F (Fides et ratio, Carta Encclica de Joo Paulo II).

    A conscincia profunda da revelao e da aco de Deus no contexto da

    sua vida quotidiana na sua noite escura, tantas vezes abriu lhe

    a porta, atravs do trabalho assduo e da orao, ao Mistrio de Deus que

    assume o rosto do Homem e esclarece verdadeiramente o mistrio do Homem.

    o testamento moral do Mestre. A sua maior grandeza!

    esta a sua ltima obra, o volume V dos seus estudos Para a histria

    do Humanismo em Portugal. Nela revisita muitos dos seus temas favoritos,

    num abrao final e sempre fiel sua Literatura Neolatina, a todo um

    conhecimento mpar que faz de Amrico da Costa Ramalho o maior de

    todos os estudiosos do Humanismo Portugus e o Pater dos Humanistas

    contemporneos, sempre seus discpulos. A expresso lmpi