2º Ciclo de Estudos em Informática Médica · PDF file 1 Mestrado em...

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  • FACULDADE DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE DO PORTO FACULDADE DE CIÊNCIAS DA UNIVERSIDADE DO PORTO

    2 º C i c l o d e E s t u dos em In f o rmá t i c a Méd i c a

    Domingos Pereira – Requisitos técnicos de cadernos de encargos destinados a sistemas de informação hospitalares.

    Outubro 2011 | 1

    Mestrado em Informática Médica

    Analise dos requisitos técnicos dos cadernos de encargos destinados a

    sistemas de informação hospitalares

    Domingos Manuel da Silva Pereira

    Orientação: Prof Dr Ricardo Correia

    Outubro de 2011

    Tese

  • FACULDADE DE MEDICINA DA UNIVERSIDADE DO PORTO FACULDADE DE CIÊNCIAS DA UNIVERSIDADE DO PORTO

    2 º C i c l o d e E s t u dos em In f o rmá t i c a Méd i c a

    Domingos Pereira – Requisitos técnicos de cadernos de encargos destinados a sistemas de informação hospitalares.

    Outubro 2011 | 2

    Conteúdo Revisão Bibliográfica. .................................................................................................................... 3

    O que é um sistema de informação hospitalar ? Que componentes o constituem

    habitualmente ? ........................................................................................................................ 3

    O que são requisitos? ................................................................................................................ 7

    O modelo Zachman e a especificação de requisitos ........................................................... 12

    As entidades certificadoras. .................................................................................................... 14

    O caso de estudo como metodologia de investigação cientifica. ............................................... 16

    Estratégia de investigação ou abordagem metodológica adoptada neste trabalho. ............. 19

    Action research/Action Science. ........................................................................................ 20

    Objectivo do trabalho – as questões de investigação. ................................................................ 22

    Métodos para a Recolha de Dados ............................................................................................. 23

    Resultados ................................................................................................................................... 24

    Entrevistas ............................................................................................................................... 24

    Entrevista com IPO do Porto. .............................................................................................. 24

    Entrevista com HP. .............................................................................................................. 26

    Entrevista com Glintths. ...................................................................................................... 27

    Entrevista com CHVNG. ....................................................................................................... 28

    A experiencia do aluno ............................................................................................................ 30

    Análise de documentos ........................................................................................................... 32

    Conclusões .................................................................................................................................. 34

    As limitações inerentes às conclusões apresentadas ......................................................... 34

    As conclusões associadas aos temas/questões em estudo ................................................ 34

    Outras conclusões possíveis. ............................................................................................... 36

    Recomendações .......................................................................................................................... 38

    Lista de Figuras e Tabelas ............................................................................................................ 40

    Acrónimos ................................................................................................................................... 41

    Bibliografia .................................................................................................................................. 43

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    Outubro 2011 | Revisão Bibliográfica. 3

    Revisão Bibliográfica. O que é um sistema de informação hospitalar ? Que componentes o constituem habitualmente ?

    Quando se fala em sistema de informação relacionado com um qualquer sistema operativo, falamos habitualmente da componente de dados e informações que acompanha e cria uma abstracção das operações que ocorrem nesse sistema. Em alguns sistemas a matéria-prima em transformação nas operações do negócio são só dados. As indústrias bancárias e seguradora são bons exemplos disso.

    No passado estes sistemas de informação, já existiam e em alguns casos funcionavam muito bem, tendo presente as tecnologias disponíveis. Hoje quando falamos em sistemas de informação, falamos sobretudo nos sistemas que utilizam as chamadas tecnologias de informática e comunicações (TIC), as quais tendencialmente deverão eliminar progressivamente o papel nas organizações e entre as organizações.

    Tendo no entanto em conta os esforços para a construção de soluções organizacionais nos nossos hospitais sem papel é claro que ainda existem muitos sistemas de informação, fora do âmbito das TIC, a funcionar.

    A figura seguinte ilustra os componentes aplicativos mais comuns, a menos da infraestrutura tecnológica, que constituem um sistema de informação hospital suportado nas TIC.

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    Domingos Pereira – Requisitos técnicos de cadernos de encargos destinados a sistemas de informação hospitalares.

    Outubro 2011 | Revisão Bibliográfica. 4

    Figura 1 - Arquitectura Aplicativa de um Sistema de Informação Hospitalar, adaptado

    pelo autor a partir de documentos produzidos no CHV NG para apresentar o projecto SIH.

    CTH – Consulta Tempo e Horas; RNU – Registo Naciona l de Utentes; RSE – Registo

    Saúde Eletrónico; SIGIC - Sistema de Gestão dos Ute ntes Inscritos para Cirurgia

    Os acrónimos anglo-saxónicos CPR (Computer based Patient Record), EMR (Electronic Medical Record), EPR (Electronic Patient Record), EHR (Electronic Health Record), e mesmo HIS (Hospital Information System), são habitualmente usados com o mesmo sentido, quando se referem à arquitectura aplicativa dum hospital.

    Tendencialmente EHR tem vindo a ser usado quando nos referimos ao registo de saúde electrónico de um cidadão de um país, e no contributo longitudinal de todas as organizações que prestam cuidados e do próprio cidadão nesse registo. (Cunha, 2009)

    Neste trabalho entendemos CPR, EMR, EPR, como as componentes aplicativas centradas no tratamento da informação clínica do utente no hospital, incluindo os fluxos padronizados dos cuidados a prestar num dado contexto ao Utente, e como tal como um sub-conjunto de um HIS (ou SIH), o qual inclui também todas as áreas clinico-administrativas associadas às varias

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    Outubro 2011 | Revisão Bibliográfica. 5

    modalidades de tratamento que o Hospital oferece, e o tradicional back-office, da gestão da organização, habitualmente incluído na designação ERP (Enterprise Resource Planning).

    Na figura, o CPR agrupa os componentes aplicativos dentro do tracejado.

    Qualquer arquitectura funcional de um sistema pode ser descrita através de quatro elementos:

    • As actividades principais de cada componente apresentado • Os fluxos que se operam entre os vários componentes • Os fluxos de entrada e saída do sistema com os sistemas ou agentes exteriores com que

    interage • As propriedades ou características particulares que aquela arquitectura demonstra ou

    potencia

    A profundidade da descrição de cada elemento dependerá do objectivo do trabalho e do conhecimento do seu autor.

    Uma característica certamente comum, é o facto de existirem vários componentes, cada um com varias soluções aplicativas, numa mesma arquitectura HIS, o que implica a necessidade de assegurar uma interoperabilidade adequada entre os vários componentes/aplicações por um lado e por outro um equilíbrio saudável entre os componentes/aplicações transversais a todos os agentes, valências e modalidades de modo a reduzir esse mesmo número de componen