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 Manual do Socorro Básico de Emergência 1 Manual do Socorro Básico  de Emergência

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Manual do Socorro Bsico de Emergncia

Manual do

Socorro Bsicode Emergncia

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Felipe Jos Aidar Martins, Tenente Coronel BM

10 Edio Revisada 2011Reviso de Anatomia Professora e Enfermeira Maria Aparecida Grossi Quinto Aquino Reviso Geral Gerson Ferreira de Oliveira Centro de Treinamento de Socorrista [email protected] [email protected] Capa e Diagramao Carla Clark (31) 3272-6436 [email protected] Ilustraes Reginaldo Aparecido Mesquita

Felipe Jos Aidar MartinsR. Oswaldo Cruz, 520 Nova Sua Belo Horizonte Minas Gerais Brasil Cep 30480-480

[email protected]

Juliguel Marcondes MaranhoAv Comendador A. Garcia 3144, Bl B Apt 104 Minas Gerais Uberlndia Minas Gerais - Cep 38402-288 [email protected]

Reservado todos os direitos. Proibida duplicao ou reproduo desta obra, ou de suas partes, sob quaisquer formas ou por quaisquer meios (eletrnico, mecnico, gravao, fotocpia ou outros) sem o consentimento expresso por escrito do autor ou editora.

O sofrimento e a dor no tem cor ou raa, di em todos, homens, animais, e at os vegetais ressentem. Autor Desconhecido

O grande problema do senhor tirar tudo de um nada qualquer: e depois ser criticado por qualquer um, que nem com todos do mundo, faria um simples quase. Hlio Ribeiro

POR ESTE MOTIVO CRIAMOS O

RESGATEMINAS GERAIS

CORPO DE BOMBEIROS

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Histria da Cruz VermelhaNo dia 24 de junho de 1859 chegava ao fim uma sangrenta batalha, em Solferino, no Norte da Itlia. Vencidos, jaziam soldados austracos, misturados com companheiros gravemente feridos e outros soldados em sangue. A dor e o abandono espalhavam-se pelas ruas e praas. Um jovem suo, Henry Dunant, passara a noite na cidade. A viso do horrvel amanhecer levou-o a organizar socorros. Reuniu um grupo de pessoas que, com poucos recursos disponveis, organizaram o socorro das vtimas. Tudo faziam para aliviar o sofrimento dos feridos. O jovem lanava a semente da Cruz Vermelha! Dunant, num emocionante depoimento, escreveu o livro Uma

Recordao de Solferino. O mundo impressionou-se com a crueldade do abandono das vtimas de guerra. Admirou a coragem do apelo do jovem: preparar socorristas voluntrios, abnegados, para atuarem mesmo nos campos de guerra, aliviando o sofrimento humano, de quem quer que fosse - com absoluta neutralidade. Quatro cidados de Genebra uniram-se ao jovem, constituindo o Comit Internacional de Socorro aos Feridos, mais tarde denominado Comit Internacional da Cruz Vermelha (CICV). Respondendo ao apelo desse grupo, representantes de 16 pases se encontraram em Genebra, em outubro de 1863, onde foi redigida a carta de fundao da Cruz Vermelha. Mas era preciso que os Estados reconhecessem a fundao; que no considerassem os voluntrios socorristas como adversrios, que lhes dessem espao e mesmo proteo... O governo suo apoiou o projeto humanitrio do Comit Internacional, convocando uma reunio em agosto de 1864. Aprovaram um documento, definindo o campo de atuao da Cruz Vermelha: a I Conveno de Genebra. A Cruz Vermelha sobre a bandeira branca foi definida como smbolo do movimento. Pouco a pouco, fundaram-se Sociedades Nacionais de Cruz Vermelha, em diversos pases. No Brasil, a primeira fundao aconteceu

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Manual do Socorro Bsico de Emergncia em 08 de dezembro de 1908, na ento capital federal, a cidade do Rio de Janeiro. A instituio da Cruz Vermelha em Minas Gerais surgiu poucos anos depois, em 1914, incorporando-se ao conjunto de outras fundaes estaduais que foram se organizando no pas. A Cruz Vermelha em Minas Gerais marca sua presena humanitria com a sua Escola de Enfermagem, seus programas de ao junto ao menor e, especialmente, suas atividades na formao de socorristas. O funcionamento do seu Centro de Treinamento de Socorrismo, com o programa contnuo dos Cursos de Socorro e Resgate, atende a membros das instituies de segurana do Estado, nas reas militar e civil; a profissionais que atuam na preveno de acidentes ou em situaes de risco e a seus voluntrios. o mais forte testemunho da fidelidade ao ideal que deu origem Cruz Vermelha e da fora humanitria com que vivido em nosso Estado.

Histria do ResgateA assistncia e o transporte de pessoas constituem uma preocupao da raa humana j h muitos sculos. Um dos exemplos que podemos citar a esse respeito por sinal bastante conhecido por ns que a Parbola do Bom Samaritano, do Novo Testamento, onde o Fariseu ferido atendido e transportado at um abrigo por um viajante caridoso, natural da regio da Samria.

De maneira mais concreta, j na Idade Mdia, nos chega a primeira descrio de uma carruagem para transporte de feridos e enfermos, construda pelos Anglo-Saxes, por volta de 900 D.C. J os Normandos utilizaram liteiras conduzidas por homens ou animais, destinada ao transporte de doentes, isto ocorrido nos idos do ano de 1100 D.C. Em 1300 D.C. os ingleses j usavam pesadas carruagens para socorrer pacientes.

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Felipe Jos Aidar Martins, Tenente Coronel BM A idia de socorrer acidentados ao mesmo tempo em que provia vtima cuidados iniciais com a finalidade de manter-lhe a vida at chegar a um hospital com maiores recursos, foi de um jovem francs, estudante de Medicina, que viveu na poca da Revoluo Francesa, e adquiriu experincias tratando de pessoas feridas por ocasio das agitaes populares que eclodiram naquela poca, por volta do ano de 1795. O nome deste jovem era Dominique Jean Larrey. Nos prximos 100 anos que se seguiram pouco houve de avano, sendo relatado algo na Guerra Civil Americana, e na 1 Guerra Mundial atravs de voluntrios.

Um avano maior e definitivo em termos de doutrina veio acontecer somente na Guerra da Coria, atravs do transporte de feridos de guerra com o uso de helicpteros e posteriormente na Guerra do Vietn, onde se conseguiu uma rapidez maior no atendimento, sendo conseguido o recorde de 16 min da frente de batalha at a sala de cirurgia do hospital. Porm verificouse que isto no era por si s suficiente para reduzir o nmero de mortes e sequelas. Com isto foi utilizado pessoal no Mdico treinado em Atendimento Pr-Hospitalar a Emergncias e com isso se conseguiu uma diminuio em 50% no nmero de morte e de 70% no nmero de sequelas. Com o trmino da guerra o pessoal empregado durante aquele conflito foi empenhado na GUERRA DAS RUAS onde o nmero de mortes por ano superava e ainda hoje supera em muito o nmero de mortos em toda a guerra do Vietn. Com isto o pessoal treinado no Mdico, foi aproveitado e em 1973 foi criado legalmente o Emergency Medical Service (EMS). Sistema similar, utilizando tambm pessoal no mdico treinado hoje utilizado em 10 dos mais desenvolvidos pases da atualidade com timos resultados.

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No BrasilNo Brasil o sistema de atendimento Pr-Hospitalar, iniciou-se em 1981 no Distrito Federal, logo depois foi iniciado no Rio de Janeiro (1986) e Paran (1989). No ano de 1990 entrou em funcionamento o Sistema Resgate de So Paulo e mais recentemente em 1994, o Sistema de Resgate do Municpio de Belo Horizonte - MG. Em Minas Gerais o treinamento do pessoal vem sendo feito desde 1992, aonde as tcnicas e procedimentos de Atendimento j vinham sendo feito pelo Corpo de Bombeiros da PMMG, desde esta poca, onde os treinamentos foram iniciados pelo ento Ten. Felipe Aidar e mais tarde foi ajudado pelo Sgt. Cleber e depois pelo Sgt. Cortezo e Cap. Teixeira. Tal treinamento culminou com a implantao do Sistema de Atendimento Pr-Hospitalar as Emergncias de Belo Horizonte, Sistema Resgate em 23 de Dezembro de 1994.

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ndiceGlossrio Noes de Anatomia e Fisiologia 01. Sistema Esqueltico 02. Sistema Muscular 03. Sistema Nervoso 04. Sistema Respiratrio 05. Sistema Digestrio 06. Sistema Circulatrio 07. Sistema Urinrio 08. Sistema Genital 09. Sistema Endcrino 10. Sistema Sensorial 11. Sistema Tegumentar Noes de Enfermagem Avaliao da Vtima Obstruo Respiratria Parada Respiratria Parada Cardiorrespiratria Uso do Desfibrilador Afogamento Queimadura Choque Eltrico Emergncia Clnica Animais Peonhentos Ferimentos e Hemorragias Fraturas Estado de Choque Parto de Emergncia Bibliografia 09 10 11 14 14 15 16 17 19 20 21 21 21 22 23 39 42 43 47 49 55 57 58 61 69 73 77 79 82

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GlossrioAnafilaxia Apndice Xifide Apnia AVDN Avulso Bradicardia Bradipnia Cardiognico Cefalia Cianose Crepitao DEA Derme Dispnia Empalado Epiderme Eritema Erucismo Eupnia Flictena Hemodinmica Hemostase Hiperemia Hipertemia Hipotermia Hipovolemia Insolao Intermao Liquor Manobra de Heimlich Midrase Miose Oclusivo Ortopnia Pelve Perfuso Pneumotrax Prurido RCP Septicemia Sndrome Sudorese Taquicardia Taquipnia Traqueostomia Trauma VAS Vaso constrio VRC Reao violenta do organismo por certas substncias Alongado e cartilaginoso em forma de espada Suspenso da respirao Alerta, Estmulos Verbais, Estmulos Dolorosos e No responde Membro decepado, arrancado Reduo do batimento cardaco Respirao lenta Falha no bombeamento do sangue Dor de cabea Colorao azulada, rocheada Estalos Desfibrilador Externo Automtico Abaixo da pele Dificuldade na respirao Objeto cravado Superfcie da pele Pele inflamada Ao txica do veneno Facilidade para Respirar Bolha Estudo do movimento do sangue Efeito de estancar uma hemorragia Abundncia de sangue em certa parte do corpo Aumento de temperatura Diminuio de temperatura Perda de lquido Aquecimento do corpo pelo Sol Aquecimento do corpo por doena Lquido procedente do crebro, amarelado ou com sangue HEIMLICH, nome do alemo criador da manobra Dilatao das Pupilas Contrao das Pupilas Fechado Dificuldade de respirar deitado, melhor sentado ou em p Bacia Passagem lquida capilar (passagem de sangue nas veias) Introduo espontnea ou acidental, de ar na membrana do pulmo Coceira Reanimao Cardiopulmonar Provocado por infeco Sinais, sintoma Suor Aumento do batimento cardaco Respirao curta e acelerada Abertura na traquia Extenso, gravidade Vias Areas Superiores Diminuio do calibre do vaso sangneo Vias areas, Respirao e Circulao

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Noes de Anatomia e FisiologiaDiviso do Corpo HumanoCORP CABEA PESCOO TRONCO TORAX ABDOME RAIZ CORPO HUMANO SUPERIOR PARTE LIVRE RAIZ INFERIOR PARTE LIVRE OMBRO BRAO ANTEBRAO MO QUADRIL COXA PERNA P

MEMBROS

ESCOO TRONCO

Anatomia Sistmica1 2 3 4 5 6 Sistema Esqueltico - Junturas Sistema Muscular Sistema Nervoso Sistema Respiratrio Sistema Digestrio Sistema Circulatrio 7 8 9 10 11 Sistema Urinrio Sistema Genital Masculino e Feminino Sistema Endcrino Sistema Sensorial Sistema Tegumentar

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Sistema Esqueltico constitudo por ossos nmero de 206. Funo Sustentao e conformao do corpo; Proteo de rgos internos como: corao, pulmo, sistema nervoso central. Local de armazenamento de Ca (Clcio) e P (Fsforo); Local de produo de clulas sanguneas (na medula ssea); Sistema de alavanca que, movimentada pelos msculos, permite o deslocamento do corpo no todo ou em partes.

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Classificao Osso Longo Comprimento predomina sobre a largura e espessura Ex: Fmur, mero, tbia. Osso Curto H uma equivalncia entre as suas dimenses. Ex: Ossos do carpo e tarso. Osso Pneumtico Contm ar em suas cavidades. Ex: Frontal Osso Laminar O comprimento e a largura predominam sobre a espessura. Ex: Escpula, ilaco. Osso Irregular No tem nenhuma semelhana com figuras geomtricas. Ex: Ossos da coluna vertebral.

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Esqueleto

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JunturasJunturas ou articulaes so estruturas que servem para unir dois ou mais ossos. Elas tambm permitem a realizao de movimentos. Movimentos: Flexo, Extenso e Rotao.

Sistema Muscular

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Os msculos so elementos ativos dos movimentos do corpo. A musculatura no apenas torna possvel o movimento como determina a posio e a postura do esqueleto. a) Ventre Componentes b) Tendo Musculares c) Aponeurose Tipos de Msculo Esqueltico Liso Cardaco a parte carnosa, vermelha Tecido conjuntivo resistente de cor branca, fixa o msculo nos ossos, em forma de fita. Igual ao tendo s que em forma de leque.

Sistema Nervoso constitudo por inmeras clulas nervosas. A clula nervosa chamada de neurnio. Funo

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Coordenar e controlar as funes de todos os sistemas do organismo. Integrar o organismo com o meio ambiente interpretando e respondendo adequadamente a eles.

Obs.: Muitas funes do sistema nervoso dependem da vontade do indivduo como: caminhar, falar, rir, etc., e muitas outras ocorrem sem que a pessoa tenha conscincia delas, como: sensao de frio, sensao da saliva, aumento ou diminuio da pupila. DivisoCREBRO CEREBELO SISTEMA NERVOSO CENTRAL SISTEMA NERVOSO SISTEMA NERVOSO PERIFRICO SISTEMA NERVOSO AUTNOMO ENCFALO TRONCO ENCEFLICO MEDULA NERVOS GANGLIOS TERMINAES NERVOSAS SIMPTICO PARASSIMPTICO MESENCFALO PONTE BULBO

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Manual do Socorro Bsico de Emergncia SISTEMA NERVOSO CENTRAL Crebro responsvel pela interpretao da sensibilidade, pensamento, idia, memria, locomoo, outros. Cerebelo responsvel pelo equilbrio e tnus muscular. Tronco Enceflico responsvel pela respirao, temperatura corporal, defecao, vmito. Encontra-se no canal vertebral. Dela originam os nervos espinhais.

Encfalo

Medula

Sistema Respiratrio

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um sistema bsico dos seres vivos, pois o O2 (oxignio) importante para energia celular. Obtemos o O2 do ar que respiramos. Funo Responsvel pela respirao, isto : Fornecimento de O2 para ser distribudo pelo sangue a todas as clulas do corpo. Eliminao de CO2 (gs carbnico) do organismo.

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Felipe Jos Aidar Martins, Tenente Coronel BM Diviso Vias Areas Superiores (VAS) a) b) c) d) Nariz Fossas Nasais Faringe Laringe Vias Areas Inferiores e) f) g) h) Traquia Brnquios Alvolos Pulmonares Pulmes

Importante Manter as vias areas desobstrudas. A hematose, que a troca gasosa, ocorre ao nvel dos alvolos pulmonares, que a passagem do O2 dos alvolos para o sangue e o CO2 do sangue para dentro dos alvolos pulmonares.

Sistema Digestrio

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Destina-se retirada dos nutrientes (carboidratos, acares, lipides, gorduras, protenas, vitaminas, sais minerais e gua) dos alimentos para assegurar a vida celular. Funo Mastigao. Deglutio. Digesto dos alimentos. Absoro dos nutrientes. Eliminao de substncias que no foram aproveitadas pelo organismo.

Constitudo por Boca Faringe Esfago Estmago Intestino Delgado Intestino Grosso

rgos Complementares Glndulas Salivares Fgado Pncreas

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Sistema Circulatrio

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O sistema circulatrio um sistema fechado, sem comunicao com o exterior. constitudo por um rgo central que o corao, por tubos que so os vasos sangneos por onde passa o sangue. Funo A funo bsica de conduzir material nutritivo (nutrientes) e o oxignio (O2) a todas as clulas do nosso organismo. Recolher do organismo substncias txicas e em excesso que sero filtradas nos RINS.

Constituio CORAO Funciona como uma bomba contrtil propulsora, para mandar sangue a todas as partes do corpo.

Movimento de contrao do msculo cardaco. O sangue impulsionado para os vasos sanguneos. Distole Movimento de relaxamento do msculo cardaco. O corao se enche de sangue. Sstole

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Felipe Jos Aidar Martins, Tenente Coronel BM b) Veias so vasos sanguneos que recebem sangue sob presso do corao para qualquer parte do corpo; elas pulsam; suas paredes so espessas; quando so cortadas, o sangue esguicha; a maioria mais profunda no corpo. so vasos sanguneos que levam o sangue de qualquer parte do corpo para o corao; elas no pulsam; suas paredes so finas e flcidas; quando so cortadas o sangue escorre; a maioria mais superficial no corpo. so vasos sanguneos de calibre reduzido.

a) Artrias

VASOS SANGUNEOS

c) Capilares SANGUE

responsvel em levar para todas as clulas do nosso organismo substncias nutritivas, hormnios, de que as clulas necessitam para viver e exercer suas funes; o sangue recebe o oxignio nos pulmes para lev-lo s clulas, e recebe das clulas o gs carbnico e o leva para os pulmes para que seja eliminado; recebe tambm das clulas de todo o corpo, resduos ou escrias (produtos finais do metabolismo, no aproveitveis pelas clulas) e deixa nos rins que os elimina atravs da urina; o sangue responsvel pelo equilbrio trmico (temperatura do corpo), aproximadamente 37C; responsvel pela defesa do organismo.

O veculo o sangue, que composto por:PARTE LQUIDA Plasma Nutrio Hemcias (clulas vermelhas) Leuccitos (clulas brancas) Plaquetas Transporte de gases Defesa Coagulao

PARTE SLIDA

atravs do sangue que levamos a energia da vida para todas as clulas de todos os tecidos do corpo.

Ento:Qualquer alterao no sistema circulatrio acarretar uma dificuldade de nutrio, oxigenao, defesa e coagulao dos tecidos, podendo levar ao sofrimento celular e morte celular.

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Manual do Socorro Bsico de Emergncia 1. Grande Circulao: o sangue sai do Ventrculo Esquerdo, vai atravs da Artria Aorta indo para todas as partes do corpo, entregando o Oxignio s clulas e recebendo CO2, voltando ao trio Direito do corao.

2. Pequena Circulao: o sangue sai do Ventrculo Direito, indo para os Pulmes atravs das Artrias Pulmonares, para a eliminao de CO2 e incluso de O2 (Hematose), voltando ao trio Esquerdo do Corao atravs das Veias Pulmonares.

Sistema Urinrio

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Este sistema responsvel pela formao da urina e eliminao da mesma para fora do organismo. Funo Principal funo dos rins filtrar o sangue, retirando dele substncias txicas e em excesso para serem eliminadas do organismo. Constituio

Rins Ureteres Bexiga Uretra

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Sistema Genital Masculino e FemininoMASCULINO Funo Produo de espermatozide para fecundao. Constitudo por

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Pnis Testculo Conduto deferente Vescula Seminal Prstata Uretra

FEMININO Funo Amadurecimento do vulo e recepo do espermatozide para a fecundao. Constitudo por

Vagina tero Tubas Uterinas Ovrios

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Sistema EndcrinoFuno Produo de Hormnios. Constitudo por glndulas 1. Hipfise 2. Tireide 3. Paratireide 4. Pncreas 5. Supra-Renais 6. Testculos 7. Ovrios

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Sistema Sensorial

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Os rgos do sentido colocam o organismo humano em contato com o mundo exterior. Constitudo por 1. Olho para a viso 2. Orelha para a audio 3. Lngua para a gustao 4. Nariz para o olfato 5. Pele para o trato

Sistema Tegumentar

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um conjunto de estruturas superficiais chamada de pele que reveste todo o corpo e que se dispe em camadas. Funo Proteo do corpo s agresses do meio ambiente. Participa do equilbrio hdrico e trmico. Armazenamento de energia. Percepo sensorial de superfcie: tato, dor, calor, frio, presso.

Constitudo por a) Pele Epiderme Apresenta trs camadas Derme principais Tecido Subcutneo Glndulas Sudorparas Glndulas Sebceas Unhas Pelos Glndulas Mamrias 21

b) Anexos da Pele

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Noes de EnfermagemSinais Vitaisa) Temperatura a) Temperatura Temperatura Bucal Temperatura Retal Temperatura Axilar 36,2 a 37,0 C 36,4 a 37,2 C 36,0 a 37,0 C Sub Normal Hiportemia Estado Febril Febre Pirexia Hiperpirexia 35,0 a 36,0 C 34,0 a 35,0 C 37,5 a 37,9 C 38,0 a 38,9 C 39,0 C 39,1 a 41,0 C b) Respirao c) Pulso d) Presso Arterial

Temperatura abaixo do normal Temperatura elevada Hipertemias

b) Respirao Adultos Masculino / Feminino Criana Lactente c) Pulso Adultos Masculino / Feminino Criana Lactente d) Presso Arterial a presso que o sangue exerce na parede das artrias Presso Sistlica a presso mxima Presso Diastlica a presso mnima 060 a 100 BPM 100 a 120 BPM 120 a 140 BPM 10 a 20 RPM 20 a 30 RPM 30 a 40 RPM

110 a 140 mmHg

60 a 90 mmHg

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Obs: As vtimas so definidas de acordo com sua idadeAdulto: acima de 08 anos de idade Criana: de 01 a 08 anos de idade Beb: menos de 01 ano de idade

AVALIAO DO PACIENTEO atendimento compreende de: C Checar C Chamar C Cuidar

C Checar

Consiste em verificar se o local seguro e, a situao em que a vtima se encontra e, o nmero de vtimas. O Socorrista no deve perder tempo, pois cada minuto perdido pode ser a diferena entre a vida e a morte para vtima. O nmero a ser chamado o nmero 193 que o nmero do Resgate do Corpo de Bombeiros. Enquanto o Socorrista aguarda a chegada do Resgate do Corpo de Bombeiros, ele deve se colocar ao lado da vtima e comear os cuidados at a chegada dos Bombeiros.

C Chamar

C Cuidar

AVALIAO DA CENAAps o Socorrista ter CHECADO o ocorrido, e CHAMADO O RESGATE DO CORPO DE BOMBEIROS, 193, o Socorrista dever comear a CUIDAR da vtima, para isto deve haver a AVALIAO DA CENA. Se o local for seguro ento o trabalho do Socorrista fica mais facilitado. Caso o local no seja seguro o Socorrista deve procurar controlar este, e at mesmo remover o paciente do local se no houver como tornar este local seguro. Caso seja possvel o local deve ser controlado, ou seja, tornando-o seguro atravs de isolamento ou mesmo controlando outros fatores de risco, ento os cuidados para com a vtima podero ser iniciados.

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AVALIAO INICIALA avaliao inicial consiste em verificar que tipo de problema houve, ou seja, se foi um problema provocado por um acidente (Trauma) ou um problema de sade (Clnico). PACIENTE DE TRAUMA Neste caso deve ser verificado o que deu origem ao ocorrido e iniciar o exame da vitima (histrico do ocorrido e exame fsico visual da vtima). Aps isto ento o Socorrista dever avaliar o mecanismo da leso, verificando o que realmente ocorreu, principalmente atravs:

de relacionar a vtima ao acidente

de relato de testemunhas

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Manual do Socorro Bsico de Emergncia VTIMA DE TRAUMA COM LESO GRAVE (Significativa)

Neste caso dever ser feito o EXAME FSICO da vtima que consiste em: 1. Verificar nvel de conscincia da vtima: AVDN Perguntando para a vtima se est tudo bem. 2. C Circulao: Verificao de pulso em grandes artrias com o controle de grandes hemorragias. 3. V Abrir Vias Areas: Possivelmente com o controle da coluna. 4. R Respirao: Ver, ouvir e sentir os movimentos respiratrios. 5. Exame Fsico: Exame rpido da cabea aos ps, a fim de verificar os problemas mais graves que a vtima possa ter.

1. Verificar nvel de conscincia da vtima: AVDN e se estiver consciente, verificar que local sente mais dor.

2. C Circulao: Verificao de pulso em grandes artrias com o controle de grandes hemorragias.

Adulto ou CrianaPulso Carotdeo

BebPulso Braquial

3. V Abrir Vias Areas: possivelmente com o controle da coluna

Em caso de suspeita de leso na coluna (vtima inconsciente, vtima de trauma, e quando no se conhece o mecanismo da leso), dever ser utilizado um mtodo de abertura das Vias Areas que no agrave a possvel leso na coluna.

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AdultoJAW-THRUST 1 (Trplice Manobra)

JAW-THRUST 01 (Trplice Manobra) Elevao da Mandbula I

JAW-THRUST 02 Elevao da Mandbula II

CHIN LIFT Levantamento do Queixo

JAW LIFT Levantamento da Mandbula

Criana

Beb

4. R Respirao: Ver, ouvir e sentir os movimentos respiratrios.

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Manual do Socorro Bsico de Emergncia 5. Exame Fsico: Exame rpido da cabea aos ps, a fim de verificar os problemas mais graves que a vtima possa ter. Consiste no exame da vtima, feito da cabea aos ps, procurando por problemas graves que podem colocar a vtima em risco de vida. A imobilizao da cabea dever ser feita o tempo todo manualmente.

Aps o exame da regio do pescoo, dever ser colocado o colar cervical. a) Examine o trax da vtima, observe a respirao (movimentos e expanso do trax).

b) Examine o trax procurando por ferimentos, segmentos soltos, deformidades ou qualquer anormalidade. c) Apalpe o abdome, procurando por reas mais enrijecidas, com hematomas, ferimentos e deformidade. d) Examine a bacia, verificando se existe dor, crepitao ou rangido.

e) Examine os membros inferiores procurando por ferimentos, deformidades e por fraturas. f) Verifique pulso distal e perfuso capilar.

Se a vtima estiver consciente, alm do pulso distal e perfuso capilar verifique sensibilidade e resposta motora.

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g) Examine os membros superiores procurando por ferimentos, deformidades e por fraturas. h) Verifique pulso distal e perfuso capilar.

Se a vtima estiver consciente, alm do pulso distal e perfuso capilar verifique sensibilidade e resposta motora. MONITORE SINAIS VITAIS 1. Respirao 2. Pulso

3. Presso Arterial

4. Temperatura

SAMPUM O SAMPUM consiste na verificao de: S A M P U M Sinais e sintomas Alergias que a vtima tenha Medicamentos que faz uso ou toma (com ou sem prescrio mdica) Problemas mdicos apresentados anteriormente ltima alimentao feita de forma oral Mecanismo da leso

TRANSPORTE O transporte deve ser iniciado assim que possvel. importante que no se perca mais do que 10 minutos desde a chegada no local at iniciar o transporte. O transporte deve ser realizado no mnimo utilizando Prancha Longa e Colar Cervical.

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EXAME FSICO DETALHADO Consiste no Exame Fsico, porm feito de forma mais detalhado com a utilizao de lanternas, esfigmomanmetro, estetoscpio, sendo que o oxignio deve ser sempre utilizado em caso de traumas. 1. Exame das pupilas. 2. Verifique a presena de objetos estranhos e/ou secrees na boca.

3. Verifique a sada de Liquor e/ou sangue pelo nariz e/ou ouvidos.

4. Presso Arterial

AVALIAO CONTINUADA Durante o transporte, ou enquanto o socorro adequado no chega, a vtima deve ser reavaliada a cada 05 minutos. Dever ainda ser feita a comunicao e o preenchimento de documentao se for o caso.

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Felipe Jos Aidar Martins, Tenente Coronel BM SEM LESO SIGNIFICATIVA Avaliao especfica da leso. (Trauma Menor)

MONITORE SINAIS VITAIS 1. Respirao

2. Pulso

3. Presso Arterial

4. Pele

SAMPUM O SAMPUM consiste na verificao de: S A M P U M Sinais e sintomas Alergias que a vtima tenha Medicamentos que faz uso ou toma (com ou sem prescrio mdica) Problemas mdicos apresentados anteriormente ltima alimentao feita de forma oral Mecanismo da leso

TRANSPORTE O transporte deve ser iniciado assim que possvel. importante que no se perca mais do que 10 minutos desde a chegada no local at iniciar o transporte. O transporte deve ser realizado no mnimo utilizando Prancha Longa e Colar Cervical.

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Manual do Socorro Bsico de Emergncia PACIENTE DE EMERGNCIAS CLNICAS

Neste caso deve ser verificado o que deu origem ao ocorrido e iniciar o exame da vtima (histrico do ocorrido e exame fsico visual da vtima). VTIMA CONSCIENTE SAMPUM O SAMPUM consiste na verificao de: S A M P U M Sinais e sintomas Alergias que a vtima tenha Medicamentos que faz uso ou toma (com ou sem prescrio mdica) Problemas mdicos apresentados anteriormente ltima alimentao feita de forma oral Mecanismo da leso (Caso Clnico)

EXAME BASEADO NA QUEIXA DO PACIENTE Faa o exame de acordo com o problema que o paciente est relatando, como por exemplo, dor no peito (precordialgia), dificuldade de respirar (dispnia), etc. MONITORE SINAIS VITAIS 1. Respirao 2. Pulso

3. Presso Arterial

4. Pele

TRANSPORTE O transporte deve ser iniciado assim que possvel. importante que no se perca mais do que 10 minutos desde a chegada no local at iniciar o transporte. O transporte deve ser realizado no mnimo utilizando Prancha Longa e Colar Cervical. 31

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EXAME FSICO DETALHADO Consiste no Exame Fsico, porm feito de forma mais detalhado com a utilizao de lanternas, Esfigmomanmetro, Estetoscpio, sendo que o oxignio deve ser sempre utilizado em caso de traumas. 1. Exame das pupilas. 2. Verifique a presena de objetos estranhos e/ou secrees na boca.

3. Verifique a sada de Liquor e/ou sangue pelo nariz e/ou ouvidos.

4. Presso Arterial

AVALIAO CONTINUADA Durante o transporte, ou enquanto o socorro adequado no chega, a vtima deve ser reavaliada a cada 05 minutos. Dever ainda ser feita a comunicao e o preenchimento de documentao se for o caso. VTIMA INCONSCIENTE (Caso Clnico)

Neste caso dever ser feito o EXAME FSICO da vtima que consiste em: 1. Verificar nvel de conscincia da vtima: AVDN Perguntando para a vtima se est tudo bem. 2. C Circulao: Verificao de pulso em grandes artrias com o controle de grandes hemorragias. 3. V Abrir Vias Areas: Possivelmente com o controle da coluna. 32

Manual do Socorro Bsico de Emergncia 4. R Respirao: Ver, ouvir e sentir os movimentos respiratrios. 5. Exame Fsico: Exame rpido da cabea aos ps, a fim de verificar os problemas mais graves que a vtima possa ter.

1. Verificar nvel de conscincia da vtima: AVDN e se estiver consciente, verificar que local sente mais dor.

2. C Circulao: Verificao de pulso em grandes artrias com o controle de grandes hemorragias.

Adulto ou CrianaPulso Carotdeo

BebPulso Braquial

3. V Abrir Vias Areas: possivelmente com o controle da coluna

Em caso de suspeita de leso na coluna (vtima inconsciente, vtima de trauma, e quando no se conhece o mecanismo da leso), dever ser utilizado um mtodo de abertura das Vias Areas que no agrave a possvel leso na coluna.

AdultoJAW-THRUST 1 (Trplice Manobra)

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Felipe Jos Aidar Martins, Tenente Coronel BM JAW-THRUST 01 (Trplice Manobra) Elevao da Mandbula I JAW-THRUST 02 Elevao da Mandbula II

CHIN LIFT Levantamento do Queixo

JAW LIFT Levantamento da Mandbula

Criana

Beb

4. R Respirao: Ver, ouvir e sentir os movimentos respiratrios.

5. Exame Fsico: Exame rpido da cabea aos ps, a fim de verificar os problemas mais graves que a vtima possa ter. Consiste no exame da vtima, feito da cabea aos ps, procurando por problemas graves que podem colocar a vtima em risco de vida.

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Manual do Socorro Bsico de Emergncia A imobilizao da cabea dever ser feita o tempo todo manualmente.

Aps o exame da regio do pescoo, dever ser colocado o colar cervical. a) Examine o trax da vtima, observe a respirao (movimentos e expanso do trax).

b) Examine o trax procurando por ferimentos, segmentos soltos, deformidades ou qualquer anormalidade. c) Apalpe o abdome, procurando por reas mais enrijecidas, com hematomas, ferimentos e deformidade. d) Examine a bacia, verificando se existe dor, crepitao ou rangido.

e) Examine os membros inferiores procurando por ferimentos, deformidades e por fraturas. f) Verifique pulso distal e perfuso capilar.

Se a vtima estiver consciente, alm do pulso distal e perfuso capilar verifique sensibilidade e resposta motora. g) Examine os membros superiores procurando por ferimentos, deformidades e por fraturas.

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Felipe Jos Aidar Martins, Tenente Coronel BM h) Verifique pulso distal e perfuso capilar.

Se a vtima estiver consciente, alm do pulso distal e perfuso capilar verifique sensibilidade e resposta motora. MONITORE SINAIS VITAIS 1. Respirao 2. Pulso

3. Presso Arterial

4. Pele

SAMPUM O SAMPUM consiste na verificao de: S Sinais e sintomas A Alergias que a vtima tenha M Medicamentos que faz uso ou toma (com ou sem prescrio mdica) Problemas mdicos apresentados anteriormente P U ltima alimentao feita de forma oral M Mecanismo da leso TRANSPORTE O transporte deve ser iniciado assim que possvel. importante que no se perca mais do que 10 minutos desde a chegada no local at iniciar o transporte. O transporte deve ser realizado no mnimo utilizando Prancha Longa e Colar Cervical.

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Manual do Socorro Bsico de Emergncia

EXAME FSICO DETALHADO Consiste no Exame Fsico, porm feito de forma mais detalhado com a utilizao de lanternas, Esfigmomanmetro, Estetoscpio, sendo que o oxignio deve ser sempre utilizado em caso de traumas. 1. Exame das pupilas. 2. Verifique a presena de objetos estranhos e/ou secrees na boca.

3. Verifique a sada de Liquor e/ou sangue pelo nariz e/ou ouvidos.

4. Presso Arterial

AVALIAO CONTINUADA Durante o transporte, ou enquanto o socorro adequado no chega, a vtima deve ser reavaliada a cada 05 minutos. Dever ainda ser feita a comunicao e o preenchimento de documentao se for o caso.

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Felipe Jos Aidar Martins, Tenente Coronel BM

Avaliao da VtimaAVALIAO DA CENALOCAL SEGURO LOCAL INSEGURO

CONTROLE O LOCAL E REMOVA O PACIENTE PARA LOCAL SEGURO

AVALIAO INICIAL

PACIENTE DE TRAUMA

PACIENTE DE EMERGENCIAS CLINICAS

HISTRICO E EXAME FSICO

HISTRICO E EXAME FSICO

AVALIE O MECANISMO DA LESAO

CONSCIENTE

INCONSCIENTE

LESAO SIGNIFICATIVA

SEM LESAO SIGNIFICATIVA

SAMPUM

EXAME FSICO

EXAME FSICO

AVALIAO ESPECFICA DA LESAO

EXAME BASEADO NA QUEIXA DO PACIENTE

MONITORE OS SINAIS VITAIS

MONITORE OS SINAIS VITAIS

MONITORE OS SINAIS VITAIS

MONITORE OS SINAIS VITAIS

SAMPUM

SAMPUM

SAMPUM

TRANSPORTE

TRANSPORTE

TRANSPORTE

TRANSPORTE

EXAME FSICO DETALHADO

CONTINUE O EXAME FSICO DETALHADO

CONTINUE O EXAME FSICO DETALHADO

EXAME FSICO DETALHADO

AVALIAO CONTINUADA

COMUNICAO E DOCUMENTAO

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Obstruo RespiratriaVtima Consciente Engasgada1- Pergunte para a vtima Voc pode falar? 2- Se no puder falar, se coloque atrs da vtima e posicione as mos para as Manobras de Heimlich.

3- Efetue repetidas compresses no abdome, se adulto ou criana, at a desobstruo ou at a chegada do socorro adequado.

Obs: A mo dever ser em punho, devendo a outra mo firmar a primeira. 4- Em gestantes ou obesos, efetue as compresses no osso Esterno. Repita os passos anteriores ate a desobstruo ou at a chegada do socorro adequado.

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Felipe Jos Aidar Martins, Tenente Coronel BM

Beb Engasgado1- Verifique o nvel de conscincia.

2- Circulao (verificar) com o controle de grandes hemorragias. 3- Abra as Vias Areas e verifique a 4- Se no respira, efetue duas Respirao insuflaes boca a boca e nariz.

6- Vire o beb de bruos e efetue 05 pancadas entre as escpulas do beb 5- Se o ar no passa (o trax no se eleva), repita a abertura das Vias Areas e as insuflaes. Se persistir a obstruo, segure o beb em suas mos.

7- Vire o beb de barriga para cima, visualize a linha dos mamilos e coloque dois dedos no Esterno, abaixo desta linha e efetue 05 compresses.

8- Aps as manobras, tente visualizar e retirar o objeto estranho. Se no respira e persiste a obstruo, repita os passos anteriores, at a desobstruo, ou at a chegada de socorro adequado.

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Manual do Socorro Bsico de Emergncia

Vtima Inconsciente Engasgada1- Verifique o nvel de conscincia AVDN 2- Circulao (verificar) com o controle de grandes hemorragias. 3- Se a vtima estiver inconsciente, abra 4- Caso a vtima no respire, efetue as Vias Areas e verifique a Respirao. duas insuflaes boca a boca.

5- Se no conseguir (o trax no se elevar), repita a liberao das Vias Areas e as ventilaes.

Para melhorar a insuflao pode ser utilizada a Manobra de Presso na Cartilagem Cricide (Manobra de Sellick)

6- Se o ar no passar, realize as manobras de RCP.

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Felipe Jos Aidar Martins, Tenente Coronel BM

Adulto

Criana

Lactente

*Vtima Adulta atendida por 01 ou 02 socorristas, o sincronismo ser de 30 massagens cardacas externas e 02 insuflaes por 05 ciclos. *Vtima Criana e Lactentes atendida por: 01 socorrista, o sincronismo ser de 30 massagens cardacas externas e 02 insuflaes por 05 ciclos. 02 socorristas, o sincronismo ser de 15 massagens cardacas externas e 02 insuflaes por 05 ciclos

Obs:Toda vez que o socorrista abrir as Vias Areas para aplicar ventilaes de resgate, ele deve inspecionar a boca e remover quaisquer objetos, caso haja. Obs:Se no respirar e persistir a obstruo, repita os passos anteriores, at a desobstruo, ou at a chegada de socorro adequado.

Parada RespiratriaAdulto, Criana e Beb1- Verifique o nvel de conscincia: AVDN Adulto ou Criana Beb

2- Circulao (verificar), com o controle de grandes hemorragias: Beb Adulto ou Criana Pulso Carotdeo Pulso Braquial

3- Vias Areas (abertura)

4- Respirao (verificar) Ver, Ouvir e Sentir

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Manual do Socorro Bsico de Emergncia

5- Se a vtima no respira, libere as VAS, pressione suas narinas com os dedos e efetue duas insuflaes: Adulto ou Criana Beb Boca a boca, ou boca a mscara. Boca a boca e nariz, ou boca a mscara.

6- Se a vtima possui pulso, e no respira (sendo que ao se fazer as insuflaes o trax se eleva) ento a vtima apresenta um quadro de Parada Respiratria Adulto Criana ou Beb Faa uma ventilao a cada Faa uma ventilao a cada 3 a 5 segundos 5 ou 6 segundos

Obs: Para melhorar a insuflao pode ser utilizada a Manobra de Presso na Cartilagem Cricide (Manobra de Sellick)

Parada CardiorrespiratriaAdulto, Criana e Beb1- Verifique o nvel de conscincia: AVDN Adulto ou Criana Beb

2- Circulao (verificar), com o controle de grandes hemorragias: 43

Felipe Jos Aidar Martins, Tenente Coronel BM Adulto ou Criana Pulso Carotdeo Beb Pulso Braquial

3- Se a vtima no tem pulso, ento ela apresenta um quadro de Parada Cardiorrespiratria. Ache o local da massagem cardaca externa

O local da massagem cardaca externa baseado pelos mamilos.

Adultos e Crianas: Bebs: No centro do peito entre os mamilos ou dois Imediatamente abaixo da dedos acima do apndice tifide. linha dos mamilos As mos devem ser sobrepostas, dedos entrelaados e somente uma das mos em contato com o osso Esterno.

As compresses fazem com que o sangue circule, substituindo assim o trabalho que seria feito pelo corao.

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Manual do Socorro Bsico de Emergncia

4- Sincronismo das ventilaes e massagens cardacas externas: Vtima adulta atendida por 01 ou 02 socorristas o sincronismo ser de 30 massagens externas e 02 insuflaes (30 x 02). Verificando o pulso a cada 05 ciclos

Vtima Criana ou Beb atendida por 01 socorrista o sincronismo ser de 30 massagens externas e 02 insuflaes (30 x 02). Verificando o pulso a cada 05 ciclos. Vtima Criana ou Beb atendida por 02 socorristas o sincronismo ser de 15 massagens externas e 02 insuflaes (15 x 02). Verificando o pulso a cada 05 ciclos

Adulto

Criana

Beb

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Felipe Jos Aidar Martins, Tenente Coronel BM

Parada RespiratriaADULTO INSUFLAO CICLOS 01 a cada 5 ou 6 segundos 10 a 12 ou 1 minuto CRIANA 01 a cada 3 a 5 segundos 12 a 20 ou 1 minuto BEB 01 a cada 3 a 5 segundos 12 a 20 ou 1 minuto

Parada CardiorrespiratriaADULTO MODO 02 mos sobre o Esterno. CRIANA 01 mo sobre o Esterno. No mnimo 1/3 da profundidade do trax. Cerca de 5 cm. 1 seg. / insuflao (1 socorrista) 30 Compresses 02 Insuflaes (2 socorristas) 15 Compresses 02 Insuflaes) Cerca de 02 minutos os 05 ciclos BEB 02 dedos abaixo da linha dos mamilos. No mnimo 1/3 da profundidade do trax. Cerca de 4 cm. 1 seg. / insuflao (1 socorrista) 30 Compresses 02 Insuflaes (2 socorristas) 15 Compresses 02 Insuflaes) Cerca de 02 minutos os 05 ciclos

COMPRESSAO

No mnimo 5 cm.

INSUFLAO

1 seg. / insuflao

CICLO

(1 ou 2 socorristas) 30 Compresses 02 Insuflaes

TEMPO

Cerca de 02 minutos os 05 ciclos

Obstruo Respiratria Vtima Inconsciente RCP Obstruo Respiratria Vtima ConscienteADULTO COMPRESSO Compresso Abdominal CRIANA Compresso Abdominal BEB Golpe nas costas e compresses torcicas 05 golpes 05 massagens cardacas

CICLOS

--

--

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Uso do DesfibriladorEm casos de parada cardiorrespiratria, a Corrente da Sobrevivncia dever ser observada.

Acesso precoce

RCP precoce

Desfibrilao precoce

Suporte Avanado de Vida eficaz.

Atendimento avanado precoce

Em pacientes acima de 08 anos de idade o Desfibrilador Semi-Automtico dever ser utilizado, logo aps a RCP, assim que possvel. Todos os socorristas devem aplicar aproximadamente 05 ciclos (cerca de 02 minutos) de RCP antes da tentativa de desfibrilao, quando o intervalo entre o pedido de auxlio e a chegada da equipe de resgate for maior que 4 a 5 minutos. Todos os socorristas devem verificar o ritmo cardaco da vtima aps cerca de 05 ciclos (aproximadamente 02 minutos) de RCP. Os DEAs so recomendados para utilizao em todo tipo de vtimas. Sendo que para crianas de 01 a 08 anos de idade deve-se usar um DEA com um sistema atenuador de dose peditrica, com ps peditricas. Em caso de bebs de preferncia deve usar um desfibrilador manual a um DEA para desfibrilao, caso no haja um desfibrilador manual disponvel, prefira um DEA com um atenuador de dose peditrica. Se nenhum dos dois estiver disponvel, use um DEA sem atenuador de dose peditrica.

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Felipe Jos Aidar Martins, Tenente Coronel BM O socorrista dever seguir as instrues que o equipamento fornecer logo aps ligado, conectando os Eletrodos conforme o desenho abaixo.

No caso da vtima ter Marca Passo, os eletrodos devero ser colocados conforme o desenho abaixo.

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Manual do Socorro Bsico de Emergncia

AfogamentoDefinio um quadro de asfixia por imerso em um meio lquido.

Classificao do Afogamento quanto ao

MECANISMO a) Primrio Efeito evidente do afogamento ocorre o quadro de asfixia e, a seguir, parada cardaca. Encontrado em 90% dos casos.

NATUREZA DO MEIO LQUIDO a) gua Doce A gua dos alvolos pulmonares passa para a corrente sangunea. Ocorre a hemodiluio, aumento do volume sanguneo, passando para a clula , causando hemlise.

Corresponde ao afogado AZUL da Escola Francesa. A vtima apresenta- b) gua Salgada se ciantica, congestionando-se com espuma na boca e no nariz. O plasma sanguneo passa para os alvolos pulmonares, provocando o b) Secundrio edema pulmonar. Diminui o volume de sangue, ocorrendo a Sobrevm a parada cardaca e, a hemoconcentrao. seguir, a asfixia. o afogado BRANCO da Escola Francesa. Pode ocorrer choque hipovolmico, os efeitos aparecem de 5 minutos a 4 A vtima apresenta o aspecto lvido e dias. plido, no tendo espuma na boca e nem no nariz, e a respirao O plasma sanguneo 0,9% completamente ausente. gua Salgada 3,5% gua Doce 0,0% Neste grupo temos o chamado afogado seco que, devido ao espasmo mantido da glote, no aspira gua para os alvolos pulmonares. Um caso especial de afogamento secundrio a Hidrocusso ou Sndrome Trmico Diferencial; ocorre por mecanismo reflexo e ocasiona a parada cardaca.

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Felipe Jos Aidar Martins, Tenente Coronel BM

Seqncia dos Eventos no AfogamentoMINUTOS 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 ++ Imerso Total Pnico Iminente Luta contra asfixia Espasmo da glote Deglutio lquida Vmito Perda da Conscincia Aspirao Lquida Distrbios Hidrossalinos Parada Cardiorrespiratria Morte cerebral

Fases do AfogamentoDe acordo com o Manual of Open Water Lifesaving (1994) da The United States Livesafing Association (USLA), o processo de afogamento envolve trs fases distintas, que podem ser interrompidas atravs da interveno em sua ocorrncia. So elas: a) Angstia Esta palavra talvez no seja a que melhor defina esta fase, mas a que melhor se adapta palavra original desta teoria: Distress, que o stress ao dobro, e stress significa submeter algum a grande esforo ou dificuldades, ou ainda causar receio ou estar perturbado. H algumas vezes um longo perodo de aumento da angstia antes do perigo real da emergncia de afogamento e estas situaes podem envolver nadadores fracos ou cansados em guas mais profundas que suas alturas, banhistas arrastados por uma corrente ou nadadores que apresentam cibras ou traumas. Durante a ocorrncia angstia, nadadores so capazes de se manterem na gua com tcnicas de natao ou equipamentos flutuantes, mas tem dificuldades de alcanar o grau de segurana necessrio. Eles podem ser capazes de gritar, acenar por socorro, ou mover-se em direo ajuda de outros. Alguns nadadores nem sequer sabem que esto em perigo e podem nadar contra uma corrente sem, num primeiro momento, perceber que no esto obtendo sucesso. A ocorrncia da angustia pode durar alguns segundos ou pode prolongar-se por alguns minutos ou at mesmo horas. A medida que a fora do nadador esgota-se, a ocorrncia da angstia progredir para o pnico se a vtima no for resgatada ou ficar em segurana.

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Manual do Socorro Bsico de Emergncia

b) Pnico O estgio do pnico do processo de afogamento pode se desenvolver do estgio da angstia, medida que a vtima perca suas foras, ou pode comear imediatamente imerso da vtima na gua. No estgio do pnico, a vtima incapaz de manter sua flutuabilidade devido fadiga, completa falta de habilidade natatria, ou algum problema fsico. Por exemplo um nadador fraco que cai de um equipamento flutuante pode imediatamente entrar no estgio do pnico. H pouca evidncia de qualquer braada efetiva. Em um afogamento a cabea e o rosto esto voltados para gua, com o queixo geralmente estendido. A vtima concentra toda sua energia para respirar, de forma que no h grito por socorro. O pnico interrompeu, tomou conta do banhista. O estgio do pnico raramente dura muito devido s aes da vtima serem extremamente ineficientes. Alguns estudos sugerem que dura normalmente entre 10 e 60 segundos, para desse estgio poder progredir imediatamente para a submerso, a menos que ela seja resgatada. c) Submerso Ao contrrio da crena popular, a maioria dos afogamentos no resulta em uma pessoa boiando emborcada (flutuando em decbito ventral). Apesar do aumento da flutuabilidade proporcionado pela gua salgada, pessoas sem um equipamento flutuante que perdem sua habilidade para se manter flutuando submergem e vo at o fundo. Em gua doce que proporciona muito menos flutuabilidade que a gua salgada, a submerso pode ocorrer extremamente rpido. A submerso pode no ser fatal se a vtima for resgatada a tempo, mas isso pode ser uma tarefa muito difcil Obs: De acordo com a USLA, acredita-se que em at dois minutos h maior possibilidade de haver resgate com sucesso e ressuscitao de vtimas submersas.

Graus do Afogamento e TratamentoPara que haja uma melhora no atendimento s vtimas de afogamento, bem como uma padronizao na maneira de se prestar os primeiros socorros a tais vtimas, existe a necessidade de se graduar o afogamento, pois cada vtima, dependendo de seu estado, necessita de cuidados mdicos diferenciados. Todos os casos de afogamento podem apresentar hipotermia, nuseas, vmitos, distenses abdominais, tremores, cefalia, mal estar, cansao, dores musculares, dor no trax, diarria e outros sintomas inespecficos. Partindo-se desse principio, separamos o afogamento em 06 (seis) graus diferentes, onde levamos em considerao o batimento cardaco, a respirao e a presso cardaca. 51

Felipe Jos Aidar Martins, Tenente Coronel BM Para saber a gravidade do afogamento, o socorrista deve avaliar e relacionar os sinais e sintomas que a vtima apresenta conforme segue: Nvel de Conscincia: por estmulo ttil ou sonoro. Eficincia Respiratria: ver, ouvir, sentir e pela auscultao pulmonar. Eficincia Circulatria: pela verificao do pulso carotdeo. Auscultao Pulmonar: devemos esclarecer, entretanto que, embora a ausculta pulmonar seja um ato de conhecimento mdico, ela pode ser facilmente ensinada, para um reconhecimento correto do grau de afogamento. Tendo em vista a necessidade de se efetuar uma Ausculta Pulmonar nas vtimas, para se estabelecer o grau do afogamento, pois para definio dos graus leva-se em considerao como o afogado est respirando, veremos algumas anormalidades que podem ser detectadas numa ausculta. Sibilos: so chiados no peito, semelhantes aos chiados de indivduos com crise de asma e ocorrem principalmente durante a expirao. Roncos: so barulhos semelhantes ao som produzido quando sopramos atravs de um canudo dentro de um copo com gua e ocorrem tanto na inspirao quanto na expirao. Estertores: so sons semelhantes aos roncos, porem mais agudos (finos), lembrando o som produzido quando esfregamos um tecido em outro, prximo ao ouvido. Obs: Durante a anlise da vtima para se estabelecer o grau do afogamento, a ausculta pulmonar dever ser realizada nos 04 (quatro) campos do pulmo, aproximando o ouvido do trax da vtima e buscando qualquer rudo anormal.

Afogamento Grau 1As vtimas que apresentam esse grau de afogamento aspiraram uma quantidade mnima de gua, suficiente para produzir tosse. Geralmente tem um aspecto geral bom, e a ausculta pulmonar normal ou com sibilos ou roncos, sem o aparecimento de estertores sendo que seu nvel de conscincia bom com a vtima apresentando lucidez, porm podem estar agitadas ou sonolentas. Tais vtimas sentem frio e tm suas freqncias cardacas e respiratrias aumentadas devido ao esforo fsico, estresse do afogamento e tambm pela descarga adrenergtica. No apresentam secrees nasais e bocais e podem ainda estar cianticas devido ao frio e no devido hipoxia.

Tratamento- Verificao dos sinais vitais; - Fazer a vtima repousar; - Tranquilizar; - Aquecer; - Conduzir ao hospital caso necessrio.

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Manual do Socorro Bsico de Emergncia

Afogamento Grau 2 apresentado pelas vtimas que aspiram quantidade de gua suficiente para alterar a troca gasosa (O2 CO2). So vtimas lcidas, agitadas ou desorientadas, e se for constatada cianose, nos lbio e dedos, temos o comprometimento do sistema respiratrio. Verifica-se tambm o aumento das freqncias cardaca e respiratria, sendo notada tambm a presena de estertores durante a auscultao pulmonar de intensidade leve a moderada, em alguns campos do pulmo.

Tratamento- Verificao dos sinais vitais; - Aquecimento corporal; - Apoio psicolgico; - Tratar estado de choque; - Conduzir ao hospital especializado.

Afogamento Grau 3Neste grau de afogamento a vtima aspira uma quantidade importante de gua, apresentando sinais de insuficincia respiratria aguda, com dispnia intensa (dificuldade respiratria), cianose de mucosas e extremidades, estertorao intensa, indicando um edema pulmonar agudo, e tambm a presena de secreo nasal e bocal. Deve-se tomar cuidados com as vtimas no que tange vmitos, pois pode ser um fator de agravamento caso no sejam tomadas medida para evitar a aspirao. Para evitar que haja aspirao de vmito, deve-se virar a cabea da vtima para o lado. No grau 3 a vtima apresenta nvel de conscincia de agitao psicomotora ou torpor (acorda se estimulado intensamente) e apresenta tambm taquicardia (freqncia cardaca acima de 100 batimentos por minuto), contudo sem hipotenso arterial (presso arterial sistlica menor que 90 mmHg).

Tratamento- Verificao dos sinais vitais; - Ministrar O2 de 10 a 15 Lpm, devido dispnia; - Aquecimento corporal; - Tratar estado de choque; - Atendimento mdico especializado.

Afogamento Grau 4Afogamento de grau 4 assemelha-se muito com o de grau 3, no que tange quantidade de gua aspirada, porm o nvel de conscincia pode variar de agitao ao coma sendo que a vtima quando em coma no desperta mesmo com estmulo doloroso intenso. A vtima apresenta taquicardia e tambm um quadro de hipotenso ou choque. Cabe lembrar que as diferenas entre o grau 3 e o grau 4 s sero importantes para atendimento hospitalar, sendo que para o socorrista o procedimento no difere muito de um caso para outro.

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Felipe Jos Aidar Martins, Tenente Coronel BM

Tratamento- Verificao dos sinais vitais; - Ministrar O2 de 10 a 15 Lpm; - Aquecer a vtima; - Tratar estado de choque; - Atendimento mdico especializado.

Afogamento Grau 5Nos casos de afogamento em grau 5, a vtima apresenta-se em apnia (parada respiratria), contudo apresenta pulso arterial, indicando atividade cardaca. Apresenta um quadro de coma leve a profundo (inconsciente), com cianose intensa e grande quantidade de secreo oral e nasal.

Tratamento- Verificao dos sinais vitais; - Efetuar ventilao na vtima (boca a boca, AMBU); - Aquecer a vtima; - Tratar estado de choque; - Atendimento mdico especializado.

Afogamento Grau 6Trata-se da Parada Cardiorrespiratria, representada pela apnia e pela ausncia de batimentos cardacos.

Tratamento- Efetuar reanimao cardiopulmonar; - Em se obtendo sucesso na RCP deve-se aquecer a vtima; - Tratar o estado de choque; - Atendimento mdico especializado.

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Manual do Socorro Bsico de Emergncia

QueimaduraDefinio Leso no tecido de revestimento do corpo, causada por agentes trmicos, qumicos, radioativos ou eltricos, podendo destruir total ou parcialmente a pele e seus anexos, e at a atingir camadas mais profundas (msculos, tendes e ossos).

Classificao1 Grau Somente a epiderme. Dor e vermelhido local. Sem bolhas. Epiderme mais derme. Dor e vermelhido local mais intensa. Formao de bolhas. Todas as camadas da pele so atingidas (pele e gordura, mais msculos e ossos). Pouca e ou ausncia de dor (destruio dos terminais nervosos). rea escurecida ou esbranquiada.

2 Grau

3 Grau

Gravidade Quanto Extensoa) Pequenas Queimaduras menos de 10% da rea corprea. b) Grandes Queimaduras mais de 10% da rea corprea.

Beb Cabea e Pescoo 18% Tronco 36% Cada Brao 9% Cada Perna 13,5% Regio do Perneo 1%

Criana Cabea e Pescoo 18% Tronco 36% Cada Brao 9% Cada Perna 13,5% Regio do Perneo 1%

Adulto Cabea e Pescoo 9% Tronco 36% Cada Brao 9% Cada Perna 18% Regio do Perneo 1%

Obs: O risco de vida est mais relacionado com a extenso do que com a profundidade (choque, infeco).

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Felipe Jos Aidar Martins, Tenente Coronel BM So consideradas graves as seguintes queimaduras Eltricas; Em perneo; Com mais de 10% da rea corprea; Com leso das vias areas. Conduta Prevenir o estado de choque; Evitar infeces na rea queimada; Controlar a dor.

ProcedimentosQueimaduras Trmicas Apagar o fogo da vtima com gua, rolando-a no cho ou cobrindo-a com um cobertor (em direo aos ps). Verifique vias areas, respirao, circulao, e nvel de conscincia (especial ateno para VAS em queimados de face). Retirar partes de roupas no queimadas; e as queimadas aderidas ao local, recortar em volta. Retirar pulseiras, anis, relgios, etc. Estabelecer extenso e profundidade das queimaduras. Quando de 1 grau, banhar o local com gua fria. No passar nada no local, no furar bolhas, e cuidado com a infeco. Cobrir regies queimadas com plstico estril ou papel alumnio. Quando em olhos, cobrir com gaze embebida em soro. Queimaduras Qumicas Verificar VAS, respirao, circulao e nvel de conscincia e evitar choque. Retirar as roupas da vtima. Lavar com gua ou soro, sem presso ou frico. Identificar o agente qumico: cido lcali Na dvida lavar por 05 minutos lavar por 15 minutos lavar por 15 minutos

Se lcali seco no lavar, retirar manualmente (exemplo soda caustica).

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Manual do Socorro Bsico de Emergncia

Choque EltricoDefinio Acidente causado pelo contato com corrente de alta ou baixa tenso eltrica. Fisiopatologia A energia eltrica convertida em calor, em contato com a pele ou mucosa, causando uma leso trmica. Isto explicado pela lei de Joule. Calor = Resistncia X (Intensidade da Corrente)2 A leso auto limitada, ou seja, interrompida a corrente, no causa mais leso. A temperatura atingida no tecido o fator crtico que chamamos de magnitude da leso. Sempre encontramos um ponto de entrada, trajeto e ponto de sada.

Gravidade da Leso.A gravidade da leso depende: Resistncia da pele e estruturas internas do corpo, por exemplo: a palma da mo tem uma resistncia de 40.000 ohms; se estiver molhada a resistncia cai para 300 ohms, a mo de um trabalhador braal tem uma resistncia de 1.000.000 ohms, a boca tem uma resistncia de 100 ohms. Tipo de polaridade da corrente (alternada ou contnua): a alternada mais perigosa do que a contnua, por dar contraes musculares tetnicas, que impede a vtima de afastar-se da fonte. Freqncia, intensidade e durao da corrente: quanto maior for a intensidade e durao do estmulo, maior ser a leso. Os calos so formados por camadas de queratina.

a)

b)

c)

Vias de Corrente

Podemos ter 03 vias de corrente: Mo Mo Mo P P P

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Felipe Jos Aidar Martins, Tenente Coronel BM

Quadro ClnicoQueimaduras A leso cutnea mnima quando comparada s leses profundas. Temos um ponto de entrada (contato) e um ponto de sada (terra). A corrente eltrica provoca alteraes na despolarizao cardaca, podendo levar a arritmias, fibrilao e parada cardaca. Ocorrem leses pulmonares trmicas, com insuficincia respiratria grave. Agitao, perda de conscincia amnsia, cefalia, dficits motores, sensoriais e convulses. Queimaduras e catarata tardia. Infeces Insuficincia Renal Aguda. Hemorragias, tromboses e vasculites que podem comprometer o segmento distal.

Alteraes Cardacas Alteraes Pulmonares Complicaes Neurolgicas Leses Musculares Alteraes Vasculares

Conduta* Desligue a energia e afaste a vtima da fonte, antes de iniciar o atendimento. * Verifique sinais vitais e inicie as manobras de reanimao, se necessrio. * Ministre oxignio. * Trate as queimaduras, no ponto de entrada e sada da corrente eltrica. * Transporte para o hospital.B

Emergncia ClnicaAnginaEstreitamento da artria do corao Sinais e Sintomas Dor (esforo ou emoo); Geralmente curta durao; Melhora com o uso vasodilatadores. Conduta Manter a vtima em repouso; Monitorar sinais vitais; de Transportar ao hospital com O2; Transportar na posio semi sentado.

Infarto Agudo do MiocrdioDecorrente da obstruo de uma artria do msculo cardaco Sinais e Sintomas Dor sbita de durao prolongada na regio do peito; No aliviada; Dor pode irradiar para reas adjacentes ao corao; Mal estar (nuseas, vmitos, palidez, sudorese e choque). Conduta Manter a vtima em repouso; Monitorar sinais vitais; Afrouxar as vestes; RCP se necessrio; Usar O2; Transportar na posio semi sentado.

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DesmaioPerda curta de conscincia Conduta Sinais e Sintomas Perda da Conscincia. Afastar a vtima do local agressor; Monitorar os sinais vitais; Cabea mais baixa do que o resto do corpo; Transporte para o hospital.

DiabetesDoena pode ser de carter hereditrio, caracterizada pela deficincia de insulina, hormnio produzido pelo pncreas, ou pode ser de carter traumtico, como vtimas de acidentes que lesam o pncreas, ou portadores de cncer no rgo citado. Sinais e Sintomas Sinais do Coma Diabtico Poliria (urina abundante); Polidipsia (sede); Polifagia (fome); Emagrecimento. Conduta Colocar a vtima em repouso; Tentar identificar se diabtica; Procurar recurso hospitalar; Administrar O2. Pele seca e mucosas ressecadas; Olhos encoados (ressecados); Nuseas e vmitos; Respirao rpida; Dores abdominais e torcicas; Dores musculares; Hipotenso e taquicardia; Sonolncia e taquicardia; Hlito cetnico.

Asma ou Bronquite a constrio da musculatura dos brnquios, dificultando a passagem do ar. Sinais e Sintomas Dificuldade respiratria; Rudos respiratrios audveis; Uso de toda musculatura do trax; Ansiedade e agitao; Cianose dos lbios. Conduta Afastar a vtima do local agressor; Repouso na posio sentado; Ministrar O2; Observar sinais vitais; Transportar para o hospital.

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Edema Agudo de PulmoEnchimento do pulmo por lquido, devido ao mau funcionamento do corao. Sinais e Sintomas Conduta Respirao difcil; Secreo pulmonar abundante; Sada de liquido rosa claro pela boca (espumante); Cianose, palidez e choque; Taquicardia e agitao; Edema de membros e vasos do pescoo. Repouso com trax elevado; Fazer garrote em 03 membros, rodiziando entre eles, a cada 10 minutos. Manter sinais vitais; Encaminhar a recurso hospitalar.

AVC Acidente Vascular Cerebral (Derrame)Leso cerebral pode ser definido por interrupo do fluxo sanguneo a determinada rea do sistema nervoso central. Sinais e Sintomas Tontura; Dor de cabea; Hemiplegia (paralisia unilateral); s vezes, sangramentos. Conduta Monitorar sinais vitais; Ministrar O2; Posio de coma para transporte; Procurar recurso mdico.

ComaAlterao do nvel de conscincia. Conduta Sinais e Sintomas Monitorar sinais vitais; RCP se necessrio; Qualquer reao que comprove Transporte na posio de coma; Afrouxar as vestes; mudana no nvel de conscincia. Histrico mdico (causa do coma); Transporte para hospital com O2.

ConvulsoDefine-se como abalos musculares de parte ou de todo o corpo, decorrente do funcionamento anormal do sistema nervoso central. Conduta Proteger a vtima; Proteger a lngua com um pedao de pano; Cabea colocada lateralmente; Se em 05 minutos no passar, transportar para o hospital.

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Animais PeonhentosSo acidentes causados por ofdios, escorpies, aranhas, vespas, abelhas e algumas formas marinhas de vida animal que se constituiu em um tipo de ENVENENAMENTO, cujo veiculo de introduo, no corpo humano, faz-se atravs de presas, ferres, etc. A toxidade do veneno varia em funo do tamanho e estado de nutrio do animal agressor, a quantidade de veneno inoculada, o peso e estado de sade da vtima. Como socorrista, no ser necessrio que voc seja capaz de classificar insetos, aranhas, artrpodes e ofdios em gnero e espcie. Tal atividade reservada aos estudiosos desta rea, mas o que veremos a seguir o mnimo indispensvel que voc deve saber sobre esses animais, para que seja possvel utilizar a tcnica adequada para cada situao.

Envenenamento OfdicoO Brasil o pas que possui a mais rica variedade de ofdios do mundo, e as no venenosas existem em grande maioria. Como o que nos interessa so as que causam acidentes graves, portanto as venenosas, vamos estud-las sucintamente. De modo prtico, podemos classificar as serpentes venenosas, no Brasil, em quatro grandes gneros, que so: Micrurus Conhecida vulgarmente como Corais. So encontradas na Regio Centro, Sul e Nordeste. So as famosas Cascavis, facilmente reconhecida pelo guizo existente na ponta da cauda. Ocorrem nas Regies Sul e Centro. Serpentes pouco conhecidas, so chamadas de Surucucu ou Surucutinga, no ocorrem na Regio Sul, sendo encontradas na Regio Amaznica e Zona da Mata Nordestina.

Crotalus

Lachesis

Bothrops So as mais comuns e as mais numerosas, vulgarmente conhecidas como Jararacas, e deste gnero fazem parte a Urutu Cruzeiro, Jararacuu, etc. Estas serpentes so responsveis por cerca de 90% dos acidentes ofdicos do Brasil e so encontradas em todo territrio nacional.

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Reconhecimento de SerpentesA maneira mais segura de se confirmar se um ofdio do gnero venenoso, ou no, a presena de Fosseta Loreal (pequeno orifcio situado entre as narinas e os olhos das serpentes venenosas) e a dentio. As venenosas possuem duas grandes presas ocas (semelhantes agulha de injeo), para inocular o veneno. So chamadas Solenglifas. Todos os demais sinais, tais como: forma da cabea, escamas, cauda, etc. no so definitivos podendo ocorrer ou no no animal. A presena das presas e da fosseta loreal confirma a periculosidade das serpentes do gnero botrpico (jararaca), crotlico (cascavel) e laqutico (surucucu), porem tal classificao no vlida para as serpentes do gnero micrurus (corais). Estas so reconhecidas pelos anis coloridos, preto, vermelho, brancos ou amarelos, que circundam seu corpo. A diferenciao entre coral verdadeira e falsa se faz pela dentio. As verdadeiras so Proterglifas (assim chamadas porque possuem duas pequenas presas inoculadoras de veneno, localizadas no meio da mandbula), enquanto as corais falsas so Opistglifas (possuem duas pequenas presas, no fundo da mandbula, porem sem canal inoculador de veneno). O trabalho de diferenciao de corais muito difcil para leigos, e deve ser executado exclusivamente por tcnicos especializados, jamais tente diferenciar corais. Trate todas como sendo verdadeiras e, portanto, venenosas.

Dentio

As cobras venenosas so chamadas Solenglifas, que significa presas grandes, ocas, na frente da boca, que funcionam como agulha de injeo.

Se voc se deparar com um acidente provocado por animal peonhento, lembre-se de que, dificilmente, ele ser fatal, imediatamente, ou em poucos minutos aps a picada. Os casos fatais ocorrem um ou dois dias, aps o acidente, e geralmente se d por falta total de tratamento sorolgico. Portanto mantenha a calma e haja da seguinte forma: Procure identificar e capturar o animal agressor, se possvel; Se no conseguir identificar, trate como se o animal fosse venenoso. 62

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Ao do VenenoDe modo geral, o veneno atua em todos os rgos do corpo humano, mas sua ao mais freqente e ocasiona maiores complicaes na rea neurolgica (depresso ou parada respiratria), hematolgicas (inoculao e hemorragias), nefrolgicas (insuficincia renal) e cardiovasculares (hipotenso e choque). Porm, dependendo da espcie de serpente, o veneno acentua uma determinada forma de atuao. Assim, vamos estudar, em detalhe, cada tipo.

Envenenamento Botrpico

JARARACAS

Jararacas Jararacuu, Urutu, Jararacas do rabo branco, Cruzeiro, Cotiara, Surucucurana do gnero BOTHROPS cujo veneno provoca hemorragia. A ao do seu veneno, no organismo, apresenta as seguintes manifestaes locais: Dor imediata; Inchao (edema); Calor e rubor no local picado; Hemorragia no local da picada ou distante dele.

As complicaes que podem surgir: Bolhas; Grangrena; Abscesso; Insuficincia renal aguda.

Envenenamento Laqutico

SURUCUCUS

Os acidentes com a Surucucus, tambm chamadas Pico de Jaca, Surucutinga do gnero LACHESIS so muito raros no Brasil. O seu veneno no organismo do acidentado provoca reaes semelhantes ao veneno das Jararacas: Inchao no local da picada; Diarria; Hemorragia.

Envenenamento Crotlico

CASCAVIS

Quando esse aparece, limita-se a um pequeno e discreto inchao, ao redor do ferimento, que pode passar despercebido. Mas o veneno das cascavis de muita potncia, sendo os acidentes provocados por essas cobras muito graves, levando morte, caso no sejam tomadas providncias.

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So estes alguns sinais e sintomas de envenenamento: Dificuldade em abrir os olhos; Viso dupla; Cara de bbado; Viso turva; Dor muscular; Sensao de formigamento no membro afetado; Dificuldade de falar.

Aps 06 a 12 horas: Escurecimento da urina. CORAIS

Envenenamento Elapdico

A ao do veneno das corais no organismo muito rpida, de grande potncia e mortal, se no for cuidado a tempo. Por isso, os sintomas e sinais aparecem em questo de minutos. So estes os principais sinais e sintomas: Dificuldades em abrir os olhos; Dificuldade em engolir; Cara de bbado; Formigamento e adormecimento; Falta de ar; Insuficincia respiratria aguda.

Procedimento VRC, avaliao e tratamento. Procure identificar o animal agressor (no perca tempo em fazer isso), se o capturar, leve-o morto para o hospital. Avalie sinais vitais. Limpe o local com gua ou soluo de PVPI (degermante). Oxignio (se acidente, com Elapdico, Crotlico ou Escorpio) 06 litros/min cateter nasal ou 12 litros/min com mscara. Mantenha o paciente deitado. Em caso de acidente com Botrpico (Jararaca), e se a vtima estiver com edema no membro, eleve o membro, para aliviar o edema. importante que voc faa um crculo em volta do local da picada com uma caneta, a fim de marcar o local da inoculao do veneno. Trate o choque, caso necessrio. Em caso de acidente com abelha ou Erucismo, faa raspagem local com bisturi. Transporte. 64

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AranhaReconhecimentoAcidentes leves e benignos causados por Armadeiras e Vivas Negras causam apenas dor discreta no local da picada, enquanto os provocados pela Tarntula e a Aranha Marrom, provocam equimose local ou pequena necrose. Nos casos graves originados pelas aranhas Armadeira e Viva Negra, a dor bem mais intensa, e a vtima apresenta sudorese, nuseas, vmitos, hipertermia e hipertenso, evoluindo para coma e choque. Casos graves originados por picadas de Aranha Marrom produzem dor forte no local da picada, nuseas, vmitos, hipertermia e grandes equimoses no membro afetado, geralmente acompanhados por flictemas hemorrgicas.

TratamentoO mesmo que o tratamento para ofdicos.

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Felipe Jos Aidar Martins, Tenente Coronel BM Escorpio Reconhecimento Procure identificar e capturar o animal agressor, porem no perca tempo nesse trabalho. Dor local muito intensa; Nuseas e vmitos; Dores abdominais; Convulses; Entorpecimento e formigamento no membro afetado; Espasmo do msculo do maxilar causando dificuldade de abrir a boca; Contraes e espasmos musculares generalizados; Choque; Edema.

Tratamento O mesmo que o utilizado para ofdicos. Raiva Desenvolvimento da Doena no Homem A raiva, tambm chamada hidrofobia (medo de gua), uma doena quase sempre fatal, que leva morte, se no for tratada imediatamente. provocada por um vrus que ataca o sistema nervoso. Seu perodo de incubao de 40 a 50 dias, s vezes pode aparecer mais precocemente (a partir do 10 dia). Poucas vezes aparece depois de trs meses. Transmitida por cachorros, gatos, morcegos e macacos. Sinais e Sintomas Inicialmente ocorrem pruridos, no local da mordida, cefalia e irritabilidade, alm de intolerncia aos rudos fortes. s vezes, ocorrem sensaes de medo. Pode haver rouquido e dificuldade para engolir. Aps um ou dois dias, aparece o perodo da excitao. Procedimentos Lavar o ferimento com gua e sabo; Caso seja possvel, o animal agressor deve ser capturado e deixado em observao pelo perodo de 10 dias, para se saber se ele est ou no contaminado pelo vrus da raiva; Em caso de morte do animal, deve-se enviar a carcaa do mesmo, a uma repartio do servio de sade local; Procurar o rgo de sade da cidade e comunicar a ocorrncia; O tratamento anti-rbico (vacina) ser necessrio, se o animal: Morrer por qualquer motivo, em menos de 10 dias, aps a mordida. Desaparecer em menos de 10 dias, aps a mordedura. For desconhecido. Desenvolver a raiva ou outra doena. Ser desnecessrio o tratamento anti-rbico, se o animal, aps 10 dias de observao, estiver sadio. 68

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Ferimentos e HemorragiasHemorragiaDefinio a perda aguda de sangue circulante. Procedimentos em Hemorragias Externas Nunca toque na ferida; No toque e nem aplique medicamento ou qualquer produto no ferimento; No retirar objeto empalado; Proteger com gases ou pano limpo, fixando com bandagem, sem apertar o ferimento; Fazer compresso local suficiente para cessar o sangramento; Se o ferimento for em membros, deve-se elevar o membro ferido; Caso no haja controle do sangramento, pressione os pontos arteriais; Torniquete dever ser usado, em ultimo caso, sendo feito com o uso do manguito do esfigmomanmetro; Procurar socorro adequado.

Procedimentos em Hemorragias Internas Mantenha as vias areas liberadas; Mantenha a vtima deitada; Use tala inflvel em caso de fraturas; Transporte na posio de choque; Administre oxignio; No de nada para o paciente beber; Procure socorro adequado. 69

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FerimentoDefinio Ferida o resultado da agresso sofrida pelas partes moles, produzindo leso tecidual.

Ferimentos EspeciaisFerimento na CABEA Procedimento semelhante a ferimentos em partes moles; No tente limpar o ferimento, h perigo de aumentar a hemorragia; No faa compresso com os dedos; Controle o sangramento com curativo limpo e pouca presso; Procure socorro adequado.

Ferimento nos OLHOS No tente remover objetos da crnea; No faa curativo compressivo; No remova objetos empalados, estabilize-os; O curativo deve ser frouxo e nas duas vistas; Em queimaduras qumicas, lave sempre, partindo do nariz para as extremidades, com gua estril (5 a 15).

Ferimento na ORELHA Curativo ou bandagem, em caso de ferimento na orelha; Nunca feche o canal auditivo em caso de hemorragia; Sada de liquido claro e/ou sangue significa Traumatismo Crnio Enceflico; Pronto socorro adequado.

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Manual do Socorro Bsico de Emergncia Ferimento na FACE Corrigir problemas respiratrios; No esquea da possibilidade de leso na coluna; Use presso suficiente para parar o sangramento; Retire objetos empalados na bochecha, se penetrarem na cavidade oral; Faa curativo; Procure socorro adequado.

Ferimento no NARIZ Controle hemorragia; Em avulso, coloque o retalho no local; Curativo.

EPISTAXE (sangramento nasal) Coloque o paciente sentado; Cabea ligeiramente inclinada para frente; Procure socorro adequado.

Ferimento na BOCA Retire corpos estranhos do ferimento da boca se estiverem causando problemas respiratrios, caso contrrio estabiliza-os; Procure socorro adequado.

Ferimento no PESCOO Mantenha o paciente calmo; Pea para a vtima respirar devagar e observe a respirao; Administre O2; No se esquea da possibilidade de trauma de coluna; Curativo oclusivo com uma compressa, devendo esta ser coberta com plstico estril ou papel alumnio; Perigo de embolia traumtica pelo ar; No aplique presso sobre as vias areas; No aplique presso dos dois lados ao mesmo tempo; Procure socorro adequado.

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Felipe Jos Aidar Martins, Tenente Coronel BM Ferimento no TRAX Mantenha a vtima deitada sobre o lado da leso; Coloque curativo oclusivo preso em trs lados; Administre O2; Aspire sangue e secrees caso necessrio; Procure socorro adequado; Transporte sobre o lado ferido.

Ferimento no ABDOME Mantenha a vtima deitada; Mantenha suporte bsico de vida; Fique alerta para vmito; No toque e nem recoloque no lugar as vsceras; Cubra as vsceras com curativo oclusivo embebido em soro fisiolgico, cobrindo este com plstico estril ou papel alumnio; Procure socorro adequado.

Ferimento na REGIO GENITAL Faa curativo compressivo e procure socorro adequado OBS Em caso de mutilao, o pedao amputado dever ser colocado dentro de saco plstico, sem nada dentro, devendo este saco ser colocado dentro do gelo.

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FraturasDefinio uma ruptura total da estrutura ssea (soluo de continuidade no osso). Completa quando h quebra do osso

Incompleta quando ocorre uma fissura Aberta Fechada provoca ferida na pele No h perfurao na pele

Reconhecimento Deformao (angulao e encurtamento) Inchao, hematomas Ferida (pode existir ou no) Palidez ou cianose da extremidade Diferena de temperatura no membro afetado Crepitao (rangido) Incapacidade funcional

Fraturas de ExtremidadesReconhecimento Pesquise a dor; Incapacidade funcional; Alterao de cor da pele; Observe deformidade ou sangramento.

Conduta Verifique VRC; Ministre O2 se necessrio; Nas fraturas alinhadas, imobilize com tala rgida ou inflvel; Nos deslocamentos, em fraturas expostas e fraturas em articulaes imobilize na posio encontrada com tala rgida; A tentativa de alinhar dever ser feita, suavemente, e uma nica vez, se houver resistncia, imobilize na posio encontrada com tala rgida; Use bandagens para imobilizar fraturas ou luxaes na clavcula, escpula e cabea do mero; Aps a imobilizao, continue checando pulso e perfuso capilar; Fratura de fmur, no tente realinhar, imobilize na posio encontrada com duas talas rgidas, at o nvel da cintura plvica, e transporte em prancha longa.

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Fratura de CrnioReconhecimento Ferimento extenso ou profundo na cabea; Verifique presena de hematomas nas plpebras (sinal de Guaxinim) e sada de sangue e/ou liquor pelo nariz e ouvido; Verifique estado neurolgico, atravs de respostas e reaes da vtima (alteraes mentais AVDN); Alteraes da resposta pupilar (pupilas desiguais); Controle alteraes do padro respiratrio; Sinal caracterstico atrs da orelha (sinal de Battle); Monitore pulso e presso arterial.

Conduta Evite manobras que possam agravar possvel leso na coluna; Imobilize coluna cervical; Ministre O2; Esteja preparado para aspirar ou retirar secrees; Controle as condies e sinais vitais do paciente; No obstrua a sada do sangue ou liquor dos ouvidos e nariz; Monitore pulso e PA; Procure socorro adequado.

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Fratura de PelveProcedimento Associe a leso com o acidente; Dor intensa na regio movimentao; Perda de mobilidade dos membros inferiores (no obrigatrio); Hematoma localizado (no obrigatrio).

Conduta Com vtima deitada de decbito dorsal, coloque um cobertor ou outro material disponvel, dobrado entre suas pernas (se estiver disponvel); Prenda suas pernas com faixas ou bandagens; Transporte em prancha longa; Procure socorro adequado.

Fratura ExpostaConduta Controle de hemorragias; No tente recolocar o osso exposto no interior da ferida; No limpe ou passe qualquer produto na ponta do osso exposto; Proteja o ferimento com gaze, ou atadura limpa; Imobilize com tala rgida, abrangendo uma articulao acima e outra abaixo; Em todos os casos, previna o agravamento da contaminao; Procure socorro adequado.

Trax InstvelReconhecimento Dor local; Respirao dificultosa, dor ao respirar; Tosse com sangue (no obrigatria); Sangue borbulhando da ferida do trax, em caso de perfurao por fragmento sseo; Parte afetada no acompanha o movimento do restante do trax.

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Felipe Jos Aidar Martins, Tenente Coronel BM Conduta Estabilize a rea solta com o brao da prpria vtima, prendendo-o com uma atadura de crepom ou bandagem triangular, ou ento, prenda a parte solta ao restante do trax, atravs de uma compressa volumosa, presa por esparadrapo; A estabilizao no pode causar dor vtima; Ministre Oxignio.

Trauma de ColunaReconhecimento Associao do tipo de acidente com a possibilidade de leso (vitima de queda de altura, mergulho no raso, acidente de desabamento, considere portadora de trauma de coluna); Dor intensa na regio posterior do tronco; Presena de hematoma ou edema na regio posterior do tronco; Presena de deformao palpvel ou visvel na coluna; Perda de sensibilidade e ou mobilidade dos membros; Priapismo (ereo peniana) sem estmulo sexual; Perda do controle da urina e fezes; Se o paciente estiver inconsciente, se estiver consciente e for vtima de trauma, ou se no se conhece o mecanismo da leso, adote as medidas para a vtima portadora de leso na coluna.

Conduta Mantenha as condies respiratrias (usar O2); Mantenha a cabea alinhada com trao e aplique colar cervical; Se a vtima estiver sentada, coloque a prancha curta ou KED, antes de remov-la; Se a vtima estiver deitada, coloque prancha longa, antes de remov-la; Controle sinais vitais; Procure socorro adequado. OBS A manobra Jaw Trust, Jaw Lift ou Chin Lift deve ser usada para manter abertura de vias areas nos pacientes com suspeita de trauma medular; (Trplice Manobra) ver anteriormente.

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Estado de ChoqueDefinio Falncia hemodinmica (do sistema circulatrio).

Sensibilidade dos rgos Isquemia4 6 minutos Corao Crebro Pulmo 45 90 minutos Fgado Bao Rins Trato Gastrointestinal 120 180 minutos Pele Msculo Osso

Aps os tempos referidos, com pouco ou sem sangue, comea haver risco de sofrimento e morte celular dos rgos discriminados acima. Classificao c) Sptico a) Hipovolmico Infeces graves. Hemorragias (interna e externa); Queimaduras graves; Diarria, vmitos (desidratao). b) Cardiognico Infarto agudo do miocrdio; Arritmia cardaca; Insuficincia cardaca congestiva. As causas so diferentes 1- Perda de volume 2- Defeito na bomba do sistema 3- Toxina do agente infeccioso 4- Histamina 5- Adrenalina Porm o efeito um distrbio da circulao perifrica que pode evoluir para a falncia circulatria total. d) Anafiltico Reao de hipersensibilidade medicamentos, alimentos, etc. e) Neurognico Leso da medula espinhal; Dores intensas. a

Como reconhecer o estado de choque Pele plida, mida e fria; Pulso fraco e rpido (maior que 100 bpm); Presso Sistlica menor que 90 mmHg; (lembrar que a presso sistlica no estado de choque, vai diminuindo, progressivamente, ento numa medida isolada da presso arterial podemos encontrar valores superiores a 80 mmHg, que vai diminuindo com o avano do estado de choque). 77

Felipe Jos Aidar Martins, Tenente Coronel BM Perfuso capilar perifrica lenta ou nula; Respirao curta e rpida; Tontura e desmaio; Sede, tremor e agitao; Rosto e peito vermelho, coando, queimando, edemaciado, dificuldade respiratria, edemas de face e lbio (anafiltico).

Como podemos avaliar o estado de choque COMPENSADO PULSO PELE PRESSO NVEL DE CONSCINCIA Importante Com 03 momentos, podemos fazer o diagnostico do estado de choque: Observe Sinta Oua Conduta Posicione a vtima deitada, com as pernas elevadas; Afrouxe suas roupas; Mantenha a vtima aquecida; Ministre oxignio; Choque anafiltico transporte a vtima imediatamente ao hospital. Considere a pessoa como uma caixa cheia de sangue, quando apresentamos uma perda deste ele no vai ocupar todo o corpo. Isto pode ser melhorado deitando-se a vtima, com as pernas elevadas, desde que no haja leso na cabea ou problemas cardacos, devendo, nestes casos, o tronco ser elevado. Palidez e sudorese fria Pulso e perfuso perifrica Presso arterial NO COMPENSADO

TaquicardiaPlida, mida, fria Normal ou Inalterada

Taquicardia, progredindo para bradicardiaPlida, cor de cera, fria sudorese intensa

Vasos colabados muito contradosAlterado, desorientao coma

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Parto de EmergnciaSinais do Parto Contraes fortes e freqentes; Sada de lquido claro pela vagina; Discreto sangramento pela vagina; Apresentao ceflica.

Procedimentos a) Verifique VRC. b)Verifique a apresentao do beb. 1- Se no existe a apresentao ceflica, ministre oxignio a 10 litros/min com mscara e transporte imediatamente, ou assista a respirao. 2- Se existe a apresentao ceflica, inicie o parto, sem interferir. c) Aps a sada da cabea, vire gentilmente o beb, lateralmente, logo depois d uma leve trao no ombro de cima, e depois no de baixo. d) Aspire as secrees do nariz e da boca do beb com uma bombinha de borracha tipo pra, ou limpe as vias areas com um pano limpo. e) Aps o parto, coloque dois clamps, ou amarre o cordo com dois barbantes limpos, a partir do beb (um a 20 cm de distncia do beb e outro a 10 cm do primeiro em direo me), e corte com um bisturi entre os dois clamps. f) VRC no beb, avalie e trate, se necessrio.

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Felipe Jos Aidar Martins, Tenente Coronel BM Me (aps o parto) a)Oxignio a 06 litros/min com cateter nasal ou 10 litros/min com mscara, ou assista respirao. b)Coloque um absorvente higinico e massageie o abdome da me (regio do tero). c)Aquea a me e o beb, previna o choque. d) Monitore os sinais vitais e leve a placenta para o hospital, junto com o beb. Complicaes do Parto a) A apresentao de outra parte que no seja a cabea. b) Sada de lquido esverdeado. c) Sada do cordo umbilical.

Tratamento a) Verifique VRC. b) Eleve o quadril da gestante. c) Oxignio a 10 litros/min, com mascara, ou assista respirao. d) Transporte.

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Depois de realizar o parto o socorrista deve ter uma maior ateno em relao a parturiente e principalmente em relao ao beb, para analisar as condies do feto basta monitorar o mesmo atravs da escala de Apgar que um teste o qual consiste na avaliao de 5 sinais objetivos do recm-nascido, atribuindo-se a cada um dos sinais uma pontuao de 0 a 2. Os sinais avaliados so: freqncia cardaca, respirao, tnus muscular, irritabilidade reflexa e cor da pelo. O somatrio da pontuao (no mnimo zero e no mximo dez) resultar no ndice de Apgar e o recm-nascido ser classificado como sem asfixia se o Agar estiver entre 8 e 10, com asfixia leve estando o Apgar entre 5 e 7 ou com asfixia moderada tendo como Apgar os valores entre 3 e 4 ou ainda com asfixia grave se seu Apgar estiver entre 0 e 2;

Tabela para clculo do ndice. Pontos Freqncia Cardaca Respirao Tnus Muscular Cor Irritabilidade Reflexa Ausente Ausente Flcido Ciantico / Plido Ausente 0 < 100 / min Fraca, irregular Flexo de pernas e braos Cianose de extremidades Algum movimento 1 > 100 / min Forte / Choro Movimento ativo / Boa flexo Rosado Espirros / Choro 2

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